sexta-feira, junho 19, 2015
Curriqueirices
Das coisas mais deprimentes na vida, digo eu (pois, redundante, se escrevo estas palavras), é abrir um blogue velho e perceber que tudo o que contém são coisas curriqueiras, sem interesse nenhum e, mesmo assim, ainda não o fechei (em bom rigor, fi-lo, uma vez, mas infelizmente voltei)
quarta-feira, maio 27, 2015
Pois que, e tal...
Desapareci.
Muitas coisas más e assim.
Deixo-me estar, por aqui ou por ali, mas lendo...lendo o que faz parte deste meu mundo blogosférico que sinto meu pela longevidade que conto, pela idade provecta que me assiste.
Mais de resto, não me apetece explorar palavras. Mais de resto vou-vos lendo, Sim, vós sabeis quem são.
Então, e assim, e beijos, e desculpem o "e assim", que sei que é coisa horrorosa.
Desapareci.
Muitas coisas más e assim.
Deixo-me estar, por aqui ou por ali, mas lendo...lendo o que faz parte deste meu mundo blogosférico que sinto meu pela longevidade que conto, pela idade provecta que me assiste.
Mais de resto, não me apetece explorar palavras. Mais de resto vou-vos lendo, Sim, vós sabeis quem são.
Então, e assim, e beijos, e desculpem o "e assim", que sei que é coisa horrorosa.
quarta-feira, março 11, 2015
E Seria Hoje Mais Um Ano De Festa
E, depois, não foi.
Quase oito anos, Mousse, quase quase.
Faria hoje.
Não fez.
E, para que lá no Céu dos caninos nunca te esqueças, estás e estarás aqui, na tua casa, com as tuas pessoas para sempre.
(e até te sinto, palavra de honra desta pobre humana)
Quase oito anos, Mousse, quase quase.
Faria hoje.
Não fez.
E, para que lá no Céu dos caninos nunca te esqueças, estás e estarás aqui, na tua casa, com as tuas pessoas para sempre.
(e até te sinto, palavra de honra desta pobre humana)
sábado, fevereiro 07, 2015
domingo, janeiro 04, 2015
E Pronto
Dum dia atrás do outro, num calendário qualquer, chegamos a um outro ano, de novos digítos cuja novidade é só mesmo o rolar dos números, sempre em crescendo.
sexta-feira, dezembro 05, 2014
Bastonária da Ordem dos Advogados
Ou quando um acrónimo, no caso "BOA", se torna difícil de utilizar.
quinta-feira, novembro 27, 2014
Fazemos O Que Somos OU Somos O Que Fazemos?
Há alturas nas nossas fugazes vidas em que somos mesmo o que fazemos: as pessoas que escolhemos; os caminhos que seguimos; os momentos que valorizamos; os passos que percorremos.
Tenho muitos medos, muitos.
De sofrer por ser pouco sensata.
De me atirar de cabeça para precipícios que conheço d'outras eras.
De ter arriscado para além do que o meu pobre coração pode suportar.
É fraco, ele, o músculo que aqui bate.
E se me falha, se me falha deixarei algumas lágrimas por aí.
E isso faz-me pensar se alguma coisa vale mesmo a pena.
A pena que escreve aqui diz-me que "nim", o que é paradigmático quanto ao referido sobre o medo, sempre o Medo!
Tenho muitos medos, muitos.
De sofrer por ser pouco sensata.
De me atirar de cabeça para precipícios que conheço d'outras eras.
De ter arriscado para além do que o meu pobre coração pode suportar.
É fraco, ele, o músculo que aqui bate.
E se me falha, se me falha deixarei algumas lágrimas por aí.
E isso faz-me pensar se alguma coisa vale mesmo a pena.
A pena que escreve aqui diz-me que "nim", o que é paradigmático quanto ao referido sobre o medo, sempre o Medo!
Confissão
Confesso-me aqui, hoje:
Gostava muito do "TV Rural" e do Engº. Sousa Veloso (este verdadeiro, não como "certos" "outros" "alguns"), mas não pelo programa que apresentava que, convenhamos, era uma seca para crianças como eu, à altura. Gostava sim porque, e a seguir, viriam infalivemente os desenhos animados, a alegria suprema. Mas, curiosamnete, via o programa todo, todinho, à espera do "despeço-me com amizade" que achava, na inocência dos verdes anos, que era mesmo para mim e que, como tal, seria uma tremenda falta de educação não receber esse cumprimento.
