Estranhei não haver a habitual resposta imediata.
Amigos há mais de vinte anos, é sempre lesto nestas coisas.
Mas também é um desassossegado permanente. Escritor, formador, sempre aagarrado à máquina mas nem sempre com tempo de ir ao correio.
Depois..., depois é sempre aquela merda do costume. Eu bem achei estranho e o camandro e o raio que parta tudo e grande merda é o que é.
Estava agarrado à máquina sim.
Mas não a esta.
E se Deus quiser ainda está.
Porque senão, está aqui, atrás de mim a ver-me escrever debruçado sobre o computador a dizer:
_ filha, vê lá se ao menos não escreves com gralhas... mas palavrões, força neles que sabes que também eu quando me irrito!!!
Vou telefonar outra vez!
domingo, março 21, 2010
quinta-feira, março 11, 2010
Hoje é Dia de Festa
Ladram as Nossas Almas
Para a Cachorra Mousse
Uma Patada de Palmas
Três anos de Amor Incondicional...
Para a Cachorra Mousse
Uma Patada de Palmas
Três anos de Amor Incondicional...
segunda-feira, março 08, 2010
Discriminação Positiva Aceitável
"Hoje, em todos os Restaurantes do Mundo, servem-se Lagostas Suadas à descrição ÀS MULHERES de qualquer cor, credo, peso ou altura"
Issé quéra...
Issé quéra...
terça-feira, março 02, 2010
Sintonização
"Quase um Poema de Amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza Lusitana
Tem essa humana Graça Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor."
Miguel Torga, in 'Diário V'
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Humanização dos Serviços de Saúde
Constatei nestes últimos dias que nós, utentes, quandos nos deslocamos ao Hospital e enfrentamos a inevitável espera por um atendimento que urge, já não somos apenas um número.
Não, nada disso.
Agora somos mais que isso: somos uma letra, um hífen e depois sim, um número!!!
Um Salto de Sapo. Sapito, vá...!
Não, nada disso.
Agora somos mais que isso: somos uma letra, um hífen e depois sim, um número!!!
Um Salto de Sapo. Sapito, vá...!
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Tolices
A mensagem mais estúpida e ignorante que se tem ouvido por estes dias, da boca de diversas figuras de Estado:
"Neste momento de tragédia, os portugueses estão com a Madeira"
Triste...muito triste!
"Neste momento de tragédia, os portugueses estão com a Madeira"
Triste...muito triste!
sábado, fevereiro 20, 2010
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Polémica à Volta dos Choques Religioso/Cuturais
É tudo muito simples e não há que complicar.
Por exemplo, as (e já agora os) Fiscais da EMEL adorariam usar Burqa verde no exercício das suas funções.
Não podem.
É que nem sequer um véuzinho que só lhes mostre os olhos nem nada taditos!
Percebem?
Era só, por hoje.
Por exemplo, as (e já agora os) Fiscais da EMEL adorariam usar Burqa verde no exercício das suas funções.
Não podem.
É que nem sequer um véuzinho que só lhes mostre os olhos nem nada taditos!
Percebem?
Era só, por hoje.
sábado, fevereiro 06, 2010
No time No Time
O que é aliás muito, mas mesmo mesmo muito, bom sinal!
Só chega para copipaistes destes (assim bons):
Emily Dickinson (1830–86). Complete Poems. 1924.
Part One: Life
SUCCESS is counted sweetest
Só chega para copipaistes destes (assim bons):
Emily Dickinson (1830–86). Complete Poems. 1924.
Part One: Life
I
SUCCESS is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.
Not one of all the purple host
Who took the flag to-day
Can tell the definition,
So clear, of victory,
As he, defeated, dying,
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Break, agonized and clear.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.
Not one of all the purple host
Who took the flag to-day
Can tell the definition,
So clear, of victory,
As he, defeated, dying,
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Break, agonized and clear.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
"O oposto do amor"
"Qual é o oposto do amor? Podemos pensar que é o ódio, mas essa talvez não seja a melhor resposta. Um sábio diria que o oposto do amor pode bem ser o medo.Ouvi esta meditação numa conferência da neta do Mahatma Gandhi, Tara Gandhi, na Fundação Gulbenkian, terça-feira, em Lisboa. O ensinamento flutuou quase anónimo, sem parecer importante. As ideias orientais são por vezes incompreensíveis para nós, materialistas do ocidente, e algumas opiniões da conferencista eram difíceis de aceitar. Ela usava um discurso de estranha humildade, tornando mais improvável a nossa aceitação.Podemos dizer de outra maneira este pensamento iluminado: o que impede o amor não é o ódio, mas sim o medo. Isto aplica-se às nações, aos conflitos entre amantes, às discórdias civis das sociedades. Temos medo; em resposta, parecemos destilar ódio, mas apenas mostramos o temor do desconhecido. A vertigem assusta e quanto maior o receio, maior a rejeição do que se teme.
