quinta-feira, março 06, 2008

Muito Sol, Muito Frio

Muita esperança na semana que aí vem.
Parece que finalmente, com a coragem que sempre soube que tenho, vou começar uma nova vida.

Olha em frente

Vê-te
Avança

O momento é o certo
A vida mostra-te isso
E não há coincidências
Aleatório é engano

Vou lá
Vou agarrar o destino
Vou conseguir
Vou voltar a Mim.


Boa!

domingo, março 02, 2008

Há que dizer as coisas com Frontalidade...

Um adepto de futebol, ontem, à saída dum jogo que, pelos vistos, não o satisfezendo no resultado, o levou a este rasgo de honestidade:

_ Quero mostrar a toda a gente a minha indignidade perante esta situação...!!!

Mainada.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

sábado, fevereiro 23, 2008

Há muito tempo...

...fui conhecer uma quinta. Nessa quinta havia árvores de fruto e outras só de folhas de todos os feitios.
E havia flores, não muitas porque era Inverno mas a aguardarem explodir em mil na Primavera.

Havia um tractor. E enxadas e pás. E rega.

Também havia um espanta espíritos (paradoxo ali, naquele sítio mágico, casa deles) que tilintava amiúde com o vento da estação fria.

Depois havia ao fundo uma Garça que, parece, era rara por ali.
Não devia ser Real.
Só daquelas normais, que gostam de quintas simples onde reina o cheiro da terra e dos limões.
E das laranjas.
Apareceu naquele dia porque se sentiu em casa, não só na terra, nos pomares, nos aromas, mas talvez nas pessoas que lá estavam, nessa quinta.

(e no Verão, aqueles figos, o sabor...e páro por aqui)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Cabrrrrummm!

04h07'

Trovão.

Acordo sobressaltada dum sonho em que comia um gelado quente, que partilhava com colegas de quarto duma outra cidade em que estudava. Só eu sentia que aquilo estava ao contrário. Que devia refrescar e não saber a chá.

Bom, sonhos à parte, acordada, fiquei desperta e contente. Gosto de tempestades e, como durmo de persianas abertas, vivo o 'lá fora' como se fosse 'cá dentro'. Esperei a luz do próximo relâmpago que não demorou. Lindo. O meu quarto azul à cause e eu quentinha, enroscada no edredon de penas, aguardando o ribombar dos tambores que o céu às vezes nos dá, como uma orquestra só de percurssão e especialmente para nós, humanos, nos lembrarmos dele, do céu.

Fiquei ali, sossegada, a gozar o concerto.
Adormeci sem saber se cheguei ao fim da peça escrita pelas nuvens.

Pensei, no entanto, que bom seria tê-la partilhado de mão dada com alguém, além da almofada, do colchão e das penas que, fofas, me envolveram a pele cobertas por aquele algodão gasto da capa florida (os lençóis gastos são o melhor que há).

Depois, lá para as 7h, como de costume, acordei. Curiosamente mais descansada que muitas vezes em que as horas que durmo se somam com resultados de maiores dígitos.

Gosto de ter uma casa.
Gosto desse aconchego.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Da Música Que (me) Toca

Depende uma miríade de coisas:

- o que aqui escrevo;
- como atendo o telefone;
- os cozinhados que invento.

Tenho esta ligação estranha com os acordes e as letras que ouço e aquilo que os meus neurónios obrigam os meus membros - e não só, uma vez que têm também ligação directa às glândulas lacrimais - a fazer.

No escritório toca agora Pink Floyd.
Dá-me a nostalgia e penso escrever sobre aquela festa de garagem em que o Jorge me disse que sempre gostou de mim (sendo que o sempre, naquela altura, era necessariamente pouco porque ambos tínhamos 15 anos de existência) e que gostava de namorar comigo.
Era verdade.
E eu sabia mas não correspondi e foi um drama (para ambos).

