Pois é. O primeiro era filósofo grego. Este segundo é primeiro por razões não temporais mas por caprichos eleitorais.
Acho que já deixei aqui expresso, bastas vezes, a antipatia que nutro pelo homem/político. Não gosto do estilo, das ideias, da arrogância que, para mim, esconde a insegurança que lhe dá a consciência da precaridade do 'poiso' que ocupa, no sentido de que aguentar-se à bronca de ser um 'igual', com capa de diferente.
Ou seja, vai acabar por perder porque faz exactamente as mesmas asneiras dos seus antecessores 'sucias' mas sem simpatia e sem 'diálogo'(estes últimos ítens não salvam nenhum político da 'queda' mas sempre prolongam o tacho).
Hoje falo dele não numa perspectiva política mas por outra coisa que me fez acordar a esta hora inusitada, num Domingo calmo e silencioso.
Sonhei ('pesadelei', aliás) que era casada com ele. Medo, muito medo, do que possa significar isto. Estarei assim tão carente? Será uma menopausa precoce que, em vez de 'afrontamentos' me ataca com devaneios suspeitos?
Bom, também já sonhei que era amante do Pacheco Pereira portanto, se calhar, menos mal. É só um fétiche qualquer com políticos.
De qualquer maneira, o sonho foi tudo menos linear. Eramos casados e fomos de viagem a uma terreola do Norte (devia ser mesmo muito ao norte porque as outras personagens tinham traços esquimós). Ficámos hospedados em casa duns habitantes pobres que viviam numa espécie de cabana, com uma enorme lareira que aquecia a casa minúscula. De tal forma era eficiente que não havia nem portas nem janelas, embora nevasse na rua. A dona da casa cozinhava na mesa de jantar e a água fervia sem estar ao lume.
A família preparou-nos, a mim e ao Sócrates, um quarto com uma cama minúscula onde, inevitavelmente, aconteceu a parte erótica do sonho (belhéque)!
Pelo meio, o meu 'marido' teve de se deslocar a Lisboa, mais propriamente ao Liceu Filipa de Lencastre (onde estuda o meu rebento maior), para renovar a matrícula dum dos seus filhos (isto não é o máximo?)
Uma coisa vos juro. Acordei mal disposta e convicta que não volto a faltar ao meu psicanalista. E acho mesmo que aquele comprimido que deixei de tomar há uns dias teve influência!
Ó 'Sócras',pah, ao menos de noite deixa-me dormir sossegadita, anda...
Apre!!!
domingo, outubro 16, 2005
sábado, outubro 15, 2005
Da parentalidade no divórcio: divagações!
Há a culpa. Uma grande culpa que não se pode ignorar e que tem de ser gerida de forma a que se vá transformando, com o tempo, em soluções capazes de nos fazer voltar a ser uma 'família', diferente na forma mas preservando o conceito.
Hoje estou só. Por decisão minha, de há dois anos atrás em que, ponderadamente, achei que merecia(mos) ser feliz(es). E que, sendo eu feliz, conseguiria fazer melhor enquanto mãe, enquanto filha, irmã, prima, amiga, enfim com todos os que comigo se relacionam e cujas vidas posso e devo tocar!
É claro que tudo isto não passa dum arrazoado de palavras vãs, quando vejo nos olhitos dos meus três rebentos a saudade imensa que têm dos beijos do pai ao deitar e ao acordar, à saída da escola, e em milhentas situações dum dia a dia que de repente perdeu um elemento fundamental.
Merda para isto, que hoje tenho eu saudades deles. Do barulho que enche a casa e que hoje se transformou num imenso silêncio, insuportável.
Há dias assim, mais difíceis. Outros melhores virão!
(raisparta a solidão da culpa)
Hoje estou só. Por decisão minha, de há dois anos atrás em que, ponderadamente, achei que merecia(mos) ser feliz(es). E que, sendo eu feliz, conseguiria fazer melhor enquanto mãe, enquanto filha, irmã, prima, amiga, enfim com todos os que comigo se relacionam e cujas vidas posso e devo tocar!
É claro que tudo isto não passa dum arrazoado de palavras vãs, quando vejo nos olhitos dos meus três rebentos a saudade imensa que têm dos beijos do pai ao deitar e ao acordar, à saída da escola, e em milhentas situações dum dia a dia que de repente perdeu um elemento fundamental.
Merda para isto, que hoje tenho eu saudades deles. Do barulho que enche a casa e que hoje se transformou num imenso silêncio, insuportável.
Há dias assim, mais difíceis. Outros melhores virão!
(raisparta a solidão da culpa)
sexta-feira, outubro 14, 2005
Sobre o Encontro de Ontem: 'Blogar no Feminino'
A Batedeira Eléctrica D'Ouro foi para...
Miss Pearls:
1. pela elegância estonteante com que surgiu (ia girérrima);
2. pela simplicidade das palavras;
3. pelo genuíno despretenciosismo.
Ok, ok, sou suspeita, e depois?
A blogoesfera feminina é (também) isto mesmo. Dizer mais com o Coração e borrifar na Razão.
(mas atenção, eu ACHO mesmo que a nossa Pérola esteve lindamente e não tem influência nenhuma o pormenor de me ter oferecido o copo misturador)
*
Piésse: E o Rui Reininho, hein??? Atrevidote, o rapaz :D
Miss Pearls:
1. pela elegância estonteante com que surgiu (ia girérrima);
2. pela simplicidade das palavras;
3. pelo genuíno despretenciosismo.
Ok, ok, sou suspeita, e depois?
A blogoesfera feminina é (também) isto mesmo. Dizer mais com o Coração e borrifar na Razão.
(mas atenção, eu ACHO mesmo que a nossa Pérola esteve lindamente e não tem influência nenhuma o pormenor de me ter oferecido o copo misturador)
*
Piésse: E o Rui Reininho, hein??? Atrevidote, o rapaz :D
quinta-feira, outubro 13, 2005
Pai!
Hoje faz anos.
Vai ter direito àquele bolo especial que, desde que sou gente, me lembro da mãe fazer exclusivamente neste dia.
O pai sabe que eu o amo muito, mesmo que tenha uma enorme dificuldade em verbalizá-lo. Às vezes lá sai um abraço ou um beijo que o demonstra.
O tempo passa e hoje vou arriscar uma lágrima que sei que vai rolar quando, para além de lhe dar os parabéns, o lembrar que esse amor cá está, usando palavras.
Até logo, pai, e um beijo do tamanho do mundo!
Vai ter direito àquele bolo especial que, desde que sou gente, me lembro da mãe fazer exclusivamente neste dia.
O pai sabe que eu o amo muito, mesmo que tenha uma enorme dificuldade em verbalizá-lo. Às vezes lá sai um abraço ou um beijo que o demonstra.
O tempo passa e hoje vou arriscar uma lágrima que sei que vai rolar quando, para além de lhe dar os parabéns, o lembrar que esse amor cá está, usando palavras.
Até logo, pai, e um beijo do tamanho do mundo!
BeeGees
Que a Controversa Maresia tem textos fabulosos da Vieira do Mar, já todos sabemos.
Mas tinha-me escapado um linque muito especial que encabeça a lista dos recomendados: Passeai, flores...
Cliquei lá e deliciei-me com os diálogos 'filharais' (afinal, há outras casas iguais à minha, outras angústias decalcadinhas, ufff...assola-me u alívio), e com os monólogos brilhantes a que a Vieira nos habituou, mas noutro registo, mais direccionado para a parentalidade nos dias que correm.
Os BeeGees acompanham um poste especialmente rico sobre a série Morangos com Açucar, recomendada que é a sua leitura neste segundo blog da autora.
link:
http://controversamaresia.blogspot.com/2005/08/para-compreender-o-fenu.html
Acontece que a música em questão (Staying Alive) foi das primeiras que me atrevi a acompanhar com o corpo, numa qualquer festa de garagem, nos idos e longínquos anos 70'tas (e muitos, atenção).
Ao ouvi-la, tentando apanhar a letra (que outrora era qualquer coisa de absolutamente irrelevante) constatei que, embora dominando hoje a língua inglesa com uma mestria que naqueles tempos não possuía, não percebi patavina da mensagem.
Penso que as músicas têem os seu tempo, ficam-nos na cabeça durante anos e depois, ao ouvi-las de novo, voltamos à idade em que brilharam, tornando impossível decifrá-las na maturidade.
(ainda tentei encontrar a letra no 'Lyrics.kiev.ua' mas, incompreensivelmente, os BeeGees não estão arrumados no 'B' ???)
Mas tinha-me escapado um linque muito especial que encabeça a lista dos recomendados: Passeai, flores...
Cliquei lá e deliciei-me com os diálogos 'filharais' (afinal, há outras casas iguais à minha, outras angústias decalcadinhas, ufff...assola-me u alívio), e com os monólogos brilhantes a que a Vieira nos habituou, mas noutro registo, mais direccionado para a parentalidade nos dias que correm.
Os BeeGees acompanham um poste especialmente rico sobre a série Morangos com Açucar, recomendada que é a sua leitura neste segundo blog da autora.
link:
http://controversamaresia.blogspot.com/2005/08/para-compreender-o-fenu.html
Acontece que a música em questão (Staying Alive) foi das primeiras que me atrevi a acompanhar com o corpo, numa qualquer festa de garagem, nos idos e longínquos anos 70'tas (e muitos, atenção).
Ao ouvi-la, tentando apanhar a letra (que outrora era qualquer coisa de absolutamente irrelevante) constatei que, embora dominando hoje a língua inglesa com uma mestria que naqueles tempos não possuía, não percebi patavina da mensagem.
Penso que as músicas têem os seu tempo, ficam-nos na cabeça durante anos e depois, ao ouvi-las de novo, voltamos à idade em que brilharam, tornando impossível decifrá-las na maturidade.
(ainda tentei encontrar a letra no 'Lyrics.kiev.ua' mas, incompreensivelmente, os BeeGees não estão arrumados no 'B' ???)
quarta-feira, outubro 12, 2005
Pérolas
Porquê o fascínio?
Pode ser a sua simplicidade.
Pode até ser o contrário.
Outro dia penso nisso!
Pode ser a sua simplicidade.
Pode até ser o contrário.
Outro dia penso nisso!
Do Talento!
Como se afere (ou infere?) o talento de alguém?
Falava ontem à noite com um amigo que, pragmaticamente, fazia corresponder as seguintes percentagens ao sucesso que se obtém em qualquer actividade a que nos dediquemos: 5% talento, 95% transpiração.
Pensei sobre o assunto e não sei se concordo.
É óbvio que o trabalho e empenho dedicados não são de somenos importância, serão mesmo cruciais.
Mas é também indiscutível que, olhando à nossa volta, vemos a distinção do talento ser apanágio dum grupo restritíssimo de pessoas, nas diversas áreas em que ele é passível de grande visibilidade.
É, aliás, factor promotor da enfatização e valor que se dá ao talento, esse número reduzido de distintos, seja nas artes, nos negócios, nas ciências ou noutros.
Será que os talentosos inatos existem? E se sim, será que com o gene do talento vem agregado o da preguiça? E depois haverá uma modificação genética raríssima em alguns deles e esse último vem alterado?
Coisas que me atormentam...
Falava ontem à noite com um amigo que, pragmaticamente, fazia corresponder as seguintes percentagens ao sucesso que se obtém em qualquer actividade a que nos dediquemos: 5% talento, 95% transpiração.
Pensei sobre o assunto e não sei se concordo.
É óbvio que o trabalho e empenho dedicados não são de somenos importância, serão mesmo cruciais.
Mas é também indiscutível que, olhando à nossa volta, vemos a distinção do talento ser apanágio dum grupo restritíssimo de pessoas, nas diversas áreas em que ele é passível de grande visibilidade.
É, aliás, factor promotor da enfatização e valor que se dá ao talento, esse número reduzido de distintos, seja nas artes, nos negócios, nas ciências ou noutros.
Será que os talentosos inatos existem? E se sim, será que com o gene do talento vem agregado o da preguiça? E depois haverá uma modificação genética raríssima em alguns deles e esse último vem alterado?
Coisas que me atormentam...
terça-feira, outubro 11, 2005
Blogs de Género!
É tema circulante pela blogoesfera se a escrita é reconhecível por género. Se há, de facto, uma escrita feminina, outra masculina ou nem uma nem outra.
Eu acho que 'nim'. Ou seja, há aqueles blogs que, mesmo por detrás do anonimato característico deste tipo de comunicação, não deixam margens para dúvidas quanto ao género de quem debita os textos. Curiosamente isso só ocorre comigo quanto ao feminino. Há blogs em que salta à vista quem está por detrás do monitor a desenrolar 'estórias' ou até histórias. São mulheres.
Exemplos?
Atlantys
A minha Praia
Belogue Cívico
Blogantes
Blog Inha
Impressões e Intimidades
Le Tasque
Miss Pearls
Mundo à Janela
Nos Degraus de Laura
Rititi
A Lolita, do Blogamemucho, que eu até conheço d'outras escritas, é das 'blogueiras' que melhor escreve e que visito diariamente, mas que é tipicamente ausente de género no conteúdo do que publica.
Quanto à São Rosas, por acaso acho que é homem. É um feeling, pois!
Eu acho que 'nim'. Ou seja, há aqueles blogs que, mesmo por detrás do anonimato característico deste tipo de comunicação, não deixam margens para dúvidas quanto ao género de quem debita os textos. Curiosamente isso só ocorre comigo quanto ao feminino. Há blogs em que salta à vista quem está por detrás do monitor a desenrolar 'estórias' ou até histórias. São mulheres.
Exemplos?
Atlantys
A minha Praia
Belogue Cívico
Blogantes
Blog Inha
Impressões e Intimidades
Le Tasque
Miss Pearls
Mundo à Janela
Nos Degraus de Laura
Rititi
A Lolita, do Blogamemucho, que eu até conheço d'outras escritas, é das 'blogueiras' que melhor escreve e que visito diariamente, mas que é tipicamente ausente de género no conteúdo do que publica.
Quanto à São Rosas, por acaso acho que é homem. É um feeling, pois!
...
Contrariai as angústias e elas desvanecer-se-ão no vazio da sua falta de consistência.
Usai o Vosso lado radioso que tendes e vereis que o mundo não merece lágrimas vãs.
Chorai só aquelas da alegria por mais um dia em que a luz surge.
Fazei como os sábios: olhai para dentro de Vós e encontrareis tudo o que vos falta.
(eu hoje acordei assim)
*tóing
Nota de Somenos Importância: há um ano que 'blogo' e nem comemorei. Parva!
Usai o Vosso lado radioso que tendes e vereis que o mundo não merece lágrimas vãs.
Chorai só aquelas da alegria por mais um dia em que a luz surge.
