domingo, dezembro 18, 2005

Poste A Pedido!

















A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Alexandre O'Neill



(a metade da lua como testemunha, num longínquo fim de tarde de estio)

6 comentários:

Rosario Andrade disse...

Ola Linda!

Que engraçado, estive a ler este poema ontem! Sintonia!!!!!!

Resto de um bom Domingo!
Abracicos!

Dinada disse...

Quando as almas se entendem é assim :)

Beijico Rosário e Bom Domingo!

(sem querer pressionar a artista, para quando outra obra tua, lá no 'Impressões'?)

mfc disse...

A aventura recomeça sempre em qualquer jardim... tratemos sempre dele diariamente.

Polux2 disse...

Bonito!


Auto-retrato

O'Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
o retrato moral também tem os seus quês
(aqui, uma pequena frase censurada...)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sobre a ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse...

Alexandre O'neill

Beijinho.

just-a-copywriter disse...

Às duas por três, de tanto navegar ao sabor das ondas da blogosfera acabei por vir ter ao seu blog... e dei de caras com a poesia de um amigo, que deixou saudades... o Alexandre.

Um beijo, e obrigado!

Fernando M. Contumélias

Dinada disse...

Depertei agora dum sono profundo...e quis deiar um beijo para quem o apanhar!