"A vida é um caminho..."
Nops.
"A vida é O caminho!"
quinta-feira, agosto 26, 2010
domingo, agosto 22, 2010
Arranjos Domésticos
Eu memorizo muita coisa.
A maioria lixo.
O que não é demora a ser processado, separado reciclado.
Uma trabalheira.
O meu processo de memória selectiva carece de investimento estratégico.
De trabalho.
De vassoura.
Este Blogger pede-me todas as vezes que me ligo se quer que me memorize.
Toda as vezes lhe digo sim.
Nenhuma vez resulta.
Decorre disto uma sensação ambígua: não Graça, não é para seres lembrada assim, ao carregar num botão.
Queres dizer algo? Esforça-te ao menos para saberes como aqui entrares...e deixares dizeres!
No fundo, acho bem!
Mesmo muito bem.
A maioria lixo.
O que não é demora a ser processado, separado reciclado.
Uma trabalheira.
O meu processo de memória selectiva carece de investimento estratégico.
De trabalho.
De vassoura.
Este Blogger pede-me todas as vezes que me ligo se quer que me memorize.
Toda as vezes lhe digo sim.
Nenhuma vez resulta.
Decorre disto uma sensação ambígua: não Graça, não é para seres lembrada assim, ao carregar num botão.
Queres dizer algo? Esforça-te ao menos para saberes como aqui entrares...e deixares dizeres!
No fundo, acho bem!
Mesmo muito bem.
sábado, agosto 14, 2010
Há Horas Que Passaram
Pesava-lhe no ventre
Um bebé inexistente
Mas pendente
Havia de ter existido
Vivido
Andado e corrido
Onde está
Por onde parará
Que corpo encarnará
Que pai terá
Que coração baterá
Que dom o abençoará
Que amor incomensurável haverá
Terá pudor desse amor
Saberá da dor
Não pode sofrer em vão
Pois se a mãe donde não nasceu
Não conheceu, então
Mas nunca o esqueceu
Porque o desejou sem o conhecer
Sem tempo de o conceber
Um bebé inexistente
Mas pendente
Havia de ter existido
Vivido
Andado e corrido
Onde está
Por onde parará
Que corpo encarnará
Que pai terá
Que coração baterá
Que dom o abençoará
Que amor incomensurável haverá
Terá pudor desse amor
Saberá da dor
Não pode sofrer em vão
Pois se a mãe donde não nasceu
Não conheceu, então
Mas nunca o esqueceu
Porque o desejou sem o conhecer
Sem tempo de o conceber
quinta-feira, agosto 12, 2010
Tempos Modernos - Título Póstumo
E é assim, ao correr da pena que me sai a angústia de ver todos os dias iguais, simplesmente porque não os imagino diferentes.
Credo.
Coisa estúpida.
Eles fazem-se, os dias, com ou sem complicações, dependências cá de coisas etéreas dos confins de mentes próprias.
É sempre muito profundo, lindo : a minha imaginação, falta de força interior, coitadinhas não deixam que o raio do ram ram das horas dos dias se me deslargue da pele as maleitas que me afligem.
Muitas mais vezes do que queria (fé, anda lá), me começo a fartar seriamente destas modernices, merdices daqueles livrinhos de auto-tudo dos super poderes que possuímos, que vendem a rodos a mentira que até do cancro no livramos se acreditarmos em NÓS.
Mas quem raio somos nós?
Que significa isso da crença?
Sei que estou aqui, que existo.
Tenho fé que existe Deus.
Acreditar em mim não sei o que possa ser e muito menos que isso me possa salvar seja do que for.
Quê será será, whatever will be will be..lalalalalala..lala.
Credo.
Coisa estúpida.
Eles fazem-se, os dias, com ou sem complicações, dependências cá de coisas etéreas dos confins de mentes próprias.
É sempre muito profundo, lindo : a minha imaginação, falta de força interior, coitadinhas não deixam que o raio do ram ram das horas dos dias se me deslargue da pele as maleitas que me afligem.