Fazei como os sábios: olhai para dentro de Vós e encontrareis tudo o que vos falta.
(eu hoje acordei assim)
*tóing
Nota de Somenos Importância: há um ano que 'blogo' e nem comemorei. Parva!
segunda-feira, outubro 10, 2005
Só a Mim!
Antes de dormir, tomo uma 'pílula' milagrosa que me livra dum acordar ansioso, estado recorrente em mim e que a dita ajuda a debelar.
Não sofro de insónia (ou nada parecido) nem nunca sofri. Quando me dirijo para os braços de Morfeu já vou no seu regaço. Tem a ver com o acordar, tão só.
Ontem, depois da habitual rotina de encher o copo com água, pôr o comprimido na língua e empurrá-lo para o esófago fui, como sempre, tipo zombie até vale dos lençóis. Adormeci, também como sempre, sem sobressaltos antes sequer de lá chegar.
De manhã, sou a primeira a acordar, batem as sete no relógio que não há.
Tenho a rotina bem delineada que consta duma incursão directa à cozinha para hidratação urgente.
Hoje, quando peguei no copo da véspera vi-o recheado dum pó branco, estranho.
Pois, já adivinharam. O meu comprimido dos milagres da calma ficou lá, no fundo do vasilhame, em vez de me descer a goela.
Terá a ver com o seu tamanho diminuto. Não se sente percorrer a laringe ou faringe ou o que é.
Aprendi. Vou sempre confirmar se engolir foi um sucesso ou um logro. Se, no fundo, me ando a enganar e não tomo mais do que um placebo, bem receitado por quem conhece a minha vulnerabilidade à fé. Se acreditar que melhoro, melhoro mesmo!
Ah, e já ando, lesta e ligeira, embora o pé teime em não querer virar a direita. Só para me apoquentar.
E agora vou adormecer assim:
"Angel"
Sarah McLachlan
Spend all your time waiting
for that second chance
for a break that would make it okay
there's always some reason
to feel not good enough
and it's hard at the end of the day
I need some distraction
oh beautiful release
memorys seep through my veins
let me be empty
oh and weightless then maybe
I'll find some peace tonight
In the arms of the angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
So tired of the straight line
and everywhere you turn
there's vultures and thieves at your back
the storm keeps on twisting
keep on building the lies
that you make up for all that you lack
it don't make no difference
escape one last time
it's easier to believe
in this sweet madness oh
this glorious sadness that brings me to my knees
In the arms of the angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
Não sofro de insónia (ou nada parecido) nem nunca sofri. Quando me dirijo para os braços de Morfeu já vou no seu regaço. Tem a ver com o acordar, tão só.
Ontem, depois da habitual rotina de encher o copo com água, pôr o comprimido na língua e empurrá-lo para o esófago fui, como sempre, tipo zombie até vale dos lençóis. Adormeci, também como sempre, sem sobressaltos antes sequer de lá chegar.
De manhã, sou a primeira a acordar, batem as sete no relógio que não há.
Tenho a rotina bem delineada que consta duma incursão directa à cozinha para hidratação urgente.
Hoje, quando peguei no copo da véspera vi-o recheado dum pó branco, estranho.
Pois, já adivinharam. O meu comprimido dos milagres da calma ficou lá, no fundo do vasilhame, em vez de me descer a goela.
Terá a ver com o seu tamanho diminuto. Não se sente percorrer a laringe ou faringe ou o que é.
Aprendi. Vou sempre confirmar se engolir foi um sucesso ou um logro. Se, no fundo, me ando a enganar e não tomo mais do que um placebo, bem receitado por quem conhece a minha vulnerabilidade à fé. Se acreditar que melhoro, melhoro mesmo!
Ah, e já ando, lesta e ligeira, embora o pé teime em não querer virar a direita. Só para me apoquentar.
E agora vou adormecer assim:
"Angel"
Sarah McLachlan
Spend all your time waiting
for that second chance
for a break that would make it okay
there's always some reason
to feel not good enough
and it's hard at the end of the day
I need some distraction
oh beautiful release
memorys seep through my veins
let me be empty
oh and weightless then maybe
I'll find some peace tonight
In the arms of the angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
So tired of the straight line
and everywhere you turn
there's vultures and thieves at your back
the storm keeps on twisting
keep on building the lies
that you make up for all that you lack
it don't make no difference
escape one last time
it's easier to believe
in this sweet madness oh
this glorious sadness that brings me to my knees
In the arms of the angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here
Notícia Alarmista?
Parece que vem aí direitinho ao nosso burgo um furacão, tornado, ciclone ou lá o que é. Grau 1, claro, que até nisso somos assim, pobrezinhos!
Mas aqui para nós, que ninguém nos ouve, é a natureza do lado do Sócrates, a fazer divergir a atenção do outro, do verdadeiro ou genuíno furacão político de 9 de Outubro.
O que aí vem, comparado, não passará dum aguaceiro, mesmo que inunde isto tudo!
Mas aqui para nós, que ninguém nos ouve, é a natureza do lado do Sócrates, a fazer divergir a atenção do outro, do verdadeiro ou genuíno furacão político de 9 de Outubro.
O que aí vem, comparado, não passará dum aguaceiro, mesmo que inunde isto tudo!
domingo, outubro 09, 2005
E que Bem que Sabe
A chuva molhada!
Vou enroscar-me no sofá, de pé em riste com o gelo da praxe, abrir a janela e cheirar o ar!
Até...
Vou enroscar-me no sofá, de pé em riste com o gelo da praxe, abrir a janela e cheirar o ar!
Até...
Afinal, e contra todas as probabilidades...
Fui votar.
Eram 18h, enchi-me de força e fui, a pé, fazer o percurso que normalmente demora 3' e que, dadas as circunstâncias, demorou 20'!
Mamãe foi comigo, substituindo as muletas que não tenho!
De qualquer maneira, valeu...
ÓuÓ!!
Eram 18h, enchi-me de força e fui, a pé, fazer o percurso que normalmente demora 3' e que, dadas as circunstâncias, demorou 20'!
Mamãe foi comigo, substituindo as muletas que não tenho!
De qualquer maneira, valeu...
ÓuÓ!!
Ironias
Faço o apelo ao voto e, pela primeira vez de que me lembre, falho no dever cívico.
Ok, ok, é por uma razão de monta.
Ontem mandei um 'tralho' que teve como consequência a impossibilidade de me deslocar. Tenho o pé direito avariado (nada de grave,com diagnóstico de luxação passageira) e espero que isso não seja um sinal, uma premonição ou isso!
Ok, ok, é por uma razão de monta.
Ontem mandei um 'tralho' que teve como consequência a impossibilidade de me deslocar. Tenho o pé direito avariado (nada de grave,com diagnóstico de luxação passageira) e espero que isso não seja um sinal, uma premonição ou isso!
sábado, outubro 08, 2005
Amarelo!
Yellow!
Embirro com esta cor, sem perceber porquê.
Liguei o rádio, ouvi Coldplay. Amarelo!
Inversamente proporcional, este sentimento música vs tonalidade!
(não arranjei bilhete e fiquei triste...)
Embirro com esta cor, sem perceber porquê.
Liguei o rádio, ouvi Coldplay. Amarelo!
Inversamente proporcional, este sentimento música vs tonalidade!
(não arranjei bilhete e fiquei triste...)
Ser, Estar e Ter?
Ser: verbo que indicia alguma estacidade. É-se, não se está! É a verdade acima de tudo, o cúmulo do poder.
Estar: pronuncia a possibilidade de mudança. Enfatiza o estado mutável das coisas.
Ter: possuindo, é-se e está-se. Mas a fingir...
Estar: pronuncia a possibilidade de mudança. Enfatiza o estado mutável das coisas.
Ter: possuindo, é-se e está-se. Mas a fingir...
Dia Morto Para Regressos
Mas calhou!
Voltei a ter acesso à internet, embora esteja na eminência de o perder 'again'!
Enquanto isso não acontece, deixo aqui um desafio ao bom-senso dos meus 3 leitores assíduos:
Amanhã, vão votar.
É que nunca se sabe se, um dia, um dos três se quererá candidatar à Presidência desta República. E, se falharem um escrutínio, esqueçam (como eles controlam isso é outra perplexidade, mas que é assim, é).
É condição sine qua non ter sempre participado neste dever cívico, que se traduz na escolha de quem nos dirige.
Di Dixit e agora vai descansar.
Ando perdida por aí, à procura dum rumo que só encontro no 'vale dos lençóis'!
Até...
Voltei a ter acesso à internet, embora esteja na eminência de o perder 'again'!
Enquanto isso não acontece, deixo aqui um desafio ao bom-senso dos meus 3 leitores assíduos:
Amanhã, vão votar.
É que nunca se sabe se, um dia, um dos três se quererá candidatar à Presidência desta República. E, se falharem um escrutínio, esqueçam (como eles controlam isso é outra perplexidade, mas que é assim, é).
É condição sine qua non ter sempre participado neste dever cívico, que se traduz na escolha de quem nos dirige.
Di Dixit e agora vai descansar.
Ando perdida por aí, à procura dum rumo que só encontro no 'vale dos lençóis'!
Até...
quarta-feira, outubro 05, 2005
5' de Internet
Só para que saibam que o SAPO ADSL 'stinks' e que, à conta disso, estou desde a madrugada de Domingo sem internet.
Volto quando os ca(br)...melos resolverem que o problema não está no router, no modem, ou no raio que os partisse...
Fosga-se!
(entretanto resolvi mudar para a ONI mas espera-me um mês de jejum disto, mínimo)
Esperem por mim...
Beijo e não 'fujem' pahs!!!
Volto quando os ca(br)...melos resolverem que o problema não está no router, no modem, ou no raio que os partisse...
Fosga-se!
(entretanto resolvi mudar para a ONI mas espera-me um mês de jejum disto, mínimo)
Esperem por mim...
Beijo e não 'fujem' pahs!!!
sexta-feira, setembro 30, 2005
Distância vs Tempo
Bairro de S. Miguel (Av. de Roma) à Praça de Alvalade:
_ a pé, 10';
_ de carro, 20'.
Se eu percebesse de matemática explicava. Como não é o caso, deixo a quem saiba e vou dar corda aos 'sapatos'!
(soninho...)
_ a pé, 10';
_ de carro, 20'.
Se eu percebesse de matemática explicava. Como não é o caso, deixo a quem saiba e vou dar corda aos 'sapatos'!
(soninho...)
quinta-feira, setembro 29, 2005
Posta Restante!
Resta-me acordar, mesmo contrariada, e levar o dia como puder.
Hoje, ao abrir o olho enramelado, vi o frio a entrar pela fresta da janela que deixei aberta por distracção.
O verbo ver aqui aplicado não é engano. É mesmo assim.
Eu vejo o que quero e quando quero. Para além do mais, sou muito sensorial (sendo que o 'mais', neste contexto, significaria uma resmas de imodéstias que me excuso a relatar, por pudor).
E, sendassim, vista a aragem fresca que anuncia o Outuno, a minha estação de 'rejeição' (não encontro o antónimo de 'eleição'), vou preparar-me para aguentar as amplitudes térmicas típicas deste tempo, que me fazem tão mal ózossos.
Fora do contexto, deixo aqui um beijinho ao PR do CAVAQUISTÃO, que faz 111 anos hoje. É d'homem!
E deixo também outro à Miss Pearls que tem o belogue mais chique da nossa praça e até da 'estranja' (para além duma escrita fluida e cheia de subtilezas), e que consegue um feito notável: fazer-me sorrir logo de manhã por sentir que ser mulher 'pretensamente' fútil às vezes sabe tão bem.
E é do Sporting, o cúmulo do bom-gosto, portanto! :)
Outro beijinho!
(como já sabem, não sei nem quero aprender a por links aqui no estaminé. Resta-me, assim, deixar aqui a posta restante para comprovarem aquilo que afirmo ali em cima: http://misspearls.blogspot.com/)
Hoje, ao abrir o olho enramelado, vi o frio a entrar pela fresta da janela que deixei aberta por distracção.
O verbo ver aqui aplicado não é engano. É mesmo assim.
Eu vejo o que quero e quando quero. Para além do mais, sou muito sensorial (sendo que o 'mais', neste contexto, significaria uma resmas de imodéstias que me excuso a relatar, por pudor).
E, sendassim, vista a aragem fresca que anuncia o Outuno, a minha estação de 'rejeição' (não encontro o antónimo de 'eleição'), vou preparar-me para aguentar as amplitudes térmicas típicas deste tempo, que me fazem tão mal ózossos.
Fora do contexto, deixo aqui um beijinho ao PR do CAVAQUISTÃO, que faz 111 anos hoje. É d'homem!
E deixo também outro à Miss Pearls que tem o belogue mais chique da nossa praça e até da 'estranja' (para além duma escrita fluida e cheia de subtilezas), e que consegue um feito notável: fazer-me sorrir logo de manhã por sentir que ser mulher 'pretensamente' fútil às vezes sabe tão bem.
E é do Sporting, o cúmulo do bom-gosto, portanto! :)
Outro beijinho!
(como já sabem, não sei nem quero aprender a por links aqui no estaminé. Resta-me, assim, deixar aqui a posta restante para comprovarem aquilo que afirmo ali em cima: http://misspearls.blogspot.com/)
quarta-feira, setembro 28, 2005
Uma Ideia!
Já não é nova, esta minha ideia peregrina que passo a expôr, depois de inspirada pelo périplo diário através da blogoesfera, em que é notória a indignação e a vontade de inssurreição sobre o 'status quo' deste condado portucalense:
Lembram-se do movimento 'bandeiral' sem precedentes que ocorreu no nosso país durante o Euro 2004?
Ok.
Então agora pensem o que seria se cada português penduraSse (shame on me), na sua janela, um cartaz enorme com letras garrafais, manifestando o seu descontentamento e as suas preocupações, mais generalistas ou mais particulares ficando isso ao critério de cada um.
Era lindo ou não era? Ver este país em bloco a manifestar-se, de forma pacífica, de dentro para fora das suas casas?
Eu acho uma ideia óptima, modéstia à parte.
Mais, podia ir-se reciclando o material, consoante os escândalos, o que obviamente daria um trabalhão dada a velocidade a que sucedem, mas que nos ajudaria a todos a exorcizar desapontamentos e genuínos sentimentos de traição.
E ainda estimularia a escrita, fomentando a literacia e a apetência pela mesma.
Quécacham? Ensandeci? Alinham?
Cá espero a resposta, na volta do correio ou ali, na caixa dos 'comentos'!
Lembram-se do movimento 'bandeiral' sem precedentes que ocorreu no nosso país durante o Euro 2004?
Ok.