Ontem, quando ouvia The Whole of The Moon tocou o telefone. Merda, pensei. Lá vou ter de inventar mais uma constipação (é uma óptima desculpa para congestões nasais doutras origens).
É que estava tão longe daqui.
Estava nos anos 80 e ainda podia fazer escolhas e ia fazê-las...bem.
Quem me ligou desejou-me as melhoras.

Na cozinha, entre tachos e panelas com o rádio no volume acima do razoável - obrigada A., e ao teu pai que não sonharia que o artefacto que te deixou me inspira diariamente :) - cozinho coisas deliciosas.
Invento consoante o humor e esse vem também daquilo que toca lá.
Os meus filhos agradecem.
Eu, que estou em dieta tentando em vão largar os 20kg que ganhei à conta de medicação que não me larga, regozijo-me a ve-los degustar as minhas invenções ao som de Fields of Gold.

Obrigada Sting!!!

sábado, fevereiro 09, 2008

Surpresa Com Destinatário!




Meditação sobre o Rio Tejo

Marini Portugal


Gaivotas planando no ar,

Sobre as águas do meu rio,

Vens de longe, muito longe,

Leva-me para o mar…



Vejo-te com os olhos da memória,

Dos séculos que partiram…

Incógnita de tantos sonhos

Que se alcançaram

E que se perderam…



Guardador do templo e do tempo,

Tu és um mistério…



De ti partiu o sonho, a obra, a vida, a morte…

A tua tranquilidade nos reflexos trémulos das luzes

É a ansiedade e o medo do porto de partida,

O presságio supersticioso das tempestades,

De tantos que foram e naufragaram…



És porto de abrigo da doçura dos torna viagem…

Nos teus silêncios guardas segredos insondáveis,

Ai!... Se falasses dos actos de valentia e bravura,

Das omissões e das esperanças traídas,

De tantas cobardias e traições…



Testemunha de rotas para o mar largo do Mundo,

Origem dos cruzamentos de todos os destinos,

Nessa epopeia do mar sem fim português…

Testemunha também da cobiça de tantos,

E da epopeia secular do abandono…



Da sorte mártir dos esquecidos da Ásia e da África…

Que dizer das soturnas luzes sonâmbulas

Da escravatura e da corrupção nos navios e no comércio! …

Tão bem assimilada e hoje consagrada nas tuas margens,

A teus olhos, na política, no governo, no betão…



Ruas, avenidas, praças, arranha-céus, engarrafamentos,

É a cidade das luzes e luzes da falta de glória…

Emaranhado corrupto das formas de vida…

Rio Tejo!... Parece que desde sempre te contradizes

No sentido do curso da corrente das tuas águas…



De início foste o mar do nosso esplendor,

Depois nas contracorrentes dele te afastaste,

E, hoje, nos atiras terra adentro,

Nesta pequena terra dos homens,

Proibindo-nos a tua alma de antanho…



Das praias alvíssimas, das tempestades tropicais,

Do mar azul, dos oceanos sem fim,

Pacífico, Índico e Atlântico…

Das gentes do nosso contentamento,

Das terras que foram nosso destino…



Rio Tejo!... Foste o destino do ontem português…

E hoje Rio Tejo?!... Que destino para o meu País?...


Portugal, 2007

(promessa cumprida)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Em Vida

Para quantas pessoas terei morrido?

Às vezes penso nisso...

P.S Tenho medo que já sejam muitas.

P.S.S. Ou seja, não se esqueçam de mim, não?

Bom, eu explico.
Hoje descobri uma ferramenta que me permite ver quem me apagou do Messenger. Tantos. Tão importantes.
Embora eu já tenha feito o mesmo, doeu. Fundo.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Um Bocadinho Irritada...