É um bocadinho como na Missa, para quem celebra a Eucaristia percebe, sair antes do " Vamos em Paz e que o Senhor Nos Acompanhe".
Depois, depois acresce, que tenho pena, saudades, de tudo aquilo que começa a fazer-me perceber que as referências da minha infância/juventude partem, à rapidez dos momentos que eu própria vou partindo.
Não tenho quaisquer ilusões que, de facto, o tempo passa.
E que esse tempo me leva, minuto a minuto, para o outro lado.
Não tenho quaisquer ilusões que, de facto, o tempo passa.
E que esse tempo me leva, minuto a minuto, para o outro lado.
É aproveitar enquanto a simples existência dum coração que bate no meu peito me deixa a oportunidade de aproveitar.
Enquanto Há!
Enquanto Há!
segunda-feira, novembro 24, 2014
terça-feira, novembro 11, 2014
11 do 11
Os Livros
Há-os para todos os gostos e para todas as fases da vida.
Em pequena (e por pequena leia-se com 6 anos) recebi o Livro da minha vida: "A Menina do Mar" de Sophia de Mello Breyner.
Mal sabia juntar letras e, sendo assim, corria atrás das imagens maravilhosas que ilustravam a história.
Ainda tenho esse livro, cheio de rabiscos meus, coloridos, em cima dos originais.
Este livro marca o início dum percurso feliz com literatura variada. Quando já conseguia juntar as letras e perceber as palavras que formavam as frases que davam sentido a um enredo agarrei-me às colecções que havia lá por casa: 1. "Os cinco" (todos); 2. "Os Sete" (alguns, que comparado com os anteriores...enfim, pobrito); 3. Perry Mason, todos; 4. Esqueci-me de pôr aqui no meio a Banda Desenhada que também me acompanhou sempre, em paralelo com os anteriores, e que inclui a "Mafaldinha" do maravilhoso Quino, "Michel Vaillant", "Astèrix", "O Príncipe Valente"; "Tin-Tin", etecétera; 5. Todos os livros da Colecção " 2 Mundos" onde conheci Steinbeck (paixão), Pearl Buck, Leon Uris, Irving Wallace (paixão), Hemingway, e outros tantos; 6. Finalmente os portugueses (ok, ok, Sophia é meio/meio), que demorei a gostar e mais ainda a perceber o porquê de "ter de gostar", fazendo a maior parte deles o contante da lista dos "obrigatório ler" em contexto aula, no Liceu.
Depois, fora esses, há o António. O Lobo Antunes.
Aquele por cuja escrita me apaixonei pelas crónicas, com o qual amuei por causa de alguns livros impossíveis, e pelo qual me voltei a apaixonar quando o reli, com esforço diluido através das páginas.
A ele dedico este texto (sei, ridículo porque nem vai saber, que se lixe), por ser para mim o maior escritor vivo.
Em pequena (e por pequena leia-se com 6 anos) recebi o Livro da minha vida: "A Menina do Mar" de Sophia de Mello Breyner.
Mal sabia juntar letras e, sendo assim, corria atrás das imagens maravilhosas que ilustravam a história.
Ainda tenho esse livro, cheio de rabiscos meus, coloridos, em cima dos originais.
Este livro marca o início dum percurso feliz com literatura variada. Quando já conseguia juntar as letras e perceber as palavras que formavam as frases que davam sentido a um enredo agarrei-me às colecções que havia lá por casa: 1. "Os cinco" (todos); 2. "Os Sete" (alguns, que comparado com os anteriores...enfim, pobrito); 3. Perry Mason, todos; 4. Esqueci-me de pôr aqui no meio a Banda Desenhada que também me acompanhou sempre, em paralelo com os anteriores, e que inclui a "Mafaldinha" do maravilhoso Quino, "Michel Vaillant", "Astèrix", "O Príncipe Valente"; "Tin-Tin", etecétera; 5. Todos os livros da Colecção " 2 Mundos" onde conheci Steinbeck (paixão), Pearl Buck, Leon Uris, Irving Wallace (paixão), Hemingway, e outros tantos; 6. Finalmente os portugueses (ok, ok, Sophia é meio/meio), que demorei a gostar e mais ainda a perceber o porquê de "ter de gostar", fazendo a maior parte deles o contante da lista dos "obrigatório ler" em contexto aula, no Liceu.
