Correndo o risco de ser banida da sociedade portuguesa por ser políticamente incorrecta (como se eu fosse política, bahhhh), acho absolutamente inadmissível que crianças de 12 (sim, doze) anos se casem com adultos, que sejam mães num país onde é considerado (e bem) abuso sexual grave qualquer comportamento sexual contra menor, e que, "last but not least", os pais ainda sejam pagos pelo nosso Estado, para manter as crianças na Escola.
Rídiculo.
E muiiito triste, mesmo.
P.S. (declaração de interesse): Trabalhei numa instituição portuguesa que tinha como um dos seus objectivos a integração (eu chamar-lhe-ia "aceitação incondicional" e tive grandes guerras por causa disto, das aceitações) das Comunidades Ciganas no nosso território. Muitas vezes levantei a questão que acima expus. Muitas mais vezes fui acusada de "intolerante", "racista" e outros belos adjectivos. Acho, acredito mesmo que "Em Roma, sê romano". E, se não gostas, sai à procura da TUA ROMA! Como ex-emigrante dou-me todos os créditos para abordar este assunto!
domingo, agosto 31, 2014
sexta-feira, agosto 29, 2014
Logo Eu Que Nunca Vejo Notícias Cá do Burgo
Acabei de ver, num qualquer tele-jornal (não interessa qual, todos iguaizinhos), que o PIB aumentou 2,qualquer coisa% MAS, e este mas é que é o busílis da questão, se deve a passarem a contar actividades ilícitas como tráfico de drogas (?!?) e prostituição(?!?).
Como, com é possível?
É?
E como se contabiliza isto num Produto Interno?
Alguém me diga que os jornalistas ensandeceram, ou isto é mesmo a palhaçada total???
É?
E como se contabiliza isto num Produto Interno?
Alguém me diga que os jornalistas ensandeceram, ou isto é mesmo a palhaçada total???
A sério, perplexamente apoquentada...
quinta-feira, agosto 28, 2014
Às Vezes Penso Coisas
Umas de valor, outras nem tanto, descartáveis e que entram para logo sair, se tristes.
Mas, na maioria, ganham as idéias de valor:
- Amar muito, sempre;
- Ser completa, com o lado bom e o lado mau num equilíbrio desejável;
- Estar sempre presente para os "meus" ( e, nestes "meus", cabe a minha gente que amo incondicionalmente, sejam familares ou amigos);
- Querer mais, por muito que receba da vida, porque isto de receber é incomensurável e depende, apenas, de atenção aos sinais celestes;
- Acreditar na vida e em mim (no meu caso, também em Deus e em Santo António, aquele que eu trato por tu nas conversas diárias);
- Last but not least:
ser sempre verdadeira, comigo e com quem me rodeia.
- Ser completa, com o lado bom e o lado mau num equilíbrio desejável;
- Estar sempre presente para os "meus" ( e, nestes "meus", cabe a minha gente que amo incondicionalmente, sejam familares ou amigos);
- Querer mais, por muito que receba da vida, porque isto de receber é incomensurável e depende, apenas, de atenção aos sinais celestes;
- Acreditar na vida e em mim (no meu caso, também em Deus e em Santo António, aquele que eu trato por tu nas conversas diárias);
- Last but not least:
ser sempre verdadeira, comigo e com quem me rodeia.
Ora sejam todos muito felizes com aquilo que cada dia vos (nos) traz.
Porque a maior benção, acreditem, é mesmo acordar
quarta-feira, agosto 27, 2014
Podia Ter Nascido Homem, Ora Que Bom Que Seria (Ou Não?!)
Começo por escrever, à laia de "statement of purpose", que me encontro em tremenda paz com a minha sexualidade, não vá baralhar as quatro pessoas que me lêem (que há, até juro).
Acontece que ontem, lá naquilo do FB, um amigo de há mais de 30 anos me descobriu. Apressadamente me convidou para ser sua amiga (bom, as fotos que lá tenho são um bocadinho antigas e isso explica tanta coisa) e eu, parva, aceitei.
Encetou-se uma bela conversa, combinámos um café matinal para hoje no Frut'Almeidas e lá fui, tendo-o preparado devidamente para o choque que podia sentir ao ver-me ali, tanto tempo depois.
Foi bom, muito bom.
Rimo-nos como se tudo o que estava lá tão longe se tivesse passado ontem, acolhemo-nos com a saudade dos anos e despedimo-nos com o mesmo abraço apertadinho "parte-costelas" de que tanto gosto.
Depois, chegada ao meu destino caíu-me a realidade em cima: ele continua uma brasa.
Já eu, como pragmática que sou, percebi que os meus 50 anos não são iguais aos quase 52 dele.
E quis ser Homem, em vez...
