sexta-feira, setembro 01, 2006

Mesa dos sonhos

Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

Alexandre O'Neill, poeta duro e realista!

6 comentários:

Musician disse...

Um bonito poema, sem duvida!
Beijo*

Ana disse...

... e verdadeiro.

As cores da vida disse...

A aprendizagem é constante. Faz parte...

Robino do covil disse...

E... já acabaste de crescer ao lado do gajo?

Jocas.

aurora disse...

Ó mlhéri, tu vê mas é se vais aos Marretas de vez em quando que aquela caixa de comentários anda uma tristeza...Já não se fazem comments como antigamente, chuift...

Al Mutamid disse...

A escolha deste poema nem parece próprio de uma menina de fino gosto.
Será bom separar as águas.
Claro que ninguém tem culpa do alex gostar de peixe da mesma espécie.
É bem verdade que nem sempre somos felizes na escolha.
Gosto mais de ver uma menina destemida e corajosa do que acomodada aos novos sonhos alexandrinos