Então agora pensem o que seria se cada português penduraSse (shame on me), na sua janela, um cartaz enorme com letras garrafais, manifestando o seu descontentamento e as suas preocupações, mais generalistas ou mais particulares ficando isso ao critério de cada um.
Era lindo ou não era? Ver este país em bloco a manifestar-se, de forma pacífica, de dentro para fora das suas casas?
Eu acho uma ideia óptima, modéstia à parte.
Mais, podia ir-se reciclando o material, consoante os escândalos, o que obviamente daria um trabalhão dada a velocidade a que sucedem, mas que nos ajudaria a todos a exorcizar desapontamentos e genuínos sentimentos de traição.
E ainda estimularia a escrita, fomentando a literacia e a apetência pela mesma.
Quécacham? Ensandeci? Alinham?
Cá espero a resposta, na volta do correio ou ali, na caixa dos 'comentos'!
Hoje Acordei Assim!
O Sting é que me percebe...
Fragile - Fields of Gold
If blood will flow when flesh and steel are one
Drying in the colour of the evening sun
Tomorrow's rain will wash the stains away
But something in our minds will always stay
Perhaps this final act was meant
To clinch a lifetime's argument
That nothing comes from violence and nothing ever could
For all those born beneath an angry star
Lest we forget how fragile we are
On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are
On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are
How fragile we are, how fragile we are
Fragile - Fields of Gold
If blood will flow when flesh and steel are one
Drying in the colour of the evening sun
Tomorrow's rain will wash the stains away
But something in our minds will always stay
Perhaps this final act was meant
To clinch a lifetime's argument
That nothing comes from violence and nothing ever could
For all those born beneath an angry star
Lest we forget how fragile we are
On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are
On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are
How fragile we are, how fragile we are
terça-feira, setembro 27, 2005
A Partilha!
O Amor
Eterno enquanto dura
Alimenta-se do próprio mais do que do outro
Cresce ou vai-se
Passa por todos
Queda-se em poucos
Mas acredito...sempre!
Eterno enquanto dura
Alimenta-se do próprio mais do que do outro
Cresce ou vai-se
Passa por todos
Queda-se em poucos
Mas acredito...sempre!
Do Conhecimento!
No último (aliás, penúltimo) trabalho que fiz, geria fundos comunitários dirigidos a adultos que queriam ver reconhecido, formalmente, o conhecimento e as consequentes competências que, sem ajuda dos bancos duma escola, haviam adquirido ao longo da vida.
Devo dizer que me espantei com a quantidade de empresários de sucesso, com domínio de várias línguas estrangeiras, que geriam a sua empresa com mestria e que nem a 4ª classe haviam terminado.
Conhecimento transformado em competência que leva a saber-fazer e fazer-com-saber.
É extraordinário como, muitas vezes, nos 'enchemos' de leituras, estudos, formações que nunca passam à prática, arrumadinhas que ficam a encher-nos o ego e pouco mais.
Dá que pensar...
Devo dizer que me espantei com a quantidade de empresários de sucesso, com domínio de várias línguas estrangeiras, que geriam a sua empresa com mestria e que nem a 4ª classe haviam terminado.
Conhecimento transformado em competência que leva a saber-fazer e fazer-com-saber.
É extraordinário como, muitas vezes, nos 'enchemos' de leituras, estudos, formações que nunca passam à prática, arrumadinhas que ficam a encher-nos o ego e pouco mais.
Dá que pensar...
segunda-feira, setembro 26, 2005
08.45
(bocejo)
Eu gosto de segunda-feira.
Transmite-me uma energia parecida com a que sinto nas passagem de ano: é desta que resolvo tudo o que tenho para fazer e que ando a adiar há luas.
Hoje acordei assim, com uma soneira directamente proporcional ao optimismo.
Eu gosto de segunda-feira.
Transmite-me uma energia parecida com a que sinto nas passagem de ano: é desta que resolvo tudo o que tenho para fazer e que ando a adiar há luas.
Hoje acordei assim, com uma soneira directamente proporcional ao optimismo.
domingo, setembro 25, 2005
Gargalhar!
Ontem, debatia-me entre aproveitar a noite para uma qualquer actividade lúdica, ou ficar em casa a 'ronhar'.
Fui pela segunda hipótese por preguiça de mover o corpo para além dos 120 m2 do meu modesto apartamento.
Acabei por aninhar-me no sofá, decidida a ver o 'Eixo do Mal'.
A última coisa de que me lembro, antes de acordar com uma gargalhada estridente, foi qualquer desgraça que estava a ser relatada por um jornalista da Sic Notícias, no Jornal das 23h.
Eram 2h30 da manhã.
A gargalhada era obviamente minha. O que a proporcionou, não consigo recordar. Mas lá está: não é em vão que eu adoro dormir!
:)
(o custo da coisa foi que, sem sono, acabei por ficar em frente à TV até às 4h30, 1º a ver um filme romântico...blarghhh...e depois um 'brinde': apanhei 'Estes Difíceis Amores', em repetição, na 2:)
Fui pela segunda hipótese por preguiça de mover o corpo para além dos 120 m2 do meu modesto apartamento.
Acabei por aninhar-me no sofá, decidida a ver o 'Eixo do Mal'.
A última coisa de que me lembro, antes de acordar com uma gargalhada estridente, foi qualquer desgraça que estava a ser relatada por um jornalista da Sic Notícias, no Jornal das 23h.
Eram 2h30 da manhã.
A gargalhada era obviamente minha. O que a proporcionou, não consigo recordar. Mas lá está: não é em vão que eu adoro dormir!
:)
(o custo da coisa foi que, sem sono, acabei por ficar em frente à TV até às 4h30, 1º a ver um filme romântico...blarghhh...e depois um 'brinde': apanhei 'Estes Difíceis Amores', em repetição, na 2:)
sábado, setembro 24, 2005
Coisas do Demo (ou não)
Acordei agorinha...
Estou com uma moca de sono...
Sem filhos no fim-de-semana...
Vou mazé voltar para a cama!
Poema dedicado às bestas quadradas que me devolveram o laptop 'arranjadito', mas sem o office instalado.
(na verdade, eu tenho o cd de instalação por aí, sendo que isto significa que estou tramada e nunca mais o encontro :/)
Bom Dia!
Estou com uma moca de sono...
Sem filhos no fim-de-semana...
Vou mazé voltar para a cama!
Poema dedicado às bestas quadradas que me devolveram o laptop 'arranjadito', mas sem o office instalado.
(na verdade, eu tenho o cd de instalação por aí, sendo que isto significa que estou tramada e nunca mais o encontro :/)
Bom Dia!
sexta-feira, setembro 23, 2005
Proporções Desproporcionadas
Um camelo ia a passear descontraído no deserto quando ouve uma voz que lhe grita:
_ cuidadooooo, não me pises. Com o teu peso eu ficaria reduzido a uma pasta inerte.
Assustou-se o camelo, parou e respondeu:
_ ainda tu respirarias já estaria eu durinho, no chão, com a alma a caminho do Céu (há um para animais que eu bem sei...)
O lacrau respirou de alívio e ambos seguiram os seus caminhos.
Pronto...
_ cuidadooooo, não me pises. Com o teu peso eu ficaria reduzido a uma pasta inerte.
Assustou-se o camelo, parou e respondeu:
_ ainda tu respirarias já estaria eu durinho, no chão, com a alma a caminho do Céu (há um para animais que eu bem sei...)
O lacrau respirou de alívio e ambos seguiram os seus caminhos.
Pronto...
Outras Coisas
Os casos políticos do momento (autárquicas, Felgueiras, Isaltinos e quejandos), não conseguem arrancar de mim outra reacção automática que não seja o bocejo.
Parece-me que se perde demasiado tempo (precioso principalmente para os visados), transformando a suposta notícia em propaganda encapotada.
Há outros assuntos entretanto secundarizados (ou até 'quintarizados', para enfatizar) que mereceriam, a meu ver, algum destaque noticioso.
É o caso do falhanço crasso das medidas anunciadas de bandeira em riste pelo nosso Engº. (de facto, eu e os engenheiros políticos não conseguimos entender-nos), para o ano lectivo 2005/2006.
Quantas escolas conseguiram cumprir o alargamento do horário escolar até às 17.30, para os alunos do 1º ciclo de ensino básico?
Quantas leccionam o Inglês a partir do 3º ano?
Quantas se escudaram na falta de espaço, de pessoal, de parcerias, etc, etc, para não as por em prática???
Enfim, como mãe de 3, adoraria ter essa estatística.
No caso deles 'chapéu'...não têm, nos estabelecimentos de ensino da sua área de residência (para que conste, uma zona 'bem' de Lisboa), nada do que foi prometido!
Que grande lata, ó 'Sócras'!!!
Parece-me que se perde demasiado tempo (precioso principalmente para os visados), transformando a suposta notícia em propaganda encapotada.
Há outros assuntos entretanto secundarizados (ou até 'quintarizados', para enfatizar) que mereceriam, a meu ver, algum destaque noticioso.
É o caso do falhanço crasso das medidas anunciadas de bandeira em riste pelo nosso Engº. (de facto, eu e os engenheiros políticos não conseguimos entender-nos), para o ano lectivo 2005/2006.
Quantas escolas conseguiram cumprir o alargamento do horário escolar até às 17.30, para os alunos do 1º ciclo de ensino básico?
Quantas leccionam o Inglês a partir do 3º ano?
Quantas se escudaram na falta de espaço, de pessoal, de parcerias, etc, etc, para não as por em prática???
Enfim, como mãe de 3, adoraria ter essa estatística.
No caso deles 'chapéu'...não têm, nos estabelecimentos de ensino da sua área de residência (para que conste, uma zona 'bem' de Lisboa), nada do que foi prometido!
Que grande lata, ó 'Sócras'!!!
Coisas Bonitas da Blogoesfera
Abrir a página do semifrio e receber um simples 'bom dia' na caixa de 'comentos'.
Obrigada, PR!
;)
Obrigada, PR!
;)
quinta-feira, setembro 22, 2005
Cadê?
A minha foto desapareceu (pelo menos aqui, nesta maquineta obsoleta).
Precisava de dois favores:
1º - respondam-me, o problema é só meu?
2º - o endereço daquele sítio onde 'puzíamos' as fotos para depois mandar praqui.
É que, depois de voltar do arranjo, esta maquineta veio nua. Perdi os links todos que tinha e isso.
Agradecida!
Precisava de dois favores:
1º - respondam-me, o problema é só meu?
2º - o endereço daquele sítio onde 'puzíamos' as fotos para depois mandar praqui.
É que, depois de voltar do arranjo, esta maquineta veio nua. Perdi os links todos que tinha e isso.
Agradecida!
quarta-feira, setembro 21, 2005
Poste de Indignação
Não me apetecia indignar-me, muito menos hoje. Acontece que me pus a fazer contas ao que me custou este início de ano escolar e cheguei à conclusão que a Constituição da República é um tratado, no mínimo, irónico. Até acharia graça, não fosse ao mesmo tempo tratar-se duma trági-comédia.
" O ensino é gratuito e para todos"
Não será literal, a frase, mas o conteúdo é este.
Então vamos a isto:
3 Filhos.
Manuais Escolares:
_ 10º ano: 7 livros mais uns tantos de exercícios; média de € por livro 30 (ok, ok, os segundos serão à volta de metade e não os há em todas as disciplinas); assim por alto temos então € 30 x 7 = € 210 + € 15 x 4 = € 60; total de € 270;
_ 5º ano: 8 livros (Educação Física incluída ?!?!) mais 7 de exercícios (só de Matemática são 3); média de € por livro 20 (ok, ok, os segundos serão à volta de metade, sendo que neste caso é uma conta por baixo porque alguns custam bem mais); assim, temos então € 20 x 7 = € 140 + € 10 x 7 = € 70; total de € 210;
_ 1º ano: 3 livros mais 2 de exercícios; média de € por livro 20 (os segundos continuam a ser à volta de metade); ou seja € 20 x 3 = € 60 + € 10 x 2 = € 20; total de € 80;
Total: € 560
Papelaria:
Reparem como, subtilmente, se subsidia uma Escola inteira ou até, quiçá, um Agrupamento Escolar ou, arrisco mesmo dizer, algumas Direcções Gerais do Ministério da Educação.
Varia, de ano para ano, mas aqui vai um apanhado (no meu caso x 3, óbvio):
_2 cadernos pautados A4;
_1 dossier de lombada larga de duas argolas, tamanho A4;
_12 separadores;
_1 bloco de folhas pautadas e outro de quadriculadas, tamanho A4;
_1 capa de elásticos, tamanho A4;
_1 bloco de papel cavalinho, tamanho A4;
_1 caderno de papel de lustro;
_cartolina de cor;
_1 dúzia de lápis de cor,
_1 dúzia de canetas de feltro;
_1 caixa de aguarelas;
_1 tubo de cola UHU, stick;
_1 tubo de cola UHU, líquida;
_1 tesoura de bicos redondos;
_1 lápis de carvão nº 2;
_2 esferográficas, uma azul e outra encarnada;
_1 resma de papel de fotocópia (500 folhas ?!?!?), tamanho A4;
_20 folhas de papel de fotocópia colorido, tamanho A4;
_1 afia-lápis com reservatório;
_1 borracha de lápis;
_1 bloco de papel manteiga;
_1 embalagem de pasta para moldar;
_fato de treino;
_ténis;
_dicionário de português GRANDE (juro que isto vem lá escrito ???)
_dicionário de inglês;
_compasso;
_régua;
_esquadro;
_transferidor;
_micas;
Total por alto? € 350
Todos os anos é isto e o que sobrará não é devolvido!
Nota: esta lista não abrange material específico da área do 10º ano escolhida pelo mais velho, onde há que acrecentar, à vontade, mais uns € 50 (estimativa por baixo) mas, como há ali material que no 1º ano não foi solicitado (nomeadamente os últimos 7 ítens), fica ela por ela.
Somando tudo, dá a bela maquia de € 910 (cabelos em pé)
Fora os almoços que pagam na escola a € 1,5, acrescidos duma média de € 80 mensais para frequência de ATL's, uma vez que o horário, nas escolas, manteve-se exactamente como dantes, ou seja termina às 15.30 e os pais que se lixem. Não houve condições, dizem unanimente os professores e o resto do satff, para implementar o decreto-lei do governo, bradado aos 7 ventos pelo Eng.º que 'governa' este país, de o alargar até às 17.30.
Enfim, que acrecentar? Acho que só isto:
Ora digam lá se aquela frase da nossa Lei Suprema não é uma anedota...
(estou indignada, ah pois estou)
Nota de rodapé: na reunião de apresentação do conselho executivo da Escola EB não sei quantos (nunca percebi estas novas designações) Eugénio dos Santos, em Alvalade, o respectivo presidente pediu aos pais presentes que contribuissem, com dinheiro, para 3 coisas:
1º comprar cacifos para cada menino ter um;
2º comprar tintas para pintar a escola e disponibilidade para irem lá ao fim-de-semana pintar;
3º comprar quadros brancos e canetas apropriadas, para substituição dos velhinhos de lousa e giz.
