sábado, abril 30, 2005

O Parto e o 1º Aniversário

Razão nasceu um bébé robusto e cor-de-rosa, cor da pele a lembrar a da mãe, naquela manhã quente em que sentiu o extâse que lhe provocou o primeiro orgasmo sentido, e que a levou aqui: a sala de partos.

Era uma divisão fria e com muita luz, embora não se percebesse donde emanava. Era de noite cerrada mas parecia mais dia que o próprio dia. Havia permanentemente gente a entrar e a sair sem que ela percebesse porquê ou para quê. Achava que todos deviam sossegar, aliás como ela sossegava.
Sentia dores mas sem medo. Sabia, instintivamente que eram dores 'das boas', daquelas em que, regra geral, não se morre.
E quando lhe dissram que fizesse força pela barriga, embora sem perceber fê-lo. Três vezes e tinha Razão no seu colo, redondinho e escorregadio: o mais belo bébé do mundo.
Esse momento, mágico e inolvidável, mudou-lhe para sempre a perpectiva da vida. E tudo fez sentido.

Razão era sossegado mas exigente com as horas das refeições. Mamava com uma avidez que provocava dor durante toda a mamada. A mãe contraía-se, embora confortada com o sentir daquela pele cor-de-rosa contra a sua.

Razão mudou-lhe o corpo, mas confiava ser algo temporário e que, em breve, voltaria a recuperar a silhueta longilínea que antes possuía. Mas não era coisa que importasse, agora que gozava o desafio da maternidade.

Quando deu por isso, já Razão tinha as duas pernitas direitas e verticais, sustentava o corpo bamboleante e dava os primeiros passos, embora parecesse ter bebido 3 caipirinhas e não conseguisse seguir o caminho que escolhia.

Tinha passado um ano e, começava aí, a aventura de Razão. A descoberta do espaço...

sexta-feira, abril 29, 2005

O Senhor Razão

Foi baptizado assim por um capricho da mãe, que gostaria de ver a vida do seu menino influenciada pela escolha do nome.

Foi concebido num acaso, na emoção dum momento que afastou a razão dos corpos embrulhados. O suor tem destas coisas e faz escorrer sódio e raciocínio.

Quando descobriu que daquele momento resultou uma gravidez resignou-se. Compreendeu, imediatamente, que tinha comprado um bilhete para uma viagem sem regresso a um mundo completamente novo, que duraria toda a vida que a ambos (mãe e filho) fosse concedida.

Assustada, chamou-lhe Razão na esperança de que, daquele acto emotivo que lhe deu origem, emergisse para a Vida um ser equilibrado e capaz de escolher o uso da mesma, sempre que as circunstâncias o exigissem.

Coisa que ela própria não tinha conseguido, no meio daquele turbilhão de peles, suores e cheiros...

quinta-feira, abril 28, 2005

O Amanhecer Escolhe-se

Era tarde mas os olhos persistiam em manter-se cerrados como se fosse madrugada. Havia neles cansaço e desânimo o que adiava o despertar.
O corpo avisa-nos do tempo mas o espírito recusa-o. Teima em decidir a alvorada, consoante a vontade do dia.

Nessa manhã recusei o sol. Escolhi o breu da noite, mantendo a persiana corrida para certificar o engano. Quando finalmente cedi ao evidente adiantado da hora resolvi acordar.
Não me arrependi. A janela escancarada mostou-me um dia radioso (embora quase ido), um chilrear aconchegante de passarada citadina, um cheiro a flores que nascem desenfreadamente nos jardins fronteiros ao meu quarto.

Prometi a mim mesma não desperdiçar a manhã que já estava perdida e transformei a hora em pequeno almoço à la americana (escolhi a hora de Boston porque era a que mais me convinha). Remexi todos os relógios que encontrei e escrevi neles 9h. Fiz tudo como se fosse esse o tempo e resultou.
Agora já os arrumei todos, tornando-os consonantes com a verdade.

Amanhã, decidi, acordo às 9h do nosso meridiano. E vou sentir o pulsar agitado da vida obrigatória e escrava do tic tac produtivo!

Haja disciplina...

quarta-feira, abril 27, 2005

Abro o Estaminé

Visitantes: 2222
Estatísticas: 33,33% de estreantes

Uma capicua é sempre um um bom sinal. Um aviso. Mostra-me que a realidade vista de lá p'ra cá ou de cá p'ra lá mantêm a essência das coisas, mudando apenas a perspectiva.

Acho que a sorte vai mudar :)

terça-feira, abril 26, 2005

'Úrsula'

'Geometria' óssea
'Táxi' à cabeça
Tintura 'idiota'
'Câncaro da prósta'
Infecção nas 'ingivas'
'Broncos' irritados

Pérolas populares...

Ah, é verdade, falta o 'cóvér' de queijo da serra e a obra 'embrulhada' pela Câmara!!!

quinta-feira, abril 21, 2005

Sem Peios

Posso responder de dentro p'ra fora. Porque o contrário é enganador. Eu não gosto de enganos, embora saiba que com eles sobrevivo. Porque mesmo sabendo, nunca sei. Porque desejo sem querer. Porque falho nesta missão simples, básica, da subsistência...até nisso. Quanto mais no maizalém!

Mas chego lá...

Escuta

Se eu volatizasse, sentirias a ausência?
Se eu não pudesse corresponder ao ideal que desenhaste, sozinho, falharia?

Se eu pudesse, era diferente?

Eu tenho todos os lados duma circunfrência...podes sempre escolher o melhor e aí te deter. Eleger uma parte preterindo as outras. Escutar o barulho surdo de mim, que se manifesta sempre envergonhado, porque escondido se descobre.

Eu quero ser um todo, hegemónico embora contraditório, sempre verdadeiro e real.

Quando deixar de ser, já não pertenço...tão só!

Nota de Rodapé dirigida ao chato do Pêndulo: quando falo em hegemonia, quero referir uma simbiose de mim com tudo/todos e vice-versa, que não me repugna mas que recuso muitas vezes...percebeu???

terça-feira, abril 19, 2005

Utopias

Estar agora naquela tal ilha deserta, com os Tomos I e II estudadinhos, a pescar alegria num mar salgado...

segunda-feira, abril 18, 2005

Surpreendendo o Mundo à Janela

Pois é Sara, para veres que às vezes posso surpreender-te :)

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

Seria, concerteza, um livro didáctico. Ensinaria a somar, mais do que a subtrair e a multiplicar para depois dividir.

Já alguma vez ficaste apanhadinha por um personagem de ficção?

Já, confesso corando: O Prícipe Valente, a personagem principal duma banda desenhada fantástica que me acompanhou na adolescência.

Qual foi o último livro que compraste?

Num impulso, comprei um Código Civil Anotado, porque precisava de consultar a 'nova' Lei do Arrendamento Urbano (bocejo).

Qual o último livro que leste?

Bom, estou a ler uns quatro ou cinco em simultâneo.

Se contar só aquele em que cheguei ao finalmente: O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, cujo autor não me recordo e, como foi emprestado e devolvido, não posso procurar (ah, esperem, o Google...já volto) - apareceu um resultado, relacionado com uma peça de teatro com o mesmo nome, anunciada no Jornal do Fundão, em que a autoria é atribuída a Isabel Bilou...não me parece que seja dela, porqe tinha ideia de que o género do autor seria masculino...

De resto, tenho na mesa de cabeceira a Casa da Loucura, de Patrick McGrath, na mesa da sala Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, de António Lobo Antunes (estou a lê-lo há uns 3 anos e vou na página cento e tal), Os Três Cavalos, de Erri de Luca, A Arte de Amar, de Erich Fromm, O Dragão com Asas de Borboleta e outras histórias zen-taoístas, de Swami Deva Prashanto, A leitura do Rosto, de Rodney Davies, O Caso Morel, de Rubem Fonseca, Um Dia Atrás do Outro, de Laurinda Alves, Vozes e Ruídos, de Daniel Sampaio e ainda Homens na Cozinha, Mulheres no Sofá, de Gaby Hauptmann...

Afinal, este teste serviu para perceber que tenho muita leitura para por em dia, apre!!!

Que livro estás a ler?

É o que dá não ler as perguntas todas duma vez. Todos os acima mencionados, mais alguns que devem estar debaixo da cama ou na casa-de-banho e não encontro...

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

Manual de Sobrevivência Numa Ilha Deserta, tomos I, II, III, IV e V.

Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?

Não me parece que consiga reunir três leitores deste blog, a quem possa passar o testemunho. Só devo ter no máximo dois e, mesmo esses, como só aqui passam de quando em vez, correria o risco de, quando respondessem, já não houvesse blogoesfera mas sim outra coisa qualquer, muito mais sofisticada.

UFA!!!

sábado, abril 16, 2005

Ambientes

Tenho a casa um mimo.

As contingências do presente dão-me sobras do tempo. Este, bem aproveitadinho, tem-me proporcionado momentos de imenso prazer, aplicando-o na transformação deste meu 'cantinho' num aconchego esteticamente agradável.

Flores e mais flores e que diferença. Pratos espetados na parede, baús antigos brilhantes como novos, fotografias por todo o lado, espelhos a tornar o espaço ainda maior e música, muita música.

Inverti o papel dum tabuleiro, pendurando-o por cima do sofá.

Faltam-me os candeeiros e o 'pilim' para tratar disso. São muitas divisões (seis?!) e por enquanto safo-me com uma lâmpadas penduradas que, servindo o propósito de iluminação, não deixam de dar uma certa graça ao espaço, tornando o contraste rico/pobre vísivel.