Esta realidade está mais próxima de nós do que parece. Ela rodeia-nos. O medo explica a inveja, a guerra preventiva, a hostilidade, o ciúme, a resistência; o medo explica a gritaria no debate, a indecisão ferida, o erro destrutivo, a dúvida, o desprezo. Veja-se com distanciamento: existe medo à nossa volta, uma tensão social feita de pequenas inseguranças, de apreensão pelo futuro, de sobressalto permanente. Deixámos de ter uma vida, deixámos de ter estabilidade. E o temor produz agressão: não queremos ouvir o outro, tudo o que ele nos diga soa a estranho ou maléfico e pode ser reduzido a minúsculos fragmentos negativos; repetiremos mil vezes a mentira, transformando a possibilidade em antipatia, o diálogo em discórdia, o amor em miséria.Num mundo materialista, é difícil perceber a ideia da não-violência. Ela exige um penoso ponto de partida, tão inaceitável para a razão interesseira, de que o nosso inimigo nunca o é verdadeiramente; antes o que parece ódio não passa de pânico e susto, sendo por isso digno da compaixão, da lástima que se tem pelo próximo, daquele que no fundo é igual a nós."
Luís Naves no Albergue Espanhol
Trouxe o texto para o semifrio porque, não conseguindo há muito escrever por razões várias, está aqui muito do que apetecia partilhar...
Esta realidade está mais próxima de nós do que parece. Ela rodeia-nos. O medo explica a inveja, a guerra preventiva, a hostilidade, o ciúme, a resistência; o medo explica a gritaria no debate, a indecisão ferida, o erro destrutivo, a dúvida, o desprezo. Veja-se com distanciamento: existe medo à nossa volta, uma tensão social feita de pequenas inseguranças, de apreensão pelo futuro, de sobressalto permanente. Deixámos de ter uma vida, deixámos de ter estabilidade. E o temor produz agressão: não queremos ouvir o outro, tudo o que ele nos diga soa a estranho ou maléfico e pode ser reduzido a minúsculos fragmentos negativos; repetiremos mil vezes a mentira, transformando a possibilidade em antipatia, o diálogo em discórdia, o amor em miséria.Num mundo materialista, é difícil perceber a ideia da não-violência. Ela exige um penoso ponto de partida, tão inaceitável para a razão interesseira, de que o nosso inimigo nunca o é verdadeiramente; antes o que parece ódio não passa de pânico e susto, sendo por isso digno da compaixão, da lástima que se tem pelo próximo, daquele que no fundo é igual a nós."
Luís Naves no Albergue Espanhol
Trouxe o texto para o semifrio porque, não conseguindo há muito escrever por razões várias, está aqui muito do que apetecia partilhar...
domingo, janeiro 03, 2010
Olá Pessoas
Uma passagem rápida, feita de teimosia e uma pitada de irritação.
É que persisto e garanto (em vão) que não acabou nenhuma década com a entrada em 2010.
Não, não e não.
Entrámos sim no seu último ano da tal dita década!!!
Por isso, balanços dos 10 anos , fazemos em ..11, deal?
(eu sou, sou irritadiça e às vezes por pouco...mas esta sou eu, hélas)
Bem Aventuranças
É que persisto e garanto (em vão) que não acabou nenhuma década com a entrada em 2010.
Não, não e não.
Entrámos sim no seu último ano da tal dita década!!!
Por isso, balanços dos 10 anos , fazemos em ..11, deal?
(eu sou, sou irritadiça e às vezes por pouco...mas esta sou eu, hélas)
Bem Aventuranças
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Agora o Amor
Coisa complicada,
deslinear,
desarrumada,
baralhada,
extemporânea,
despropositada
e, mais que tudo, parva.
Bem podia não existir, para bem de todos.
Ok, ok, para MEU bem!
Gaita...
deslinear,
desarrumada,
baralhada,
extemporânea,
despropositada
e, mais que tudo, parva.
