sábado, novembro 30, 2013
Há Qualquer Coisa
Que me diz, sussurrando, que sim
Que há espaço para ti, aqui
Pode ser pequenino o espaço, até claustrofófico
Mas existe
E espera-te
(hoje foi o último dia do 11)
Post Scriptum (atrasadíssimo): Estava a falar da Árvore de Natal.
domingo, novembro 24, 2013
sábado, outubro 19, 2013
Eia! A Sério...
Porque será que, quando toca à verdadeira solidariedade civil (da dita sociedade), é cada um por si e tudo se torna num "salve-se quem puder"?
Porque raio, quando confrontados com a REAL situação do país (estamos sob resgate, lembram-se), cada um só pensa em assegurar as fronteiras da "sua hortinha". Solidariedade é uma coisa linda, desde que não mexam no "meu quintal".
Barda"coiso".
É um facto que todos gostaríamos de manter privilégios (como ter rendimentos certinhos, de preferência acima dos 2.000€/mês), mas é também um facto que, em tempos de penúria, "o mal tem de se dividir pelas aldeias".
Que o digam os que já nada têm.
Bolas!
quinta-feira, setembro 26, 2013
"Intimissimi"
Intervalo numa série da Fox.
Anúncio a um maravilhoso enganador de mamas.
Compre, compre: soutien que lhe dá um nº acima(?) e sem aros(?)
Pergunta: para que raio quer uma mulher um suporte "mamal" que distrai o(a) destinatário(a), que o(a) leva ao engodo?
E não me venham com a bela história de que, sem aros, a NOSSA aura fica bem mais nos tons que se desejam.
Quem usa estes truques, não os usando em benefício do próprio ego (obviamente), mas sim para chamar atenções alheias, que espécie de atenções procura?
Apoquentada, juro!
Rodapé: Falatava um "mi" no Intimissi. Pois, whatever!
Anúncio a um maravilhoso enganador de mamas.
Compre, compre: soutien que lhe dá um nº acima(?) e sem aros(?)
Pergunta: para que raio quer uma mulher um suporte "mamal" que distrai o(a) destinatário(a), que o(a) leva ao engodo?
E não me venham com a bela história de que, sem aros, a NOSSA aura fica bem mais nos tons que se desejam.
Quem usa estes truques, não os usando em benefício do próprio ego (obviamente), mas sim para chamar atenções alheias, que espécie de atenções procura?
Apoquentada, juro!
Rodapé: Falatava um "mi" no Intimissi. Pois, whatever!
terça-feira, setembro 03, 2013
Farta, Fartinha, Fartoza!
Farta:
E não é pelo lado bom do enfartamento generoso, aquele que fica, por exemplo, depois de um delicioso repasto.
Estou fartinha da TV portuguesa.
Da falta de qualidade, dos programas apresentados, da isenção noticiosa enfim, de tudo.
Acreditem ou não, há meses que não sintonizo nenhum dos x canais daqui do burgo.
Acontece que o mais velho costuma passear por lá e, derivado a esse facto, sou por vezes obrigada a televionar algo que, por incrível que pareça, lhe cativa o olho. Respeito o seu espaço e acedo à partilha do único aparelho cá de casa.
Aconteceu há pouco assistir à abertura dum telejornal em que a notícia era: este ano já ardeu uma área correspondente a 7 cidades de Lisboa...ahhhhhhhhhh, orgástico!
Quase tive pena do apresentador que, pouco depois, falava dos direitos adquiridos dos funcionários públicos, representados pelo Tribunal Constitucional, nomeadamente o "direito de confiança".
Rapidamente me pus a pensar nos meus direitos, que são quais, afinal?
A maioria da minha vida contributiva foi dedicada ao sector público, sempre com (ou sem) vínculo precário, por necessidade de preencher horas de trabalho daqueles que, vinculados, haviam de ter de fazer o que eu fazia.
Esta verdade insofismável foi vivida na primeira pessoa portanto, ai de quem se atreva a desmentir-me
O meu dia a dia normal sempre ultrapassou as 7h de que eles se arrogavam. Cheguei muitas vezes a casa sem tempo para o beijo nocturno nos meus três rapazes. Trabalhei no duro, não para assegurar qualquer posto mas sim por brio profissional. Sabia que das minhas análises céleres a pedidos de pagamento por parte de entidades que recorriam aos Fundos Europeus dependiam, de facto, muitos postos de trabalho privado.