Às vezes, é preciso quase nada para se ser feliz.

Experimentem ter a Primavera dentro de portas, mudando as cores do ambiente usando apenas a imaginação.

Olha...

Que descanse em paz.

:)

A Ver...

As tentativas de escrever aqui qualquer coisa têm sido sistematicamente frustradas. Mal acabo um texto e clico ali, no 'publish', esta porra fecha a página e lá se vai tudo pró buraco negro.

Mudo a estratégia e clico em 'save as draft'. Nem preciso dizer que, pimba, lá se repete a cena.

Estou a escrever isto na certeza de que o buraco negro (esse esfomeado) precisa de se alimentar mais uma vez e que este textozinho lhe vai saber que nem gingas...

Enfim, um dia pode ser que morra. De obesidade mórbida já sofre, certamente!

domingo, abril 10, 2005

Intervalo

A programação segue dentro de momentos.

(para além da falta de vontade, alia-se-lhe um vírus maléfico que não me deixa 'postar')

quarta-feira, abril 06, 2005

Os Animais são Nossos Amigos

Ok, a frase é irónica...mas a ironia que contém serve de 'descompressor', descartando assim interpretações enviezadas daquilo que passo a escrever.

Tenho uma profunda antipatia por fundamentalistas, seja de que espécie ou sob que pretexto for. E incluo neste rol algumas associações dos direitos dos animais que, de vez em quando, lá aparecem, estridentes, entrando casa adentro através do televisor.

Eu gosto tanto dos seres irracionais (só de alguns, confesso), como aqueles que, agarrando a bandeira dos direitos dos mesmos, fazem folclore permanente com ela, agitando-a por tudo e por nada e, quanto a mim erradamente, perseguindo a 'equivalência' dos direitos deles aos dos outros: os 'racionais'. (como se estes últimos tivessem o problema dos seus direitos resolvido...).

Depois, há sempre a pulga, o piolho, a barata, a centopeia que, estando no reino animal, não colhem simpatia. E são exterminados sem dó nem piedade. Porquê então? Ora essa...

As grandes causas, no entanto, passam-lhes ao lado. Como a horrenda 'caça' às focas bébés, cuja época acabou de abrir no Canadá. (confesso que nunca vou entender como se é capaz, que raio de seres são aqueles que conseguem à paulada ignorar aqueles olhitos pretos, redondos como berlindes, mais surpresos que assustados...).

Acho que o segredo está no bom-senso (como aliás, está sempre...redundância).

Os animais são nossos amigos, ah pois são...mas não deixam de ser isso mesmo, animais. E eu gosto deles assim.

terça-feira, abril 05, 2005

Conexões Desconexas

Estava mais p'ra lá do que p'ra cá.
Com sono, sem força, cansada e com dificuldades de coordenação motora.
Curiosamente sentia-me flutuar, serena, como se passeasse numa autroestrada de nuvens fofas, em que a ausência de gravidade foi capaz de, daqui ali, me levar num salto a percorrer a infinidade de espaços que o espaço tem.

E lembrei-me do tempo, que não há.

domingo, abril 03, 2005

Artistas Nacionais

Hoje houve missa solene na Sé de Lisboa, às 17h.
Celebração eucarística especialmente dedicada à alma de João Paulo II, o Papa falecido ontem.

De repente, à entrada dos membros do Governo no templo, explode a populaça em aplausos. Sim, aplausos à medida que vão entrando, um a um. O maior artista? O merecedor da maior salva? Freitas do Amaral...

Tenham tino, pessoas, tenham Tino (esse, que me conste não compareceu - literalmente - senão, às tantas, tinhamos vira minhoto ou isso...)

Há momentos em que isto de ser lusitana me dá cá uma urticária!

sábado, abril 02, 2005

Amanheceu Assim...

Um dia cinzento e chuvoso.

Céu chumbo
Chumbo dente
Dente boca
Boca beijo
Beijo amor

Como se transcreverá a onomatopeia correspondente ao silvo da cobra?

Cobra Eva
Eva Adão
Adão paraíso
Paraíso amor

Sempre o Amor...

:)

sexta-feira, abril 01, 2005

Quanto à Terri

Nem me apetece escrever nada porque as palavras sairiam lamechas e cheias de perplexidades (as mesmas que me perseguem desde o conhecimento do 'caso') e não trariam nada de novo a não ser a derradeira lágrima.

RIP

Os Sonhos...

Normalmente os meus sonhos não têm qualquer sentido. São povoados de estranhos, em lugares desconhecidos e com enredos 'fellinescos'.

Mas hoje não foi assim. Hoje sonhei com coimas e com as dúvidas que carrego em relação ao poder discricionário dos agentes da autoridade em relação ao valor a aplicar às transgressões previstas no Código da Estrada.

A parte gira do sonho tem a ver com o facto de ter tido a 'oportunidade' de falar com a jornalista Fátima Campos Ferreira, apresentadora do 'Prós e Contras', e tê-la questionado sobre o programa de segunda-feira passada, em que o assunto foi aflorado mas sem qualquer profundidade e menos ainda conclusivo (um pormenor que me fez rir, no sonho: ela era caixa numa merceeria de que, parece-me, era proprietária, e respondia às perguntas dos clientes, enquanto pagavam as bananas e as couves de bruxelas).

Nesse programa, que segui com atenção, ficou claro que depende do critério do agente a determinação da gravidade da transgressão e, consequentemente, o valor da coima a aplicar (pormenor: descobri também uma nova fonética para essa palavra, no tal programa - côima - pelo vistos é assim e não deixei de sorrir).

Posso não concordar com este 'poder' atribuído assim, como a subjectividade necessariamente presente, mas até aceito.

Agora, consciente que existem 'intervalos' que vão dos € 500 até aos € 2.500, começo a ficar preocupada. Deveras...

Espero, ao menos, que o agente que me vier a confrontar com alguma 'asneira' que não estou livre de fazer enquanto condutora ou até mesma 'piona', me ache suficientemente simpática (e até, quiçá', giraça), para que, a autuar-me, estabeleça a respectiva coima no mínimo desse intervalo.

Ah pois é.

quarta-feira, março 30, 2005

Ali ao Lado

No blog dos 'Galarzas', o Optimus Glarza escreve algures, no seu papel de ditador (muito bem, muito bem...) 'i-leitores'.

O trocadilho iluminou-me. Acho que os e-leitores ficam todos a ganhar, nestas e-leições.

domingo, março 27, 2005

Pois é...

A Páscoa revela, invariavelmente, o pior de mim...

Os meus três pimpolhos recebem um número considerável de ovos de chocolate. Como mãe atenta à saúde dos ditos rebentos, escondo-os. Agora, é só esperar que se esqueçam deles e pimba: ataco-os eu mesma, única conhecedora do esconderijo.

Shame on me!

:/

quinta-feira, março 24, 2005

Profunda Indignação

...é o que sinto, perante a impotência dos pais de Terri Schiavo.

Nem sequer está em causa o fundamento que levou à pronúncia de todas as instâncias judiciais norte americanas sobre 'matá-la' por inanição. É outra coisa. Como mãe, imaginar-me numa situação parecida torna-se rapidamente num pesadelo insuportável de que quero imediatamente acordar.

Porque, e não me venham com tretas, é dum filho que se trata e não dum cônjuge. Esta última condição é alterável como aliás parece ter sido, no caso (o tal marido, que interpôs a acção, parece que já nem 'marido' é, uma vez que partilha o leito conjugal com outra eleita qualquer).
Já a mater/paternidade é laço que persiste para todo o sempre.

E, resta ainda saber que vantagem trará a morte de Terri ao tal senhor que decidiu que ela não quereria viver 'assim' . Pelo menos duma coisa se livra: da papelada do divórcio e essas coisas comesinhas e chatas.

Nunca vou esquecer o desespero estampado na cara daquela mãe, pedindo nem sabe a quem mais (?) que não matem a filha de sede e fome...porque nenhum conjunto de brilhantes phisicos, brilhantes homens de leis, brilhantes políticos, o que for, colará aqueles corações paternais de novo, partidos pela dúvida de se, afinal, até teriam todos eles razão. Que os seus sorrisos são meros 'actos reflexos'. Que o olhar de 'amor' também não corresponde a uma alma albergada na 'casca' que a suporta.

Restará, para sempre, a dúvida. E é isso que mói!

quarta-feira, março 23, 2005

A Propósito de Vizinhos, Vizinhanças e Histórias Hilariantes

Repescado de mim, dum outro 'sitio' onde escrevo:

De repente, lembrei-me do 'suquete' Testemunhas Habituais de Acidentes, do Gato Fedorento. Tenho uma vizinha nessa condição (acho que genética), que a transforma no 'jornal falado' aqui do bairro.

Compulsiva no desatar da língua, desbobina estórias, sendo que metade das quais não decifro porque não faço ideia quem são os intervenientes. Mas é hilariante à mesma. Eu acho o máximo ouvi-la, quando não dá nada de jeito na TV. Viva as vizinhas 'atentas' e 'solicitas'.

Depois, confesso, mostrou-me uma aquisição profilática que fez, há uns tempos, numa sex-shop: um dildo (gigante :medo:) prateado (juro) e acondicionado numa bolsa de veludo bordeaux.

Os pormenores da conversa com a menina da loja são qualquer coisa (acrescentem um sotaque alentejano cerrado e imaginem):

Vizinha: Boa tarde. Eu tenho prolapso do útero e preciso dum pénis para o empurrar (se não sabe o que é eu explico: o cabrão do coiso está caindo). Foi recomendação do médico (é mesmo verdade, o médico disse-lhe que uma relaçãozita de vez em quando ajudava a resolver...o que eu aprendo com ela).