Acontece que ontem, lá naquilo do FB, um amigo de há mais de 30 anos me descobriu. Apressadamente me convidou para ser sua amiga (bom, as fotos que lá tenho são um bocadinho antigas e isso explica tanta coisa) e eu, parva, aceitei.
Encetou-se uma bela conversa, combinámos um café matinal para hoje no Frut'Almeidas e lá fui, tendo-o preparado devidamente para o choque que podia sentir ao ver-me ali, tanto tempo depois.
Foi bom, muito bom.
Rimo-nos como se tudo o que estava lá tão longe se tivesse passado ontem, acolhemo-nos com a saudade dos anos e despedimo-nos com o mesmo abraço apertadinho "parte-costelas" de que tanto gosto.
Depois, chegada ao meu destino caíu-me a realidade em cima: ele continua uma brasa.
Já eu, como pragmática que sou, percebi que os meus 50 anos não são iguais aos quase 52 dele.
E quis ser Homem, em vez...
terça-feira, agosto 26, 2014
Encher Alheiras
Bom, é assim (ahahahah, coisa mais horrível de utilizar mas, infelizmente, tão comummente (ab)usada)!
Portanto (olha outra, ahahahah, começar uma frase com "portanto" é um portento em termos de belhéque)!
Enfim, posto isto era só.
Haja amôreeee
Portanto (olha outra, ahahahah, começar uma frase com "portanto" é um portento em termos de belhéque)!
Enfim, posto isto era só.
Haja amôreeee
quinta-feira, agosto 21, 2014
Muito Contente
Ainda há Finais Felizes
Tenho em casa um amigo do meu filho mais velho, chegado da Ucrânia, fugido duma guerra perdida em que acabaria como "carne para canhão" contra uma poderosa Rússia.
Esta parte é triste, que é.
Mas, a parte boa, que também há, é a possibilidade de fazer a diferença na vida dele, da mulher e família que deixou para trás.
Já uma vez, há muitos anos, acolhi uma amiga vítima de violência doméstica que veio da Alemanha e morou connosco muitos meses e foi maravilhoso vê-la reerguer-se, reconstruir-se, voltar a serenar.
Tenho os melhores filhos do mundo, porque sabem acolher, porque sabem a importância do mimo e da palavra certa para fazer perceber que estão presentes para o que fôr e, mais que tudo, dão o coração e o seu espaço (literalmente) para que o sofrimento de outros seja minimizado.
Fiz um bom trabalho e é só por isso que me sinto contente.
Tenho em casa um amigo do meu filho mais velho, chegado da Ucrânia, fugido duma guerra perdida em que acabaria como "carne para canhão" contra uma poderosa Rússia.
Esta parte é triste, que é.
Mas, a parte boa, que também há, é a possibilidade de fazer a diferença na vida dele, da mulher e família que deixou para trás.
Já uma vez, há muitos anos, acolhi uma amiga vítima de violência doméstica que veio da Alemanha e morou connosco muitos meses e foi maravilhoso vê-la reerguer-se, reconstruir-se, voltar a serenar.
Tenho os melhores filhos do mundo, porque sabem acolher, porque sabem a importância do mimo e da palavra certa para fazer perceber que estão presentes para o que fôr e, mais que tudo, dão o coração e o seu espaço (literalmente) para que o sofrimento de outros seja minimizado.
Fiz um bom trabalho e é só por isso que me sinto contente.
terça-feira, agosto 12, 2014
"Para Além Do Horizonte"
Um filme em que Robin Williams, igual a si mesmo, tem uma prestação notável.
Uma ironia, though...
É ver.
E perceber.
Uma ironia, though...
É ver.
E perceber.
Como Ter Filhos Com Grandes Chances De Usar Gola À Camões Na Blogoesfera
(este é grátis, aproveitem):
1º Aparecer um sueco (tem de ser típico, loiríssimo aos vinte e tal e de olho azul turqueza), que se apaixone perdidamente por vós, de preferência em idade fértil;
2º Ter ascendentes celtas (devem ser), também de olhos azuis, que vos brindam com uns belos olhos verdes;
3º Procriar (no meu caso pelo método natural mas, penso, é aceitável recorrer à proveta, no caso de não serem pessoas sexuais, seja isso o que fôr);
4º Tirar o Doutoramento com a Professora Doutora Palmier Encoberto e, só depois (atenção, só mesmo depois), clicar ali no símbolo do Blogger e criar uma página. Sim, sei que é díficil, mas conto com a Vossa destreza;
5º Parir;
6º Logo depois (seis minutos tops), publicar fotos, muitas. Ah, e claro, cartas de amor infinitimaizalém;
7º Estou cansada, pronto...se não aproveitaram até agora para ir ali à Baixa à procura dum nórdico que encaixe no perfil é porque, hélas, não estão assim tão interessadas!