E conseguiu dizer isto tudo sem se rir e sem corar. É obra!!!
Então não é que precisei daqui voltar para rectificar as contas, depois de receber um elogio à minha brilhante (este adjectivo é meu, confesso) aritmética, deixado na caixa de 'comentos' pelo eric blair???
Shame on me.
Esqueci-me de multiplicar o material escolar por 3 (pois, naba).
Ou seja, na realidade vou gastar € 350 (mais pó, menos pó...não, não desse mas antes fosse) x 3 = €1.050 ( está a dar-me um treco).
Actualizamos assim o total para € 560 + € 1.050, o que dá...hummm...bem, é fazer a conta que eu vou ali atirar-me ao rio. Ou da ponte sobre o comboio, aqui na Av. de Roma que sempre fica mais perto e poupo no 'táxe'...
Céus!!!
" O ensino é gratuito e para todos"
Não será literal, a frase, mas o conteúdo é este.
Então vamos a isto:
3 Filhos.
Manuais Escolares:
_ 10º ano: 7 livros mais uns tantos de exercícios; média de € por livro 30 (ok, ok, os segundos serão à volta de metade e não os há em todas as disciplinas); assim por alto temos então € 30 x 7 = € 210 + € 15 x 4 = € 60; total de € 270;
_ 5º ano: 8 livros (Educação Física incluída ?!?!) mais 7 de exercícios (só de Matemática são 3); média de € por livro 20 (ok, ok, os segundos serão à volta de metade, sendo que neste caso é uma conta por baixo porque alguns custam bem mais); assim, temos então € 20 x 7 = € 140 + € 10 x 7 = € 70; total de € 210;
_ 1º ano: 3 livros mais 2 de exercícios; média de € por livro 20 (os segundos continuam a ser à volta de metade); ou seja € 20 x 3 = € 60 + € 10 x 2 = € 20; total de € 80;
Total: € 560
Papelaria:
Reparem como, subtilmente, se subsidia uma Escola inteira ou até, quiçá, um Agrupamento Escolar ou, arrisco mesmo dizer, algumas Direcções Gerais do Ministério da Educação.
Varia, de ano para ano, mas aqui vai um apanhado (no meu caso x 3, óbvio):
_2 cadernos pautados A4;
_1 dossier de lombada larga de duas argolas, tamanho A4;
_12 separadores;
_1 bloco de folhas pautadas e outro de quadriculadas, tamanho A4;
_1 capa de elásticos, tamanho A4;
_1 bloco de papel cavalinho, tamanho A4;
_1 caderno de papel de lustro;
_cartolina de cor;
_1 dúzia de lápis de cor,
_1 dúzia de canetas de feltro;
_1 caixa de aguarelas;
_1 tubo de cola UHU, stick;
_1 tubo de cola UHU, líquida;
_1 tesoura de bicos redondos;
_1 lápis de carvão nº 2;
_2 esferográficas, uma azul e outra encarnada;
_1 resma de papel de fotocópia (500 folhas ?!?!?), tamanho A4;
_20 folhas de papel de fotocópia colorido, tamanho A4;
_1 afia-lápis com reservatório;
_1 borracha de lápis;
_1 bloco de papel manteiga;
_1 embalagem de pasta para moldar;
_fato de treino;
_ténis;
_dicionário de português GRANDE (juro que isto vem lá escrito ???)
_dicionário de inglês;
_compasso;
_régua;
_esquadro;
_transferidor;
_micas;
Total por alto? € 350
Todos os anos é isto e o que sobrará não é devolvido!
Nota: esta lista não abrange material específico da área do 10º ano escolhida pelo mais velho, onde há que acrecentar, à vontade, mais uns € 50 (estimativa por baixo) mas, como há ali material que no 1º ano não foi solicitado (nomeadamente os últimos 7 ítens), fica ela por ela.
Somando tudo, dá a bela maquia de € 910 (cabelos em pé)
Fora os almoços que pagam na escola a € 1,5, acrescidos duma média de € 80 mensais para frequência de ATL's, uma vez que o horário, nas escolas, manteve-se exactamente como dantes, ou seja termina às 15.30 e os pais que se lixem. Não houve condições, dizem unanimente os professores e o resto do satff, para implementar o decreto-lei do governo, bradado aos 7 ventos pelo Eng.º que 'governa' este país, de o alargar até às 17.30.
Enfim, que acrecentar? Acho que só isto:
Ora digam lá se aquela frase da nossa Lei Suprema não é uma anedota...
(estou indignada, ah pois estou)
Nota de rodapé: na reunião de apresentação do conselho executivo da Escola EB não sei quantos (nunca percebi estas novas designações) Eugénio dos Santos, em Alvalade, o respectivo presidente pediu aos pais presentes que contribuissem, com dinheiro, para 3 coisas:
1º comprar cacifos para cada menino ter um;
2º comprar tintas para pintar a escola e disponibilidade para irem lá ao fim-de-semana pintar;
3º comprar quadros brancos e canetas apropriadas, para substituição dos velhinhos de lousa e giz.
E conseguiu dizer isto tudo sem se rir e sem corar. É obra!!!
Então não é que precisei daqui voltar para rectificar as contas, depois de receber um elogio à minha brilhante (este adjectivo é meu, confesso) aritmética, deixado na caixa de 'comentos' pelo eric blair???
Shame on me.
Esqueci-me de multiplicar o material escolar por 3 (pois, naba).
Ou seja, na realidade vou gastar € 350 (mais pó, menos pó...não, não desse mas antes fosse) x 3 = €1.050 ( está a dar-me um treco).
Actualizamos assim o total para € 560 + € 1.050, o que dá...hummm...bem, é fazer a conta que eu vou ali atirar-me ao rio. Ou da ponte sobre o comboio, aqui na Av. de Roma que sempre fica mais perto e poupo no 'táxe'...
Céus!!!
Faz Hoje Seis Anos
'Trisei' na qualidade de mãe.
Nasceu-me a terceira 'obra-prima' da minha vida.
Parabéns ao Henrique dos olhos mais azuis que conheço. És lindo por dentro e por fora e tens uma estrelinha contigo que os faz brilhar mais do que aquela que vemos no céu, juntinhos, antes de dormires.
Amo-te muito meu filho. Que a vida te sorria sempre, se possível comigo ao lado, vendo-te crescer.
:)
Nasceu-me a terceira 'obra-prima' da minha vida.
Parabéns ao Henrique dos olhos mais azuis que conheço. És lindo por dentro e por fora e tens uma estrelinha contigo que os faz brilhar mais do que aquela que vemos no céu, juntinhos, antes de dormires.
Amo-te muito meu filho. Que a vida te sorria sempre, se possível comigo ao lado, vendo-te crescer.
:)
domingo, setembro 18, 2005
Espreguiçadeira
Devia ser possível escrever nesta maquineta deitada numa espreguiçadeira, estrategicamente colocada debaixo duma tília.
Infelizmente a falta de destreza desta vossa 'confreira' não o permite.
Assim, lá se vai a inspiração.
Fica a vontade de correr até lá de novo e continuar a 'criar', desta feita para um vazio.
(os anjos lerão o que a mente diz, baixinho???)
Infelizmente a falta de destreza desta vossa 'confreira' não o permite.
Assim, lá se vai a inspiração.
Fica a vontade de correr até lá de novo e continuar a 'criar', desta feita para um vazio.
(os anjos lerão o que a mente diz, baixinho???)
quinta-feira, setembro 15, 2005
Serei Eu?
A Maçã?
A Serpente?
Adão? Eva?
Deus em Mim?
Que me parece, bastas vezes, que tenho uma missão tão longa como importante por cá, não há dúvida.
Terei TEMPO?
(tranquei a modéstia no sotão...)
A Serpente?
Adão? Eva?
Deus em Mim?
Que me parece, bastas vezes, que tenho uma missão tão longa como importante por cá, não há dúvida.
Terei TEMPO?
(tranquei a modéstia no sotão...)
terça-feira, setembro 13, 2005
Inconstância
(por acaso já estive 'in' Constância...terra de Camões e d'outras memórias poéticas)
A mudança e a dificuldade de a suportar. A cegueira de ver o melhor que ela traz é cobardia? Será.
Às vezes sinto que a minha cabeça esbarra no coração e que os dois nunca se vão entender.
Outras, acredito que, mais cedo do que mais tarde, ambos se entenderão e eu sairei a ganhar...
Lá está...o raisparta da inconstância!!!
A mudança e a dificuldade de a suportar. A cegueira de ver o melhor que ela traz é cobardia? Será.
Às vezes sinto que a minha cabeça esbarra no coração e que os dois nunca se vão entender.
Outras, acredito que, mais cedo do que mais tarde, ambos se entenderão e eu sairei a ganhar...
Lá está...o raisparta da inconstância!!!
segunda-feira, setembro 12, 2005
Corrigir a Vida
Passos atrás
Passos à frente
Passos ao lado, tantas vezes...
Seguir em frente, com os olhos bem abertos e com visão de 180º!
Que não me fuja o caminho.
Ámen!
Passos à frente
Passos ao lado, tantas vezes...
Seguir em frente, com os olhos bem abertos e com visão de 180º!
Que não me fuja o caminho.
Ámen!
sexta-feira, setembro 09, 2005
Sonho Recorrente...
Ser romântica por escrito.
Deixar sair aquilo que no meu coração se manifesta, duma forma clara mas sem lamechice.
Tentativa n.º 1:
Corre,
Corre o mais que puderes para que não fuja.
Agarra-me nos teus braços e envolve-me em verdades.
Mentiras?
Não quero!
(blargh...bela bosta)
Tentativa n.º 2:
Amo-te porque sim.
Porque quando te cheiro me devolves a sombra que perdi por aí.
Parece que não há EU e isso assusta.
Queria que me jurasses que o mundo não sucumbe a mim.
Que continua para além do Nós...
(hummm...não valerá a pena)
Tentativa n.º 3 (derradeira):
O Amor é qualquer coisa que se estuda? Estudando, então.
Mas que carece de tratados, manuais, compilações ou o que for.
De mestrados e mestrandos,
De Pós-Graduações e Graduados e de Teses de Doutoramento e Doutorandos.
De Explicadores...
Haverá por aí?
(desisto...)
Deixar sair aquilo que no meu coração se manifesta, duma forma clara mas sem lamechice.
Tentativa n.º 1:
Corre,
Corre o mais que puderes para que não fuja.
Agarra-me nos teus braços e envolve-me em verdades.
Mentiras?
Não quero!
(blargh...bela bosta)
Tentativa n.º 2:
Amo-te porque sim.
Porque quando te cheiro me devolves a sombra que perdi por aí.
Parece que não há EU e isso assusta.
Queria que me jurasses que o mundo não sucumbe a mim.
Que continua para além do Nós...
(hummm...não valerá a pena)
Tentativa n.º 3 (derradeira):
O Amor é qualquer coisa que se estuda? Estudando, então.
Mas que carece de tratados, manuais, compilações ou o que for.
De mestrados e mestrandos,
De Pós-Graduações e Graduados e de Teses de Doutoramento e Doutorandos.
De Explicadores...
Haverá por aí?
(desisto...)
e.e. cummings - my girl's tall with hard long eyes... (XIX)
my girl's tall with hard long eyes
as she stands, with her long hard hands keeping
silence on her dress, good for sleeping
is her long hard body filled with surprise
like a white shocking wire, when she smiles
a hard long smile it sometimes makes
gaily go clean through me tickling aches,
and the weak noise of her eyes easily files
my impatience to an edge--my girl's tall
and taut, with thin legs just like a vine
that's spent all of its life on a garden-wall,
and is going to die. When we grimly go to bed
with these legs she begins to heave and twine
about me, and to kiss my face and head.
(só o hard não se aplica...)
as she stands, with her long hard hands keeping
silence on her dress, good for sleeping
is her long hard body filled with surprise
like a white shocking wire, when she smiles
a hard long smile it sometimes makes
gaily go clean through me tickling aches,
and the weak noise of her eyes easily files
my impatience to an edge--my girl's tall
and taut, with thin legs just like a vine
that's spent all of its life on a garden-wall,
and is going to die. When we grimly go to bed
with these legs she begins to heave and twine
about me, and to kiss my face and head.
(só o hard não se aplica...)
A Rasteira...
Fico a olhar para a secretária, vazia de tecnologia...
Há folhas de papel, é um facto. Optei por preenchê-las, estes dias!
Talvez me apeteça passar esses escritos para aqui. Ou então não. Há uma sensação boa de privacidade naquelas folhas, embora o conteúdo seja 'bloguístico' e portanto aberto à leitura geral.
De qualquer maneira, a ausência prolongada deve-se à rasteira que esta máquina do demo me pregou (avariando) e da incompetência do técnico que a pôs 'de saúde', task que demorou mais dum mês!
E assim, voltei :)
Há folhas de papel, é um facto. Optei por preenchê-las, estes dias!
Talvez me apeteça passar esses escritos para aqui. Ou então não. Há uma sensação boa de privacidade naquelas folhas, embora o conteúdo seja 'bloguístico' e portanto aberto à leitura geral.
De qualquer maneira, a ausência prolongada deve-se à rasteira que esta máquina do demo me pregou (avariando) e da incompetência do técnico que a pôs 'de saúde', task que demorou mais dum mês!
E assim, voltei :)
quinta-feira, agosto 11, 2005
De Passagem
É engraçado isto, se nos sentirmos 'de passagem' , na nossa própria casa...
O silêncio, o silêncio...
O silêncio, o silêncio...
sexta-feira, agosto 05, 2005
Afinal, Antes de Partir...
Deixo-me levar pela indignação e 'colo' aqui este apelo do Abrupto.
MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
E acrescento:
Outras MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF explicar porque raio não se vê quaisquer medidas de verdadeira emergência (que é o que Portugal vive), tipo mobilização global das Forças Armadas (ok, ok, menos os que foram para o Afgnanistão), no combate à tragédia dantesca que se vive por cá? Não há água? Usem ramos....aprendam com o povo. Ele ensina-vos!
E onde pára o Sócrates, by the way?
(é que estou mesmo apoquentada)
MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
E acrescento:
Outras MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF explicar porque raio não se vê quaisquer medidas de verdadeira emergência (que é o que Portugal vive), tipo mobilização global das Forças Armadas (ok, ok, menos os que foram para o Afgnanistão), no combate à tragédia dantesca que se vive por cá? Não há água? Usem ramos....aprendam com o povo. Ele ensina-vos!
E onde pára o Sócrates, by the way?