Empregada: Pois pois....e o médico disse o tamanho?

Vizinha: Olhe, por acaso não. Posso ver o que tem?

Empregada: Concerteza. Tem preferência na côr?

Vizinha: Côr? Há de côr? Esses são quê? XL?

Empregada: Hmmm...olhe, temos este modelo Deluxe...é o que tem mais saída. E vêm com pilhas incluídas.

Vizinha: Pilhas? Praque quero eu pilhas???? Isso não vem levantado?

And soion and soion...sei que saiu de lá com uma coisa assustadora e que, parece-me, a fez mudar de médico.

segunda-feira, março 21, 2005

Vocações

A minha vida assemelha-se a uma tourada. Um toca e foge permanente em que quero enfrentar a fera para, no fim, fugir dela. A metáfora aplica-se na perfeição à forma como enfrento as vocações e os desafios profissionais.

Quero arriscar e começo o toureio, espeto umas farpas mas rapidamente saio da arena com o coração pequenino, sem qualquer sabor a vitória. Porque não arrisquei o veredicto do público e tenho medo que, em vez de flores, bonés ou outros, saia uma vaia avassaladora.

Quando deixar de ter medo vou ter a coragem de lá voltar depois da actuação, e espreitar a arena...a ver o que restou!

sábado, março 19, 2005

Preguiça!

Ronha...

E depois, espera-me um fim-de-semana em paz, no meio duma serra com cheirinho a mar.

Até à volta!

quarta-feira, março 16, 2005

Bem...hummm...pois!

Pode-se rir?

(eles 'voltarem'...eles 'andem' aí)

:D

'Comentos'

Gone :(

Não faço a menor ideia de como nem porquê.

Já revirei esta bosta de trás p'ra frente e nada.

Fugiram, pronto!

Rir

Rir é dos melhores elixires de descompressão que conheço.
É difícil rir sem vontade senão impossível tornando-se assim, na generalidade, algo genuíno.

Já o sorriso treina-se, para que possa ser esboçado de tantas formas que, raras vezes, corresponderá àquilo que verdadeiramente representa: um bem-estar que se quer partilhar com quem o recebe.

Eu hoje acordei a rir!

segunda-feira, março 14, 2005

Nasceu uma Estrela...

Há 47 anos atrás. Brilha no céu, cheia de luz. Não me ilumina só a mim...duma forma altruísta, consciente que é do seu lugar no universo imenso, lança a luz por onde passa espalhando uma aura intensa e colorida em quem 'toca'.

Esta estrela, às vezes, brilha só para mim. Ou eu assim o creio, porque dela preciso e me alimento.

É!
A mais linda do firmamento, infinitimaizálem.

*

sábado, março 12, 2005

Fim da Era Negra!

Começo duma outra, que se espera verdejante de esperança. A condizer com a estação que aí vem.

Antecede o estio,
Prepara o corpo para o calor,
Explode em cores e cheiros,
Absorve-se, no ar, a vida renascida.

Em nós,
Que nos abrimos ao mundo,
Cheios de optimismo, vislumbrando conquistas, celebrando já vitórias vindouras.

É assim a Primavera! Avassaladora!


(e vivó Sporting, by the way)

Beija Mão

Será que este ritual, que me atrevo a chamar ridículo, persistirá por muito tempo?

Ocorreu-me que o Estado, às tantas, não é tão laico como pode parecer à primeira. Falta, apenas, o anel 'papal' na mão beijada!

(é...sou uma conservadora modernaça)

quinta-feira, março 10, 2005

Oportunidades

Vejo muita incompetência por aí. Vejo muito oportunismo também. Curiosamente, estes dois factos aparecem, não raras vezes, associados.

Ocorreu-me este considerando, depois de ver uma reportagem televisiva sobre os novos (e 'carreiristas') deputados da nossa magna Assembleia.

Alguns, novatos nestas andanças, até prometeram não 'ganhar barriga', durante o mandato que lhes foi atribuído para nos representar (pois...), durante os próximos 4 anos. Até eles, meu Deus, assumem funções na premissa (generalizada) que isto de ser deputado aumenta a possibilidade de atingir níveis de obesidade preocupantes, dada a falta de movimento físico-intelectual associada.

Até ouvi um ex-autarca afirmar que não trocou a Câmara onde estava pelo lugar no Parlamento para descansar. Prometeu mesmo, trabalhar...

Acho que tenho de ir ali, tomar um comprimido de optimismo. Depois volto...ou não!

terça-feira, março 08, 2005

A Sense of Goodsense

Eu sou uma pessoa sensata.
Eu sou 'aborrecidamente' sensata e sensaborona, feita de malabarismos permanentes entre a emoção e a razão (ganhando esta última a maioria das vezes), saltitando entre os extremos e negligenciando, compulsivamente, o meio termo.

É causa minha chegar ao equilíbrio entre uma e outra, deixando-as co-existir pacificamente num respeito sincero pelo espaço e tempo de cada uma, doseando-as nas medidas certas.

Isso levar-me-à, seguramente, à sensatez temperada, propositada e profícua.

Mainada!

quinta-feira, março 03, 2005

Post Lúdico

Corro.
Corro tanto que me espanto.
Pareço um desenho, animado pelo sonho de conseguir chegar lá.

(persegue-te uma noite extemporânea, porque é de dia Di. É mesmo, acredita)

Quando lá chego, esbaforida, percebo o vazio da conquista. Perdi o 'caminho', detida que estava na chegada ao destino. E é no caminho que se percorre e no prazer das surpresas encontradas, que reside a beleza que nos constrói.

Mas aprendi. Aliás, aprendo sempre.

terça-feira, março 01, 2005

Pena

Pena, pato
Pato, asa
Asa, vôo
Vôo, fuga
Fuga, queda
Queda, causa
Causa, luta
Luta, ganho
Ganho, lucro
Lucro, luxo
Luxo, sonho

Sonho...

Será?

Que uma pedra em plena rota de colisão comigo, for interceptada pela minha força interior através de um pensamento positivo cheio de optimismo, se transforma em pó?

Será?

domingo, fevereiro 27, 2005

Da Dor

Palavra pequena demais para o imenso sentimento que encerra.
Coisa ruim que consome.
Mergulhar nela.
Permanecer aí.
Não lhe fugir...

(não se lhe pode virar as costas porque ela não vai embora sem a coragem de a olhar de frente e, de novo, emergir...)

N.A.: lendo de forma rápida o título do post, a fonética transforma as duas palavras em 'dador'. Dá que pensar. A anulação do espaço entre elas transforma-as em algo altruísta e construtivo. Vou lembrar-me disto.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Aqui Sentada

Fico, invariavelmente, surpresa com aquilo que vou descobrindo de mim ao escrevinhar 'à rédea solta', como faço aqui sentada.

Não é o mesmo que pegar num papel e rascunhá-lo. No papel sobressai um lado meu de insconstância, que está aqui também, mas disfarçado de 'arial' ou 'times new roman' e que num manuscrito se evidencia pela irregularidade da caligrafia.
Sempre tive pena de não me conseguir definir através dela. A verdade é que, num paragráfo de três linhas, percorro quase todos os estilos que vêm nos manuais dedicados ao estudo da dita.
Digamos que, seria difícil a um 'profiler', daqueles que vemos nas séries norte-americanas, 'apanhar-me' por aí.

Aqui, nesta cadeira incómoda, frente a frente com um écran em que vejo surgir as vogais e consantes ao sabor do pensamento, juntas a tentar fazer sentido e sem a distração da forma, escrevo com a alma, sem ninguém ver!

Legalização do Aborto

A ideia de referendar a legalização do aborto ainda este ano, por parte do Bloco de Esquerda, como primeira reivindicação após a euforia da 'vitória' aritemética do x3, faz com que me apeteça 'colar' aqui um texto escrito por mim há um par d'anos e que traduz a minha posição quanto ao assunto:

Sou contra o aborto. Sem complacências. Como um dogma de fé, baseado no princípio da sacralização do direito à vida, que é aqui paradigmático. Só admito nesta questão o contra e o a favor, tout court. Tudo o que ultrapasse isto não resiste à análise.

A dificuldade dos argumentos:

Se alguém se dignar a ler o que acabei de escrever e, mais ainda, responder, irão os leitores perceber exactamente onde quero chegar...vão começar a discutir se deve existir penalização jurídica para as mulheres que o fazem (não disse 'praticam', palavra totalmente inapropriada porque induz a ideia de que é coisa de 'dia sim dia não' propositadamente, note-se), depois passarão para a discussão do nº de semanas do embrião/feto e a legitimidade baseada no tempo que decorre entre fecundação e o acto em si, depois falarão em eugenia, ou seja, no direito que assiste a qualquer pai/mãe ede ter um filho perfeitinho, etc, etc.

Quanto à despenalização, a única coisa que faz sentido que me lembro de ter ouvido foi isto:

Uma mãe que rouba comida para o filho faminto, no super-mercado da esquina, deve ser penalizada? Todos respondemos em coro_ claro que não! Deve-se então despenalizar o roubo?

Dr. Gentil Martins dixit, e eu concordo!