1º Aparecer um sueco (tem de ser típico, loiríssimo aos vinte e tal e de olho azul turqueza), que se apaixone perdidamente por vós, de preferência em idade fértil;
2º Ter ascendentes celtas (devem ser), também de olhos azuis, que vos brindam com uns belos olhos verdes;
3º Procriar (no meu caso pelo método natural mas, penso, é aceitável recorrer à proveta, no caso de não serem pessoas sexuais, seja isso o que fôr);
4º Tirar o Doutoramento com a Professora Doutora Palmier Encoberto e, só depois (atenção, só mesmo depois), clicar ali no símbolo do Blogger e criar uma página. Sim, sei que é díficil, mas conto com a Vossa destreza;
5º Parir;
6º Logo depois (seis minutos tops), publicar fotos, muitas. Ah, e claro, cartas de amor infinitimaizalém;
7º Estou cansada, pronto...se não aproveitaram até agora para ir ali à Baixa à procura dum nórdico que encaixe no perfil é porque, hélas, não estão assim tão interessadas!
segunda-feira, agosto 11, 2014
Filhos Meus, Desse Mar Báltico
Este foi o primeiro:
Este o segundo...oh, os olhos estão encarnados, bolas. Mas são azuis, juro!
At last, a prova.
Ai que lindos, tão coração!
Está bem assim?
Continuo a precisar de formação?
Ah, bom, também me parecia, pois!
Que chatice...escondeu o verde dos olhos :D
At last, a prova.
Ai que lindos, tão coração!
Está bem assim?
Continuo a precisar de formação?
Ah, bom, também me parecia, pois!
sábado, agosto 09, 2014
De Interesse Para Quem, Como Eu, Possui Canídeos Amados
Tenho uma praga de pulgas em casa.
Por causa disto não posso ir de férias (sim, sim, é para se perceber bem que NO MATTER WHAT, OS NOSSOS ANIMAIS SÃO PARTE INTEGRANTE DA NOSSA FAMÍLIA...POIS!!!).
Já gastei mais duma pipa de massa em Bolfo da Bayer, campô para eliminar os parasitas mas, dando-se o caso da minha Mousse de Chocolate não poder tomar banho durante mais 2 semanas (tadinha, as feridas, é alérgica às malditas porcas e enche-se de peladas horríveis), o dito é usado no balde de água e passado por casa toda com a esfregona (e vão três, as vezes, já).
Chamado o veterinário diz-me ele que é geral, que está cheio de casos destes e explica-me: as pulgas, este ano, ganharam defesas contra o famoso Advantix.
Ou seja, as malditas funcionaram como as bactérias contra os antibióticas, mal comparado.
Eu, que numa semana, já tinha posto duas pipetas na cadela, não podia pôr mais nada durante duas semanas. Nem o suposto revolucionário Activyt, acabadinho de sair este Verão, e que o senhor doutor me vendeu para usar no tempo estipulado, as tais duas semanas. Deixou também antibiótico que está a tomar e que continuará 3 semanas (uma bomba). Levou com cortisona e mais sei lá o quê ('tadinha, Mousse mai'linda da dona e dos donos).
Passado uma, e estando prestes a panicar vai de lhe aplicar o tal do produto "milagroso" e, resultado? Bom, ela está livre de pulgas mas a casa...enfim, a casa, céus.
Mudei-me para aqui há dois pares de meses, não fosse isso ponderava fugir...a sete pés, levando a companhia toda. Deixando para quem viesse as novas proprietárias do espaço.
Socorro!
Que faço?
Post Scriptum: este poste pretende alertar para a falta de eficácia do Advantix, em primeiro lugar, e da importância de encontrar um substituto à altura, antes tarde que nunca.
Por causa disto não posso ir de férias (sim, sim, é para se perceber bem que NO MATTER WHAT, OS NOSSOS ANIMAIS SÃO PARTE INTEGRANTE DA NOSSA FAMÍLIA...POIS!!!).
Já gastei mais duma pipa de massa em Bolfo da Bayer, campô para eliminar os parasitas mas, dando-se o caso da minha Mousse de Chocolate não poder tomar banho durante mais 2 semanas (tadinha, as feridas, é alérgica às malditas porcas e enche-se de peladas horríveis), o dito é usado no balde de água e passado por casa toda com a esfregona (e vão três, as vezes, já).
Chamado o veterinário diz-me ele que é geral, que está cheio de casos destes e explica-me: as pulgas, este ano, ganharam defesas contra o famoso Advantix.
Ou seja, as malditas funcionaram como as bactérias contra os antibióticas, mal comparado.