E eu, privada no público, cumpria.
Estou desempregada do público, enquanto privada, vai em dois anos.
Tenho no lombo 24 anos de serviço a instituições que me pediram aquilo que lhes dei, mais o tal do brio.
Sobra-me nada.
Houve fogos por cá, que houve.
Se são mais do que no ano passado, são.
Se o TC acha inconstitucional a mobilidade, que ache.
Só não me conformo com esse tal "princípio da Confiança".
É porque sempre confiaram em mim mas, no fim, fui só uma privada desprovida de confiança.
E não sei porquê.
E não é pelo lado bom do enfartamento generoso, aquele que fica, por exemplo, depois de um delicioso repasto.
Estou fartinha da TV portuguesa.
Da falta de qualidade, dos programas apresentados, da isenção noticiosa enfim, de tudo.
Acreditem ou não, há meses que não sintonizo nenhum dos x canais daqui do burgo.
Acontece que o mais velho costuma passear por lá e, derivado a esse facto, sou por vezes obrigada a televionar algo que, por incrível que pareça, lhe cativa o olho. Respeito o seu espaço e acedo à partilha do único aparelho cá de casa.
Aconteceu há pouco assistir à abertura dum telejornal em que a notícia era: este ano já ardeu uma área correspondente a 7 cidades de Lisboa...ahhhhhhhhhh, orgástico!
Quase tive pena do apresentador que, pouco depois, falava dos direitos adquiridos dos funcionários públicos, representados pelo Tribunal Constitucional, nomeadamente o "direito de confiança".
Rapidamente me pus a pensar nos meus direitos, que são quais, afinal?
A maioria da minha vida contributiva foi dedicada ao sector público, sempre com (ou sem) vínculo precário, por necessidade de preencher horas de trabalho daqueles que, vinculados, haviam de ter de fazer o que eu fazia.
Esta verdade insofismável foi vivida na primeira pessoa portanto, ai de quem se atreva a desmentir-me
O meu dia a dia normal sempre ultrapassou as 7h de que eles se arrogavam. Cheguei muitas vezes a casa sem tempo para o beijo nocturno nos meus três rapazes. Trabalhei no duro, não para assegurar qualquer posto mas sim por brio profissional. Sabia que das minhas análises céleres a pedidos de pagamento por parte de entidades que recorriam aos Fundos Europeus dependiam, de facto, muitos postos de trabalho privado.
E eu, privada no público, cumpria.
Estou desempregada do público, enquanto privada, vai em dois anos.
Tenho no lombo 24 anos de serviço a instituições que me pediram aquilo que lhes dei, mais o tal do brio.
Sobra-me nada.
Houve fogos por cá, que houve.
Se são mais do que no ano passado, são.
Se o TC acha inconstitucional a mobilidade, que ache.
Só não me conformo com esse tal "princípio da Confiança".
É porque sempre confiaram em mim mas, no fim, fui só uma privada desprovida de confiança.
E não sei porquê.
sábado, agosto 31, 2013
O Do Meio É dado Ao Pânico
Diz que os EUA atacaram a Síria, que começou a 3ª Guerra há p'raí 10', meu Deus mãe, vai tudo pelos ares, que tem pena de nos irmos todos pró galheiro tão cedo.
Não sei de nada, estava aqui quietinha e agora vou ver a Fox.
Rebentaram com a sensatez? Dane-se, só se vive uma vez.
E, se estiver mesmo a acontecer o que ele me diz, que morramos felizes.
Eu vou-me feliz, se tiver de ser agora!
(Egoísta? Egoista!)
Não sei de nada, estava aqui quietinha e agora vou ver a Fox.
Rebentaram com a sensatez? Dane-se, só se vive uma vez.
E, se estiver mesmo a acontecer o que ele me diz, que morramos felizes.
Eu vou-me feliz, se tiver de ser agora!
(Egoísta? Egoista!)
domingo, agosto 25, 2013
25 de Agosto de 1988
Há 25 anos parti de Lisboa de avião, grávida de precisamente 7 meses, num misto de emoções muito forte.
Ardia o Chiado e, lá de cima, o estectáculo era impressonante. Sabia que no meio daquele caos estava a minha mãe, assistente social na Câmara de Lisboa, entretamto chamada pelo piquete para estar presente.