Quanto à eugenia, conto-vos aqui um segredo, que fará alguns de vós acordar para uma realidade difícil de suportar: nascer saudável é tudo menos ganhar um passaporte vitalício para o mundo dos ditos normais...acontece que até conheço casos em que, depois de um parto natural associado a um nado-vivo perfeitinho perfeitinho, se sucedem em catadupa situações que, fora do controlo de uma mãe de primeira viagem, terminam com sequelas permanentes para esse bébé, relembro, em tudo perfeitinho à nascença!

Já para não falar daquelas gravidezes perfeitas que terminam em partos de consequências desastrosas!

Desculpem este chorrilho de considerandos mas, se chegaram até aqui, algum interesse o tema vos desperta.

Finalizando, deixo aqui uma situação hipotética mas passível de acontecer, com o fito de vos fazer pensar sobre ela, e só: Imaginem uma mãe que, após uma amniocentese, descobre à 24ª semana (o resultado destes exames demora) estar à espera de um filho portador de trissomia 21, vulgo mongolismo. A lei permite a essa mulher recorrer ao aborto terapêutico até às 'tantas' semanas (penso que 24, não estou segura). Esse exame acarreta riscos, nomeadamente a possibilidade de desencadear um parto prematuro (ignorem por favor a falta de rigor técnico...concentrem-se antes no cerne da questão).
Se tal acontecer, pós exame, o médico que assistirá a grávida, agora parturiente, à chegada de uma qualquer maternidade fará, naturalmente, tudo o que estiver ao seu alcance para levar aquela gravidez a termo, certo? Para quê, pergunto eu? Para ganhar tempo, esperar pelo resultado do exame e se poder chegar à conclusão que, afinal, o bébé esperado vem com defeito e, como tal, não verá nunca chegará a ver a luz do dia porque assim escolherão muitos pais...!

Ou, ainda e no limite, o parto é mesmo desencadeado e a criança nasce, será enfiada numa incubadora, rodeada de todos os cuidados para que se apoie a díficil luta que terá de enfrentar pela sobrevivência, pouco provável. Mas ninguém lhe virará as costas porque a lei não permite, após o nascimento, deixar morrer.

É...só consigo aceitar os absolutamente contra e os absolutamente a favor.

Assuma-se isso e lute-se por aquilo em que se acredita. O resto, são círculos desenhados incessantemente, sem qualquer espécie de saída sensata e com poucas possibilidades de consensos.

Plim.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Rédea Solta!

Assustador...muiiiito assustador!

Pelo menos desta vez não haverá desculpas se, daqui a 4 anos, o país estiver de 'fio-dental'.

A ver!

domingo, fevereiro 20, 2005

São, precisamente, 12h e 56'

Dia D: dúvida, descrédito, desinteresse, desmoralização, distância, desorganização, dormência e desistência.

Mas, ao mesmo tempo: direito e dever.

Enfim, Dislates soltos da Di em Dia D'eleições!

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Memórias!

Em 'passeio' pela web detive-me nuns considerandos dum ilustre 'nick' sobre o aproveitamento político, em plena campanha eleitoral, da fé católica dos portugueses a propósito da morte da irmã Lúcia.

De repente, recordei-me do já longínquo ano de 1999, e de dois compinchas que tinham lugar cativo nos meios de comunicação, invariavelmente lado a lado, numa extrema e intensa comunhão de valores: o sempre simpático padre Victor Melícias e o afável e dialogante candidato a 1º ministro, António Guterres.

Lembram-se?

Eu cá sim...

Arrelias!

Esqueci-me de ver o resultado da votação.

Também me esqueci de ver o debate.

Ando desmemoriada, caramba!!!

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Definitivamente...

Nada mais me surpreende, nos media.

Hoje temos votação por telefone:

''Deve ou não ser beatificada a Irmã Lúcia?''

Se acha que sim, ligue 'x'
Se acha que não, ligue 'y'

Acho que também se pode votar por sms, mas não tenho a certeza.

O resultado é divulgado amanhã, provavelmente durante as exéquias, interrompendo-se a emissão especial das cerimónias fúnebres.

Mal posso esperar...

Como Se Fosse Preciso...

...este dia, para gritar que te amo!

*

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

O Melhor Amigo do Ser Humano

(viram a subtileza com que me desviei do género?)

Tenho em casa, temporariamente, um cachorro. É um canídeo especial, como especial é quem mo 'emprestou'.

Sempre achei que os animais domésticos são, invariavelmente, muito parecidos com os seus donos. Experimentação com trabalho de campo e pimba: comprova-se a teoria.

Os momentos que passamos juntos são deliciosos. Não há palavras entre nós, há sim sintonias e estados de espírito partilhados em plenitude. Ele percebe os meus silêncios e o mimo salta na hora certa. E é retribuído com um prazer incomensurável.

Só há um senão: não lhe disseram, as vezes suficientes, que ele é um cão. E às tantas esquece-se !

Pudesse eu e não o devolvia...

Gufi, és filho dum guerreiro e isso nota-se!

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Nota Mental

1. Não perder a entrevista da Constança Cunha e Sá ao Jerónimo de Sousa, hoje no Jornal Nacional...

2. Não perder as seguintes.

(ontem foi um arraso ao Louçã, hi hi hi)

Bacalhau com Todos

Constato que, tivesse eu baptizado o meu belogue com esse nome, ou até Cozido à Portuguesa, porque não, e teria o triplo de visitas oriundas do google...ah pois teria!

:D

As Portas e as Janelas

Diz-se que Deus fecha uma porta mas abre uma janela.

Detenho-me nisto e analiso: o que difere entre uma e outra, enquanto metáfora que encerra um significado para além da semântica?

- a porta é mais alta e mais larga e tem uma função específica, de passagem: ou se entra ou se sai. Pode ficar entreaberta, permitindo liberdade de movimentos ou dando a entender as boas vindas a quem chega;

- a janela abre-se com o propósito de deixar que o ar circule ou que o sol banhe o soalho. Se o tempo está frio ou chuvoso tende a permanecer fechada. Se, pelo contrário, o sol brilha e a temperatura é amena, escancara-se a dita e o mundo caseiro amplia-se.

Posto isto o que quererá dizer a frase em análise?

A minha interpretação é livre e cheia de subjectividade (redundância). Retiro dali uma mensagem fundamental:

'não te detenhas perante uma porta fechada. procura antes a janela. usa-a com uma mão cheia de intuição, racionalidade q.b. e uma pitada de risco. saindo pela janela, podes sempre dar a volta ao destino, chegar à porta fechada e descobrir, assim, que ela abre por fora...'

Di Dixit!

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Viagem

Estou, neste momento, em viagem para longe, para terras quentes e solarengas. Não fui de avião. Apanhei um (o) coração.

Viagem boa, esta.

Quando mergulhar naquele mar, azul, não vou sentir na pele a temperatura tépida das águas mas vou, seguramente, sentir a imensidão do seu poder.

As sensações partilham-se através do amor. E não há formas, nem espaços. E os cinco sentidos são 10, afinal.

É esta, seguramente, a felicidade suprema: partilhar uma alma intemporal.

*


terça-feira, fevereiro 01, 2005

Futebóis...

Pois é, parece que o meu Sporting não ganhou ao outro, das riscas verdibrancas.

Eu não vi o jogo, como é hábito. Pouco percebo de futebol, para além do facto de saber que há 22 jogadores em campo, 1 bola, 2 balizas, 1 árbitro e uma incógnita de fiscais de linha com umas bandeirinhas pequenitas, seja lá isso para o que for.

De qualquer maneira, resolvi pegar no tema porque me parece que o vírus 'confusionis desorientantis' se instalou no país, não só na poplítica mas em todos os sectores, incluíndo este, do desporto rei (rei, é como quem diz...ou será rei, mas assim pobrezinho, com um reino equivalente).

O Sporting mas o Outro, vai à frente do Campeonato (parece que agora se diz Liga, mas detesto essa palavra porque me lembra sempre casamento/dinheiro/leilão, cuja 'liga' não liga), depois o Porto perdeu com o que está no último lugar, depois o Benfica ganha jogo sim jogo não e parece que não são os mesmos jogadores, mesmo sendo (isto são coisas que ouço dizer), depois o nosso Sporting (nosso porque, pelo menos a Miss Pearls é cá das minhas e o Statler Marreta parece que também) joga, joga, joga e não ganha.

E isto lembra-me o Campeonato Eleitoral (ou Liga ou o raio), que continua a ser jogado, taco a taco, pelos outdoors espalhados pela cidade, que se respondem uns aos outros à velocidade da 'cola' (que, ninguém me tira da cabeça, é snifada antes do acto criativo).

Enfim, isto até me dá gozo, confesso! Ou não...

segunda-feira, janeiro 31, 2005

A Seca!

Há, pelo menos, 3 meses que não chove em Lisboa. Ouço dizer que a seca atinge todo o país, tirando um ou outro episódio esporádico de pluviosidade.

A tendência noticiosa é para a catástrofe, para o apocalipse, para o fim do mundo como o conhecemos.

(quando não há tsunamis há que fazer pela vida e um ênfasezito na desgraça, nem que a despropósito, dá um jeitaço).

Serve este intróito para afirmar, convictamente, que não acredito em fatalidades construídas para vender papel ou imagem. É prestar atenção e ouvir a populaça entrevistada pela comunicação social e desmonta-se rapidamente a 'tese da desertificação inevitável'. Há uns dias ouvia uma senhora de Mértola, duns 50 anos, a dizer que há pelo menos 100 anos que não via o leito do rio Guadiana tão baixo. Pois...

Eu gosto do nosso povo. Acho mesmo que nos dá, todos os dias, lições de como não ser.