Eu, que numa semana, já tinha posto duas pipetas na cadela, não podia pôr mais nada durante duas semanas. Nem o suposto revolucionário Activyt, acabadinho de sair este Verão, e que o senhor doutor me vendeu para usar no tempo estipulado, as tais duas semanas. Deixou também antibiótico que está a tomar e que continuará 3 semanas (uma bomba). Levou com cortisona e mais sei lá o quê ('tadinha, Mousse mai'linda da dona e dos donos).
Passado uma, e estando prestes a panicar vai de lhe aplicar o tal do produto "milagroso" e, resultado? Bom, ela está livre de pulgas mas a casa...enfim, a casa, céus.
Mudei-me para aqui há dois pares de meses, não fosse isso ponderava fugir...a sete pés, levando a companhia toda. Deixando para quem viesse as novas proprietárias do espaço.
Socorro!
Que faço?
Post Scriptum: este poste pretende alertar para a falta de eficácia do Advantix, em primeiro lugar, e da importância de encontrar um substituto à altura, antes tarde que nunca.
segunda-feira, agosto 04, 2014
Temas Fracturantes Que Não Envolvem O Sector da Banca
63%3 é a média dos professores que fizeram o exame (what???).
Isto, acrescido aos quase 15% de chumbos, numa classe que ensina os nossos educandos é, no mínimo, muito preocupante.
Estou em crer que este teste era necessário, vistos os resultados e, egoísticamente, mãe de alunos nas mãos deles;
Notícia em todos os canais "não sei quê" CTT, greve porque ah e tal e agora os horários de pausa passaram de meia-hora para uma hora e isso vai ter repercussões terríveis na família (really?), e manifestação nas ruas (juro que se vi dez pessoas foi porque tirei as lentes de contacto e há esse efeito, na miopia, que é sempre multiplicador).
Era isto.
Triste.
Isto, acrescido aos quase 15% de chumbos, numa classe que ensina os nossos educandos é, no mínimo, muito preocupante.
Estou em crer que este teste era necessário, vistos os resultados e, egoísticamente, mãe de alunos nas mãos deles;
Notícia em todos os canais "não sei quê" CTT, greve porque ah e tal e agora os horários de pausa passaram de meia-hora para uma hora e isso vai ter repercussões terríveis na família (really?), e manifestação nas ruas (juro que se vi dez pessoas foi porque tirei as lentes de contacto e há esse efeito, na miopia, que é sempre multiplicador).
Era isto.
Triste.
domingo, agosto 03, 2014
Maquilhagem
Filipa Brás, a saber:
- Só fui maquilhada uma vez, no casamento da mana mais nova, e correu tão mal, mas tão mal, que foi mesmo experiência para não repetir;
- Nunca usei nada nas minhas (há atrasado) belas fuças porque nasci numa família que nem batons nem rímeis entravam, quanto mais cremes para a pele, ou quejandos;
- Casei-me em 1986, com 22 anos, e nem as unhas, céus, nem as unhas levei de jeito (estavam rentinhas, como ainda uso, roídas na altura), nem nadica de nada na cara;
- Véu também não constava da indumentária, que fui eu que inventei, e só um ramo de rosas brancas e o bordado inglês do tecido alvo me denunciavam como noiva;
- Fiz 50 anos há duass semanas e a minha cara é um desastre de rugas de expressão (essas são aos quilos porque era míope) mas não me ralo lá muito;
- Mais de resto, há uma década, quando comecei nisto, dos blogues, não havia Filipas a orientar;
Resumindo:
Devo culpar a tua prematuridade? Se nascesses uma década antes, teria salvação?
- Só fui maquilhada uma vez, no casamento da mana mais nova, e correu tão mal, mas tão mal, que foi mesmo experiência para não repetir;
- Nunca usei nada nas minhas (há atrasado) belas fuças porque nasci numa família que nem batons nem rímeis entravam, quanto mais cremes para a pele, ou quejandos;
- Casei-me em 1986, com 22 anos, e nem as unhas, céus, nem as unhas levei de jeito (estavam rentinhas, como ainda uso, roídas na altura), nem nadica de nada na cara;
- Véu também não constava da indumentária, que fui eu que inventei, e só um ramo de rosas brancas e o bordado inglês do tecido alvo me denunciavam como noiva;
- Fiz 50 anos há duass semanas e a minha cara é um desastre de rugas de expressão (essas são aos quilos porque era míope) mas não me ralo lá muito;
- Mais de resto, há uma década, quando comecei nisto, dos blogues, não havia Filipas a orientar;
Resumindo:
Devo culpar a tua prematuridade? Se nascesses uma década antes, teria salvação?
Das Mudanças
De xôfre, vêm as físicas, com aviso prévio mas, mesmo assim, doídas.