Depois, fora esses, há o António. O Lobo Antunes.
Aquele por cuja escrita me apaixonei pelas crónicas, com o qual amuei por causa de alguns livros impossíveis, e pelo qual me voltei a apaixonar quando o reli, com esforço diluido através das páginas.
A ele dedico este texto (sei, ridículo porque nem vai saber, que se lixe), por ser para mim o maior escritor vivo.
António, ainda por cima...ou melhor, sobretudo!
quinta-feira, outubro 30, 2014
Outubro Acaba
E quase me esqueço que, há dez anos atrás, neste mês abri isto.
Comecei a escrever porque achava que era uma espécie de catarse possível, num momento de transição na minha vida.
E a verdade é que os blogues emergiam, nessa altura, como cogumelos, estando até na época deles, dos cogumelos.
Atrapalhei-me toda, no começo. Mantenho o registo de trapalhona, no contínuo.
Fechei isto durante uns tempos, guardando no entanto o que fui escrevendo.
Voltei depois, enfiei aqui tudo o que preenchia esse "gap" temporal, sem acesso aos comentários entretanto deixados.
E mantive o Semifrio (acrescentado-lhe um "7" para conseguir recuperá-lo, não sei bem porquê).
É uma porcaria? É.
É a minha porcaria? É.
Gosto dele, pronto.
E faz dez anos este mês!
Parabéns Semifrio, Quase Quente, parabéns!
Comecei a escrever porque achava que era uma espécie de catarse possível, num momento de transição na minha vida.
E a verdade é que os blogues emergiam, nessa altura, como cogumelos, estando até na época deles, dos cogumelos.
Atrapalhei-me toda, no começo. Mantenho o registo de trapalhona, no contínuo.
Fechei isto durante uns tempos, guardando no entanto o que fui escrevendo.
Voltei depois, enfiei aqui tudo o que preenchia esse "gap" temporal, sem acesso aos comentários entretanto deixados.
E mantive o Semifrio (acrescentado-lhe um "7" para conseguir recuperá-lo, não sei bem porquê).
É uma porcaria? É.
É a minha porcaria? É.
Gosto dele, pronto.
E faz dez anos este mês!
Parabéns Semifrio, Quase Quente, parabéns!
sexta-feira, outubro 24, 2014
Permitir-se Coisas
É de manhã
Acho
Não juro
Por estar escuro
Antes?
Presentes
Ardentes
Coisa de amantes
Solventes
Corpos fluentes
Forças desconhecidas
Emergentes
Desconcertantes
Há harmonias que só os corações entendem
Essas sentem-se
Simplesmente
Sem porques nem porquês
Resumo
Permitam-se Coisas
Porque Sim
Acho
Não juro
Por estar escuro
Antes?
Presentes
Ardentes
Coisa de amantes
Solventes
Corpos fluentes
Forças desconhecidas
Emergentes
Desconcertantes
Há harmonias que só os corações entendem
Essas sentem-se
Simplesmente
Sem porques nem porquês
Resumo
Permitam-se Coisas
Porque Sim
segunda-feira, outubro 20, 2014
Ai, O Amor!
O Amor tem "coisas e loisas"
Que nos toldam corpo e alma
Abalam crenças
E principalmente descrenças
Depois vem um calor
Bom, este ardor
Acordado lá de longe
Que ampara e recupera as coisas
E as loisas
Agora sem aspas
Que essas já não fazem sentido
As aspas
Porque é tudo muito aqui
Feliz e pleno, profundo
Mais, rejubilante!
(é, desculpem qualquer coisinha, mas a alguém apaixonado perdoa-se tudo, certo?)
Que nos toldam corpo e alma
Abalam crenças
E principalmente descrenças
Depois vem um calor
Bom, este ardor
Acordado lá de longe
Que ampara e recupera as coisas
E as loisas
Agora sem aspas
Que essas já não fazem sentido
As aspas
Porque é tudo muito aqui
Feliz e pleno, profundo
Mais, rejubilante!