O choradinho, o subsídiozinho, a culpa do Governo, o desemprego, a seca, os fogos, a chuva torrencial, um sem número de desgraças que nos tornam desgraçados.

Lembro-me que é esse mesmo povo que passa o ano todo a dizer que não tem nada. Vive na maior miséria...sobrevive. Depois dum fogo, duma seca, duma enxurrada, perde TUDO. Mas tudo o quê, afinal? As cabeças de gado, os pinheiros, os sobreiros, o mel, os pomares, os tractores, as vinhas...

Há quem deixe os animais morrerem à fome porque não há pasto. E comprar ração? Nem pensar. O subsídio paga a rês morta mas estoutra não paga.

E seguros? Que tal?

Ai o Fundo Social Europeu, tanto mal que nos fez.

Mas isto sou eu que digo...eu e as minhas perplexidades!

sábado, janeiro 29, 2005

A Campa(í)nha Eleitoral!

...devia tocar, em sinal de alarme, avisando a classe política para o descrédito nos candidatos a governo deste país, que a dita seguramente acentua.

A (falta de) qualidade dos outdoors é paradigmática.

Não sei quem são os 'iluminados' que lhes dão corpo, mas devem competir a ver quem escreve a maior parvoíce e quem ridiculariza mais o candidato que promove. Não era sequer necessário o acessório 'narigal' que lhes acrescentaram.

Os próprios conseguem 'passar a mensagem' de palhaço sem a essa ajuda visual, senão vejamos:

o Sócrates enfatiza o facto da língua inglesa passar a fazer parte do currículum do 1º Ciclo do ensino básico (uma medida urgentíssima, como se percebe);

o Santana diz que 'aomenos sabe quem é' ( inegavelmente, uma vantagem competitiva).
Esta última frase é um erro crasso de escrita. Querer-se-ia dizer que o eleitorado sabe quem ele é...mas aquilo saiu mal. Pois...

De facto, pior é (quase) impossível!

Estou expectante...


quarta-feira, janeiro 26, 2005

'Suquete' à Gato Fedorento!

(passou-se há uns dias, num concessionário da Mercedes, coisa fina, portanto)

Há, de facto, cada vez mais uma preocupação com o ambiente. Reparei que existia, à porta da entrada para o Stand, não um mas dois recipientes de lixo: um para papel, outrainda para plástico.
Assim estava escrito, em cada um deles, em letras garrafais.

Enquanto esperava a minha companhia, que tinha ido buscar um copo de água daqueles grátis, que as maquinetas 'vomitam' (coisa muito moderna e que há agora em qualquer estaminé), chega o empregado encarregue de despejar as tais lixeiras. Entratanto, regressa a companhia segurando na mão um belíssimo copo de plástico, já vazio. Avisado que foi da operação de recolha de lixo que se desenrolava, sugeri-lhe que esperasse para ver qual dos sacos de recolha deveria utilizar para o depositar.

Reparei então que apenas existia um. E que tudo era despejado para aí, levava um nó nas pontas e estava feito.

Não pude deixar de sorrir, lembrando-me que belo 'suquete' daqui sairia, aproveitado pelos Fedorentos...

Somos caricatos, ah pois somos, mas ao menos sabemo-lo!

:)

Há lugares assim...

Daqueles que nos arrebatam, nos suspendem a respiração, nos deixam atordoados com a beleza e serenidade com que a natureza os brinda.

É claro que o momento e a companhia fazem também a diferença.

Hoje estive num lugar assim. Por segundos quis que fosse meu, que tivesse a minha história. Não tem.
Construirei uma própria, um dia, talvez...

(hoje fiz um arco-íris)

domingo, janeiro 23, 2005

Cacarejar!

É o que me parece esta campanha eleitoral.

Uma coisa é certa, não há tradutores para essa onomatopeia e não percebo patavina das propostas ou, sequer, se as há.

Ah...ouvi hoje uma interrogação que juro, já me tinha ocorrido: quem é, afinal, o candidato a 1º ministro, proposto pelo PS? É o Vitorino, pois é?

Hummm...dúvidas e mais dúvidas!

(pode estar a passar-se outra coisa: Sócrates antecipa-se e prepara já a sua substituição, quando for convidado, a meio do mandato, para secretário geral da ONU, ou da NATO ou, até quem sabe, para Rei das Berlengas...)

sábado, janeiro 22, 2005

Concretizar Apologias.

Sou apologista da verdade, às vezes. Nem sempre.
Lá está, não me considero fundamentalista e, assim, é mais fácil fazer concessões.

Muitas vezes me insurgi com amigos e amigas que, sob o pretexto da 'frontalidade', me disseram 'verdades' que preferiria não conhecer. Carregadas de subjectividade que não descortinavam, impossibilitados que estariam de «desconstruir» aquilo que tinham eregido como dogma.

A verdade é para usar com parcimónia, pesando sempre os prós e contras de a escarrapachar na cara de alguém que não a pediu e cujo efeito pode ser devastador.

Eu acho que sou sensata...
E ainda bem :)


quinta-feira, janeiro 20, 2005

TuDinada

Oraqui está um belo nome para um belogue!

Tudinada...

Um dia crio outro, quando este avariar...mais Dia menos Dia!!!

(quem me conhece perceberá as maiúsculas, ah pois perceberá...)

:)

Nota de Rodapé: a evolução levou-me, antes, do nada para o tudo, mas a ordem dos factores é arbitrária, porque sim.

Mariquice, Dona Alice!

Mesmo agora, ouvi esta expressão e sorri.
Sorri porque se aplica que nem uma luva à minha realidade.

A Alice é a minha empregada doméstica há 9 anos. Veio para cá quando nasceu o Martim, o tal filho do meio que inventa 'paralisias das mãos', perante um cenário que apresente mais do que 3 páginas de TPC.

A minha Alice, como lhe chamo, é um doce de mulher. Tem vantagens, isso. E inconvenientes. O principal dos segundos é persistir em telefonar-me quando é preciso dar um 'ralhete' a qualquer dos três pimpolhos que a manipulam todos os dias. É incapaz de se zangar. Esse papel será meu, pensa: ela que ralhe, que eu só distribuo mimo.

A minha Alice é, de facto, uma mariquice!!!

(não é fácil estar no meio duma reunião de trabalho, atendê-la, e ter de consolá-la e descansá-la porque um dos garotos tem mais de 38,5º de febre...males menores, perante tão grande coração)

Se?

S. Pedro não fosse um homem do marketing, não haveria hoje cristianismo!

Mas haveria pedrismo, seguramente...


Crescer...

A verdade é que, quando era pequenina, a imaginação era uma arma poderosa contra o tédio. Conseguia ser uma princesa das arábias, uma heroína da BD, um animal qualquer (normalmente, escolhia encarnar um caracol), ou até uma estrela do canto.

Fazia teatros em frente ao espelho para poder assistir e protagonizar em simultâneo. E corria bem (caracterização incluída porque levava aquilo a sério).

Hoje lembrei-me disso e pensei que crescer pode ser castrador dessa liberdade de imaginar cenários que nos transportam longe, desenhados minuciosamente a gosto, com a preocupação presente de 'reparar' quotidianos rotineiros e sem sentido.

Depois descobri que a maturidade que advém dos anos acumulados só traz ganhos. Está lá a capacidade de 'efabular'. Está lá mais ainda: a capacidade de, olhando para trás, melhorar as 'estórias' da nossa infância, arrumando matérias através dum 'faz-de-conta' que sabemos que é, mas que não deixa de ser delicioso.

Experimentem deixar-se ir...é maravilhosa a viagem mental que se concretiza na imaginação.

Crescer, olhar de frente a realidade, é fundamental. Pintá-la com as cores do arco-íris também.

!!!

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Depois de Dias de Semifrio

Hoje foi um dia Quase Quente (sendo que quase, é maneira de dizer).

O Inverno nem me atormenta, porque é imediatamente anterior à minha estação favorita, a Primavera, e já deixa antecipar dias que lhe trazem o sabor.

Hoje foi um deles. Em Lisboa cheirou a sol e flores, a passarada doida, um chilrear desenfreado.

Ou então não, e foi a minha cabeça (coração?) que me atraiçoou.
Traição boa, esta...hummmm!

(eu sei, eu sei, a seca e isso tudo. Mas tenho esta teoria: a chover, que chova pralém dos limites da cidade. Aqui dentro, a chuva não faz falta nenhuma)


domingo, janeiro 16, 2005

A Notícia na Blogosfera!

Foi com surpresa que constatei a repercussão da notícia escrita e publicada por um dos meus blogs de visita diária obrigatória, o Random Precision, sobre o Director Nacional da P.S.P., Branquinho Lobo, e a imoralidade que consiste a situação à volta da sua nomeação para o cargo, depois de ter sido reformado por incapacidade.

Sabendo que os 'verdadeiros' jornalistas fazem incursões diárias na blogosfera à caça de informação, não deixa de ser curioso que a qualidade das notícias por eles escritas fique bastante aquém.

É o que me parece a mim, leitora exigente de meia dúzia de pasquins, cada vez mais substituidos por 'artigos bloguísticos'.

Parabéns Luis.


sábado, janeiro 15, 2005

City of Angels

Um filme soberbo.
Ontem revi-o, na companhia certa.

Ontem foi uma noite estranha.
Tinha tudo para ser maravilhosa mas não foi. Ou até foi. Foi.

Às vezes, os acontecimentos surpreendem-nos, atazanam-nos e, depois, até fazem sentido. Servem-nos clarividência e esperança, sem que nos apercebamos logo.