As outras, que dizem que serão aprendizagem, que mudamos porque vivemos os anos de trás que nos transformam em outros seres, adaptados, sem grandes segredos ou sobressaltos (o livro de instruções falhou-me).
Devia ser esta a ordem das coisas, os desígnios do universo, o percurso natural duma vida mas, o cretino "mas" que, inoxerávelmente, não aparece na cabeça dos menos dotados de inteligência (seja isso o que fôr
?) e que assim vivem as perfídias da vida de peito aberto e sem questões, aceitando-a, acolhendo-a sem drama.
Eu, eu questiono tanto que me canso.
Do universo.
Das suas leis.
De mim, principalmente.
As outras, que dizem que serão aprendizagem, que mudamos porque vivemos os anos de trás que nos transformam em outros seres, adaptados, sem grandes segredos ou sobressaltos (o livro de instruções falhou-me).
Devia ser esta a ordem das coisas, os desígnios do universo, o percurso natural duma vida mas, o cretino "mas" que, inoxerávelmente, não aparece na cabeça dos menos dotados de inteligência (seja isso o que fôr
?) e que assim vivem as perfídias da vida de peito aberto e sem questões, aceitando-a, acolhendo-a sem drama.
Eu, eu questiono tanto que me canso.
Do universo.
Das suas leis.
De mim, principalmente.
segunda-feira, julho 28, 2014
Não Há Como Doirar a Evidência
Sobra-me 1/3 de vida.
Segundo a esperança de vida por estas terras, e fôr saudável na minha morte (pois...)!
Bom, tenho sempre a Suécia, que me acrescenta meia dúzia mas, para quê?
Se morrer com saúde, tanto faz, certo? Certo!
Segundo a esperança de vida por estas terras, e fôr saudável na minha morte (pois...)!
Bom, tenho sempre a Suécia, que me acrescenta meia dúzia mas, para quê?
Se morrer com saúde, tanto faz, certo? Certo!
quarta-feira, julho 23, 2014
Porque Raio Não Deito Abaixo Isto, Blogue Podre
Porque tenho-lhe amor.
Porque, além de outras mil razões, já o fiz, há atrasado, e senti-lhe a falta. Depois voltei, por isso.
Gosto que isto aqui esteja, com um ridículo nome, criado por um ridículo rasgo de estupidez mas, às tantas, ser tudo isso é ser eu, também, além de outras coisas.
Escrevo acelerada e nunca revejo os textos, porque se é para ser em mau que o seja, na sua maior plenitude.
Sou pouco orgulhosa e acho isso um tremendo defeito.
Quero dizer, sou pouco orgulhosa de mim, mas transbordo orgulho da mais pequena coisa que se relacione com os meus rapazes. Se riem, orgulho-me, se me contam alguma coisa parva, orgulho-me, se são bonitos (tão) orgulho-me.
E sei que sou parva porque orgulho é uma coisa que só deve apresentar-se na primeira pessoa. De resto, os outros (mesmo os meus rapazes) não têm nada a ver conosco. Os orgulhos devem ser dos próprios, de mais ninguém.
Dou um exemplo: descendo duma família cheia de heróis, que me precederam mas que em nada me podem fazer vangloriar porque, lá está, o mérito é deles, dos meus antepassados, e não meu.
O Aristíde de Sousa Mendes é meu primo.Pronto, cá está, orgulho-me imensamente dele, não de mim.
Ao meu filho mais pequeno, que entretanto já mede um metro e oitenta e coiso embora tenha 14 anos, foi-lhe apresentado um desafio, na disciplina de História, este ano. A ele e a todos, óbvio. Se tinham alguém na sua família que fosse "conhecido", que tivesse um lugar na nossa história, de Portugal. Um dos colegas disse que o tio-bisavô era amigo do Almirante Gago Coutinho e toda a gente adorou.
Ele falou no primo Aristídes Abranches de Sousa Mendes e explicou que era primo e que o apelido até o provava. Conhecia-lhe o percurso mas teve de o explicar ao resto da turma que (aqui um bocadinho magoada, confesso), não fazia a mínima idéia de quem era o tal do Cônsul.
A professora, essa, rejubilou.
E pediu-me a confirmação, coisa que fiz (lá está o raio do orgulho despropositado).
Houve uma aula dedicada ao tempo em que esse meu primo (esquecido pelo nosso país) foi o tema.
O mais novo chegou a casa e disse-mo, mas sem orgulho próprio, só no outro, no verdadeiro marco, protagonista dum dos episódios de salvamento do genocídio mais relevantes na história da 2ª Guerra Mundial
Porque, além de outras mil razões, já o fiz, há atrasado, e senti-lhe a falta. Depois voltei, por isso.