Reproduzo aqui o comentário da caixa do Poste dos cachorrinhos Golden Retriever para dar:

"Atenção: a mensagem que por Portugal circula já data de 2001/2002. A ninhada de 6 cachorrinhos Golden Retriever (que afinal eram 7) já se transformou numa lenda. P.f. consutem http://www.quatrocantos.com/LENDAS/111_golden_retriever.htm.
Não se empolguem com estes, que já são adultos. Empolguem-se com outros cachorrinhos (Golden Retriever ou não) que por aí estão, à espera de um amigo!"



Foi um anónimo que a deixou e vale o que vale, não sei da sua veracidade.

O tom paternalista de recado ou ralhete é que me arrelia.
E eu explico.

Parece que agora é de mau tom, para os amigos dos animais, ter um cão de raça pura. Parece que se gosta menos ou que o animal é diferente, coitado, por ser de linhagem irrepreensível.
Parece que o que é bonito e fica bem, agora, é ter um rafeirinho mesmo muito feio que é assim que se prova que se é amigo do animal.

Poupem-me.

Eu por acaso tenho uma rafeira que não parece mas sempre soube que era. E que adoptei por 0€.
Mas podia ter um Golden Retriever que me tivesse custado 500€ que não o amava menos por isso.
Percebem-me?

Acho que, de repente, os humanos medem os animais como se medem a si próprios e se pedem piedades que não merecem quando falham na vida transportando-as para eles.
Por favor, os nossos amigos do dia a dia nem sabem de que raça são.
Só querem mimo, cuidados e atenção.
E retribuem em triplo, tenham ou não LOP, sejam ou não filhos de campeões de exposição, tenham ou não sido recolhidos dum canil manhoso com probabilidade zero de sobreviver.

Bolas!

Eu gostava da Mousse mesmo se ela fosse uma pura Retriever do Labrador Castanha que, no mercado, custa uma pipa de massa.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Há um ano atrás, às 11h e 20'...

O meu pai morreu um bocadinho...
Morreu um bocadão...
Durante um mês. Ia, não ia, ia, não ia.

Não foi!

Hoje, fui com ele comprar óleo para o meu carro porque por mim punha do Fula ó do VêGê ó assim.

Ai Pai...ai eu.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Momento Irresistível, Momento Mimo, Momento Vão Por MIM (e a vida nunca mais será igual)




Tenho a Mousse há 7 meses.
Amo a Mousse.

Aqui era cachorrinha. Bom, ainda é. Tem 10 meses e continua doce docinha a Mousse de Chocolate.

Serve isto de intróito para dizer algumas coisas acerca desta coisa de ter um animal.

Foi uma decisão nem sequer muito contrariada no momento da adopção embora o tenha sido durante anos.
O Gufi tinha sido a minha estreia canina, percebi que o amor de quatro patas era possível e incondicional mas, por voltas que a vida deu, tinha-o perdido e sabia a dor que isso trazia.

Não vale a pena ir à procura de razões que me levaram a arriscar porque não é por aí. E não podia ter escolhido pior altura e animal. A cadelinha, já com 3 meses veio cá para casa a morrer (sem sabermos, claro), sem vacinas, sem desparasitação, sem cuidados, sem nada. Era linda e tinha um olhar triste, dos abandonos sucessivos que adivinhamos teve no seu pequenino passado:
_Olhe lá, você deu-me gato por lebre. Esta cadela é uma porcaria e vem doente e tudo. O meu filho não a quer...

E blá blá blá muitas vezes igual, de certezinha.

Eu não sou melhor que ninguém. Aliás, sou pior em muitas coisas, numa delas em gerir orçamentos e possibilidades de proporcionar bem-estar.

Mas fiquei com a Mousse. Fiquei com aqueles olhos doces mesmo depois do Veterinário me dizer que nada prometia. Os tratamentos foram feitos, comigo a recordar a primeira infância dos meus filhos, das noites mal dormidas e dos cocós por limpar e xixis por todo o lado.