Deixou-me no aeroporto e seguiu para o cenário de guerra.
Lá em cima, muito em cima, em cima demais para o que eu queria, chorava.
Deixava para trás a família, partia para terras longínquas onde sabia esperar-me a falta óbvia de empatia por tudo o que acontecia na minha cidade.
Enganei-me.
Já em casa, de TV ligada, era o assunto do dia também.
Em Estocolmo falava-se de Lisboa, da tragédia, de mim enfim.
Foi talvez dos dias mais difíceis da mimha vida, aquele em que voei com o meu primogénito périnatal, sabendo que o regresso tardaria e que Lisboa não seria mais a mesma.
Ardia o Chiado e, lá de cima, o estectáculo era impressonante. Sabia que no meio daquele caos estava a minha mãe, assistente social na Câmara de Lisboa, entretamto chamada pelo piquete para estar presente.
Deixou-me no aeroporto e seguiu para o cenário de guerra.
Lá em cima, muito em cima, em cima demais para o que eu queria, chorava.
Deixava para trás a família, partia para terras longínquas onde sabia esperar-me a falta óbvia de empatia por tudo o que acontecia na minha cidade.
Enganei-me.
Já em casa, de TV ligada, era o assunto do dia também.
Em Estocolmo falava-se de Lisboa, da tragédia, de mim enfim.
Foi talvez dos dias mais difíceis da mimha vida, aquele em que voei com o meu primogénito périnatal, sabendo que o regresso tardaria e que Lisboa não seria mais a mesma.
sábado, agosto 24, 2013
Os Fogos, A Morte e os Gelados
Parece não fazer sentido este título, mas faz.
Os fogos lembram-me sempre um filho duma pessoa bastante próxima, de quem gostava muito. Incendiário, doente mental e alcoólico. Pegava fogos porque gostava de ver aquelas cores do lume, das labaredas, do xinfrim associado, dos cheiros a terra queimada, de tudo.
Não percebia, porque não podia, que aquilo era um inferno para quem lutava sempre para apagar o que ele queria ver propagado.
Não percebia o que era um Bombeiro nem porque diabo era aquele o nome que lhe davam: Bombeiro faz Bombas, é assim não é?
Não é, mas para o caso não interessa. Interessa que para ele, homónimo do meu mais novo, os Bombeiros serviam para por bombas e não para apagar triunfos seus.
Vistas as coisas com a devida distância o homónimo queria só fogo como nas festas, só que maior.
Morreram vários Soldados da Paz nestes dias, chamo-lhes assim, prefiro.
Morreram mal.
Morre-se sempre mal, digo eu!
Morre-se pior no entanto, e como é o caso, se se morre somente por amor ao outro, de forma totalmente altruísta, sem qualquer benefício em causa própria.
Está tudo mal, digo eu.
Tudo.
Fui com os meus três filhos comer um gelado ali à Avenida de Roma.
E está fresco, o gelado e o tempo (meteorígicamente falando), e as dores apareceram, assim como um alerta para me manter de olho aberto.
Estou para lá de sensível, hoje.
Nada muito diferente de ontem mas, hoje, agradeci muito ter estes príncipes na minha vida.
Os fogos lembram-me sempre um filho duma pessoa bastante próxima, de quem gostava muito. Incendiário, doente mental e alcoólico. Pegava fogos porque gostava de ver aquelas cores do lume, das labaredas, do xinfrim associado, dos cheiros a terra queimada, de tudo.
Não percebia, porque não podia, que aquilo era um inferno para quem lutava sempre para apagar o que ele queria ver propagado.
Não percebia o que era um Bombeiro nem porque diabo era aquele o nome que lhe davam: Bombeiro faz Bombas, é assim não é?
Não é, mas para o caso não interessa. Interessa que para ele, homónimo do meu mais novo, os Bombeiros serviam para por bombas e não para apagar triunfos seus.
Vistas as coisas com a devida distância o homónimo queria só fogo como nas festas, só que maior.
Morreram vários Soldados da Paz nestes dias, chamo-lhes assim, prefiro.
Morreram mal.
Morre-se sempre mal, digo eu!
Morre-se pior no entanto, e como é o caso, se se morre somente por amor ao outro, de forma totalmente altruísta, sem qualquer benefício em causa própria.
Está tudo mal, digo eu.
Tudo.