Muitas mais vezes do que queria (fé, anda lá), me começo a fartar seriamente destas modernices, merdices daqueles livrinhos de auto-tudo dos super poderes que possuímos, que vendem a rodos a mentira que até do cancro no livramos se acreditarmos em NÓS.
Mas quem raio somos nós?
Que significa isso da crença?
Sei que estou aqui, que existo.
Tenho fé que existe Deus.
Acreditar em mim não sei o que possa ser e muito menos que isso me possa salvar seja do que for.
Quê será será, whatever will be will be..lalalalalala..lala.
quarta-feira, agosto 04, 2010
Água do Castello
Quando vivia na Suécia uma das coisa que me deixava perplexa é que por lá não se vende água sem gás.
Pura e simplesmente não há.
E se os suecos bebem água engarrafada.
É vê-los comprar em qualquer quiosque, a toda a hora, estejam 30º ou - 15º.
E bebem muita Ramlösa.
O equivalente à nossa Castello em intensidade e volume de picos.
Adoram.
Já eu, durante os 3 anos em que lá vivi, sofri a vergonha de ter de pagar 20 cêntimos por cada copo de água pedido em cafés ou restaurantes por, simplesmente, odiar aquele gás exagerado que não mata sede nenhuma e entra pelas narinas como uma arma mortíferamente engasgante.
Coisas.
Por mim, fora as água com gás por extraordinária necessidade de ajuda a chamar o Gregório (e desculpem o grafismo) vade retro!
P.S. Tenho um primo direito que só bebe Água do Castello desde a tenra infância. Diz que não há melhor para aniquilar a sede...nunca conheci uma criança que gostasse assim duma água tão forte, difícil, e que bebesse dum trago uma garrafa.
Pura e simplesmente não há.
E se os suecos bebem água engarrafada.
É vê-los comprar em qualquer quiosque, a toda a hora, estejam 30º ou - 15º.
E bebem muita Ramlösa.
O equivalente à nossa Castello em intensidade e volume de picos.
Adoram.
Já eu, durante os 3 anos em que lá vivi, sofri a vergonha de ter de pagar 20 cêntimos por cada copo de água pedido em cafés ou restaurantes por, simplesmente, odiar aquele gás exagerado que não mata sede nenhuma e entra pelas narinas como uma arma mortíferamente engasgante.
Coisas.
Por mim, fora as água com gás por extraordinária necessidade de ajuda a chamar o Gregório (e desculpem o grafismo) vade retro!
P.S. Tenho um primo direito que só bebe Água do Castello desde a tenra infância. Diz que não há melhor para aniquilar a sede...nunca conheci uma criança que gostasse assim duma água tão forte, difícil, e que bebesse dum trago uma garrafa.
quinta-feira, julho 22, 2010
Não Me Deixes Mal
No meio de contratos de arrendamento, obras prementes, escrituras de compra e venda, recibos a passar, nº de contas alterados e outras de que nem se sabia, marcos em terrenos rústicos (muitos) a definir, finanças e imposto de selo que disso depende, viagens que tenho que fazer à Beira Alta porque agora tudo depende de mim, para a minha tia.
UFA.
Deixa-me Sim...mas Bem!
(se assim tiver de ser...)
UFA.
Deixa-me Sim...mas Bem!
(se assim tiver de ser...)
sexta-feira, julho 16, 2010
Sensivelmente Sensibilizada
Tenho a dizer que hoje foi um dia de upgrade in my inside sistem (seja lá o que isso for mas que a metáfora faz adequar).
Recebi mais do que dei e que não pedi (que bom).
Sei que foram sinceras as palavras que me dirigiram porque eu leio olhos muito mais que ouço sons.
Às vezes, mesmo fora de época, há Bolo Rei com brinde que, por mais banal (não é) que possa parecer, nos faz vibrar e sentir aquela sensação tão boa prenda merecida e abrimos um sorriso enorme:
Assim :)
Eu ainda tenho todos os dias da minha vida para agradecer (me) aqueles a que sei dar valor!
Recebi mais do que dei e que não pedi (que bom).
Sei que foram sinceras as palavras que me dirigiram porque eu leio olhos muito mais que ouço sons.