Gosto que isto aqui esteja, com um ridículo nome, criado por um ridículo rasgo de estupidez mas, às tantas, ser tudo isso é ser eu, também, além de outras coisas.
Escrevo acelerada e nunca revejo os textos, porque se é para ser em mau que o seja, na sua maior plenitude.
Sou pouco orgulhosa e acho isso um tremendo defeito.
Quero dizer, sou pouco orgulhosa de mim, mas transbordo orgulho da mais pequena coisa que se relacione com os meus rapazes. Se riem, orgulho-me, se me contam alguma coisa parva, orgulho-me, se são bonitos (tão) orgulho-me.
E sei que sou parva porque orgulho é uma coisa que só deve apresentar-se na primeira pessoa. De resto, os outros (mesmo os meus rapazes) não têm nada a ver conosco. Os orgulhos devem ser dos próprios, de mais ninguém.
Dou um exemplo: descendo duma família cheia de heróis, que me precederam mas que em nada me podem fazer vangloriar porque, lá está, o mérito é deles, dos meus antepassados, e não meu.
O Aristíde de Sousa Mendes é meu primo.Pronto, cá está, orgulho-me imensamente dele, não de mim.
Ao meu filho mais pequeno, que entretanto já mede um metro e oitenta e coiso embora tenha 14 anos, foi-lhe apresentado um desafio, na disciplina de História, este ano. A ele e a todos, óbvio. Se tinham alguém na sua família que fosse "conhecido", que tivesse um lugar na nossa história, de Portugal. Um dos colegas disse que o tio-bisavô era amigo do Almirante Gago Coutinho e toda a gente adorou.
Ele falou no primo Aristídes Abranches de Sousa Mendes e explicou que era primo e que o apelido até o provava. Conhecia-lhe o percurso mas teve de o explicar ao resto da turma que (aqui um bocadinho magoada, confesso), não fazia a mínima idéia de quem era o tal do Cônsul.
A professora, essa, rejubilou.
E pediu-me a confirmação, coisa que fiz (lá está o raio do orgulho despropositado).
Houve uma aula dedicada ao tempo em que esse meu primo (esquecido pelo nosso país) foi o tema.
O mais novo chegou a casa e disse-mo, mas sem orgulho próprio, só no outro, no verdadeiro marco, protagonista dum dos episódios de salvamento do genocídio mais relevantes na história da 2ª Guerra Mundial
sexta-feira, julho 18, 2014
Poste D'Ontem
Coisas Estranhas (e trágicas)
Estou na fila do supermercado e têm um televisor gigante na zona do café.
Passa a notícia de última hora sobre a queda (abate?) do avião malaio sobre a Ucrânia. Ainda sem perceber nada o caixa comenta comigo e com o rapaz atrás de mim a desgraça de mais de 295 vítimas.
O rapaz comenta, arrepiado, que tinha acabado de chegar dum vôo e que durante o mesmo acordou e sobrevoava o Iraque e lhe passou pela cabeça - e se? - e suspira.
Depois de pagar, ao passar perto da TV vejo e comento em voz alta que era um avião comercial da Malaysia Airlines que partira de Amesterdão, com destino a Kuala Lumpur e o rapaz fica lívido.
Exclama:
- Cheguei há umas horas de Kuala Lumpur.
Provavelmente nesse avião, que regressaria agora.
E criou-se ali um silêncio.
Um terrível silêncio!
Estou na fila do supermercado e têm um televisor gigante na zona do café.
Passa a notícia de última hora sobre a queda (abate?) do avião malaio sobre a Ucrânia. Ainda sem perceber nada o caixa comenta comigo e com o rapaz atrás de mim a desgraça de mais de 295 vítimas.
O rapaz comenta, arrepiado, que tinha acabado de chegar dum vôo e que durante o mesmo acordou e sobrevoava o Iraque e lhe passou pela cabeça - e se? - e suspira.
Depois de pagar, ao passar perto da TV vejo e comento em voz alta que era um avião comercial da Malaysia Airlines que partira de Amesterdão, com destino a Kuala Lumpur e o rapaz fica lívido.
Exclama:
- Cheguei há umas horas de Kuala Lumpur.
Provavelmente nesse avião, que regressaria agora.
E criou-se ali um silêncio.
Um terrível silêncio!
terça-feira, julho 15, 2014
Públicas Virtudes...
Disto da vaidade, o tanto que há para conversar.
Aqui, neste espaço, converso em público e, dado o facto, faço-o com alguma ponderação.
Por exemplo: já expus aqui a imagem dos meus rapazes loiros e lindos mas, convenhamos, é uma vaidade que acaba por ser só minha, porque sou EU que os achos lindos (loiros, continuam a ser, pois).