Fui com os meus três filhos comer um gelado ali à Avenida de Roma.
E está fresco, o gelado e o tempo (meteorígicamente falando), e as dores apareceram, assim como um alerta para me manter de olho aberto.
Estou para lá de sensível, hoje.
Nada muito diferente de ontem mas, hoje, agradeci muito ter estes príncipes na minha vida.
sábado, agosto 17, 2013
Aos meus Dois (Três?) Leitores Portugueses
Assola-me esta dúvida:
Porque raio se escreve obSessão e, depois, personalizando a coisa, se desenvolve a palavra em obCecado?
A sério, elucidem-me, a ver de durmo sossegadita.
Notas de rodapé de somais importâcia:
1. Os dois "s" que ali estavam antes eram gralha devido ao adiantado da hora na escrita do poste original;
2. Googlar antes de perguntar e vai-se a ver e a resposta está escarrapachado no link que se segue.
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/como-se-explica-palavra-obcecado-ser-grafada-enquanto-obsessao-grafa-se-com-sistema-ortografico-539188.shtml
Porque raio se escreve obSessão e, depois, personalizando a coisa, se desenvolve a palavra em obCecado?
A sério, elucidem-me, a ver de durmo sossegadita.
Notas de rodapé de somais importâcia:
1. Os dois "s" que ali estavam antes eram gralha devido ao adiantado da hora na escrita do poste original;
2. Googlar antes de perguntar e vai-se a ver e a resposta está escarrapachado no link que se segue.
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/como-se-explica-palavra-obcecado-ser-grafada-enquanto-obsessao-grafa-se-com-sistema-ortografico-539188.shtml
sexta-feira, agosto 16, 2013
O Momento Em Que Me Tornei Cínica
Revejo diariamente a série " O Sexo e a Cidade".
Posto o intróito, reparei há mais ou menos três episódios que o genérico foi alterado em 2001 (é explícito no episódio anterior ao referido que é esse o ano, coisas de memórias abortativas da Carrie Bradshaw), desaparecendo do mesmo as Torres Gémeas que dele faziam parte, do tal genérico ali referido há atrasado.
E que tem isso a ver com a minha "cinicalidade"?
Tudo!
Acho ridículo, acho inclusivamente trágico, que se apague da memória colectiva algo que existiu e que se perpetua no imaginário da paisagem novaiorquina, por mais photoshop, filmshop whatever, que se faça.
O que aconteceu não se apaga, nem na memória muito menos num espaço que antecede uma série.
Série esta que tem na sua génese o viver da Cidade em causa.
Com ou sem sexo, as Torres pertencem-lhe.
Sempre!
segunda-feira, agosto 05, 2013
Uma Idéia
Há uns anos bons, antes de haver telemóveis, todos tinhamos Agenda de bolso, em que na contracapa existia um campo específico que rezava assim: "Em caso de acidente ligar para".
Aqui, deixávamos os números de telefone do ou dos familiares ou amigos que gostariamos de ver alertados em qualquer fatalidade que nos acontecesse fora do circuito fechado e protegido do lar.
Com o advento das novas tecnologias isto das Agendas que transportamos é história para a grande maioria de nós.
Assim, lembrei-me disto: que tal institucionalizar a forma de haver o mesmo contacto à mão, no caso de algum imprevisto que nos surpreenda, desta feita no telemóvel?
Pode não parecer mas seria extremamente útil, uma vez que temos os contactos organizados por nomes e, como é bom de ver, ninguém sabe se fulano ou cicrano é filho(a)/neto(a)/marido ou mulher/namorado(a).
Há, de facto, muitos de nós que ainda são abençoados com mãe/pai e aí estarão com esse epíteto, mas para outros, muitos, já não há progenitor vivo, logo, é o vazio total de identificação familiar.
Se esta idéia se tornar numa "norma", será um regresso à humanização das nossas vidas, um regresso ao tempo em que nos sentíamos mais seguros neste campo tão melindroso como o da imprevisibilidade das coisas.
Uma idéia a seguir, digo eu!
Aqui, deixávamos os números de telefone do ou dos familiares ou amigos que gostariamos de ver alertados em qualquer fatalidade que nos acontecesse fora do circuito fechado e protegido do lar.
Com o advento das novas tecnologias isto das Agendas que transportamos é história para a grande maioria de nós.