Também eu acredito em novos começos, sempre!

(o que aqui falta foi guardado no coração)

:)

Rezas!

Todas as noites, antes de me deixar entrar no sono reparador, faço um último esforço de concentração e avalio o meu dia. Depois, dependendo do sentimento que isso me provoca, sossego ou agito-me.

Poucas vezes perco o sono, o que será um bom sinal.
Ontem perdi-o.

Faço sempre juízos de valor sobre as minhas atitudes. Essa auto-análise transforma-se, rapidamente, em arrependimentos vs 'promessas' de melhoramento futuro.

Queria saber se isto também é rezar!

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Resto, nada!

Não era hoje um dia de palavras,
Intenções de poemas ou discursos,
Nem qualquer dos caminhos era o nosso,
A definir-nos bastava um acto só,
E já que nas palavras não me safo,
Diz tu, silêncio, o que não posso.

José Saramago

Durmam o sono dos justos...

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Factóides...

É só assim que me ocorre classificar este burburinho à volta do Morais Sarmento e da viagem a S. Tomé.
Só me vem à ideia o então presidente da república Mário, a banhos nas Seichelles, há uns anitos, numa também pretensa visita de estado. Correu todos os canais televisivos e as pessoas acharam 'amoroso', vê-lo a divertir-se.

Politiquices da tanga.
Critiquem o que é, de facto, criticável. Infelizmente nem faltam assuntos, parece-me!

terça-feira, janeiro 11, 2005

Ir Fundo nas Coisas!

A perspectiva duma vida feliz ao lado doutra pessoa sempre me soou a utopia (reparem na subtileza com que enfatizo a palavra 'vida', fazendo-a sobressair no texto com um 'negrito').

Acreditei sempre em momentos felizes, outros remediadamente harmoniosos e outros ainda de pura '(s)aturação'. Em resumo, os príncipes encantados eram todos 'verdes' e nem o beijo lhes mudava a cor.

A vida continua a ensinar-me coisas giras, todos os dias. Hoje aprendi esta:

1. Ainda bem que havendo príncipes, são 'verdes' (pelo menos têm a cor do meu Sporting);

2. Descobri que 'nem tanto ao mar nem tanto à terra' e que, no meio das minhas pretensas certezas afinal encontro dúvidas sãs (tanto por descobrir);

3. Os momentos felizes não significariam nada se, antes e depois, não houvesse a tristeza profunda que nos faz reconhecer nos primeiros a razão de viver;

4. A paz que tanto procuramos está, tão só, na possibilidade de olhar uma estrela e conseguir 'ouvi-la'. Cada uma tem um segredo que sussura as soluções do momento. Haja atenção e ouça-se. E que se aprenda;

5. Odeio o número 5 e não como(ia) azeitonas ímpares, com excepção aberta para 11 ou 9. Vejam isto, vou acabar esta dissertação com cinco pontitos. E até de elevador arrisco a viagem, sozinha.


Isto sim, é evoluir...devagarinho, para não tropeçar.

:)



segunda-feira, janeiro 10, 2005

Even Angels Fall

O meu pequenote melhorou, pelo menos aos meus olhos.
(amanhã saberei se a minha opinião coincide com a do phisico que o observará)

Quando fui mãe a primeira vez, em 1988 (eu própria uma infantilóide), apanhei um susto daqueles.
Percebi, naquela fracção de segundo que leva o encontro de olhares entre o que acabou de sair de nós e a progenitora aliviada, que deixei de ser o centro do meu mundo.

Do bem estar daquele ser minúsculo, esbracejante e irrequieto, dependia a partir dali, a minha serenidade.

Depois fui mãe d'outro e ainda d'outro. Achei que foi tudo muito menos dramático e asfixiante, com estes seguintes.

Os filhos 'a seguir', como eu lhes chamo, criam um ambiente de descontracção e aliviam angústias. Deveria ser um processo cumulativo de preocupação (no meu caso x3), mas não é. É antes um divergir de atenção que só beneficia o, até então, 'filho único', muitas vezes cilindrado no processo obsessivo do amor parental.

Hoje, em vésperas de consulta neurológica de avaliação das possíveis sequelas deste episódio de perturbação, deveria estar muito preocupada com o veredicto.

Hélas, não tive tempo. Tive, em vez disso, de fazer charadas aritméticas com o do meio, até há pouco, salvando-o dum raspanete da Prof. Lu, amanhã.

É muito bom ser mãe duma catrafezada de filhos. Todos têm lugar e todos me salvam da antecipação de problemas, às vezes tão despropositada quanto desnecessária.

Amanhã logo se vê...hoje reinou o Martim e as contas com números decimais e reduções e essas coisas.

Boas noites!!!

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Volto mais tarde...

Quando as coisas estiverem resolvidas. Entretanto, cada vez que me visitarem, lembrem-se do Henrique e puxem por ele.

:)

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Dias Difíceis de 2005 e as Lições de Fé

O ano começa, para mim, da pior das maneiras. Correndo o risco de exposição, tão inusitada quanto despropositada, num sítio como um belogue que se pretende cheio de trivialidades, escrevo estas linhas numa absoluta necessidade de partilha, que mais não é do que um exorcismo de demónios. Os meus, que atacaram da pior forma nestes últimos 3 dias.

Tenho 3 filhos.
Lindos, com a imodéstia a que tenho direito.

O mais pequenino, de 5 anos, resolveu pregar-me um susto daqueles, que originou dois dias de hospital com diagnóstico reservado. Que passou, hoje, a este: gripe do cerebelo, depois de tac's e exames atrás de exames, todos inconclusivos.

Mães e pais que por aqui pululam, se me lerem, ficam a saber que isto existe, mesmo. E cujos sintomas, do mais assustador, se tudo correr bem desaparecem. Entretanto, passam alguns dias em que o equilíbrio se vai, os vómitos são mais que muitos e a tristeza se instala de forma avassaladora (suspiro e prostração).

Passou. Parece.
Até ao próximo susto cuja dimensão só quem passa por isto da mater(pater)nidade alcança.

Ufa!!!

segunda-feira, janeiro 03, 2005

A Educação ou a Saúde

Sempre me debati com esta dúvida, em país de merceeiros, em que as contas são feitas sacando do lápis, oblíquo e em equilíbrio instável, na orelha dum qualquer Sr. Manuel (se repararem, quase todos os merceeiros são Manuéis, ou é da zona onde vivo...).

Tanto me aparece como certa a prioridade saúde como, de repente, percebo que uma não chega lá sem a educação. É um dilema parecido com o do 'ovo e da galinha'.

São ambas importantíssimas, sem qualquer tipo de dúvida. Mas parece-me que a negligência a que têm sido votadas, nestas últimas legislaturas, tem sido directamente proporcional.

Sendassim:

voto, nas legislativas extemporâneas de 20 de Fevereiro p.f., em quem apresentar, para ambas, um programa de medidas concretas e exequíveis e, last but not least, quem me disser que se está a borrifar para os outros ministérios, empenhando tudo o que houver em aérios no nosso parco orçamento, nestas duas fontes de desenvolvimento sustentado dum país que, pobrezinho, investe na sustentação dum futuro melhor.

Mais tarde, agarre-se o resto. Quando estes dois sectores corresponderem.

Fico à espera de notícias...

E não chegará?

A exploração da notícia trágica já enjoa.

Estou solidária com as vítimas na Ásia e em todo o mundo, como estamos todos. Mas diz-me o bom-senso que 'enough is enough'. No zapping costumeiro da hora noticosa enjoei o excesso.
Haja tino e mude-se o disco.

Ora bolas...

domingo, janeiro 02, 2005

Pensando bem...

Haverá poucos prazeres maiores do que ler um bom livro a degustar, em simultâneo, uma barra de chocolate de laranja crocante.

Obrigada a quem me deu ambos.

A minha relação com os livros é parecida com a que tenho com o chocolate. É ávida e meio desregrada.

Começo agora a aprender a saborear ambos, com delicadeza e sem pressa de acabar. Descobri que o prazer está nisso mesmo, no caminho que se percorre e não no 'fim-da-linha'.


sábado, janeiro 01, 2005

A Conseguir em 2005:

(e já agora em 2006 e 7 e 8 e 9 e por aí fora...)

Ser uma pessoa forte sem deixar de ser sensível; ser arrojada com sensatez; conseguir multiplicar harmonias de mim para os outros e vice versa; exponenciar o amor 'universal' e dirigido.

Quero ser uma mulher 'inteira', mais evoluída e equilibrada.
Quero deixar de ter medo.
Corrigo: quero ter medo e conseguir vencê-lo.

E isto são generalidades que depois, em privado, vou aprofundar...




quinta-feira, dezembro 30, 2004

Os Belogues e Eu!

Tenho de vos confessar, sou 'belogodependente'. Espero com avidez o momento em que, no remanso do lar, depois de um dia de labuta chata, me dedico ao prazer da leitura. Percorro alguns blogs religiosamente, uns para me informar, outros para me rir e outros, ainda, pelo simples prazer que me dá a leitura de 'escritos' com rigor, aliados a um sentido de oportunidade fantástico. Substituem uma das minhas leituras favoritas, as crónicas. Acho mesmo que somos um país de cronistas/belogueiros.


Encontro coisas fantásticas, nos meus passeios pela blogoesfera.
A Miss Pearls, do xanelcinco, é exemplo disso. Descobri-a há pouco tempo e já não passo sem 'passar' por lá.

Agradeço o facto de alimentarem com condimento os meus momentos de laser, plantando em mim um sorriso, invariavelmente, dia após dia!