(é que estou mesmo apoquentada)
Despeço-me Com Amizade
Até lá para fins deste mês...se não arder, entretanto!
*Blog temporariamente encerrado!
*Blog temporariamente encerrado!
quinta-feira, agosto 04, 2005
quarta-feira, agosto 03, 2005
Vai Daí...
Acho que estou pronta para angariação de clientes para uma Massagem Ayurvédica...
Candidata(o)s?
Candidata(o)s?
terça-feira, agosto 02, 2005
Faz Hoje 10 Anos!
O Martin!
O típico filho do meio, a minha cara-metade porque também eu sofri essa condição, de não ser nem primogénita nem eterna bébé...
É lindo, o Martin, por dentro e por fora.
Nasceu faz hoje 10 anos. Parece que foi ontem.
Foi o bébé mais bem disposto que conheci.
É hoje uma criança cheia de vida, de contradições, de humores, de teatralidades. Duma riqueza interior excepcional.
Onde está, é o Rei da Festa.
Hoje, com toda a propriedade.
O dia é dele!
Amo-te, filho querido.
Que a Vida te sorria, ou saibas TU sorrir à Vida.
Parabéns!
O típico filho do meio, a minha cara-metade porque também eu sofri essa condição, de não ser nem primogénita nem eterna bébé...
É lindo, o Martin, por dentro e por fora.
Nasceu faz hoje 10 anos. Parece que foi ontem.
Foi o bébé mais bem disposto que conheci.
É hoje uma criança cheia de vida, de contradições, de humores, de teatralidades. Duma riqueza interior excepcional.
Onde está, é o Rei da Festa.
Hoje, com toda a propriedade.
O dia é dele!
Amo-te, filho querido.
Que a Vida te sorria, ou saibas TU sorrir à Vida.
Parabéns!
segunda-feira, agosto 01, 2005
Está Longe e Não Me Lê
Talvez por isso , me dê ao luxo de escrever sobre ele. Sobre aquilo que representa para mim e sobre aquilo que me deixou, na partida.
É um Homem com maíuscula propositada. É um ser maravilhoso, com uma enorme capacidade de doação, de amor.
Onde está, cativa, porque é verdadeiro e cheio de conteúdo. Nada tem de fútil ou superficial. É inteiro.
Nunca me faltou, mesmo naqueles momentos em que devia sofrer com as minhas limitações. Sempre esteve lá. Sempre me deu a mão e me segurou.
É a pessoa mais bonita que conheci até hoje. A mais íntegra e presente.
Foi uma prenda dos céus, atirada à minha vida.
Quero bradá-lo aos sete ventos e desejo(quase exijo) que ele seja feliz.
És uma pessoa linda e eu amar-te-ei sempre, negligenciando a forma.
Obrigada por existires e por me teres feito tão feliz.
*
É um Homem com maíuscula propositada. É um ser maravilhoso, com uma enorme capacidade de doação, de amor.
Onde está, cativa, porque é verdadeiro e cheio de conteúdo. Nada tem de fútil ou superficial. É inteiro.
Nunca me faltou, mesmo naqueles momentos em que devia sofrer com as minhas limitações. Sempre esteve lá. Sempre me deu a mão e me segurou.
É a pessoa mais bonita que conheci até hoje. A mais íntegra e presente.
Foi uma prenda dos céus, atirada à minha vida.
Quero bradá-lo aos sete ventos e desejo(quase exijo) que ele seja feliz.
És uma pessoa linda e eu amar-te-ei sempre, negligenciando a forma.
Obrigada por existires e por me teres feito tão feliz.
*
domingo, julho 31, 2005
sábado, julho 30, 2005
Pensar Duas Vezes...
...antes de agir sob preconceito.
Vinha das compras, no ACS, vejo aproximar-se uma velhinha, com um ar tão doce quanto humilde.
Salta-me à vista as cores garridas da t-shirt que trazia vestida e que, confesso, achei despropositadas. À medida que se tornava possível destrinçar o que lá estava estampado, li:
I don't Like Sex...
I Love It!!!
Achei que devia perguntar-lhe se percebia inglês. Ela sorriu, topando-me na hora. Exclamou:
_oh menina, pois atão num percebo? Foi a minha neta que me deu esta blusa e sabe porquê? Porque me conhece...
Sorri, e fugi dali embaraçada com a surpresa do meu próprio juízo preconcebido.
:)
Vinha das compras, no ACS, vejo aproximar-se uma velhinha, com um ar tão doce quanto humilde.
Salta-me à vista as cores garridas da t-shirt que trazia vestida e que, confesso, achei despropositadas. À medida que se tornava possível destrinçar o que lá estava estampado, li:
I don't Like Sex...
I Love It!!!
Achei que devia perguntar-lhe se percebia inglês. Ela sorriu, topando-me na hora. Exclamou:
_oh menina, pois atão num percebo? Foi a minha neta que me deu esta blusa e sabe porquê? Porque me conhece...
Sorri, e fugi dali embaraçada com a surpresa do meu próprio juízo preconcebido.
:)
quinta-feira, julho 28, 2005
Sinceramente!
Acho que não pertenço ao Hoje!
Serei do Ontem, do Amanhã, quem sabe...do Hoje não sou, de certeza!
De facto, podia relembrar factos que se passaram há 2 séculos, se me apetecesse.
O que vos vale é que, da sobriedade que ainda me resta, retiro o ridículo que seria fazê-lo. E calo-me!
Serei do Ontem, do Amanhã, quem sabe...do Hoje não sou, de certeza!
De facto, podia relembrar factos que se passaram há 2 séculos, se me apetecesse.
O que vos vale é que, da sobriedade que ainda me resta, retiro o ridículo que seria fazê-lo. E calo-me!
quarta-feira, julho 27, 2005
De Profundis...
Sim, eu sei, plágio.
A ideia está lá e eu uso-a porque sim.
Há valsas a dançar. A música é escrita com o intuito de agarrar um par e esse par se tornar uno nas voltas das notas, escritas para que essa coordenação de movimentos nos dê a sensação de pertença ao outro...pelo menos enquanto duram os acordes!
A ideia está lá e eu uso-a porque sim.
Há valsas a dançar. A música é escrita com o intuito de agarrar um par e esse par se tornar uno nas voltas das notas, escritas para que essa coordenação de movimentos nos dê a sensação de pertença ao outro...pelo menos enquanto duram os acordes!
terça-feira, julho 26, 2005
domingo, julho 24, 2005
Another Time, Another Place!
Agora, outros affaires me chamam...e aí vou eu.
Aprendi a não recusar nada...até ver!
Aprendi a não recusar nada...até ver!
sábado, julho 23, 2005
Arranjadinha...
...fico mesmo linda!
Olho para mim e gosto do que vejo. Estou mesmo bonita. Investi nisso e o resultado foi brilhante.
Hoje é dia de festa. Vou à missa celebrar 95 anos duma tia avó que tem os olhos azuis mais bonitos que já vi (ok, ok, os do meu ex também são e os do meu mais pequenino deslumbram...).
Vou ler uma passagem da Bíblia que escolhi para a ocasião e que deixo aqui:
"Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas." Eclesiates 1:11
Segue-se um jantar de leitão e lombo com castanhas...
(vou passar o tempo procurando um espelho, para não perder nem uma pitada deste narcisismo despropositado que me atacou)
Olho para mim e gosto do que vejo. Estou mesmo bonita. Investi nisso e o resultado foi brilhante.
Hoje é dia de festa. Vou à missa celebrar 95 anos duma tia avó que tem os olhos azuis mais bonitos que já vi (ok, ok, os do meu ex também são e os do meu mais pequenino deslumbram...).
Vou ler uma passagem da Bíblia que escolhi para a ocasião e que deixo aqui:
"Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas." Eclesiates 1:11
Segue-se um jantar de leitão e lombo com castanhas...
(vou passar o tempo procurando um espelho, para não perder nem uma pitada deste narcisismo despropositado que me atacou)
sexta-feira, julho 22, 2005
Subscrevo!
A desilusão
Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos...
E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar...
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam.
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.
Paulo Geraldo
Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.
A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.
Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo...
A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso.
E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos...
E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar...
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor.
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas.
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam.
Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura...De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.
Paulo Geraldo
quinta-feira, julho 21, 2005
Pinturas
Inspiro-me, levanto os olhos ao céu e entrego a alma ao que vier.
Pego no pincel e misturo as tintas, cuidadosamente, antes de as espalhar pela tela.
Vai surgindo uma forma.
Aquilo que eu quero que pareça, é.
No fim fica linda a pintura, cheia de cor e luz, prometedora.
Nota Mental: a qualidade das tintas é fundamental para que, passado uns tempos, não se olhe um quadro cheio de nada...
Pego no pincel e misturo as tintas, cuidadosamente, antes de as espalhar pela tela.
Vai surgindo uma forma.
Aquilo que eu quero que pareça, é.
No fim fica linda a pintura, cheia de cor e luz, prometedora.
Nota Mental: a qualidade das tintas é fundamental para que, passado uns tempos, não se olhe um quadro cheio de nada...
Desconfiada...
...pelo sim, pelo não, hoje esperei em vigília o nascer do sol...
e não é que nasceu?
:)
e não é que nasceu?
:)
quarta-feira, julho 20, 2005
Dos Livros!
Há aqueles que lemos de enfiada, sem pausas, numa ânsia do epílogo.
Há os que vamos pegando e largando, ao sabor do estado de espírito.
Há outros que, didácticos, estão sempre à mão para consulta.
E depois, há aqueloutros que, não se sabe porquê, ficam na prateleira a ganhar pó. Até que haja coragem de os ler com o coração mais do que com a cabeça.
Esses, tenho-os todos ali ao lado da minha cama, por saber que a hora de me recolher é a hora em que me percorre uma serenidade que é fugidia, em vigília aguda.
Com os olhos semi-cerrados, vou aprendendo, devagarinho, aquilo que durante o dia vou recusando, ao sabor dos dever-ser e quejandos....
Há os que vamos pegando e largando, ao sabor do estado de espírito.
Há outros que, didácticos, estão sempre à mão para consulta.
E depois, há aqueloutros que, não se sabe porquê, ficam na prateleira a ganhar pó. Até que haja coragem de os ler com o coração mais do que com a cabeça.
Esses, tenho-os todos ali ao lado da minha cama, por saber que a hora de me recolher é a hora em que me percorre uma serenidade que é fugidia, em vigília aguda.
Com os olhos semi-cerrados, vou aprendendo, devagarinho, aquilo que durante o dia vou recusando, ao sabor dos dever-ser e quejandos....
terça-feira, julho 19, 2005
segunda-feira, julho 18, 2005
Eu só Queria Escrever Assim...
Sê tu a palavra
1. Sê tu a palavra,
branca rosa brava.
2. Só o desejo é matinal.
3. Poupar o coração
é permitir à morte
coroar-se de alegria.
4. Morre
de ter ousado
na água amar o fogo.
5. Beber-te a sede e partir
- eu sou de tão longe.
6. Da chama à espada
o caminho é solitário.
7. Que me quereis,
se me não dais
o que é tão meu?
Eugénio de Andrade dixit (mas queria Eu ter dito)
1. Sê tu a palavra,
branca rosa brava.
2. Só o desejo é matinal.
3. Poupar o coração
é permitir à morte
coroar-se de alegria.
4. Morre
de ter ousado
na água amar o fogo.
5. Beber-te a sede e partir
- eu sou de tão longe.
6. Da chama à espada
o caminho é solitário.
7. Que me quereis,
se me não dais
o que é tão meu?
Eugénio de Andrade dixit (mas queria Eu ter dito)
domingo, julho 17, 2005
Rápido, Rápido...
Bolas, eram 2h22' e já não são. Gaita para isto.
Precisava que fosse essa a hora para que me inspirasse a escrita...
Não sendo, resta-me dizer que há umas noites tão mas tããão esquisitas por aí que chegar ao remanso do lar se torna reconfortante. E seguro!!!
(tenho aproveitado esta ausência 'filhal' para me dedicar à vistoria da noite e, concluo, o mundo está um lugar estranho...no mínimo)
'Atõm', afinal 'erem'??? Porra prá coisa...
Precisava que fosse essa a hora para que me inspirasse a escrita...
Não sendo, resta-me dizer que há umas noites tão mas tããão esquisitas por aí que chegar ao remanso do lar se torna reconfortante. E seguro!!!
(tenho aproveitado esta ausência 'filhal' para me dedicar à vistoria da noite e, concluo, o mundo está um lugar estranho...no mínimo)
'Atõm', afinal 'erem'??? Porra prá coisa...
quinta-feira, julho 14, 2005
A Lagartixa Verdiroxa
Caminhando por uma estrada de terra batida que, a cada passada, levantava uma nuvem de pó que toldava a vista já cansada do velho obstinado, apareceu uma fada, difusa, mas uma fada certamente.
Perguntou-lhe o que o fazia caminhar há tantos anos aparentemente sem rumo. O velho respondeu:
_ Há pelo menos 50 anos que procuro uma promessa. Disseram-me que há lagartixas verdiroxas e eu quero encontrá-las. Quero ser um nome num livro relacionado com essa descoberta, para que o mundo nunca me esqueça como o homem que descobriu uma lenda, que afinal não era.
A fada parou-o, encostando a mão ao seu peito. E pediu-lhe, gentilmente, que se sentasse ali numa pedra do caminho e a ouvisse.
Com uma voz doce, como só as fadas têm, disse:
_ Velho senhor, passaste cinquenta anos à procura de algo que te perpetuasse para além da vida terrena. Ainda não descobriste a tal lagartixa que projectaste no futuro...um dia encontrarias, quem sabe...entretanto, escapou-se-te o Hoje, o Agora, a única coisa que realmente possuis de certeza. Pensa nisto. Pensa que, perdido que andas obcecado com o momento que aí vem, perdeste o presente. E é só este que vale, que existe, que pode dar-te a paz para fazeres caminho. Mas caminho a sério, não aquele com um destino no lá longe. Pensa nisto.
Com estas palavras desapareceu.
O velho achou que ela era doida, que não percebia nada de objectivos de vida e que se lixasses porque ele ia continuar a sua caminhada.
De repente espirrou. Esse espirro podia ser igual a tantos outros mas não foi. Aconteceu que, naquele momento, sentiu uma tontura muito grande e teve vontade de se deitar. Fê-lo debaixo duma árvore à beira da estrada de pó.
Adormeceu.
Quando acordou doía-lhe o corpo todo. Estava dormente da cintura para baixo e não conseguia, sequer, levantar-se.
Um pássaro mais atrevido, num vôo rasante, picou-lhe o alto da cabeça.
Pensou então nas palavras da fada. Percebeu que aquele agora era o que decidiria o que se seguiria. Não havia futuro, não havia passado, nada. Havia aquele momento presente que o imobilizava e o impedia do daqui a pouco.