(é, desculpem qualquer coisinha, mas a alguém apaixonado perdoa-se tudo, certo?)
sábado, outubro 11, 2014
Ele Há As Ironias Nisto Dos Belogues
E depois há aqueloutras, verdadeiramente irónicas, verdadeiramente traiçoeiras porque deixam uma sensação agridoce no palato e que nos remetem a pensamentos profundos, mesmo sendo pessoas dadas à superficialidade, porque afinal somos todos isto, só isto:
Brinquedos nas mãos duma Conspiração lá nas Estrelas!
Brinquedos nas mãos duma Conspiração lá nas Estrelas!
quarta-feira, outubro 08, 2014
As Leis Falaciosas
Já era altura do Estado, que com o mérito devido penalizou legalmente o abuso dos animais, lembrar-se que também é um abuso (o maior) haver muita gente que não pode pagar os cuidados básicos do seu companheiro de quatro patas, que faz parte da família, que é muitas vezes o pilar da harmonia (e não, não exagero...aquele amor incondicional une todos como mais nada que me ocorra).
E pensar em arranjar Hospitais Públicos, com a responsabilidade que tem que haver de separar o trigo do joio - quem pode, paga, quem não pode...bom, NUNCA pode ser o animal a pagar com a sua própria VIDA - porque é isso que está em jogo, quando não há como suportar os custos de internamentos, operações e, principalmente, alívio de sofrimento.
E pensar em arranjar Hospitais Públicos, com a responsabilidade que tem que haver de separar o trigo do joio - quem pode, paga, quem não pode...bom, NUNCA pode ser o animal a pagar com a sua própria VIDA - porque é isso que está em jogo, quando não há como suportar os custos de internamentos, operações e, principalmente, alívio de sofrimento.
Têm noção de que até para mandar abater (assim, a seco, percebe-se melhor) se tem de pagar? Pagar para acabar com a vida dum amigo que criámos de bebé, que faz parte de todas as dinâmicas familiares, que nos faz felizes e se sente ainda mais feliz só por isso?
Vale a pena pensar de que serve a nova lei, se depois é isto.
(o tratamento da Mousse, de dia 29 de Setembro até hoje, ultrapassa os 1.200€ e, tendo ficado diabética, de duas em duas horas tenho de cuidar dela, como se fosse profissional de saúde animal que não sou, porque seria incomportável mantê-la internada...)
Nota de Rodapé: Já lá vão mais de 1.200€ em pouco mais duma semana; não sou comunista nem socialista; sou sociaL-DEMOCRATA e não, não acho que todos devam pagar os custos da saúde da mesma maneira...é ver os rendimentos e pimbas!
Nota de Rodapé: Já lá vão mais de 1.200€ em pouco mais duma semana; não sou comunista nem socialista; sou sociaL-DEMOCRATA e não, não acho que todos devam pagar os custos da saúde da mesma maneira...é ver os rendimentos e pimbas!
domingo, outubro 05, 2014
Hoje Celebram-se 871 Anos de Portugal.
É muito ano.
Começámos com um Dom Afonso Henriques, um bocadinho marado da pinha (diz-se que batia na mãe!!!), facto histórico sobejamente conhecido, mas que, para o bem e para o mal, é o responsável por sermos uma Nação, um conjunto de pessoas com a mesma identidade, felizes mesmo nos momentos piores, com muitos momentos de esplendor (lá diz o nosso Hino), com as nossas idiossincracias maravilhosas, povo único que somos.
Bom, serviu este intróito para afirmar que, monárquica assumida que sou, filha de monárquicos, que são, escapei a um tormento no momento em que nasci: chamar-me Urraca.
Sim, era o nome sonhado pelo meu pai, que exagerou na "monarquice" a esse ponto.
Fiquei Maria.
Da Graça porque o acaso dum nascimento duma filha da melhor amiga da minha mãe ter nascido uns dias antes de 11 de Julho de 1964 e, descaradamente, ter roubado o meu nome, Maria.
O porquê da Graça depois ninguém me sabe explicar.