Nunca desapareçam. Ia ser tão aborrecido deixar de vos ter aí.

Marretas
Guarda-factos
Relógio Parado
Tasca da Cultura
The Old Man
Blogame Mucho
Pano do Pó
Sob a Estrela do Norte
Aviz
Abrupto
O Acidental
A zazie e a extinta Janela (shuif)
RandomPrecision (vão visitá-lo...dá cartas na acutilância da crítica)
Blogantes
O Mundo à Janela (parabéns Sara)
Os Degraus de Laura
Vareta funda

Entre outros, que não serão visita diária mas serão, esporadicamente, devorados com equivalente prazer.

Estamos no fim de mais um ano, no início de outro novinho em folha. Que o que se inicia seja tão bom ou melhor do que o que agora finda. Cheio de surpresas boas como as que tive, este ano, por aqui pelas ondas hertezianas (e noutras, que também me encheram de fé...)

Sejam muito felizes em 2005 e é uma ordem.

Beijos Muitos!

Di

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Os Embaixadores também são FP, ora...

E, 'portantus', estão de férias. Não se lhes pode exigir horas extemporâneas (ninguém se lembraria de ter de interromper a época natalícia, só por causa dum tsunami ou isso), a não ser que pagassem muito bem as horas extraordinárias. Ah pois, que isto da escravatura até já acabou e nós, os portugueses arrogamo-nos da presunção da responsabilidade, senão da abolição 'tout'court', pelo menos do início do seu fim.

Pronto, Senhor Embaixador de Portugal na Tailândia, acabe lá as 'filhós' e o Bolo Rei com calma. Eles, os pacóvios dos portugueses ricaços nas Phi Phi (lesse pipi e não fifi, note-se), podem esperar. E, se não puderem, olhem...que apanhem um táxi. Oh isso!

Mainada!

(quanto ao título e à explicação do significado de FP, deixo ao V. critério...sim porque as siglas, tal como o Natal, são o que o Homem quiser)

Intriga-me isto:

Como diabo vêm aqui parar visitantes através de blogs originários de locais tão longínquos quanto Viña del Mar (estância balnear nos arredores de Santiago...sim, esse, do Chile), de Baltimore, USA ou até, imagine-se, de España.

Coisa estranha, esta...

Exercício de Escapatória!

Às vezes ouço coisas (verdades) do além.

Convém-me pensar que são do lado de lá, para não lhes dar a importância devida.

Depois, num exercício de honestidade momentânea, admito a sua proveniência real. O meu íntimo, âmago, fundo, o que for, reconhece a sua pertinência e importância. Coisas que estão por resolver e cuja solução me atormenta.

Aí, não tenho outro remédio senão perceber que é lá, no íntimo, no âmago, no fundo, no que for, que reside a solução, também.

Que coisa estranha esta, de recusar a análise, sabendo eu tão bem que a avestruz tem um cérebro mais pequeno do que uma ervilha. O que será uma vantagem, por reduzir substancialmente as hipóteses de estados depressivos e consequentes colites ulcerosas ou até úlceras nervosas. Mas que a obriga àquela posição desconfortável de 'bunda' pró ar, sujeita a improprérios de quem a apanhe assim, virada para o 'infinito'.

Vendo bem as coisas, fiz bem em começar a terapia neuronal.
Daqui as tempos, os meus neurónios vão poder competir em qualquer concurso de beleza. Vão ver...pahs.

(até lá, tenho de perceber que um táxi é um táxi e que é pouco ameaçador da minha integridade física)

terça-feira, dezembro 28, 2004

Zi

Faz anos hoje.
Quero que saiba, hoje e sempre, o quanto é importante na minha vida. Irmã e não prima, como o destino quis que fosse. Ela sabe disto, mas nunca é demais afirmá-lo.

Zi, um beijo do tamanho do mundo.
Parabéns!

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Os Porques sem Circunflexo!

Porque a natureza é assim, lixada. Porque dá e tira. Porque às vezes se rebela.

De qualquer maneira, é avassaladora a destruição e assustadora a inépcia de todos nós perante os fenómenos naturais.

Aprendamos que somos nada e somos tudo.

E agora, partilho convosco uma receita de perú que me deu a minha amiga Alex, vulgo Aurora, que é 'avariada' dos miolos como eu e é por isso que eu a 'amozia'!

Gééééémea!

:)

RECEITA DE PERÚ

Por estar a aproximar-se o Natal aqui vai uma receita a propósito.

PERU COM WHISKEY

Ingredientes:
01 Garrafa de Whisky (do BOM, é claro )
01 Peru de aproximadamente 5Kg
Sal a gosto
Pimenta a gosto
350 Ml de azeite
500 Gr de bacon em fatias
Modo de preparar:
Envolver o peru no bacon, e tempera-lo com sal e pimenta.
Massajá-lo com azeite.
Pré aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
Servir-se de uma dose (bem aviada) de Whisky enquanto espera..
Colocar o peru numa assadeira.
Sirva-se de mais umas duas doses de Whisky.
Axustar o terbostato na marca 3, e, debois de uns 20 binutos,
mudar
para
assassinar, digo assar a ave.

Derrubar uma dose de uichhhhquey.(pela goela abaixo., é claro).
Debois de beia hora, avrir a berda da borta e gontrolar a
asssadura do pato.
Begar a garrava de vuissssc e emborcar outra dose.
Depois de beia hora, cambalear até o vorno, abrir a porra da borta e enfiá-la no beru, digo virar a ave ao gondrário.
Queimar a mão ao vechar a porra da borta do vorno, e dizer um balavrão do caraio!
Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooootra dose boua de
uisssgue.
Cozer (?), gosturar (?), gozinhar (?), sei lá, fonixxxx, danto
fazz, o beru.
Deixar o filho da puta no vorno por umas 04 horas. Tentar retirar a berda do beru.
Mandar mais umas boas doses de vvuiiiiisscc para dentro (da goela,
claro).

Dendar dovamente dirar o sacana do beru do vorno, porque na
primeira dendadiva dãããõooo deeeeeuuuu.
Pegar o beru que gaiu, e, enxugar o filho da p... com o bano de lavar u jão e gologa-lo numa pandeja ou em qualquer outra borra, bois avinal, você nem gossssssssssta muito dezza bosta.
Bronto, já dddá!
PS.: Não vale vumitá no vrango, caraio.


(esta receita já me tinha sido dada pelo Pêndulo mas eu aí pensei que ele estivesse com os copos...e assim...lol...prontes)

:)

domingo, dezembro 26, 2004

Coragem!

É precisa, para ver (ou querer ver) as cores verdadeiras, por detrás da palete infinita de tons que nos aparecem, inebriantes.

Muito cuidado e atenção. Olhar sem ver e escolher a cor sem tino não vale porque é enganador e até pernicioso, quando pretendemos que nos saia das mãos uma 'obra', senão de arte, pelo menos cheia de verdade.

Podemos escolher um colorido cheio de nuances. Podemos derrapar nos garridos, agarrar-nos aos tons pálidos, fugir dos berrantes. É sempre uma questão de escolha, a cor que se constrói. Que seja, preferiencialmente, uma escolha lúcida, ponderada, para que o 'quadro' pintado não saia bonito, mas vazio de conteúdo. Que seja uma amálgama de cores escolhidas a dedo, mas harmoniosas e com sentido. Que não choquem umas nas outras e antes que se completem.

Que, no fim, a soma das cores seja maior que a palete com que começámos. Que o resultado final nos transmita, mais do que uma linda tela, uma resenha duma história com princípio, meio e fim.

Que consiga, mais do que tudo, perpetuar um momento, um sentimento, um sentido.

Que quem a criou goste mais do resultado do que qualquer outro que o aprecie.

Que eu consiga um dia, pintar o que me vai na alma, sem esborratar tudo, no fim...

(é isto que eu vou aprendendo, devagar...)

trim trim...tocou o telefone e vou atender, porque sim...

:)


E pronto!

Cá estamos de volta, desde há 4 kg atrás...

Que coisa!


sexta-feira, dezembro 24, 2004

O meu Perú é uma Perua!

Descobri isso porque, que eu saiba, um peru não vem com ovos lá dentro. Ah pois.

E gaja que é gaja (seja perua ou galinha), não vai para a mesa da consoada sem um cinto de ligas vermelho. Foi o que lhe arranjei.

Para além de comestível vai muito mais apresentável.

Vivó Natal.

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Prestar Atenção!

Eu sou uma distraída atenta. Até pode parecer paradoxal mas não é...sou selectiva na distracção. E costumo prestar atenção a pormenores que escapam à maioria.

Exemplo: não sei como se chama a pessoa que acabaram de me apresentar, mas sei, de certezinha, a côr dos olhos e se rói as unhas. Sei se vai mais de uma vez por mês ao cabeleireiro ou ao barbeiro. Pelo cheiro, distingo a personalidade, forte ou moldável.

De resto, acho que é nos detalhes que encontramos a verdade das coisas. No ponto mais pequenino duma tela onde, rascunhado, se encontra o autor, pormenor fora da arte mas que regista a criatividade, com uma assinatura.

É na escolha dos ingredientes certos que reside o segredo da receita.

Deliciem-se neste Natal com Queijo do Céu, Rabanadas, Fatias Douradas, Broas de Mel, Bolo Rei, e isso tudo...

E estejam atentos...prestem atenção aos pormenores, por menores que vos pareçam.

Feliz Natal!

Di

quarta-feira, dezembro 22, 2004

40º Natal sem contar com um dentro do útero materno...