Às vezes, mesmo fora de época, há Bolo Rei com brinde que, por mais banal (não é) que possa parecer, nos faz vibrar e sentir aquela sensação tão boa prenda merecida e abrimos um sorriso enorme:
Assim :)
Eu ainda tenho todos os dias da minha vida para agradecer (me) aqueles a que sei dar valor!
domingo, julho 11, 2010
sábado, julho 03, 2010
Maçar-vos?
Claro que sim.
Não abrissem isto, ora.
Já se sabe o que se espera aqui. TUDO!
A maior das miscelâneas: lamúria, piadola seca, tentativa de prosa escorreita, dor de costas, enfeites de Natal na Páscoa, o DESPROPÓSITO, o que for...
Ora, não viessem.
Em vindo, aturem.
Hoje é isto:
SAUDADE! EM MUITA!
E depois acrescento:
Freixo de Espada à Cinta, essa bela localidade para arranjar maridos, principalmente EX!
E, pudesse eu e estava enrolada nos teus braços, coberta do teu mimo. Que tanto me consola.
Tivesse eu CORAGEM!
Fraca.
Agora vou ver filmes.
Daqueles bons.
Não abrissem isto, ora.
Já se sabe o que se espera aqui. TUDO!
A maior das miscelâneas: lamúria, piadola seca, tentativa de prosa escorreita, dor de costas, enfeites de Natal na Páscoa, o DESPROPÓSITO, o que for...
Ora, não viessem.
Em vindo, aturem.
Hoje é isto:
SAUDADE! EM MUITA!
E depois acrescento:
Freixo de Espada à Cinta, essa bela localidade para arranjar maridos, principalmente EX!
E, pudesse eu e estava enrolada nos teus braços, coberta do teu mimo. Que tanto me consola.
Tivesse eu CORAGEM!
Fraca.
Agora vou ver filmes.
Daqueles bons.
quarta-feira, junho 30, 2010
"To"
É o remetente das mais recentes mensagens daquelas que "e tal", recebidas no meu mail.
Convenhamos: "To" para TU?
E ainda por cima cheias de adjectivos bons sobre moi mêmme, elogios e coisital e, cereja no topo, com um : quero conhecer-te?
Tem dó , "To", ó TU...
Convenhamos: "To" para TU?
E ainda por cima cheias de adjectivos bons sobre moi mêmme, elogios e coisital e, cereja no topo, com um : quero conhecer-te?
Tem dó , "To", ó TU...
domingo, junho 27, 2010
É Coisa Só Minha
Ou a vocalista dos Gossip é a cara chapada da irmã cantadeira do Cristiano Ronaldo???
É que estava ali a ver TV (uma séria em que me viciei ao 3º episódio, chamada "Uma Família Muito Moderna" na Fox quaquer coisa, wherelse), e apareceu um comercial ao um concerto deles com a cara da dita.
I-gual-zinha!
A isto chamo divergir com sucesso dos tormentos que me assolam, algum palavrão bem feio que caiba aqui, porque já não bastava aquele infra mencionado.
Há outro, pois há.
Mas sei que vai passar.
A ambos os tantos.
Até lá é que é o catano!
Catano...
É que estava ali a ver TV (uma séria em que me viciei ao 3º episódio, chamada "Uma Família Muito Moderna" na Fox quaquer coisa, wherelse), e apareceu um comercial ao um concerto deles com a cara da dita.
I-gual-zinha!
A isto chamo divergir com sucesso dos tormentos que me assolam, algum palavrão bem feio que caiba aqui, porque já não bastava aquele infra mencionado.
Há outro, pois há.
Mas sei que vai passar.
A ambos os tantos.
Até lá é que é o catano!
Catano...
sexta-feira, junho 25, 2010
Não Lamechar
Pois.
Estou proibida.
Mas isto de proibir depende de quem proíbe e das consequências da proibição, ora bem.
Como ainda mando em lamechar-me quando, onde e como quero, lamecho-me aqui.