Ficou assim, estático, a pensar nas palavras daquela mulher cheia de luz, que lhe apareceu no plano de vida desenhado ao pormenor ontem, para chegar ao amanhã...
Perguntou-lhe o que o fazia caminhar há tantos anos aparentemente sem rumo. O velho respondeu:
_ Há pelo menos 50 anos que procuro uma promessa. Disseram-me que há lagartixas verdiroxas e eu quero encontrá-las. Quero ser um nome num livro relacionado com essa descoberta, para que o mundo nunca me esqueça como o homem que descobriu uma lenda, que afinal não era.
A fada parou-o, encostando a mão ao seu peito. E pediu-lhe, gentilmente, que se sentasse ali numa pedra do caminho e a ouvisse.
Com uma voz doce, como só as fadas têm, disse:
_ Velho senhor, passaste cinquenta anos à procura de algo que te perpetuasse para além da vida terrena. Ainda não descobriste a tal lagartixa que projectaste no futuro...um dia encontrarias, quem sabe...entretanto, escapou-se-te o Hoje, o Agora, a única coisa que realmente possuis de certeza. Pensa nisto. Pensa que, perdido que andas obcecado com o momento que aí vem, perdeste o presente. E é só este que vale, que existe, que pode dar-te a paz para fazeres caminho. Mas caminho a sério, não aquele com um destino no lá longe. Pensa nisto.
Com estas palavras desapareceu.
O velho achou que ela era doida, que não percebia nada de objectivos de vida e que se lixasses porque ele ia continuar a sua caminhada.
De repente espirrou. Esse espirro podia ser igual a tantos outros mas não foi. Aconteceu que, naquele momento, sentiu uma tontura muito grande e teve vontade de se deitar. Fê-lo debaixo duma árvore à beira da estrada de pó.
Adormeceu.
Quando acordou doía-lhe o corpo todo. Estava dormente da cintura para baixo e não conseguia, sequer, levantar-se.
Um pássaro mais atrevido, num vôo rasante, picou-lhe o alto da cabeça.
Pensou então nas palavras da fada. Percebeu que aquele agora era o que decidiria o que se seguiria. Não havia futuro, não havia passado, nada. Havia aquele momento presente que o imobilizava e o impedia do daqui a pouco.
Ficou assim, estático, a pensar nas palavras daquela mulher cheia de luz, que lhe apareceu no plano de vida desenhado ao pormenor ontem, para chegar ao amanhã...
quarta-feira, julho 13, 2005
Experiência
Escrever só com um dedo, o indicador esquerdo.
Demora-se mais.
A escrita é menos fluida mas naturalmente mais ponderada.
Porque, entre cada letra vai um espaço que dá o tempo. Da reflexão, da exaltação que não há, espera-se uma maior profundidade nas ideias passadas para aqui.
Mas também há um cansaço, do caminho do teclado que, de repente, é tão pouco ergonómico.
Decididamente, eu escrevo melhor com a alma de pianista que quis ser...e não fui!
(e para fazer parentesis, acentos, pontos de exclamação, ou mesmo maiúsculas, fiz batota)
Demora-se mais.
A escrita é menos fluida mas naturalmente mais ponderada.
Porque, entre cada letra vai um espaço que dá o tempo. Da reflexão, da exaltação que não há, espera-se uma maior profundidade nas ideias passadas para aqui.
Mas também há um cansaço, do caminho do teclado que, de repente, é tão pouco ergonómico.
Decididamente, eu escrevo melhor com a alma de pianista que quis ser...e não fui!
(e para fazer parentesis, acentos, pontos de exclamação, ou mesmo maiúsculas, fiz batota)
segunda-feira, julho 11, 2005
Feliz Aniversário
O meu:
Que hoje seja o primeiro de muitos dias felizes e cheios de concretizações de Sonhos.
Que aproveite tudo o que a natureza me pôs à disposição e crie a vontade de, em mim e em quem me rodeia, pelo menos esboçar um sorriso por dia.
Que continue a ter comigo, por muitos anos, estes três filhos maravilhosos (telefonaram-me agora, lá de Estocolmo onde estão, e conversámos meia-hora...que grande prenda).
Amigos como tenho. Família que me aquece. Melhor? Não há.
Um mundo de esperança pela frente, que vá agarrando todos os dias com a fé dos que não desistem.
Parabéns para Mim.
Que hoje seja o primeiro de muitos dias felizes e cheios de concretizações de Sonhos.
Que aproveite tudo o que a natureza me pôs à disposição e crie a vontade de, em mim e em quem me rodeia, pelo menos esboçar um sorriso por dia.
Que continue a ter comigo, por muitos anos, estes três filhos maravilhosos (telefonaram-me agora, lá de Estocolmo onde estão, e conversámos meia-hora...que grande prenda).
Amigos como tenho. Família que me aquece. Melhor? Não há.
Um mundo de esperança pela frente, que vá agarrando todos os dias com a fé dos que não desistem.
Parabéns para Mim.
domingo, julho 10, 2005
A Caminho da Piscina
Arranco daqui, no meu Saxo a 60º C, rumando em aceleração acima da lei, direitinha ao Lisboa Racket Centre para uma tarde de piscina, como faço há anos. No caminho (e estas coisas ainda me espantam, vá-se lá saber porquê...), um Opel Corsa a picar-me!
Achei graça, estava bem disposta e aquilo foi a adrelanina extra que precisava para ir acordando até ao destino final.
No fim, acabamos por parar num semáfro, lado a lado.
Um caramelo todo giraço abre a janela e faz-me sinal. Eu desço o vidro do pendura e fico atenta ao palavrão que vai sair, de certezinha.
Não sai.
Nenhum palavrão, antes um convite: vamos juntos à praia?
Perplexa, ainda a recompor-me, respondo: er...eu não sei o caminho para praia nenhuma. Sou romena e só cá estou há 2 meses. O meu português sem sotaque deve-se ao facto de ter uma patroa portuguesa que, enquanto lhe lavo a casa de banho, me vai ensinando a língua de Camões.
E arranquei em três segundos, com o ego no céu!
:)
Achei graça, estava bem disposta e aquilo foi a adrelanina extra que precisava para ir acordando até ao destino final.
No fim, acabamos por parar num semáfro, lado a lado.
Um caramelo todo giraço abre a janela e faz-me sinal. Eu desço o vidro do pendura e fico atenta ao palavrão que vai sair, de certezinha.
Não sai.
Nenhum palavrão, antes um convite: vamos juntos à praia?
Perplexa, ainda a recompor-me, respondo: er...eu não sei o caminho para praia nenhuma. Sou romena e só cá estou há 2 meses. O meu português sem sotaque deve-se ao facto de ter uma patroa portuguesa que, enquanto lhe lavo a casa de banho, me vai ensinando a língua de Camões.
E arranquei em três segundos, com o ego no céu!
:)
sexta-feira, julho 08, 2005
Carta (semi) Aberta
(no fundo, esta missiva dirige-se a todos os que, sustentados na sua noção de integridade e de amor à verdade, enaltecem um egoísmo exacerbado que, cegando-os, não lhes deixa espaço para o espaço do outro)
Caro,
Virar costas e sair a correr tem laivos de cobardia, mas não é.
É outra coisa: é perceber que estar ali já não é mais do que alimentar um processo destrutivo, ignóbil em ambas as direcções e com efeito de alucinogéneo (associado a uma 'bad trip').
À distância, sossoboro! Mas em paz!
(e, depois dum tempo que só o tempo tem, passa tudo e a vida continua, espera-se, com melhores escolhas de com quem partilhar um sonho, ou até dois...)
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
Caro,
Virar costas e sair a correr tem laivos de cobardia, mas não é.
É outra coisa: é perceber que estar ali já não é mais do que alimentar um processo destrutivo, ignóbil em ambas as direcções e com efeito de alucinogéneo (associado a uma 'bad trip').
À distância, sossoboro! Mas em paz!
(e, depois dum tempo que só o tempo tem, passa tudo e a vida continua, espera-se, com melhores escolhas de com quem partilhar um sonho, ou até dois...)
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
quinta-feira, julho 07, 2005
Etimologia da Palavra
Esperança:
Evolução relativa a esperar com confiança.
São 7h e picos da manhã e acabei de me despedir dos meus filhos. Vão a caminho da Suécia com o pai e a namorada do dito passar umas férias que, tenho esperança, lhes proporcionarão momentos de intensa felicidade e aventura.
Embarcam na Portela às 9h num avião da TAP com escala em Copenhaga, antes de aterrarem em Estocolmo.
Esta verborreia matinal tem um propósito: encher a minha cabeça com o barulho deste silêncio que de repente ficou...e que me dói!
Voltem depressa meus amores, sãos e felizes como eu vos quero, sempre...
Da Mãe que vos ama acima de tudo, infinitimaizalém!
Evolução relativa a esperar com confiança.
São 7h e picos da manhã e acabei de me despedir dos meus filhos. Vão a caminho da Suécia com o pai e a namorada do dito passar umas férias que, tenho esperança, lhes proporcionarão momentos de intensa felicidade e aventura.
Embarcam na Portela às 9h num avião da TAP com escala em Copenhaga, antes de aterrarem em Estocolmo.
Esta verborreia matinal tem um propósito: encher a minha cabeça com o barulho deste silêncio que de repente ficou...e que me dói!
Voltem depressa meus amores, sãos e felizes como eu vos quero, sempre...
Da Mãe que vos ama acima de tudo, infinitimaizalém!
terça-feira, julho 05, 2005
Vida Difícil
Enquanto não aceitarmos que a vida é difícil, e isso não é mau, não só não arranjamos estratégias e calma para vencer as dificuldades, como as aumentamos e arranjamos uma dificuldade maior. O que torna a vida ainda mais difícil do que é na realidade é pensar que ela devia ser fácil ou que alguém tem direito à facilidade.
Mas a vida sem luta não é vida!
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
(a minha mãe, que às vezes me surpreende com a sua perspicácia, emprestou-me hoje este livro...quando o abri, cairam-me no colo 6 fotos minhas de há muitos anos...pergunto-me porque raio ela sabia que este livro era, hoje, para mim)
Mas a vida sem luta não é vida!
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
(a minha mãe, que às vezes me surpreende com a sua perspicácia, emprestou-me hoje este livro...quando o abri, cairam-me no colo 6 fotos minhas de há muitos anos...pergunto-me porque raio ela sabia que este livro era, hoje, para mim)
Crescer ou Decrescer
Tudo o que não cresce, decresce e arrisca-se a desaparecer.
Este parece ser um princípio básico da vida.
Não há meio termo, ninguém fica de fora desta realidade.
Se deixo de investir numa relação, ela não se aguenta;
se não dou continuidade à minha formação, deformo-me inevitavelmente, e por aí fora...
E quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas.
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in "Não Há Soluções, Há Caminhos"
Não chego mais longe...fico por aqui!
Este parece ser um princípio básico da vida.
Não há meio termo, ninguém fica de fora desta realidade.
Se deixo de investir numa relação, ela não se aguenta;
se não dou continuidade à minha formação, deformo-me inevitavelmente, e por aí fora...
E quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas.
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in "Não Há Soluções, Há Caminhos"
Não chego mais longe...fico por aqui!
sexta-feira, julho 01, 2005
Aos meus 3 leitores assíduos
Comunico que este blogue encerra por tempo indeterminado!
Estou a pensar na possibilidade do trespasse...os € 50 davam-me jeito!
Até...ou não!
Estou a pensar na possibilidade do trespasse...os € 50 davam-me jeito!
Até...ou não!
segunda-feira, junho 27, 2005
A Música e os Espíritos
Era uma vez um trovador que cantava coisas extraordinárias, sobre pessoas comuns e que, por onde passava, acordava os espíritos do bem.
A música tem essa magia única de trazer à alma um turbilhão de emoções que fazem com que esta acorde o espírito.
Esse, o espírito, fica exaltado e não se aquieta até que a melodia lhe traga aquilo porque anseia e que, a maior parte das vezes, está escrita nas letras que a acompanham. Depois a alma dá a mão ao corpo e ficam quietos, a saborear o momento de unicidade rara.
As mínimas, as colcheias, as semi-colcheias, os bemóis, quando em harmonia, têm destas coisas...
A música tem essa magia única de trazer à alma um turbilhão de emoções que fazem com que esta acorde o espírito.
Esse, o espírito, fica exaltado e não se aquieta até que a melodia lhe traga aquilo porque anseia e que, a maior parte das vezes, está escrita nas letras que a acompanham. Depois a alma dá a mão ao corpo e ficam quietos, a saborear o momento de unicidade rara.
As mínimas, as colcheias, as semi-colcheias, os bemóis, quando em harmonia, têm destas coisas...
quinta-feira, junho 23, 2005
Eu nem sou socialista, muito menos socrática...
...mas reconheço que este governo teve alguma coragem em mexer num 'status quo' de determinadas facções profissionais que, por comparação a outras, aviltavam injustiças insustentáveis.
O caso dos propfessores é paradigmático e eu aplaudo de pé as medidas anunciadas e só acho que pecam por defeito. Há ainda que mexer muito mais.
Falo com conhecimento de causa.
Amanhã, dia 24 de Junho, vou agraciar em conjunto com outros 23 encarregados de educação uma excelente professora primária que termina este ano a sua vida profissional, pelo menos ao serviço do Estado, aos 52 anos de idade.
É uma mulher de vocação, na profissão que exerce.
Poder-se-ia ter reformado há 2 anos atrás (???, perplexa), mas OPTOU (isso mesmo) por levar estes meninos até ao fim do seu percurso do 1º Ciclo do Ensino Básico. O meu catraio do meio faz parte dos felizardos que ela acompanhou, desde as primeiras letras, há 4 anos atrás.
À professora Lu presto o meu tributo, por tudo o que fez ao longo da sua carreira, com uma maior expressão quanto ao Martim por razões óbvias (terminou o ano com média de 17, sendo o maior calão 'contrariado' que conheço :D ), deixando no ar a questão que me fez escrever estas linhas: porque não pode esta senhora acompanhar o meu mais novo, que entra em Setembro no mundo escolar? Porque raio se é 'velho' (ou se pode ser) quando a pele ainda nem rugas apresenta e os olhos apresentam uma vivacidade expressiva e cheia de conhecimento e experiência para partilhar???
Algo vai mal quando se vai por aqui...
O caso dos propfessores é paradigmático e eu aplaudo de pé as medidas anunciadas e só acho que pecam por defeito. Há ainda que mexer muito mais.
Falo com conhecimento de causa.
Amanhã, dia 24 de Junho, vou agraciar em conjunto com outros 23 encarregados de educação uma excelente professora primária que termina este ano a sua vida profissional, pelo menos ao serviço do Estado, aos 52 anos de idade.