Pus-me a pensar e acho que tenho, não 40 anos mas 41. Pelas minhas contas, terei sido concebida lá para Outubro de 1963. Existi nesse natal, embrionária e quentinha. Desejada acho que fui, embora extemporânea tendo em conta que tenho um irmão com menos de 13 meses de difererença (é...aquela história tão sixtys de que, amamentando, não se engravidava).

De qualquer maneira, hoje dia 22 de Dezembro, afirmo com segurança que será um dos melhores natais de sempre. Estou feliz, serena e em paz.

:)

terça-feira, dezembro 21, 2004

A propósito de nada!

..., declaro sob minha honra que, a partir deste momento, vou passar a prestar mais atenção aos pormenores das coisas corriqueiras e (aparentemente) destituidas de interesse. É que se descobre cada coisa a observar os transeuntes, as montras duma loja chinesa, ou mesmo os compradores de bolo-rei.

Atentos ao movimento duma qualquer pastelaria, pode fazer-se a resenha do momento que vivemos e a solidão que nos acompanha.

Hoje vi à venda mini bolo-rei. E vi um senhor encomendar um, às fatias. Lembrei-me que, mesmo assim, em dose única, aquela pessoa rejeitou a solidão, ao solicitar que o 'bocadinho' fosse partilhável, em partes iguais. O segredo está em multiplicar, em vez de dividir...sábio, aquele velhote!

Feliz quem sabe!

Eu vou aprendendo...

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Circunstâncias Felizes!

Há coisas do arco da velha. Haja velha, e arco.

Um dia achei que tinha chegado o fim. Há uns 4 anos atrás, sentada no sofá, da minha casa. Era (será ainda mas já não minha) uma casa soalheira e ampla, ali aos Anjos, perto da Embaixada de Itália.

Antes de prosseguir o assunto que me levou a abrir este post, confesso aqui, publicamente, que uma vez arranquei o retrovisor do VW Golf da 'ministra' italiana (para quem não domina a língua de César, 'ministra'=embaixadora), numa manobra pouco hábil ao volante do meu pópó. Como pessoa honesta que sou, perdi uma manhã inteira na Embaixada a explicar isso, a uma cambada de italianos (por acaso lindos de morrer), que não percebiam patavina do que lhes dizia.

Essa casa é mágica e doeu-me muito vendê-la.

Um dia, acho que por excesso de amor à dita, fiquei impossibilitada de sair dela. Nem por nada transpunha a porta, que me separava do resto do mundo. Deixei de conseguir trabalhar, de ir às compras, de passear, enfim, reduzi-me aos 130 m2 de área útil, excluindo um jardim lindo de calçada portuguesa, com um frondoso limoeiro que me dava a sombra e que me acolhia quando precisava de luz natural.

Podia ser uma situação romântica, mas não. O diagnóstico adiantado foi tudo menos doce: síndrome de pânico.

Tratável, disse o psi. Acreditei.

Já lá vão 4 anos, consegui sair e voltar a trabalhar. Consegui até vender essa casa e mudar-me para um bairro melhor. O síndrome, esse malandro, persistiu até hoje, mais ou menos camuflado.

A parte boa: acredito que é agora que o mando pastar...ó se mando!

Vão ver, pahs!

Deve ser por estar feliz...

:)

domingo, dezembro 19, 2004

E se, de repente...

O seu PC lhe oferecer flores? Isso é SPAM...

(actualização de um jingle publicitário, muito em voga há uns anos atrás...)

Plim!

Apelo Sério!

Sub-título: Politiquices!

Falar de política é aborrecidíssimo.
Com o aproximar das eleições o tema é recorrente mas nem por isso excitante.

A pergunta: em quem vais votar (reparem que é questionado 'quem' e não 'que partido'), deixa-me sempre num misto de perplexidade e irritação, talvez porque, em rigor, não faça a mais pequena ideia da resposta...e não votar, ou votar nulo/branco, não são hipóteses a considerar.

Sendo assim, faço um apelo: podiam ajudar-me fazendo aqui uma 'mini-campanha eleitoral personalizada', que me ajudasse a decidir.

Antecipadamente agradecida,

Di

sábado, dezembro 18, 2004

O Sol de Inverno!

É estranho, o sol de inverno. Está lá mas não aquece, ou aquece pouco.
Estabeleço muitas vezes paralelismos, que têm tanto de disparatado como de surpreendente.

O sol de Inverno lembra-me o meu périplo por terras nórdicas e os bolos das pastelarias. Nunca são arrumados, como cá, a 'monte'. Estão acondicionados com arte, suculentos à vista, cheios de cor. Depois, tentação...pede-se um, trinca-se e bolas. Bolos sem açucar são como amor sem mimo.

Percebi que o sol de Inverno não tem a força que se esperaria dele e é quase fraudulento. Devia ser multado, cada vez que aparece no céu, cheio de luz, mas sem calor. É enganador, este sol, tal como os bolos suecos cheios de cor mas sem mimo, engano do paladar que não merece desilusão assim...

Quero o Verão de volta, e já...

(mais a mais vem aí o Natal e isso chateia-me...)

Infomaníaca!

Chamaram-me isto, outro dia.

Antes infomaníaca que cleptomaníaca!

Ora...



A Espada Era a Lei!

Pois, hoje é que foi...

Almofadei o chão e tudo, não vá cair redonda (sugestão dum leitor preocupado com a 'blogueira'), quando descobrir que não são 3, mas praí 10, os leitores deste humilde cantinho blogoesférico.

Tungas!

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Não deixa de ser curioso, isto...

Estive uma semana sem internet e sem telefone, ou vice-versa. A PT, no seu melhor, demorou todo esse tempo a tentar unir os dois cabos que me privavam do acesso às telecomunicações. Eu vi, juro, o emaranhado de fios que me separaram do serviço durante 7 longos dias, enquanto os operários se contorciam em dúvidas sobre qual juntar a qual. Caricato.

Depois, restabelecido o serviço, venho aqui a 'casa' na tentativa de actualizar a escrita e pimba: blog totalmente desformatado. Impossível escrever, depois duma demora inusitada a abrir o estaminé (ainda me ocorreu que tivesse trocado a 'chave') .

Bom, pensei em desistir, mais uma vez. Relembro que a minha anterior aventura 'bloguística' acabou assim, frustrada numa qualquer 'mal-function' ainda hoje ininteligível.

Mas ná...hoje, miraculosamente, para além da página abrir rapidamente, está tudinho nos conformes. Só para me contrariar porque, no fundo, descansava-me a desinspiração o facto de não conseguir escrever por responsabilidade imputável ao Sr. Bolgger, esse malandro. Hoje não havia desculpa e debito estas linhas, desconexas e ausentes de interesse, para além do relato factual da justificação da ausência.

Olhem, menos mal, pelo menos tema não me faltou. Amanhã é que é pior...

Bem hajam pela paciência, ó 3 leitores assíduos :)

domingo, dezembro 05, 2004

Comoção e a Vergonha!

Sempre me perguntei porque terei vergonha de me comover.
Fui assim desde criança.
Via um filme e tinha vontade de chorar mas comovia-me em absoluto disfarce. Nunca me viram uma lágrima porque as entalava na garganta e não lhes permitia exposição.

Aprendi canto gregoriano durante uns anos e às vezes cantávamos em público. Era solista. A minha professora Helena vaticinava-me um futuro brilhante, nisto do canto. Mas, em dia de espectáculo, era só olhar para a audiência e ver a minha mãe lá, comovida com o meu dom, para querer fugir dali a sete pés.

É um caso para levar ao meu futuro terapeuta, que me explicará porque raio não consigo comoções públicas. Nem sequer suportar as dos outros, desde que relacionadas comigo...

Coisas...

Gula!

Comer uma caixa inteira de 'mon-cherrie' é isso?

Se é, mea culpa. Gulei-me toda!

:)

sábado, dezembro 04, 2004

Create...

Ordem expressa aqui do Sr. Belogue, quando abro esta coisa.

Umas vezes mando-o 'pastar' e recuso o cumprimento. Outras, compelida por um sentimento de obediência cega, sigo as instruções. E publico.

Resenha de 2,5 dias em Terras do Sempre:

Noite escura, mar revolto. Penumbra sobre um oceano cinzento, de ondas sincronizadas furando o nevoeiro. Farol alerta, estrela do norte e paz interior. Felicidade por estar perante um espectáculo da natureza, nunca igual e sempre fascinante.

Dormir com o som das ondas entrando pela fresta, deixada propositadamente para que não se perca nem um segundo de sintonia com a maresia .

Menina do Mar, fui eu, aquelas noites.

Depois, percepção de um futuro, risonho. É possível ser feliz, tirando partido de momentos como estes, dados de mão beijada a quem estiver com atenção. Não é preciso nada a não ser os 5 sentidos mais um, o tal 6º, que faz a resenha dos outros e acrescenta a mais valia, a diferença.

Venho renovada, cheia de vida, na certeza de que, mais dia menos dia, vou ser absolutamente feliz, nos intervalos da distracção a que o quotidiano me obriga.

Música de fundo: In My Secret Live - Leonard Cohen

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Sexta-feira Volto!

Até lá, fiquem bem e não se esqueçam:

ólueis luquéte debráite sáidov laive!

Bye nicks! E não façam nada que vos maçe (dada a falta de perspicácia de alguns leitores, relembro que o 'ç' é um exercício humorístico e não um erro de palmatória) e façam tudo o que vos der prazer...

Ámen!