Com antecedência, é certo, porque até 30 de Junho não devo por aqui os dedos (ou sim, sei lá, afinal eu acabei de afirmar que me lamecho quando me apetecer).
Dia 29, 09h da manhã na Portela, o raio do Avião leva-me os dois mais novos embora...por um mês.
Sim um mês inteirinho.
E desta vez, como o mais velho arranjou emprego de Verão na Rádio com horários malucos não vai comigo levá-los ao bicho metálico que mos leva para longe.
Então, vou ter de ser muito mais forte.
Quando me largarem a mão para irem para a Porta Whatever, quando eu ficar à espera com os olhos fixos nos placards às espera de ler 'Departed', estou sozinha.
Mas ora, se eu consigo?
Claro que consigo.
Nada que um bom par de Kleenex's não resolvam...
Pois!
Que Deus mos proteja, os meus amores.
E que eu seja a mulher mãe forte que SEMPRE FUI!
Estou proibida.
Mas isto de proibir depende de quem proíbe e das consequências da proibição, ora bem.
Como ainda mando em lamechar-me quando, onde e como quero, lamecho-me aqui.
Com antecedência, é certo, porque até 30 de Junho não devo por aqui os dedos (ou sim, sei lá, afinal eu acabei de afirmar que me lamecho quando me apetecer).
Dia 29, 09h da manhã na Portela, o raio do Avião leva-me os dois mais novos embora...por um mês.
Sim um mês inteirinho.
E desta vez, como o mais velho arranjou emprego de Verão na Rádio com horários malucos não vai comigo levá-los ao bicho metálico que mos leva para longe.
Então, vou ter de ser muito mais forte.
Quando me largarem a mão para irem para a Porta Whatever, quando eu ficar à espera com os olhos fixos nos placards às espera de ler 'Departed', estou sozinha.
Mas ora, se eu consigo?
Claro que consigo.
Nada que um bom par de Kleenex's não resolvam...
Pois!
Que Deus mos proteja, os meus amores.
E que eu seja a mulher mãe forte que SEMPRE FUI!
segunda-feira, junho 21, 2010
Tão Mundial
...que mesmo pessoas como eu que, para além de não gostarem de futebol, são completamente realistas (alguns dirão derrotistas) quanto à nossa selecçãozita, hoje não conseguira passar ao lado da euforia dos outros.
Não que a sentisse, nada disso.
Mas era inevitável vivê-la através dos outros e, convenhamos, alegria no ar é sempre bom, deixa um cheiro a morango, framboesa, fruto encarnado de paixão.
Mas vem isto a propósito d'outra cousa que me encanita, agora.
E aos meus gaiatos que não pararam o tempo todo de mo soprar no ouvido quando havia mais um golo e corriam a contar-me:
- Mãe, coitados dos norte-coreanos. E agora? Serão fuzilados ao voltarem a casa???
E a preocupação era genuína.
Eu respondi-lhes, e acredito nisto, que se forem espertos têm ali a oportunidade da sua vida.
Não voltar.
Despois contei-lhes da ex-URSS e do quanto era comum isso acontecer em eventos desportivos com atletas daquele país, antes da Perestroika.
Coisa de que nunca tinham ouvido falar e, afinal, foi ainda ontem!
Não que a sentisse, nada disso.
Mas era inevitável vivê-la através dos outros e, convenhamos, alegria no ar é sempre bom, deixa um cheiro a morango, framboesa, fruto encarnado de paixão.
Mas vem isto a propósito d'outra cousa que me encanita, agora.
E aos meus gaiatos que não pararam o tempo todo de mo soprar no ouvido quando havia mais um golo e corriam a contar-me:
- Mãe, coitados dos norte-coreanos. E agora? Serão fuzilados ao voltarem a casa???
E a preocupação era genuína.
Eu respondi-lhes, e acredito nisto, que se forem espertos têm ali a oportunidade da sua vida.
Não voltar.
Despois contei-lhes da ex-URSS e do quanto era comum isso acontecer em eventos desportivos com atletas daquele país, antes da Perestroika.