É uma mulher de vocação, na profissão que exerce.
Poder-se-ia ter reformado há 2 anos atrás (???, perplexa), mas OPTOU (isso mesmo) por levar estes meninos até ao fim do seu percurso do 1º Ciclo do Ensino Básico. O meu catraio do meio faz parte dos felizardos que ela acompanhou, desde as primeiras letras, há 4 anos atrás.
À professora Lu presto o meu tributo, por tudo o que fez ao longo da sua carreira, com uma maior expressão quanto ao Martim por razões óbvias (terminou o ano com média de 17, sendo o maior calão 'contrariado' que conheço :D ), deixando no ar a questão que me fez escrever estas linhas: porque não pode esta senhora acompanhar o meu mais novo, que entra em Setembro no mundo escolar? Porque raio se é 'velho' (ou se pode ser) quando a pele ainda nem rugas apresenta e os olhos apresentam uma vivacidade expressiva e cheia de conhecimento e experiência para partilhar???
Algo vai mal quando se vai por aqui...
segunda-feira, junho 20, 2005
Desfé nos Crescidos!
Acabei de inventar esta palavra. Não é, sequer, foneticamente agradável. Descrédito não é sinónimo e eu não me lembrei de nenhum. Haverá, concerteza, mas não me ocorre.
Como escrevo ao correr dos dedos, sem pausas ou equilíbrios, não me sobra discernimento para a construção pausada e pensada das palavras feitas frases. Escrevo com nervos, quase sempre. Escrevo para mim, como catarse. Ninguém me leia à procura de sentido...não vai encontrá-lo.
Quando catraia, ainda primeira infância, fazia teatros em frente ao espelho. Quarto todo escuro e interdito aos outros com quem me via obrigada a partilhar o espaço.
Ninguém entrava enquanto não acabasse a minha 'viagem' por terras do imaginário. Invariavelmente começavam na história da 'Menina do Mar', da Sophia de Mello Breyner,
meu livro de estreia depois de aprender a conjugar as letras que faziam palavras, que por sua vez faziam frases que me levavam para um outro mundo, outra dimensão.
Eu era essa menina, a do mar.
Às vezes até acho que ainda sou!
Ó oceano, embala-me nas tuas ondas e não deixes que a terra me leve...não me deixes crescer!
Como escrevo ao correr dos dedos, sem pausas ou equilíbrios, não me sobra discernimento para a construção pausada e pensada das palavras feitas frases. Escrevo com nervos, quase sempre. Escrevo para mim, como catarse. Ninguém me leia à procura de sentido...não vai encontrá-lo.
Quando catraia, ainda primeira infância, fazia teatros em frente ao espelho. Quarto todo escuro e interdito aos outros com quem me via obrigada a partilhar o espaço.
Ninguém entrava enquanto não acabasse a minha 'viagem' por terras do imaginário. Invariavelmente começavam na história da 'Menina do Mar', da Sophia de Mello Breyner,
meu livro de estreia depois de aprender a conjugar as letras que faziam palavras, que por sua vez faziam frases que me levavam para um outro mundo, outra dimensão.
Eu era essa menina, a do mar.
Às vezes até acho que ainda sou!
Ó oceano, embala-me nas tuas ondas e não deixes que a terra me leve...não me deixes crescer!
Trovoada
Queria chamar-me Bárbara
Queria ser tempestade e varrer o céu
Deixá-lo limpo depois da borrasca
E que não sobrasse nada...talvez o breu
Que coisa egoísta, esta! O céu é de todos e eu queria-o só para mim.
Queria ser tempestade e varrer o céu
Deixá-lo limpo depois da borrasca
E que não sobrasse nada...talvez o breu
Que coisa egoísta, esta! O céu é de todos e eu queria-o só para mim.
sexta-feira, junho 17, 2005
Missangas Amarelas
Hoje, tenho vestido um top, cheio de missangas amarelas como o Sol. Sempre que me mexo, cai uma ou outra no meu colo. Pego nelas e, com pena, atiro-as ao infinito que fina no chão.
Gosto do amarelo mas prefiro o verde. Não havia nessa cor e optei por esta...de qualquer maneira, mesmo verdes as missangas caíam, tenho a certeza.
O calor é coisa estranha. Sonha-se com ele durante os meses frios mas, quando chega, quer-se frscura e folha caída. Não eu, que me deprimo, invariavelmente, no Outono. Embora goste de castanhas...
Ufa, vou ali beber uma Boémia e tal!
Gosto do amarelo mas prefiro o verde. Não havia nessa cor e optei por esta...de qualquer maneira, mesmo verdes as missangas caíam, tenho a certeza.
O calor é coisa estranha. Sonha-se com ele durante os meses frios mas, quando chega, quer-se frscura e folha caída. Não eu, que me deprimo, invariavelmente, no Outono. Embora goste de castanhas...
Ufa, vou ali beber uma Boémia e tal!
quinta-feira, junho 16, 2005
14.30 dentro dum Saxo num dia de calorina!
Desaconselho, sendo o modelo um daqueles básicos, cujos únicos extras são um airbag para o condutor e um rádio que tem uma plaquita que se tira (que por acaso já foi à vida, roubado numa noite de Verão em que deixei a janela aberta...).
Hoje, à hora supra referida, dirigi o dito em direcção ao Parque das Nações. Quando entrei e me sentei no banco do condutor, o termómetro que não tem (não era extra, lá está), marcava praí 60º.
O volante queimava e a manete das mudanças idem. Peguei num toalhete limpa vidros que tinha comprado (pronto, alguém mo comprou, confesso envergonhada...e também me encheu os pneus mas eu não fiquei gorda ó isso), há dias numa bomba de gasolina a caminho de Azeitão e fui a guiar com ele na mão direita, na esperança de evitar uma qualquer queimadura de 5º grau.
De janelas abertas, a única coisa que consegui foi ficar totalmente despenteada, impossibilitada de ver o caminho, o que me trouxe alguns contratempos (palavrões indizíveis de colegas de faixa de rodagem).
Resolvi subi-las, as janelas, e cozi...literalmente. Hoje, se alguém quiser provar (no bom sentido ), temos Di flambé... É fazerem as reservas!
Ai eu...
Hoje, à hora supra referida, dirigi o dito em direcção ao Parque das Nações. Quando entrei e me sentei no banco do condutor, o termómetro que não tem (não era extra, lá está), marcava praí 60º.
O volante queimava e a manete das mudanças idem. Peguei num toalhete limpa vidros que tinha comprado (pronto, alguém mo comprou, confesso envergonhada...e também me encheu os pneus mas eu não fiquei gorda ó isso), há dias numa bomba de gasolina a caminho de Azeitão e fui a guiar com ele na mão direita, na esperança de evitar uma qualquer queimadura de 5º grau.
De janelas abertas, a única coisa que consegui foi ficar totalmente despenteada, impossibilitada de ver o caminho, o que me trouxe alguns contratempos (palavrões indizíveis de colegas de faixa de rodagem).
Resolvi subi-las, as janelas, e cozi...literalmente. Hoje, se alguém quiser provar (no bom sentido ), temos Di flambé... É fazerem as reservas!
Ai eu...
terça-feira, junho 14, 2005
Não Morrer É Isto
As Amoras
O meu país sabe as amoras bravas no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país,
talvez nem goste dele,
mas quando um amigo me traz amoras bravas os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")
Leio-te hoje como te lia anteontem, e nada mudou...
:)
O meu país sabe as amoras bravas no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país,
talvez nem goste dele,
mas quando um amigo me traz amoras bravas os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")
Leio-te hoje como te lia anteontem, e nada mudou...
:)
domingo, junho 12, 2005
Contentona!
É como eu ando.
Cirando por aí, menos por aqui.
Falta tempo para pôr em palavras o quotidiano.
Volto qualquer dia!
Té...
;)
Cirando por aí, menos por aqui.
Falta tempo para pôr em palavras o quotidiano.
Volto qualquer dia!
Té...
;)
sábado, junho 04, 2005
Descontentinhos!
Os portugueses, onde obviamente me incluo, têm uma enorme tendência para se assumirem como 'inhos'. Estão a maior parte do tempo descontentinhos, raramente contentinhos e quase nunca assumidamente 'qualquer coisa' terminada em 'ãozão'. Raras vezes se zangam a sério. Raramente se rebelam ou se manifestam sem aquele 'sufixo' dimunuitivo de condição.
A não ser no mundo futeboleiro. Aí, são capazes de superlativos, de que usam e abusam.
Agora, estão desiludidinhos com Sócrates...e só...mais vai-se andando, menos mal!!!
(eu não estou desiludida nem nada que se pareça, note-se...é que nunca me iludi, topam?)
A não ser no mundo futeboleiro. Aí, são capazes de superlativos, de que usam e abusam.
Agora, estão desiludidinhos com Sócrates...e só...mais vai-se andando, menos mal!!!
(eu não estou desiludida nem nada que se pareça, note-se...é que nunca me iludi, topam?)
quinta-feira, junho 02, 2005
Caminhando...
...pela estrada de pó, envolvida num calor seco, vejo andando na minha direcção um velhote cambaleante. Quando nos cruzamos, sinto-lhe o cheiro da falta de higiene, tão evidente como a confusão mental que o envolvia. Parei e segurei-lhe a mão, num impulso, reconhecendo a grandeza do gesto tendo em conta que os vómitos eram incontroláveis dada a minha sensibilidade exacerbada aos odores nauseabundos. Mas não hesitei um segundo, amparando-o nos braços, contendo o olfato.
Abracei-o sem uma única palavra. Olhei-o nos olhos, mostrando-lhe que já não se encontrava sozinho, que estava ali e que, vá-se lá saber porquê, me apetecia mimá-lo. E fi-lo. Sentei-me com ele, debaixo duma azinheira sombria, deitando-lhe a cabeça no meu colo. Acariciei-lhe os cabelos enquanto ele, em silêncio, deixava escorrer as lágrimas da surpresa pelo rosto abaixo. Plim, caiu uma na minha mão que lhe amparava o pescoço. Sem sequer me aperceber, lambi-a. Engoli-a e saboreei o momento...verdadeiro amor universal, sem nome nem nada.
O senhor, de repente, fez-me um pedido:
_ mude-me a fralda. Está suja e não consigo fazê-lo sozinho. Faz isso por mim?
Fi-lo. Grande EU! Acho que sou uma pessoa verdadeiramente boa.
Abracei-o sem uma única palavra. Olhei-o nos olhos, mostrando-lhe que já não se encontrava sozinho, que estava ali e que, vá-se lá saber porquê, me apetecia mimá-lo. E fi-lo. Sentei-me com ele, debaixo duma azinheira sombria, deitando-lhe a cabeça no meu colo. Acariciei-lhe os cabelos enquanto ele, em silêncio, deixava escorrer as lágrimas da surpresa pelo rosto abaixo. Plim, caiu uma na minha mão que lhe amparava o pescoço. Sem sequer me aperceber, lambi-a. Engoli-a e saboreei o momento...verdadeiro amor universal, sem nome nem nada.
O senhor, de repente, fez-me um pedido:
_ mude-me a fralda. Está suja e não consigo fazê-lo sozinho. Faz isso por mim?
Fi-lo. Grande EU! Acho que sou uma pessoa verdadeiramente boa.
quarta-feira, junho 01, 2005
Nunca, até hoje...
...um 'delete forever' me soou tão pertinente!
(um dia, quando for mais evoluída, seguirei em frente com a mágoa atrás, presa num qualquer sobreiro do caminho, feito um nó de marinheiro que, um dia, saberei laçar...precisava de férias, mas não quaisquer umas...)
(um dia, quando for mais evoluída, seguirei em frente com a mágoa atrás, presa num qualquer sobreiro do caminho, feito um nó de marinheiro que, um dia, saberei laçar...precisava de férias, mas não quaisquer umas...)
As Marés...
Dizem, há mais que marinheiros.
Eu encontro-me no cais, à espera da embarcação que me leverá longe, sem perguntas, sem 'à priori's', sem querer nomes ou impressões digitais.
Vou, com ou sem volta, é indiferente...hoje!
Eu encontro-me no cais, à espera da embarcação que me leverá longe, sem perguntas, sem 'à priori's', sem querer nomes ou impressões digitais.
Vou, com ou sem volta, é indiferente...hoje!
E se, de repente...um desconhecido lhe desse uma estalada...
...levava outra, com maior vigor. E pensaria duas vezes antes de atacar fêmeas com ar inofensivo!
Mainada!!!
Mainada!!!
terça-feira, maio 31, 2005
No Dia Mundial Sem Tabaco
(é mais Dia Mundial Cem Tabaco...)
Estou aqui, sentada no sofá com o laptop no colo, a fumar uma cigarrada. Sabe-me que nem ginjas cada baforada. Penso que se morrer 'à cause', foi uma escolha que fiz, consciente.
Comecei a fumar aos dezasseis anos, no meio das duplas competições em que participava, à altura: natação e volleyball. Era federada e fazia check-up's regulares no Centro de Medicina Desportiva, ali no CDUL. Depois do cigarro, que teimava em fumar antes do electrocardiograma de esforço, a pulsação que rondava os sessenta batimentos por minuto em condições idênticas de pulmão limpo, subia para cem. Quase chumbei no exame à custa do maldito vício. Mas só quase, porque mesmo assim não era preocupante, segundo o phisico que acompanhava o papelinho riscado que saía da máquina enquanto eu corria parada.
Hoje penso que, mais de vinte e cinco anos de alcatrão acumulado nas vias respiratórias, se usados em novas vias de comunicação rodoviária, ajudariam sobremaneira a diminuir o déficite.
Usem-me...façam-me esse favor!!!
Estou aqui, sentada no sofá com o laptop no colo, a fumar uma cigarrada. Sabe-me que nem ginjas cada baforada. Penso que se morrer 'à cause', foi uma escolha que fiz, consciente.
Comecei a fumar aos dezasseis anos, no meio das duplas competições em que participava, à altura: natação e volleyball. Era federada e fazia check-up's regulares no Centro de Medicina Desportiva, ali no CDUL. Depois do cigarro, que teimava em fumar antes do electrocardiograma de esforço, a pulsação que rondava os sessenta batimentos por minuto em condições idênticas de pulmão limpo, subia para cem. Quase chumbei no exame à custa do maldito vício. Mas só quase, porque mesmo assim não era preocupante, segundo o phisico que acompanhava o papelinho riscado que saía da máquina enquanto eu corria parada.
Hoje penso que, mais de vinte e cinco anos de alcatrão acumulado nas vias respiratórias, se usados em novas vias de comunicação rodoviária, ajudariam sobremaneira a diminuir o déficite.