Bem podia não existir, para bem de todos.
Ok, ok, para MEU bem!
Gaita...
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Extra Ordinário
Um momento, por favor.
Reflectindo absurdos assim de repente...
Aqueles homossexuais que entretanto já adoptaram???
Coitados, nunca vão poder casar.
Isto sim é discriminação da grossa. Como é que se sai deste redondel?
Estou deveras perplexa com esta assumpção e aposto que ninguém pensou nisto!
Tsssc.
Reflectindo absurdos assim de repente...
Aqueles homossexuais que entretanto já adoptaram???
Coitados, nunca vão poder casar.
Isto sim é discriminação da grossa. Como é que se sai deste redondel?
Estou deveras perplexa com esta assumpção e aposto que ninguém pensou nisto!
Tsssc.
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Serei Só Eu?
Que acho que os publicitários da área dos Perfumes fazem um esforço hercúleo para que cada anúncio seja mais parvo do que o outro?
Que faça menos sentido?
Que sejam todos um arrazoado de imagens e sons baralhados, pretenciosos, pirosos e ridiculamente ausentes de qualquer mensagem minimamente tangível????
Porquê?
(o que isto m'irrita)
Marquetinguistas, cheguem-se à frente se puderem e esclareçam-me, ok?
É que então agora, no Natal, o bombardeio é insuportável, chiça!!!!!!
Palavra de Honra que não vou usar nem uma marca que me lembre de ver passar na TV.
Pronto.
Que faça menos sentido?
Que sejam todos um arrazoado de imagens e sons baralhados, pretenciosos, pirosos e ridiculamente ausentes de qualquer mensagem minimamente tangível????
Porquê?
(o que isto m'irrita)
Marquetinguistas, cheguem-se à frente se puderem e esclareçam-me, ok?
É que então agora, no Natal, o bombardeio é insuportável, chiça!!!!!!
Palavra de Honra que não vou usar nem uma marca que me lembre de ver passar na TV.
Pronto.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Kaarina
A mãe do Matti, meu ex marido, morreu ontem.
Portanto, morreu a minha sogra.
Para quem não sabe, o estatuto jurídico de sogra não se dissolve com o divórcio.
Dá que pensar mas tem a sua lógica se pensarmos que também é sempre 'vó dos nossos filhos. No caso Mummu, que é o equivalente em finlandês.
Para mim nunca foi Kaarina, sempre foi haiiti, mãe nessa lingua.
Sempre gostou de mim, muito.
E eu dela porque me segurou lá, em Estocolmo, nos momentos difíceis e foi mesmo uma haiiti para mim.
Ontem chorei a despedida de longe.
Abracei daqui, como pude, o Matti que adorava aquela mãe, embora ainda hoje ele use esse nome para a minha também, e sei que sentido.
Chorei com a Margit, a minha cunhada irmã, que vai ser sempre.
Afinal, a verdade é que só somos pessoas cujos papéis rasgados não conseguem, de todo, quebrar a nossa história.
Só fica de fora, para ser seca e grossa, o amor carnal do parceiro abandonado...
Descanse em Paz Mummu e morreu-me deixando muita saudade*
Portanto, morreu a minha sogra.
Para quem não sabe, o estatuto jurídico de sogra não se dissolve com o divórcio.
Dá que pensar mas tem a sua lógica se pensarmos que também é sempre 'vó dos nossos filhos. No caso Mummu, que é o equivalente em finlandês.
Para mim nunca foi Kaarina, sempre foi haiiti, mãe nessa lingua.
Sempre gostou de mim, muito.
E eu dela porque me segurou lá, em Estocolmo, nos momentos difíceis e foi mesmo uma haiiti para mim.
Ontem chorei a despedida de longe.
Abracei daqui, como pude, o Matti que adorava aquela mãe, embora ainda hoje ele use esse nome para a minha também, e sei que sentido.
Chorei com a Margit, a minha cunhada irmã, que vai ser sempre.
Afinal, a verdade é que só somos pessoas cujos papéis rasgados não conseguem, de todo, quebrar a nossa história.
Só fica de fora, para ser seca e grossa, o amor carnal do parceiro abandonado...
Descanse em Paz Mummu e morreu-me deixando muita saudade*
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Ondas
Mar
Lago
Rio
Cascata
Ribeiro
Piscina
Jacuzi
Banheira
A verdade e depois os compartimentos estanques a transbordar de cloro, que a arteficialidade criou.