Mais de resto, outras vaidades, que tenho, guardo para os mais íntimos e não sinto ímpetos de partilhar.
Mas lá está, cada um com cada idéia.
(a sério, até podia...)
Aqui, neste espaço, converso em público e, dado o facto, faço-o com alguma ponderação.
Por exemplo: já expus aqui a imagem dos meus rapazes loiros e lindos mas, convenhamos, é uma vaidade que acaba por ser só minha, porque sou EU que os achos lindos (loiros, continuam a ser, pois).
Mais de resto, outras vaidades, que tenho, guardo para os mais íntimos e não sinto ímpetos de partilhar.
Mas lá está, cada um com cada idéia.
(a sério, até podia...)
sábado, julho 12, 2014
Isto De Reler O Passado
São quase dez anos de blogue.
Escrevi mais uns anos, menos noutros mas, em retrospectiva, escrevi sempre sem rede, sem rever textos, sem filtros.
É claro que isso leva a que muitos dos arrazoados estejam pejagos de erros grosseiros, de outros de digitação, mas sempre achei isso secundário.
Continuo a pensar o mesmo, embora seja uma picuínhas quanto ao correcto português (em casa de ferreiro...enfim).
Mas, sem falsas modéstias despropositadas, houve tempos em que escrevi coisas assaz interessantes.
Ontem, dia de balanço para mim, cujo Ano Novo celebro no dia em que nasci, percebi várias coisas, assimilei outras e, ainda, conformei-me com a minha vida.
E, isto de se conformar, não é mau, não tem o sentido pejorativo que teimam em dar-lhe.
Ás vezes é tão só acolher um caminho que se fez, sem culpas e sem ressentimentos.
Porque foi o nosso, que escolhemos porque sim, porquen a bifurcação da estrada há sempre, sempre, uma escolha e, havendo que escolher, segue-se aquele que é possível, dentro das condicionantes.
Nunca houve muros intransponíveis num dos lados.
Só houve livre arbítrio, de que usufrui, para o mal e, especialmente, para o bem.
Há, por aí algures, um poema que gosto particularmente, porque é meu e não sou poetisa nem o aspiro.
Deixo-o porque, à altura, significou um mundo:
Escrevi mais uns anos, menos noutros mas, em retrospectiva, escrevi sempre sem rede, sem rever textos, sem filtros.
É claro que isso leva a que muitos dos arrazoados estejam pejagos de erros grosseiros, de outros de digitação, mas sempre achei isso secundário.
Continuo a pensar o mesmo, embora seja uma picuínhas quanto ao correcto português (em casa de ferreiro...enfim).
Mas, sem falsas modéstias despropositadas, houve tempos em que escrevi coisas assaz interessantes.
Ontem, dia de balanço para mim, cujo Ano Novo celebro no dia em que nasci, percebi várias coisas, assimilei outras e, ainda, conformei-me com a minha vida.
E, isto de se conformar, não é mau, não tem o sentido pejorativo que teimam em dar-lhe.
Ás vezes é tão só acolher um caminho que se fez, sem culpas e sem ressentimentos.
Porque foi o nosso, que escolhemos porque sim, porquen a bifurcação da estrada há sempre, sempre, uma escolha e, havendo que escolher, segue-se aquele que é possível, dentro das condicionantes.
Nunca houve muros intransponíveis num dos lados.
Só houve livre arbítrio, de que usufrui, para o mal e, especialmente, para o bem.
Há, por aí algures, um poema que gosto particularmente, porque é meu e não sou poetisa nem o aspiro.
Deixo-o porque, à altura, significou um mundo:
Adormecer Em Alto Mar!
Embalada nas ondas
Com a lua tocando o mar
Numa promiscuidade inusitada
Adormeci
Durante o sono o sonho fez-se vida
Existiu
E a pequenina janela que se abriu
Deixou a maresia entrar
Os meus dedos foram os teus
Emprestei-te as minhas mãos
Que percorreram o meu corpo como se não o conhecessem
A minha pele é macia
A minha alma também
Tocando as duas encontraste o paraíso
Com a lua tocando o mar
Numa promiscuidade inusitada
Adormeci
Durante o sono o sonho fez-se vida
Existiu
E a pequenina janela que se abriu
Deixou a maresia entrar
Os meus dedos foram os teus
Emprestei-te as minhas mãos
Que percorreram o meu corpo como se não o conhecessem
A minha pele é macia
A minha alma também
Tocando as duas encontraste o paraíso
Em Alto Mar
Repostar O Que Escrevi, Lá Noutros Tempos
A Lagartixa Verdiroxa
Caminhando por uma estrada de terra batida que, a cada passada, levantava uma nuvem de pó que toldava a vista já cansada do velho obstinado, apareceu uma fada, difusa, mas uma fada certamente.