Usem-me...façam-me esse favor!!!
domingo, maio 29, 2005
Acasos
Por acasos, e só por acasos, fico às vezes triste. Não desenho cenários, não construo 'estórias' com final duvidoso, não penso sequer em fatalidades. Só fico assim, triste.
Posso tentar perceber mas, confesso, acho que é inútil. Deixar a tristeza fluir é tão importante como aproveitar os momentos felizes, a maior parte deles fugazes, escorregadios.
Momento lúdico: ouvi, este fim-de-semana, alguém queixar-se do contrato que tinha conseguido por ser apenas um 'party-time'. Eu cá acho que rejubilaria com tal coisa...mas ele há gente que não se contenta com nada!!!
Que mensagem subliminar a tristeza não explícita tentará passar? Que lição me mostra que me escapa?
Posso tentar perceber mas, confesso, acho que é inútil. Deixar a tristeza fluir é tão importante como aproveitar os momentos felizes, a maior parte deles fugazes, escorregadios.
Momento lúdico: ouvi, este fim-de-semana, alguém queixar-se do contrato que tinha conseguido por ser apenas um 'party-time'. Eu cá acho que rejubilaria com tal coisa...mas ele há gente que não se contenta com nada!!!
quarta-feira, maio 25, 2005
A Saga de Razão Está de Férias
Os impostos...pois...
Queria muito perceber o que mudou desde aquele dia (seria de Março?) em que Victor Constâncio avisou da necessidade de aumentá-los. Se bem se lembram, nessa altura, o nosso 1º garantiu que, no matter what, isso não aconteceria. Ok, ok, caiu uma bomba atómica neste cantinho, aconteceu uma terrível catástrofe, houve cheias, ou seca ou coisa similar e, de repente, teve de ser...
Sabe Sr. Sócrates, não se promete aquilo que não se sabe se se pode cumprir. É só esta a questão. A reter...
Queria muito perceber o que mudou desde aquele dia (seria de Março?) em que Victor Constâncio avisou da necessidade de aumentá-los. Se bem se lembram, nessa altura, o nosso 1º garantiu que, no matter what, isso não aconteceria. Ok, ok, caiu uma bomba atómica neste cantinho, aconteceu uma terrível catástrofe, houve cheias, ou seca ou coisa similar e, de repente, teve de ser...
Sabe Sr. Sócrates, não se promete aquilo que não se sabe se se pode cumprir. É só esta a questão. A reter...
quinta-feira, maio 19, 2005
Taça UEFA
Bom, já bastante depois de terminado o jogo chamei um táxi. O motorista era benfiquista, mas fez questão de me dizer que se tinha juntado à torcida verde durante aquela hora e meia que durou a partida.
Sem comentários, eu ia dizendo uns lacónicos 'pois', desconcentrada, ouvindo apenas as terminações das frases que o dito teimava em lançar boca fora.
Não me apetecia conversa, raios. E, quando assim é, desligo o motor e vou vomitando expressões automáticas tipo 'hã hã', 'claro', 'mainada' e coisas assim...
Às vezes corre mal porque o interlocutor formula uma pergunta e eu respondo 'talqual'. E depois repete a pergunta e eu, envergonhada digo que é ali, na próxima à direita.
Quando percebi que a conversa já não era futebol e sim itinerário passei a prestar atenção. E acabei por ouvir esta pérola:
_ sabe, menina (esta parte faz-me sempre um enorme bem à alma), no sábado 'apanhei' quatro 'indivídas' que vinham do jogo na Luz. Uma era também sportinguista (o também devia ser comigo talvez porque no meio de tantos 'pois' me tenha denunciado) e disse-me que, durante o jogo, quase sofreu um 'miocárdio'...eu disse-lhe que era muito novinha para morrer disso. Que não se preocupasse que para o ano haveria mais campeonato e ela estaria vivinha da silva para assistir.
Não pude deixar de sorrir e concluir que vou passar a prestar mais atenção às conversas de circunstância que se mantêem nos trajectos dos táxis. Às tantas, o que eu ando a perder...
Sem comentários, eu ia dizendo uns lacónicos 'pois', desconcentrada, ouvindo apenas as terminações das frases que o dito teimava em lançar boca fora.
Não me apetecia conversa, raios. E, quando assim é, desligo o motor e vou vomitando expressões automáticas tipo 'hã hã', 'claro', 'mainada' e coisas assim...
Às vezes corre mal porque o interlocutor formula uma pergunta e eu respondo 'talqual'. E depois repete a pergunta e eu, envergonhada digo que é ali, na próxima à direita.
Quando percebi que a conversa já não era futebol e sim itinerário passei a prestar atenção. E acabei por ouvir esta pérola:
_ sabe, menina (esta parte faz-me sempre um enorme bem à alma), no sábado 'apanhei' quatro 'indivídas' que vinham do jogo na Luz. Uma era também sportinguista (o também devia ser comigo talvez porque no meio de tantos 'pois' me tenha denunciado) e disse-me que, durante o jogo, quase sofreu um 'miocárdio'...eu disse-lhe que era muito novinha para morrer disso. Que não se preocupasse que para o ano haveria mais campeonato e ela estaria vivinha da silva para assistir.
Não pude deixar de sorrir e concluir que vou passar a prestar mais atenção às conversas de circunstância que se mantêem nos trajectos dos táxis. Às tantas, o que eu ando a perder...
quarta-feira, maio 18, 2005
Nem mais...
No momento em que partilho com alguém o facto de ter concorrido com dois textozitos ao concurso do leituras.net e esse alguém me questiona sobre que escritos resolvi partilhar, respondo um lacónico: não me lembro...
A propósito, ele sai-se com esta:
_ tu és daquelas que conta uma anedota a si própria e no fim se ri e diz que essa não conhecia.
:D
Pronto, achei brilhante, a tirada!!!
A propósito, ele sai-se com esta:
_ tu és daquelas que conta uma anedota a si própria e no fim se ri e diz que essa não conhecia.
:D
Pronto, achei brilhante, a tirada!!!
terça-feira, maio 17, 2005
Quanto ao amor...
...não havia mais do que casos inconsequentes, que lhe passavam pelos lençóis sem deixar rasto. Punha-os a lavar imediatamente após o coito, sem guardar memória do perfume de quem lá passara.
Paradoxos...
Depois de alguns anos no mercado de trabalho e do reconhecimento num curriculum exemplar que lhe abria as portas de qualquer atelier de arquitetura, Razão 'guinou' o volante e dedicou-se à arte do restauro. Rapidamente passou daí à criação das suas próprias obras de arte e não faltou muito para a sua vida se tornar num rodopio de 'vernissages'. Vendia tudo porque, além de haver procura, não sentia qulaquer apego às peças que moldava. Usava desperdícios e materias nobres, numa conjugação estranha e dura mas que, paradoxalmente, se harmonizava.
Começou a sentir (sentir?) que devia pensar menos nas formas, usando aquilo que sentia para criar outra coisa, menos geométrica e mais anímica.
Chegou à escrita resolvendo experimentar transcrever as emoções que cada peça que nascia representava. Era um primeiro passo para ir mais fundo no processo criativo...
Começou a sentir (sentir?) que devia pensar menos nas formas, usando aquilo que sentia para criar outra coisa, menos geométrica e mais anímica.
Chegou à escrita resolvendo experimentar transcrever as emoções que cada peça que nascia representava. Era um primeiro passo para ir mais fundo no processo criativo...
quinta-feira, maio 12, 2005
Carácter de Razão
Forte, intuitivo, solto, persistente, camarada, confiante, confiável, mordaz!
Fez-se assim homem, deixando-se levar pela vontade de ampliar horizontes e exponenciando características que achava louváveis.
Havia, no entanto, demasiada matemática na sua cabeça, sempre martelando na lógica das coisas o que, inevitavelmente, levava as mais das vezes a um sentimento profundo de frustação.
'Há razões que a própria razão desconhece'
Custava-lhe aceitar isto, como lhe custava ter passado o metro e noventa e não haver roupa que lhe servisse, muito menos calçado. Nº 48 reduz drasticamente as hipóteses de escolha do dito, para além de constituir um peso extra no seu orçamento de arquitecto em início de carreira.
Quando se apaixonou, mediu tudo o que sentia com fita métrica: amo 30 cm ou chega ao metro? vale a pena investir numa relação a partir de que medida? se investir, manter-se-à o estado de graça ao metro ou ao quilómetro?
Razão não estava preparado para se relacionar com alguém sem conta, peso e medida.
Começa aí o seu desnorte. Começa aí a sua busca do que se encontra maizalém, para lá do mensurável.
A metafísica passou a ser assunto de estudo...
Fez-se assim homem, deixando-se levar pela vontade de ampliar horizontes e exponenciando características que achava louváveis.
Havia, no entanto, demasiada matemática na sua cabeça, sempre martelando na lógica das coisas o que, inevitavelmente, levava as mais das vezes a um sentimento profundo de frustação.
'Há razões que a própria razão desconhece'
Custava-lhe aceitar isto, como lhe custava ter passado o metro e noventa e não haver roupa que lhe servisse, muito menos calçado. Nº 48 reduz drasticamente as hipóteses de escolha do dito, para além de constituir um peso extra no seu orçamento de arquitecto em início de carreira.
Quando se apaixonou, mediu tudo o que sentia com fita métrica: amo 30 cm ou chega ao metro? vale a pena investir numa relação a partir de que medida? se investir, manter-se-à o estado de graça ao metro ou ao quilómetro?
Razão não estava preparado para se relacionar com alguém sem conta, peso e medida.
Começa aí o seu desnorte. Começa aí a sua busca do que se encontra maizalém, para lá do mensurável.
A metafísica passou a ser assunto de estudo...
domingo, maio 08, 2005
Armários
Idades difíceis essas. Razão não fugiu dela e dela tirou proveito. Cresceu até às núvens, magrinho e desconjuntado. Sempre bom aluno podia escolher continuar a estudar, depois de terminado o secundário. Tinha média para entrar onde quisesse, sem ter de recorrer a uma qualquer Universidade Privada que a mãe não poderia sustentar. Escolheu Belas Artes porque desde pequeno que os lápis de carvão lhe desenharam a história, mais do que as letras que sabia ordenar mas que, dizia, careciam de 'alma'. Essa encontrava-se nos desenhos que rabiscava, altas horas da noite, perseguindo o fim duma 'estória' dum personagem fantástico que criara em BD: o Sr. Emoção.
Entrado na faculdade, começou cedo a perceber que esse Emoção careceria de desenvolvimento. Teria de aplicar-se mesmo, se o quisesse fazer aparecer com enredo consistente e interessante.
No fim do curso, percebeu que o nome dele não teria sido escolhido ao acaso...depois explicarei porquê!
Entrado na faculdade, começou cedo a perceber que esse Emoção careceria de desenvolvimento. Teria de aplicar-se mesmo, se o quisesse fazer aparecer com enredo consistente e interessante.
No fim do curso, percebeu que o nome dele não teria sido escolhido ao acaso...depois explicarei porquê!
quarta-feira, maio 04, 2005
Razão e Aprendizagem
Aprende-se todos os dias, basta estar atento e focalizado.
Razão absorvia com avidez todas as horas do dia, fosse ajudando a mãe nas tarefas domésticas, fosse numa qualquer brincadeira.
Era observador e analítico o que fez que, quando chegasse o momento de ingressar na Escola (aquela outra, formal, em que o bibe se impunha), levasse com ele uma relativa vantagem em relação aos outros pimpolhos agarrados à saia das mães.
A sua, doce e presente, foi naquele 1º dia ausente, por puro mau feitio duma patroa enrezinada e prepotente. Mas isso foi coisa que Razão percebeu e que não lhe deixou marca.
Começava para ele uma nova etapa importante que, sabia, lhe traria um mundo completamente novo: o das letras com sentido.
Aprendeu a ler em três tempos. Era um aluno aplicado e rapidamente se tornou um dos alunos favoritos da professora Rosário, mulher com muitos anos de profissão que cedo percebeu ter ali, em Razão, um desafio maior que os outros...
Razão absorvia com avidez todas as horas do dia, fosse ajudando a mãe nas tarefas domésticas, fosse numa qualquer brincadeira.
Era observador e analítico o que fez que, quando chegasse o momento de ingressar na Escola (aquela outra, formal, em que o bibe se impunha), levasse com ele uma relativa vantagem em relação aos outros pimpolhos agarrados à saia das mães.
A sua, doce e presente, foi naquele 1º dia ausente, por puro mau feitio duma patroa enrezinada e prepotente. Mas isso foi coisa que Razão percebeu e que não lhe deixou marca.
Começava para ele uma nova etapa importante que, sabia, lhe traria um mundo completamente novo: o das letras com sentido.
Aprendeu a ler em três tempos. Era um aluno aplicado e rapidamente se tornou um dos alunos favoritos da professora Rosário, mulher com muitos anos de profissão que cedo percebeu ter ali, em Razão, um desafio maior que os outros...
segunda-feira, maio 02, 2005
Independência Relativa e a Merceeria
Era como que um passo de gigante.
Razão, já crescidote, ia fazer recados à esquina da rua e vinha com um saco cheio de encomendas. E cumpria à risca, trazendo a lista completa, tal qual era suposto. Razão cresceu quando se tornou responsável pelo arroz e pelas batatas. E pela fruta, que também era pelouro seu.
Até lhe nascerem as borbulas, que não havia creme milagroso que fizesse desaparecer, Razão contentava-se com o status quo. Era crescido porque ia fazer compras, abastecendo a casa à custa daquele olhar suplicante de géneros a que o Sr. Manuel não resistia. Conseguia fiado, depois gerindo notas e moedas, logo que a mãe conseguiu um trabalho que pagava a horas.
A vida de Razão não era má. Dava para sonhar com grandes feitos futuros, com possibilidades infinitas e com a alegria que a esperança ainda não lhe roubara.
Ia ser astronauta, havia decidido...
Razão, já crescidote, ia fazer recados à esquina da rua e vinha com um saco cheio de encomendas. E cumpria à risca, trazendo a lista completa, tal qual era suposto. Razão cresceu quando se tornou responsável pelo arroz e pelas batatas. E pela fruta, que também era pelouro seu.
Até lhe nascerem as borbulas, que não havia creme milagroso que fizesse desaparecer, Razão contentava-se com o status quo. Era crescido porque ia fazer compras, abastecendo a casa à custa daquele olhar suplicante de géneros a que o Sr. Manuel não resistia. Conseguia fiado, depois gerindo notas e moedas, logo que a mãe conseguiu um trabalho que pagava a horas.
A vida de Razão não era má. Dava para sonhar com grandes feitos futuros, com possibilidades infinitas e com a alegria que a esperança ainda não lhe roubara.
Ia ser astronauta, havia decidido...
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