Assim, lembrei-me disto: que tal institucionalizar a forma de haver o mesmo contacto à mão, no caso de algum imprevisto que nos surpreenda, desta feita no telemóvel?
Para mim seria um contacto no dito com o nome "Acidente" que, criado propositadamente, conteria um ou mais números para que quem nos acudir possa ligar, logo após o óbvio 112.
Pode não parecer mas seria extremamente útil, uma vez que temos os contactos organizados por nomes e, como é bom de ver, ninguém sabe se fulano ou cicrano é filho(a)/neto(a)/marido ou mulher/namorado(a).
Há, de facto, muitos de nós que ainda são abençoados com mãe/pai e aí estarão com esse epíteto, mas para outros, muitos, já não há progenitor vivo, logo, é o vazio total de identificação familiar.
Se esta idéia se tornar numa "norma", será um regresso à humanização das nossas vidas, um regresso ao tempo em que nos sentíamos mais seguros neste campo tão melindroso como o da imprevisibilidade das coisas.
Uma idéia a seguir, digo eu!
domingo, julho 21, 2013
Coisas que se Descobrem nos Sítios Públicos
Numa pesquisa feita no sítio da Câmara Municipal de Lisboa descobri um Formulário deveras revelador do Estado a que isto chegou:
Licença de Arrumadores de Automóveis.
Aqui fica o link:
http://www.cm-lisboa.pt/servicos/por-temas/mobilidade/estacionamento Sítio da Câmara Municipal de Lisboa: Estacionamento CM-LISBOA.PT
Nota: Antes de dar a "moedinha", favor solicitar prova do devido licenciamento da actividade do provável indigente, sem abrigo e/ou toxicodependente.
Licença de Arrumadores de Automóveis.
Aqui fica o link:
http://www.cm-lisboa.pt/servicos/por-temas/mobilidade/estacionamento Sítio da Câmara Municipal de Lisboa: Estacionamento CM-LISBOA.PT
Nota: Antes de dar a "moedinha", favor solicitar prova do devido licenciamento da actividade do provável indigente, sem abrigo e/ou toxicodependente.
domingo, julho 14, 2013
Façamos o Paralelo que se Impõe
A parentalidade (volto ao tema), é muito parecida com a política. Na minha posição de mãe, lembro-me de várias situações em que um político não faria melhor: faço campanha eleitoral pelas minhas idéias mas, no fundo, sou eleita com votos "comprados"; faço bastas vezes promessas que não tenho a menor intenção de cumprir, com o único fito de passar um obstáculo momentâneo; tenho a permanente tarefa de "agradar" ao meu eleitorado mas sei que o vou perder à menor contrariedade (eles saem de casa, é inevitável); sou o elo mais forte nesta democracia de pacotilha mas sei, à partida, que se for a eleições estou lixada com "f" grande; quero o melhor para o nosso mundo mas, no entanto, ajo com a firme convicção que esse "mundo" melhor é o meu, não deles (convicta que será o ideal). No meio d'isto tudo diverge a comparação numa coisa, não de somenos importância: eu, a mãe extremosa e presente, ao mesmo tempoo que exigente e lúcida, QUERO ALTRUISTICAMENTE que sigam a vida com os instrumentos que lhes dei, não VÃO NUNCA AO ENGANO.
Sou, por causa, deles.
Vivo com eles na prioridade máxima, sempre.
E, quando prometo sem cumprir, faço-o na maior consciência. Aquela igual à mentira piedosa que não mata. Pode moer, mas não mata...a ESPERANÇA!
quinta-feira, julho 11, 2013
Será um Ano Bom
Porque é o início da entrada duma nova década. Com 49 anos completados hoje, entro oficialmente no meu quinquagésimo ano.
E tenho esta sensação de dever cumprido, de que será um ano de continuidade de muitas conquistas havidas nos 48.
Sinto-me bem.
sábado, julho 06, 2013
Dois Chupa-chupa's
Versus um caramelo.
Foi aqui que chegámos, raispartissem este país.
Bom, a questão impõe-se: ainda há Portugal?
quarta-feira, julho 03, 2013
Extremamente Indecisa
Entre estrear o Branco mais Branco não há; ou aproveitar para deixar umas mensagens obscenas naqueles espaços antes de cada símbolo.
sábado, junho 15, 2013
Violência Gratuita ou Carradas de Porquês
A porta do meu prédio foi esta madrugada vandalizada.