Começámos com um Dom Afonso Henriques, um bocadinho marado da pinha (diz-se que batia na mãe!!!), facto histórico sobejamente conhecido, mas que, para o bem e para o mal, é o responsável por sermos uma Nação, um conjunto de pessoas com a mesma identidade, felizes mesmo nos momentos piores, com muitos momentos de esplendor (lá diz o nosso Hino), com as nossas idiossincracias maravilhosas, povo único que somos.
Bom, serviu este intróito para afirmar que, monárquica assumida que sou, filha de monárquicos, que são, escapei a um tormento no momento em que nasci: chamar-me Urraca.
Sim, era o nome sonhado pelo meu pai, que exagerou na "monarquice" a esse ponto.
Fiquei Maria.
Da Graça porque o acaso dum nascimento duma filha da melhor amiga da minha mãe ter nascido uns dias antes de 11 de Julho de 1964 e, descaradamente, ter roubado o meu nome, Maria.
O porquê da Graça depois ninguém me sabe explicar.
Acrescento isto e fecho o poste: hoje não saberia ser outra coisa, senão uma graça!
sábado, outubro 04, 2014
Hoje É Dia De São Francisco De Assis
Patrono dos animais, protector dos nossos amigos incondiconais.
Acontece que HOJE eu tenho-lhe feito a vida negra, chata que sou, aflita que estou.
A minha situação de versão draft pode ser explicada agora. Tenho uma cadela de 7 anos, feitos a 11 de Março p.p.
A Mousse de Chocolate de Leite e Aragão (o nome de registo na Junta de Freguesia de Alvalade), ia-me morrendo na Segunda-Feira passada, por neglgência grosseira do veterinário que em má hora escolhi.
Esteve até ontem internada num excelente Hospital, longe daqui de casa, mais propriamente em Alfragide, sítio que só conhecia de há muitos anos, quando re-encontrei um IKEA (lê-se Ikêê(i)áá), que conhecia de Estocolmo, lá para 1986, quando lá vivi.
Já me perdi, caracinhas, porque lembei-me da Veneza do Norte e do nascimento do meu primeiro filho, em 88 desse século, por terras dos Elfos e das criaturas míticas das florestas - os suecos acreditam mesmo que existem, para que conste - ah, e acrecento, eu falo e escrevo aquela língua que só parece estranha mas é uma música de partitura fácil, muito fácil, pelo menos para mim, que aprendi solfejo, piano, viola e canto gregoriano.
Bom, voltando ao princípio e à Mousse, ela veio mesmo ontem, para casa, mas tem sido um martírio. Veio diabética, insulino-dependente, com obrigatórias medições de níveis de glicémia que rebentam com o leitor da dita.
E eu, que não sou das saúdes, que sou dos direitos, que não sei como "enfermar" (de "enfermagem", sehor(a) mais avoado(a) ), ando aqui num virote para que ela não me morra, de hiper, mas principalmente de hipo-glicémias e a angústia é muito grande porque acho mesmo que não vou ser capaz.
E explico: hoje fui buscar a máquina medidora disso da glicémia e, achando que estava a funcionar mal, quase a deixei exangue, antes de resolver telefonar desesperada ao tal Hospital.
Perguntaram-me logo porque raio achava que a coisa não funcionava e eu disse: olhe, porque já a espetei 9 vezes (só me sobra uma tira, até amanhã) e aparece um erro qualquer...em vez dum número aparece H1...eé um erro, portanto. E vai a minha interlocutora muito depressa a atropelar as palavras...óóó, por favor, dê-lhe já a insulina, já já. É que isso, do H 1, quer dizer que a glicémia da cadela está tão alta que não tem leitura.
Pronto, estanquei os pés no chão, cheio de pingas de sangue dos teste repetidos, dos ganidos de dor e pensei:
São Francisco, é mesmo agora que Ela precisa de Ti...
E é assim, vou ter de acordar a meio da noite de hoje, daqui a pouco portanto, para ter a certeza que a dose de insulina extra que lhe enfiei é a cura e não a morte.
Rezam comigo?
Acontece que HOJE eu tenho-lhe feito a vida negra, chata que sou, aflita que estou.
A minha situação de versão draft pode ser explicada agora. Tenho uma cadela de 7 anos, feitos a 11 de Março p.p.