Perguntou-lhe o que o fazia caminhar há tantos anos aparentemente sem rumo. O velho respondeu:
_ Há pelo menos 50 anos que procuro uma promessa. Disseram-me que há lagartixas verdiroxas e eu quero encontrá-las. Quero ser um nome num livro relacionado com essa descoberta, para que o mundo nunca me esqueça como o homem que descobriu uma lenda, que afinal não era.
A fada parou-o, encostando a mão ao seu peito. E pediu-lhe, gentilmente, que se sentasse ali numa pedra do caminho e a ouvisse.
Com uma voz doce, como só as fadas têm, disse:
_ Velho senhor, passaste cinquenta anos à procura de algo que te perpetuasse para além da vida terrena. Ainda não descobriste a tal lagartixa que projectaste no futuro...um dia encontrarias, quem sabe...entretanto, escapou-se-te o Hoje, o Agora, a única coisa que realmente possuis de certeza. Pensa nisto. Pensa que, perdido que andas obcecado com o momento que aí vem, perdeste opresente. E é só este que vale, que existe, que pode dar-te a paz para fazeres caminho. Mas caminho a sério, não aquele com um destino no lá longe. Pensa nisto.
Com estas palavras desapareceu.
O velho achou que ela era doida, que não percebia nada de objectivos de vida e que se lixasses porque ele ia continuar a sua caminhada.
De repente espirrou. Esse espirro podia ser igual a tantos outros mas não foi. Aconteceu que, naquele momento, sentiu uma tontura muito grande e teve vontade de se deitar. Fê-lo debaixo duma árvore à beira da estrada de pó.
Adormeceu.
Quando acordou doía-lhe o corpo todo. Estava dormente da cintura para baixo e não conseguia, sequer, levantar-se.
Um pássaro mais atrevido, num vôo rasante, picou-lhe o alto da cabeça.
Pensou então nas palavras da fada. Percebeu que aquele agora era o que decidiria o que se seguiria. Não havia futuro, não havia passado, nada. Havia aquele momento presente que o imobilizava e o impedia do daqui a pouco.
Ficou assim, estático, a pensar nas palavras daquela mulher cheia de luz, que lhe apareceu no plano de vida desenhado ao pormenor ontem, para chegar ao amanhã...
(já era um bocadinho sábia, quando escrevi isto e, entretanto, neste hiato, aprendi tanto...)
Perguntou-lhe o que o fazia caminhar há tantos anos aparentemente sem rumo. O velho respondeu:
_ Há pelo menos 50 anos que procuro uma promessa. Disseram-me que há lagartixas verdiroxas e eu quero encontrá-las. Quero ser um nome num livro relacionado com essa descoberta, para que o mundo nunca me esqueça como o homem que descobriu uma lenda, que afinal não era.
A fada parou-o, encostando a mão ao seu peito. E pediu-lhe, gentilmente, que se sentasse ali numa pedra do caminho e a ouvisse.
Com uma voz doce, como só as fadas têm, disse:
_ Velho senhor, passaste cinquenta anos à procura de algo que te perpetuasse para além da vida terrena. Ainda não descobriste a tal lagartixa que projectaste no futuro...um dia encontrarias, quem sabe...entretanto, escapou-se-te o Hoje, o Agora, a única coisa que realmente possuis de certeza. Pensa nisto. Pensa que, perdido que andas obcecado com o momento que aí vem, perdeste opresente. E é só este que vale, que existe, que pode dar-te a paz para fazeres caminho. Mas caminho a sério, não aquele com um destino no lá longe. Pensa nisto.
Com estas palavras desapareceu.
O velho achou que ela era doida, que não percebia nada de objectivos de vida e que se lixasses porque ele ia continuar a sua caminhada.
De repente espirrou. Esse espirro podia ser igual a tantos outros mas não foi. Aconteceu que, naquele momento, sentiu uma tontura muito grande e teve vontade de se deitar. Fê-lo debaixo duma árvore à beira da estrada de pó.
Adormeceu.
Quando acordou doía-lhe o corpo todo. Estava dormente da cintura para baixo e não conseguia, sequer, levantar-se.
Um pássaro mais atrevido, num vôo rasante, picou-lhe o alto da cabeça.
Pensou então nas palavras da fada. Percebeu que aquele agora era o que decidiria o que se seguiria. Não havia futuro, não havia passado, nada. Havia aquele momento presente que o imobilizava e o impedia do daqui a pouco.
Ficou assim, estático, a pensar nas palavras daquela mulher cheia de luz, que lhe apareceu no plano de vida desenhado ao pormenor ontem, para chegar ao amanhã...
(já era um bocadinho sábia, quando escrevi isto e, entretanto, neste hiato, aprendi tanto...)
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