domingo, outubro 29, 2006

Quantas vezes...

vezes sem conta
me murmuraste o amor infinito
ficando...

havia e há
verdade nisso, do ficar
mas vã, efémera

sem soluções,
choro a partida
porque não sei fazer outra coisa

esforço-me

admito e admiro a coragem dos heróis
que de dentro trazem força
vencem medos
constróiem e aceitam

não há receita?
ninguém me ensina?

queria ser outra coisa
que não este peso morto,
morto

parece-me

quantas vezes
vezes sem conta
me murmuraste o amor finito
fugindo...

1 comentário:

Al Mutamid disse...

A vida é esperança!
As coisas más são o tempero das boas.
Aprendamos com aqueles que fogem à, e da, vida para saborearmos a felicidade que temos mesmo ali à mão e que Muitas vezes teimamos em ignorar