Eu gosto da água selvagamente real, aquela em que mergulhamos e que, mesmo que não queiramos, lá nos entupimos de pirulitos.
Eu sou mesmo mais Mar...
Lago
Rio
Cascata
Ribeiro
Piscina
Jacuzi
Banheira
A verdade e depois os compartimentos estanques a transbordar de cloro, que a arteficialidade criou.
Eu gosto da água selvagamente real, aquela em que mergulhamos e que, mesmo que não queiramos, lá nos entupimos de pirulitos.
Eu sou mesmo mais Mar...
sexta-feira, novembro 27, 2009
Plágio Descarado
"Primeira conjugação, raras pessoas, modo inevitável.Linguista nenhuma me convence de que amar é um verbo regular."
António Beja
A autoria pertence àquele nome que não é só isso, um nome.
É um ser humano raro que eu tenho o privilégio de conhecer.
E gostar :)
Um beijo para ti*
António Beja
A autoria pertence àquele nome que não é só isso, um nome.
É um ser humano raro que eu tenho o privilégio de conhecer.
E gostar :)
Um beijo para ti*
sexta-feira, novembro 20, 2009
"Amalgamada"
Martin com recaída gripal. Aquela da semana passada, em pior!
Eu com a garganta feita num 8 dores no corpo e com vontande de me estender.
Zanga séria com o Bernardo.
O Henrique recusa a adaptação à nova Escola. Anda só, nunca almoça e embora com excelentes notas até agora só quer sair de lá.
Tumor do pai no Lobo Central, benigno e em remissão.
Tac abdominal com resultados excelentes. Embora tenha começado subitamente a perder peso e com uma diarreia persistente há 3 semanas concomitante com um quase desistir, nada de metástases.
Viver é isto.
Hoje não dormi, com o meu querido filho com dores de cabeça lancinates e quase 40º de febre.
Acordou melhor.
O medo ainda cá está!
Eu com a garganta feita num 8 dores no corpo e com vontande de me estender.
Zanga séria com o Bernardo.
O Henrique recusa a adaptação à nova Escola. Anda só, nunca almoça e embora com excelentes notas até agora só quer sair de lá.
Tumor do pai no Lobo Central, benigno e em remissão.
Tac abdominal com resultados excelentes. Embora tenha começado subitamente a perder peso e com uma diarreia persistente há 3 semanas concomitante com um quase desistir, nada de metástases.
Viver é isto.
Hoje não dormi, com o meu querido filho com dores de cabeça lancinates e quase 40º de febre.
Acordou melhor.
O medo ainda cá está!
terça-feira, novembro 17, 2009
Poste Com Bolinha Mas Pequenina
_ Ambrósio, apetecia-me algo...doce, sei que não é o momento...
_ Senhora, tomei a liberdade de por mel na pila.
Desculpem, mas já ninguém aguenta.
Nem a classe média-baixa a quem o anúncio é dirigido e aposto!!!
A madame há anos que não muda de vestido, de discurso, de Ambrósio.
O Ambrósio há anos que lhe responde com o mesmo discurso, com a pirosérrima caixa que abre sozinha com o cholate lá dentro.
Há anos que a madame se surpreende com a perspicácia do Ambrósio.
Assim, proponho uma reviravolta na estória, virada para o lado erótico dum mordomo, mas muito mais interessante!
_ Senhora, tomei a liberdade de por mel na pila.
Desculpem, mas já ninguém aguenta.
Nem a classe média-baixa a quem o anúncio é dirigido e aposto!!!
A madame há anos que não muda de vestido, de discurso, de Ambrósio.
O Ambrósio há anos que lhe responde com o mesmo discurso, com a pirosérrima caixa que abre sozinha com o cholate lá dentro.
Há anos que a madame se surpreende com a perspicácia do Ambrósio.
Assim, proponho uma reviravolta na estória, virada para o lado erótico dum mordomo, mas muito mais interessante!
quinta-feira, novembro 12, 2009
Optimismo ou Negligência?
Era hoje e esqueci-me de ir buscar o resultado da mamografia...
Amanhã também não vou que é dia 13, sexta-feira....chiça.
A ver, lá para segunda.
(não, não há aqui nenhum processo de negação, em parecendo)
Amanhã também não vou que é dia 13, sexta-feira....chiça.
A ver, lá para segunda.
(não, não há aqui nenhum processo de negação, em parecendo)
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