segunda-feira, janeiro 23, 2006

De Mão Dada

Passeávamos olhando o Tejo, escuro.
A noite reflectia nele luzes, mentirosas.
Não estão lá, as luzes,
Só parece.

Mas as mãos, tocando-se, estavam.
Eram mesmo,
Não eram sonho:
até acordar...

O mundo do imaginário é rico,
Cheio de tudo
Vazio de nada.

Depois vem a Verdade.
Mas quem quer saber dela?
Se dói...


(isto de escrever estas coisas ajuda...embora o que me chateie verdadeiramente seja o meu saldo bancário)

16 comentários:

Maria disse...

Gostei Dinada, uma beijoka

Dinada disse...

Outra, maria...outra!

Inha disse...

Pois, o meu tembém é uma consumição... mas a culpa é daqueles gajos do banco, pá!LOL

Dinada disse...

Os parvos...

"eles comem tudo
eles comem tudo
e não deixam nada"

:D

spartakus disse...

Eu nem saldo bancário já tenho...a tentar estar acordado, boa tarde Dinada. Toma lá um bjinho.

spartakus disse...

Eu nem saldo bancário já tenho...a tentar estar acordado, boa tarde Dinada. Toma lá um bjinho.

Dinada disse...

Beiiijo, Spart...

(eu ando lá perto...mas um aério é um aério)

zezinho disse...

temo que a questão da conta bancária seja problema nacional.
Gostei dos teus devaneios literários..
Beijos

Dinada disse...

Obrigada pela simpatia. Mas sabes sou, eu própria, um devaneio pegado...what else is new :S

Mr. Steed disse...

Puema sobre o saldo:

O Saldo
está com um zero
e outro zero
e atrás desse zero
outro se esconde
redondo
e com ar de tonto
me diz:
estás a zeros
e zero gastarás

Mustang Sally, guess you better slow your mustang down.
Mustang Sally, baby , guess you better slow your mustang down.
You've been running all over the town .
Oh, I guess I'll have to put your flat feet on the ground.

All you want to do is ride around Sally, ride, Sally, ride.
All you want to do is ride around Sally, ride, Sally, ride.

A mustangue sále só entrou pq era o q eu tava a ouvir antes de a xicatita se intrometer...

Anónimo disse...

Também passeei muito, de mão dada, à beira Tejo.
E tinha um quarto quase dentro do Tejo.
Mas todos os dias atravessava o Tejo até que fiquei por Lisboa.
Continuo a passear de mão dada junto ao Tejo, mas o Tejo de
Lisboa não é o Tejo da minha Terra! É mais feio e menos romântico e entristece-me.
Agora quando quero perder a nostalgia atravesso o Tejo para o outro lado e dou os meus passeios, mesmo sem ter mãos para agarrar! As mãos do antigamente perderam-se, as de agora não querem atravessar o Tejo.
Não desistas das mãos junto ao Tejo, mesmo sem cheta....

Pólux disse...

Dinada,

Resta-nos a consolação de que o Tejo terá sempre um saldo líquido, volumoso, mas que jamais será liquidado. A menos que nuestros hermanos deixem de respeitar as frequentes "cimeiras das águas" que connosco têm celebrado e acabem por nos roubar o precioso líquido.
Beijinho.

spartakus disse...

Inda num te dói a mão?...e num konsigo meter aki kumentários à noite, porra. Bjinho.

Rosario Andrade disse...

Bom dia!
... o meu saldo tambem anda deesfasado com as minhas necessidades!... fosca-se!

Abracicos!

Dinada disse...

Boa Tarde, queridos...estou traumatizada...poli!!

:S

Anónimo disse...

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