Coisa de que nunca tinham ouvido falar e, afinal, foi ainda ontem!
sexta-feira, junho 18, 2010
Sempre Trocada
Anoiteço ao amanhecer e amanheço ao anoitecer.
E é difícil esta dessincronia, foi sempre.
Porque aquele torpor, aquela tristeza escura, o sentimento de fim que devia anteceder o sono, e que esse sono dissiparia para se acordar com Luz, esperança, dia inteiro de crença no arranjar de tudo, das coisas, aparece a des'horas.
E baralha o esquema das propriedades, capacidades de organizar duma forma proactiva o programa diário porque de diário não tem nada, é mais noitáro com Luz o que transforma tudo numa baralhada imensa de ou sonho ou pesadelo mas em vigília, sempre intangínvel porque no fundo é tudo mentira, ou seja...
Esperem, onde é que eu estou neste jogo de partidas da mente que não quero jogar?
É à noite então que amanheço e tenho o dia que não está lá?!
Resumindo:
Vou ter de me esforçar a sério para deixar de usar o verbo ser (porque sou assim, porque sempre fui, blá blá blá, bull shit) e começar a procurar o estar.
Dentro do possível no tempo e no espaço certos.
Para meu bem.
E é difícil esta dessincronia, foi sempre.
Porque aquele torpor, aquela tristeza escura, o sentimento de fim que devia anteceder o sono, e que esse sono dissiparia para se acordar com Luz, esperança, dia inteiro de crença no arranjar de tudo, das coisas, aparece a des'horas.
E baralha o esquema das propriedades, capacidades de organizar duma forma proactiva o programa diário porque de diário não tem nada, é mais noitáro com Luz o que transforma tudo numa baralhada imensa de ou sonho ou pesadelo mas em vigília, sempre intangínvel porque no fundo é tudo mentira, ou seja...
Esperem, onde é que eu estou neste jogo de partidas da mente que não quero jogar?
É à noite então que amanheço e tenho o dia que não está lá?!
Resumindo:
Vou ter de me esforçar a sério para deixar de usar o verbo ser (porque sou assim, porque sempre fui, blá blá blá, bull shit) e começar a procurar o estar.
Dentro do possível no tempo e no espaço certos.
Para meu bem.
segunda-feira, junho 14, 2010
Assim Mesmo Mesmo Mesmo
Estava perplexa (sim, ainda me perplexo, thank god) a olhar esses olhos profundos, dum azul mar.
Não, mar não, céu.
E ainda assim incrédula, porque a verdade é que esses olhos não há?!, não pode haver e no entanto fixavam os meus com um amor tão profundo que a lágrima doce me escorreu.
Não era salgada, sério.
O sódio foi adoçado por um anjo que largou o açúcar a tempo dela tocar os meus lábios.
O que eu mais gosto é ter na minha vida uma vinha expontânea que não plantei mas que me dá uva da boa e que, bem vindimada nem sei por quem, resulta num néctar inebriante, sólido, frutado, encorpado, cheio!
Assim, mesmo mesmo mesmo dos Deuses .
Devo merecer.
É claro que mereço.
Não, mar não, céu.
E ainda assim incrédula, porque a verdade é que esses olhos não há?!, não pode haver e no entanto fixavam os meus com um amor tão profundo que a lágrima doce me escorreu.
Não era salgada, sério.
O sódio foi adoçado por um anjo que largou o açúcar a tempo dela tocar os meus lábios.
O que eu mais gosto é ter na minha vida uma vinha expontânea que não plantei mas que me dá uva da boa e que, bem vindimada nem sei por quem, resulta num néctar inebriante, sólido, frutado, encorpado, cheio!
Assim, mesmo mesmo mesmo dos Deuses .
Devo merecer.
É claro que mereço.
quinta-feira, junho 10, 2010
Sixty Six
Valeu a ressaca não etílica, valeu pelo extraordinário desempenho de Gregg Sulkin. O miúdo vai longe.
O filme é maravilhoso e prendeu-me do princípio ao fim.
6******
Dormi bem...mas pouco!
Gaita.
sábado, junho 05, 2010
Profissão: Sobrinha-neta
O amor por esta tia Júlia (e pela irmã Modesta que morreu em Janeiro) é grande, muito grande.