A Mousse de Chocolate de Leite e Aragão (o nome de registo na Junta de Freguesia de Alvalade), ia-me morrendo na Segunda-Feira passada, por neglgência grosseira do veterinário que em má hora escolhi.
Esteve até ontem internada num excelente Hospital, longe daqui de casa, mais propriamente em Alfragide, sítio que só conhecia de há muitos anos, quando re-encontrei um IKEA (lê-se Ikêê(i)áá), que conhecia de Estocolmo, lá para 1986, quando lá vivi.
Já me perdi, caracinhas, porque lembei-me da Veneza do Norte e do nascimento do meu primeiro filho, em 88 desse século, por terras dos Elfos e das criaturas míticas das florestas - os suecos acreditam mesmo que existem, para que conste - ah, e acrecento, eu falo e escrevo aquela língua que só parece estranha mas é uma música de partitura fácil, muito fácil, pelo menos para mim, que aprendi solfejo, piano, viola e canto gregoriano.
Bom, voltando ao princípio e à Mousse, ela veio mesmo ontem, para casa, mas tem sido um martírio. Veio diabética, insulino-dependente, com obrigatórias medições de níveis de glicémia que rebentam com o leitor da dita.
E eu, que não sou das saúdes, que sou dos direitos, que não sei como "enfermar" (de "enfermagem", sehor(a) mais avoado(a) ), ando aqui num virote para que ela não me morra, de hiper, mas principalmente de hipo-glicémias e a angústia é muito grande porque acho mesmo que não vou ser capaz.
E explico: hoje fui buscar a máquina medidora disso da glicémia e, achando que estava a funcionar mal, quase a deixei exangue, antes de resolver telefonar desesperada ao tal Hospital.
Perguntaram-me logo porque raio achava que a coisa não funcionava e eu disse: olhe, porque já a espetei 9 vezes (só me sobra uma tira, até amanhã) e aparece um erro qualquer...em vez dum número aparece H1...eé um erro, portanto. E vai a minha interlocutora muito depressa a atropelar as palavras...óóó, por favor, dê-lhe já a insulina, já já. É que isso, do H 1, quer dizer que a glicémia da cadela está tão alta que não tem leitura.
Pronto, estanquei os pés no chão, cheio de pingas de sangue dos teste repetidos, dos ganidos de dor e pensei:
São Francisco, é mesmo agora que Ela precisa de Ti...
E é assim, vou ter de acordar a meio da noite de hoje, daqui a pouco portanto, para ter a certeza que a dose de insulina extra que lhe enfiei é a cura e não a morte.
Rezam comigo?
sexta-feira, outubro 03, 2014
Poste Em Construção
Dá-se o caso de algumas coisas na minha vida estarem em versão draft e, como tal, não poderem,ainda passar disso.
domingo, setembro 28, 2014
Acho Mesmo Inacreditável, Miserável Mesmo...
Ainda Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa "apropria-se" do Fórum Lisboa (onde funciona a Assembleia Municipal, relembre-se), e faz do local a sua Sede de Campnha.
Uma verdadeira VERGONHA, Sr. Presidente, uma ENORME VERGONHA!
Uma verdadeira VERGONHA, Sr. Presidente, uma ENORME VERGONHA!
(e sim, estou mesmo ingignada com esta palhaçada, como lisboeta, como não socialista - e ainda que fosse - e pensando no resto dos meus compratriotas espalhados pelo País, porque Portugal não é uma "alface")
sexta-feira, setembro 26, 2014
Há Sempre Aquela Postura "Blasé"
Que pode ser um pau de dois bicos - já repararam como esta expressão tão nossa pode ter leituras menos próprias, ou sou só eu? - porque, o facto pessoas, o facto é que essa pose, esse engano que trespassa nas palavras, destrói em segundos o que poderia ser uma fonte de aproximação aos leitores e fazer crescer a vontade de ter seguidores, muitos, como se quer para ser gente por aqui (pode-se rir?), na tão vazia de propósitos vontade que não seja os absolutamente egoístas, de pôr aqui o que nos vai na real gana (mas em sério, em verdadeiro, que há bonecos por aí que num s'áuguentam Deusmalivre).
Pensem nisto.
Pensem nisto.
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