sexta-feira, abril 30, 2010

Canto

Há um canto onde canto

Acreditando que o canto, nesse canto, é muito mais que só canto

É hino com tino e chega fino ao destino

Quem o ouve que o louve

O meu cantado poema feito aqui no meu canto

terça-feira, abril 20, 2010

Despojos do Dia

"O Site Semifrio da Dinada

Minha Querida Graça,

Estou em dívida contigo, mas vicissitudes várias fizeram com que só hoje venha dizer-te do teu site.

Gostei, francamente gostei. Tudo isto por todas as razões, a minha profunda amizade por ti. Ela não esmorece, ela é perene.

Em primeiro lugar agradeço a tua iniciativa de publicação do meu poema “Meditação sobre o Rio Tejo” – O meu bem-haja.

Na especialidade assinalo:

Vejo-te ruiva e bem. Não sei se estás menos, como gostarias, mas se estiveres mais, também não vejo problema, pois ruiva ou não ruiva és gira.

Na ida à quinta levavas um “Golden Retriever” pela mão, que grande amor, que trovão dos meus sonhos. Como se pode alguma vez abandonar tanto amor por estas “pessoas” da nossa Família. O seu olhar doce, o seu amor e compreensão profundas… Junto ficheiro com dois poemas que, se assim entenderes podes usar no teu site.

Pintas quadros bonitos na partida dos Filhos, na superficialidade que não tens, nunca terás.

O mar não seca, não pode secar, és frágil, mas és forte. Planos diferentes por vezes confundidos.

Vi a tua Mousse pela tua mão… Eu ia contigo com a minha Coca-cola pela minha mão…

Como estou com a tua sensibilidade, como me consigo identificar contigo e, com a emoção e, mesmo lágrimas, te digo “ Só espero não magoar ninguém nunca, … na descoberta dos atalhos, tanto amor deixado pelo caminho…”

“Pisa o chão / Assenta os pés / Ver com o coração” – “De mãos dadas é que vamos” - De facto sempre vi que perdeste altura porque és só coração.

“Descalça / Pés nus / Corres há muito pelos campos / Descalça / Sem medo das pedras / Mas medo das ervas daninhas … / Não corres em sonhos / Corres a vida” – Vou contigo nesta simbologia que resume magistralmente todas as pedras do caminho, desde… o sopro do coração aos cinco anos…

Reitero, garanto e testemunho vivamente “Sou uma Mulher (a letra maiúscula é minha) a sério, daquelas rijas, de mérito e de força / És paradoxal, és verdadeira”

Não tenho dúvidas no que se refere aos “Mares… O Pacífico pacificar-te-á”

Com toda a consideração, estima, muita estima e amizade deste teu amigo que acompanhaste quando as ervas daninhas e as pedras da vida me deixaram descalço, atordoado e… perdido

Alexandre


11/05/2008"

Cirurgia

À minha cadela de seu nome Coca-cola

Na mesa a cadela
A ser tosquiada
Aguarda o cirurgião…

Expectante e assustada,
De olhar angustiado,
Adormece anestesiada…

Deixamos a sala,
Com a comoção de que ali ficou
Parente nosso…

Nosso irmão…

Ela não fala, diz para nós,
Com os seus olhos,
Da sua esperança…

Tenho alma,
Mesmo sem voz…


Marini Portugal

Olivais Sul, 8 de Fevereiro de 2007

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A Morte

Homenagem à minha Cadela Teckel, de nome Coca-Cola,
falecida em 6 de Novembro de 2007 com treze anos e meio de idade

Vem companhia do meu enleio,
Sussurra-me teus segredos,
Teu coração treme em teu receio,
Olhos angustiados de medos…

Falas sem voz,
Tudo dizem teus olhos sábios,
Teu olhar é magia de voz,
Canta a dor e o amor em nossos lábios…

Ela calada há muito espiava,
A sua mão veio sem demora,
Era a morte que espreitando chegava,
Agora, agora, agora…

Nesta noite despida da cidade,
Saudades de ti alguém,
Fica o carinho da tua amizade,
Travo amargo de eu mais só, sem ninguém…

Foste companhia desejada,
Mais deserto só fiquei,
Viveste passo a passo em minha estrada,
Eras o mito com que sonhei…


Marini Portugal


Lisboa, Olivais Sul, 7 de Novembro de 2007

RE:
"Obrigada, Amigo Alexandre.
Porque isto da escrita nos retira refêrencias, diferenças, estatutos...