Querem rir? Hoje, quando a passeio pela rua, vêm ter comigo e perguntam-me qual o criador que ma vendeu. Eu respondo: o Criador. Eles não percebem mas eu e ela sim.


Bom, o texto vai longo e tem uma missão que corre o risco de se perder neste arrazoado de palavras.

Há seis cachorrinhos Golden Retriever cujos donos, mesmo amando-os muito (não duvido), não vão poder manter mais de duas semanas. Se for o caso, irão mais depressa para aquele Céu dos Animais. Nem sei se seria bom ou mau, visto que é Céu. Mas vá lá. Mais do que a eles, dêem-vos uma oportunidade de serem felizes e descobrirem um amor diferente.

Eles estão só à espera de alguém que, como eu, tenha chegado à altura em que, não se sabe porquê, se quer um companheiro incondicional.
E eu asseguro: vale taaaanto a pena.

Ficam as fotos e os contactos. E, antes de passarem a outro blog da vossa lista de favoritos, leiam outra vez, please?

;)







Contactos:

sara.matteucci@gmacio.com
sheldon_sara@hotmail.com
sara.mendes@inst-informatica.pt

terça-feira, janeiro 29, 2008

sábado, janeiro 26, 2008

Processos de Intenção

Não há mentiras inofensivas.
Nem piedosas.

Há, quanto muito, aquelas que não deixam sequelas, que passam pelo outro e o deixam incólume.

Mas a verdade:

A Mentira É Sempre Uma Traição
A nós e ao outro.

P.S. Easy to say...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Vilipendiar!

Palavra estranha, esta.

Passeando pelo Blog do meu shrink escrevi não sei quantas vezes esta palavra.

Veio a vontade de escrever um post sobre o assunto mas sem sujeito concreto.
Portanto, considerem-se assim, todos sem excepção, vilipendiados.

Ah, e de nada. Os amigos são mesmo assim.

:)

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Olá 2008

A jeito de intróito neste novo ano, deixo uma conclusão pacífica, a dois, contaditórios permanentes (eu, jurista, Tio João, médico):

Nós só morremos para os outros.

Não se deixem levar pela ilusão do facilitismo da hegemonia de pensamento.
Há ali um fosso do tamanho dum...sei lá...entre nós :)

BOM ANO!

terça-feira, dezembro 25, 2007

Neste Dia

Declaro o Semifrio o 'Blogue Egoísta Do Ano'.

São 11h da manhã e só penso nas 18h30 e no Aeroporto da Portela.

!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Para Estarem Perto da Mãe







E este sorriso é para vós, para mim e para o fotógrafo que, conseguindo apanhar-me a Alma, mostra aqui a serenidade dos dias que vivemos.

Obrigada L.

Saudades, meus Amores!
Até já.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Quase a Aterrar Lá Longe

...e o meu coração pequenino pequenino (faltam 10').

Amanhã rumo ao Alentejo.
Litoral.
Ver o Mar.
Andar na areia, mão na mão.

Espero relaxar!

Até Domingo.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

E Mais Uma Vez

E porque o tempo voa, lá estou eu a vivênciar, de novo, a angústia de mais uma partida.

É Natal.

Era o meu, este ano, mas não vao conseguir chega senão para a ceia do dia 25.
Serão, provavelmente, os únicos ocupantes do avião no dia em que Jesus nasceu.
Ele, espero, far-lhes-á companhia.

Entretanto, e mudando de assunto, acabo de chegar com o Martin duma filamgem dum anúncio para a TvCabo em que ele é o protagonista.
Sentiu-se uma estrela e portou-se à altura.

Poderão vê-lo a partir da próxima semana e durante uns dois meses, no remanço do lar, numa TV perto de vós.

É aquele em que uma criança, ele, leva um banho dum automobilista descuidado que passa por cima duma poça à porta da Escola e o deixa indignado :)

Meu menino, tão giro que ele estava. Um prof...

(saudades, já)