Irmã da minha avó paterna, solteira, sempre me dedicou (nos, a mim e aos meus irmãos) muito tempo.
De grande qualidade.
Hoje, e na solidão que lhe sobrou tento compensar um vazio incompensável, que sei.
Mas tento.
Mais a mais, recheada de facadas não merecidas por quem punha as mãos no fogo, como me dizia mesmo perante evidências incortonáveis.
Já falei disto aqui, há pedaço.
Volto a isto hoje porque, tendo estado lá em casa com o Bernardo, e vendo-o secar-lhe as lágrimas da desilusão percebi que sou uma mãe do caraças, mesmo daquelas assim boas e que cumpri o meu trabalho.
Pelo menos com este filho que conhece e convive com esta tia desde o berço e gosta dela como eu, do fundo do coração.
Abraçou-a quando lhe começaram a correr lágrimas do desgosto pelo fogo que lhe queimou as mãos.
Disse:
_ Tia, nós somos quem importa, a sua família. O resto esqueça. Estamos sempre aqui, consigo.
E a tia chorou num abraço apertado nos braços dele, acreditando, sossegando...
É bom ter filhos já adultos, homens feitos, que para além de não terem medo de abraçar gostam de o fazer, gostam dos beijos dos nossos velhos, de estar com eles, de os ouvir, de os mimar!
Irmã da minha avó paterna, solteira, sempre me dedicou (nos, a mim e aos meus irmãos) muito tempo.
De grande qualidade.
Hoje, e na solidão que lhe sobrou tento compensar um vazio incompensável, que sei.
Mas tento.
Mais a mais, recheada de facadas não merecidas por quem punha as mãos no fogo, como me dizia mesmo perante evidências incortonáveis.
Já falei disto aqui, há pedaço.
Volto a isto hoje porque, tendo estado lá em casa com o Bernardo, e vendo-o secar-lhe as lágrimas da desilusão percebi que sou uma mãe do caraças, mesmo daquelas assim boas e que cumpri o meu trabalho.
Pelo menos com este filho que conhece e convive com esta tia desde o berço e gosta dela como eu, do fundo do coração.
Abraçou-a quando lhe começaram a correr lágrimas do desgosto pelo fogo que lhe queimou as mãos.
Disse:
_ Tia, nós somos quem importa, a sua família. O resto esqueça. Estamos sempre aqui, consigo.
E a tia chorou num abraço apertado nos braços dele, acreditando, sossegando...
É bom ter filhos já adultos, homens feitos, que para além de não terem medo de abraçar gostam de o fazer, gostam dos beijos dos nossos velhos, de estar com eles, de os ouvir, de os mimar!
quinta-feira, junho 03, 2010
Pudesse Eu
E não me vinha o sono a des'horas.
E não gostaria tanto de dormir.
O meu mundo seria muito mais do lado de cá e muito menos do lado de lá (o que eu gosto de me entregar à almofada).
Porque acho que optar por sonhar no sono, é um bocadinho morrer.
E isso é a cobardia da negação da luta pela realidade da vigília.
Gostava de mudar isto, que tudo aquilo que durante as horas que passo, inconsciente, a consruir os meus enredos de vida, contruísse acordada.
Oxalá aconteça!
E não gostaria tanto de dormir.
O meu mundo seria muito mais do lado de cá e muito menos do lado de lá (o que eu gosto de me entregar à almofada).
Porque acho que optar por sonhar no sono, é um bocadinho morrer.
E isso é a cobardia da negação da luta pela realidade da vigília.
Gostava de mudar isto, que tudo aquilo que durante as horas que passo, inconsciente, a consruir os meus enredos de vida, contruísse acordada.
Oxalá aconteça!
terça-feira, junho 01, 2010
E Se?
Olha lá, não me provoques.
Pára já.
Não brinques nem estiques cordas que nem há e que, sendassim, nem hipótese existe de rebentarem porque não seguram coisíssima nemhuma.
Esse olhares insinuantes e essa mania de me veres por dentro tem de acabar.