(embora eu sempre o vá respeitar como se respeita um pai...com AMOR, MUITO AMOR)

Graça
11/05/2008"
____________________________

Depois de mais de 20 anos de amizade, ganhei tanto de si.
E nunca me esqueço do seu Poema: As Filhas que Deus Me Deu, em que me considera uma delas.

Hei-de encontrá-lo e publicá-lo. Prometo!

Derradeiro Telefonema

E soube da partida.

Choro agora a saudade que sei estar a chegar.

Alexandre, até já*

sábado, abril 17, 2010

Fumos

Cada vez fumo menos.
Aliás, qualquer dia destes paro de vez.

Para uma paranóica da arrumação, das assimetrias e dos cheiros e limpezas é bom. Excelente, mesmo.

É a cinza e os cinzeiros. Lido muito mal com eles. Detesto vê-los sujos o que, para que fuma, é um martírio calculais.

A cinza então é a minha pior inimiga porque, não tendo qualquer aderência ou peso, voa. Voa dos cinzeiros à mais pequena brisa, voa com um espirro, com um mínimo encontrão, voa sempre...

Aquilo que agora acontece nos céus da Europa e que não é mais que cinza que, lá está, voa, não pousa nem por nada a cabrona filha da mãe, pela tal falta de aderência que lhe é característica e que eu faço corresponder à pouca espessura de sentido na sua existência pode, e isso é que me lixa com F, no Verão, deixar-me em sobressalto.

Pelo facto mais que aqui gasto e descrito que os meus filhos têm uma metade sueca que me fode a cabeça (desculpem a parte da cabeça), que mos leva para lá no passarinho metálico contra a minha vontade!

Raisparta a evolução, que bem podia só haver cavalos, asnos, ou burros!!!

sábado, abril 10, 2010

Seria, com Certeza, Assim

Iríamos ver o Sporting jogar, no Estádio de Alvalade.

Com o teu entusiasmo, seria ainda mais Lagarta, mais Leoa. e rugiria a plenos pulmões, a propósito e a despropósito.

Tu de mini na mão e eu, na minha, com uma daquelas novas Lusos Adelgaçantes.

O resultado, de somenos importância.

Seria, com certeza, assim...

domingo, março 21, 2010

Mandei-lhe um Mail

Estranhei não haver a habitual resposta imediata.
Amigos há mais de vinte anos, é sempre lesto nestas coisas.

Mas também é um desassossegado permanente. Escritor, formador, sempre aagarrado à máquina mas nem sempre com tempo de ir ao correio.

Depois..., depois é sempre aquela merda do costume. Eu bem achei estranho e o camandro e o raio que parta tudo e grande merda é o que é.

Estava agarrado à máquina sim.
Mas não a esta.

E se Deus quiser ainda está.

Porque senão, está aqui, atrás de mim a ver-me escrever debruçado sobre o computador a dizer:

_ filha, vê lá se ao menos não escreves com gralhas... mas palavrões, força neles que sabes que também eu quando me irrito!!!

Vou telefonar outra vez!

quinta-feira, março 11, 2010

segunda-feira, março 08, 2010

Discriminação Positiva Aceitável

"Hoje, em todos os Restaurantes do Mundo, servem-se Lagostas Suadas à descrição ÀS MULHERES de qualquer cor, credo, peso ou altura"

Issé quéra...

terça-feira, março 02, 2010

Sintonização

"Quase um Poema de Amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza Lusitana
Tem essa humana Graça Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor."

Miguel Torga, in 'Diário V'

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Humanização dos Serviços de Saúde

Constatei nestes últimos dias que nós, utentes, quandos nos deslocamos ao Hospital e enfrentamos a inevitável espera por um atendimento que urge, já não somos apenas um número.

Não, nada disso.

Agora somos mais que isso: somos uma letra, um hífen e depois sim, um número!!!


Um Salto de Sapo. Sapito, vá...!

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Tolices

A mensagem mais estúpida e ignorante que se tem ouvido por estes dias, da boca de diversas figuras de Estado:

"Neste momento de tragédia, os portugueses estão com a Madeira"

Triste...muito triste!

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Polémica à Volta dos Choques Religioso/Cuturais

É tudo muito simples e não há que complicar.

Por exemplo, as (e já agora os) Fiscais da EMEL adorariam usar Burqa verde no exercício das suas funções.

Não podem.
É que nem sequer um véuzinho que só lhes mostre os olhos nem nada taditos!

Percebem?

Era só, por hoje.

sábado, fevereiro 06, 2010

No time No Time

O que é aliás muito, mas mesmo mesmo muito, bom sinal!