É daquelas de ferro (!?) verde, pesada, ornamentada com apliques dourados e grande spuxadores em barra, da mesma cor.
Típicas de construções dos anos sessenta nas Avenidas Novas.
Está despedida dos ditos puxadores o que só esse facto a faz parecer esventrada.
Questiono-me sobre o porquê, ainda sobre os sucessivos acontecimentos violentos que aqui têm acontecido, os assaltos em catadupa às residências (até agora escapei) e, principalmente, durmo mal sempre que tenho os filhos a desoras fora de casa.
Ontem soube deste facto enquanto fingia dormir e fui acordada por volta das 2h pelo do meio, com o relato assustado do sucedido à nossa entrada.
Continuei a fingir que dormia!
domingo, junho 02, 2013
A Merda da Morte
Hoje o Bernardo vai despedir-se do Roçadas (nome pelo qual sempre foi, cá em casa).
Do Johnny.
De um amigo de longa data e longas conversas, até comigo.
Partiu longe de casa. Pior, presumo, se possível.
A morte é sempre isso, insuportável. Para os pais? O PESADELO MAIOR.
Como mãe do meu filho e amiga do João parto-me por dentro.
É que sabem? perdi o Gil parece que ontem, meu "irmão", há tão pouco tempo que ainda tenho a ferida a latejar que não sossega...e o Jorge, raisparta.
Custa muito.
Entendo a perplexidade do Bernardo. E a revolta sobre o absurdo que é partir assim, sem aviso.
Ninguém devia morrer sem cumprir. Mas, e às tantas, o Roçadas (e o Gil e o Jorge) tinha cumprido, desígnos insondáveis para quem fica...
Mas dói.
Muito.
SEMPRE!
segunda-feira, maio 27, 2013
A Sério?
Não resisto a abordar um tema, já a des'horas bem sei, o que por vezes se torna mais producente uma vez que as palavras são escritas "a frio", como aliás este quase Verão.
Falo de tiros no pé.
Escrevo sobre aquelas situações em que a vergonha alheia nos invade e ficamos com aquela sensação muito má que nos leva a sentirmo-nos incomodados como se fosse nossa uma verborreia completamente despropositada e embaraçosa.
Duas personagens que, arrogando-se dos seus predicados e respectivos títulos académicos e mais uma tentativa de auto-promoção ridícula levam a que não se possa virar a cara sem lhes dizer umas palavrinhas (embora saiba que dificilmente as vão ler).
O príncipio é logo errado.
Quem se põe em bico de pés por estas razões e não pelos argumentos que defende mostra à partida uma tremenda insegurança, está visto.
Chamemos os bois pelos nomes (repare o caro leitor, na subtileza de género animal escolhido, o masculino, cuidando não deixer o nível):
A Drª. Professora, Investigadora, Especialista Raquel Varela que no caso da sua infeliz intervenção no programa televisivo Prós & Contras só viu contras no Martim, um miúdo que parece que faz camisolas explorando o próximo e a Drª. Professora, Investigadora, Especialista Maria Teira Alves a propósito da co-adopção de crianças por homossexuais que, por sua vez, apenas conseguiu com as barbaridades escritas, retirar a importância da discussão séria do tema.
São um caso paradigmático de birra pública que de tão constrangedor arrebata reacções pela blogoesfera.
Ambas, pela forma mais do que pelo conteúdo (mas também) das suas intervenções, conseguiram que se falasse delas pouco abonatoriamente e, perante este facto, depois do tiro no pé e das críticas subsequentes o que fazem?
Vão a correr munir-se de mais balas, enfiá-las no canhão (é assim que se diz?) dos respectivos revólveres e toca a atirar para o seu outro pé, braço, mão, enfim.
Escaparam os orgão vitais pelo que estrabucharam muito mas o fim não chegou.
Se é a isto que se chega, a este nível de diálogo com o povo na resposta às manifestações do dito, com o pretexto de defender idéias caras a muitos portugueses, muito mal vai o Reino nesta República.
Nota: os defensores de cada uma das ilustres também conseguiram uns tirinhos, não faltaram aos treinos e pelo menos uns pés também levaram chumbo!
quinta-feira, maio 16, 2013
Aqueles Dias
Em que até uma ida ao talho convicta que os Bifes do Lombo estão em promoção tornam a vida numa beleza rara.
É fome, amigos, só!
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