Sabes porquê?
Porque nunca nada começou e porque não conseguiste que eu aceitasse essa visão raio x não autorizada, entendes?
Apre!
Pára já.
Não brinques nem estiques cordas que nem há e que, sendassim, nem hipótese existe de rebentarem porque não seguram coisíssima nemhuma.
Esse olhares insinuantes e essa mania de me veres por dentro tem de acabar.
Sabes porquê?
Porque nunca nada começou e porque não conseguiste que eu aceitasse essa visão raio x não autorizada, entendes?
Apre!
sábado, maio 29, 2010
A Heresia e o Horror o Horror
Não gosto e nunca consegui gostar dos Xutos & Pontapés, abstendo-me de comentar a qualidade da sua música (apredrejamento certo e não é com esferovite).
Também detesto os Madre Deus que, para música a armar ao erudito para massas, não basta uma boa voz e um viloloncelo, desculpem qualquer coisinha (ui, desta vez o que virá).
Tenho um verdadeiro ódio de estimação: o David Fonseca e o grupo dele que, vejam só, nem me lembro do nome e que desde os gritinhos hitéricos e completamente fora do contexto do elemento feminino, às letras em inglês que fariam um autoctocnone das Terras de Sua Magestade ter de fazer um esforço hercúleo para lhes econtrar sentido, me fazem sentir assim com aquela vergonha como se tivesse alguma reponsabilidade por aquele projecto (agora acho que será mais pacífico).
Agora voltando aos Xutos, companheiros de lugares da adolescência por aqui pela Av. de Roma, com uns bons aninhos mais que eu, admito o preconceito.
Vê-los pedrados não ajudava.
Associar Xutos a xutos também não, porque no fundo e naquela altura, não me venham com merdas, era isso mesmo.
A música era boa?
Nem reparava porque só lhes via a Vida.
Isto para dizer que hoje, com 45 anos, os admiro. Big Time (eu não disse gosto, pay attention).
Com 16 anos era difícil.
Agora, com 45 percebo que cumpriram.
Que passado o que foi o passado, lhe deram a volta e que tinham e têm efectivamente valor.
Que são dos Bons no que fazem.
E que na frente
"vai quem já nada teme, vai o homem do leme"
O Martin adorou o concerto e disse com orgulho:
- mãe, toda a gente de todas as idades conhece as músicas dos Xutos.
E todos as cantaram.
Merecem! Lá isso...
Também detesto os Madre Deus que, para música a armar ao erudito para massas, não basta uma boa voz e um viloloncelo, desculpem qualquer coisinha (ui, desta vez o que virá).
Tenho um verdadeiro ódio de estimação: o David Fonseca e o grupo dele que, vejam só, nem me lembro do nome e que desde os gritinhos hitéricos e completamente fora do contexto do elemento feminino, às letras em inglês que fariam um autoctocnone das Terras de Sua Magestade ter de fazer um esforço hercúleo para lhes econtrar sentido, me fazem sentir assim com aquela vergonha como se tivesse alguma reponsabilidade por aquele projecto (agora acho que será mais pacífico).
Agora voltando aos Xutos, companheiros de lugares da adolescência por aqui pela Av. de Roma, com uns bons aninhos mais que eu, admito o preconceito.
Vê-los pedrados não ajudava.
Associar Xutos a xutos também não, porque no fundo e naquela altura, não me venham com merdas, era isso mesmo.
A música era boa?
Nem reparava porque só lhes via a Vida.
Isto para dizer que hoje, com 45 anos, os admiro. Big Time (eu não disse gosto, pay attention).
Com 16 anos era difícil.
Agora, com 45 percebo que cumpriram.
Que passado o que foi o passado, lhe deram a volta e que tinham e têm efectivamente valor.
Que são dos Bons no que fazem.
E que na frente
"vai quem já nada teme, vai o homem do leme"
O Martin adorou o concerto e disse com orgulho:
- mãe, toda a gente de todas as idades conhece as músicas dos Xutos.
E todos as cantaram.
Merecem! Lá isso...
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