Só chega para copipaistes destes (assim bons):



Emily Dickinson (1830–86). Complete Poems. 1924.

Part One: Life
I

SUCCESS is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.


Not one of all the purple host
Who took the flag to-day
Can tell the definition,
So clear, of victory,


As he, defeated, dying,
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Break, agonized and clear.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

"O oposto do amor"

"Qual é o oposto do amor? Podemos pensar que é o ódio, mas essa talvez não seja a melhor resposta. Um sábio diria que o oposto do amor pode bem ser o medo.Ouvi esta meditação numa conferência da neta do Mahatma Gandhi, Tara Gandhi, na Fundação Gulbenkian, terça-feira, em Lisboa. O ensinamento flutuou quase anónimo, sem parecer importante. As ideias orientais são por vezes incompreensíveis para nós, materialistas do ocidente, e algumas opiniões da conferencista eram difíceis de aceitar. Ela usava um discurso de estranha humildade, tornando mais improvável a nossa aceitação.Podemos dizer de outra maneira este pensamento iluminado: o que impede o amor não é o ódio, mas sim o medo. Isto aplica-se às nações, aos conflitos entre amantes, às discórdias civis das sociedades. Temos medo; em resposta, parecemos destilar ódio, mas apenas mostramos o temor do desconhecido. A vertigem assusta e quanto maior o receio, maior a rejeição do que se teme.
Esta realidade está mais próxima de nós do que parece. Ela rodeia-nos. O medo explica a inveja, a guerra preventiva, a hostilidade, o ciúme, a resistência; o medo explica a gritaria no debate, a indecisão ferida, o erro destrutivo, a dúvida, o desprezo. Veja-se com distanciamento: existe medo à nossa volta, uma tensão social feita de pequenas inseguranças, de apreensão pelo futuro, de sobressalto permanente. Deixámos de ter uma vida, deixámos de ter estabilidade. E o temor produz agressão: não queremos ouvir o outro, tudo o que ele nos diga soa a estranho ou maléfico e pode ser reduzido a minúsculos fragmentos negativos; repetiremos mil vezes a mentira, transformando a possibilidade em antipatia, o diálogo em discórdia, o amor em miséria.Num mundo materialista, é difícil perceber a ideia da não-violência. Ela exige um penoso ponto de partida, tão inaceitável para a razão interesseira, de que o nosso inimigo nunca o é verdadeiramente; antes o que parece ódio não passa de pânico e susto, sendo por isso digno da compaixão, da lástima que se tem pelo próximo, daquele que no fundo é igual a nós."


Luís Naves no Albergue Espanhol

Trouxe o texto para o semifrio porque, não conseguindo há muito escrever por razões várias, está aqui muito do que apetecia partilhar...

domingo, janeiro 03, 2010

Olá Pessoas

Uma passagem rápida, feita de teimosia e uma pitada de irritação.

É que persisto e garanto (em vão) que não acabou nenhuma década com a entrada em 2010.

Não, não e não.

Entrámos sim no seu último ano da tal dita década!!!

Por isso, balanços dos 10 anos , fazemos em ..11, deal?

(eu sou, sou irritadiça e às vezes por pouco...mas esta sou eu, hélas)

Bem Aventuranças

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Agora o Amor

Coisa complicada,
deslinear,
desarrumada,
baralhada,
extemporânea,
despropositada
e, mais que tudo, parva.

Bem podia não existir, para bem de todos.

Ok, ok, para MEU bem!

Gaita...

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Extra Ordinário

Um momento, por favor.

Reflectindo absurdos assim de repente...

Aqueles homossexuais que entretanto já adoptaram???

Coitados, nunca vão poder casar.

Isto sim é discriminação da grossa. Como é que se sai deste redondel?

Estou deveras perplexa com esta assumpção e aposto que ninguém pensou nisto!

Tsssc.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Serei Só Eu?

Que acho que os publicitários da área dos Perfumes fazem um esforço hercúleo para que cada anúncio seja mais parvo do que o outro?

Que faça menos sentido?

Que sejam todos um arrazoado de imagens e sons baralhados, pretenciosos, pirosos e ridiculamente ausentes de qualquer mensagem minimamente tangível????

Porquê?

(o que isto m'irrita)

Marquetinguistas, cheguem-se à frente se puderem e esclareçam-me, ok?

É que então agora, no Natal, o bombardeio é insuportável, chiça!!!!!!

Palavra de Honra que não vou usar nem uma marca que me lembre de ver passar na TV.
Pronto.