São Martinho
Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada.
S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo.
E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade.
Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor.
Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso.
Lenda tradicional
sábado, novembro 11, 2006
quinta-feira, novembro 09, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
Acasos?
Só posso achar que os acasos não serão bem isso.
A minha percepção das coisas que parecem aleatórias é crítica, sempre.
Talvez seja só, unicamente, a esperança a vencer-me.
A minha percepção das coisas que parecem aleatórias é crítica, sempre.
Talvez seja só, unicamente, a esperança a vencer-me.
terça-feira, novembro 07, 2006
A Dança da Vida
Nem sempre tem a melodia certa.
Por vezes, a desarmonia é tanta que trocamos os pés nas valsas e rumbas.
Outras, mesmo na harmonia dos acordes, tropeçamos nos nossos próprios pés.
Antes tropeçar nos do par. Esse, felizmente, podemos trocar.
Eu tenho tendência a não precisar de par para que isso do tropeção aconteça. Basto-me a mim própria, no dejeito do balanço e na queda lá do alto.
(e não há tempo para aulas de dança)
Por vezes, a desarmonia é tanta que trocamos os pés nas valsas e rumbas.
Outras, mesmo na harmonia dos acordes, tropeçamos nos nossos próprios pés.
Antes tropeçar nos do par. Esse, felizmente, podemos trocar.
Eu tenho tendência a não precisar de par para que isso do tropeção aconteça. Basto-me a mim própria, no dejeito do balanço e na queda lá do alto.
(e não há tempo para aulas de dança)
domingo, novembro 05, 2006
sábado, novembro 04, 2006
Lembrete
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
sexta-feira, novembro 03, 2006
Memórias
Não escrevi ontem porque o destino me pregou uma partida e me impediu de o fazer aqui.
1 de Novembro, dia de Todos os Santos
2 de Novembro o Dia dos Mortos (em descanso)
Dias de espíritos maiores...dias mágicos!
1 de Novembro, dia de Todos os Santos
2 de Novembro o Dia dos Mortos (em descanso)
Dias de espíritos maiores...dias mágicos!
quarta-feira, novembro 01, 2006
Ritos...
Os ritos são intercâmbios, sequenciais e previstos.
Transacções sem surpresas.
Usam-se para obter a falsa segurança de que muitas vezes julgamos precisar e outras tantas nos dizem, convencem ou ensinam que precisamos.
Os ritos têm diversas intensidades. Desde a religião, a “cultura”, os aniversários os dias da mãe, etc., até ao simples rito do “olá vizinho, como vai?”
É importante criar comissões que ensinem os nossos vizinhos de cada bairro a responderem adequadamente a esta pergunta. No meu bairro, pelo menos, a resposta adequada a “Olá como vai?” é:
-olá como vai?
No caso do vizinho mais próximo, poderá responder-se:
-bem e o senhor?
Neste caso, o diálogo deverá continuar assim:
-bem, obrigado.
Fim do encontro!
Conselho: nunca te passe pela cabeça responder ao teu vizinho como estás quando ele te pergunta como vais. Correrias o risco de não tornar a ser cumprimentada, e poderias chegar a ser expulsa do bairro.
Do seu ponto de vista, Leo Buscaglia – no seu livro” Viver, amar, aprender” – conta uma coisa parecida. Buscaglia pergunta porque é que as pessoas, quando sobem num elevador, se colocam de frente para a porta. Todas de pé com as mãos pudicamente afastadas de toda a possibilidade de roçarem com os demais.
«Quando eu entro num elevador, nunca me volto para a porta. Em geral, coloco-me em frente de todos e olho para eles. Às vezes, digo:
- não seria maravilhoso que o elevador ficasse parado durante horas e nos desse tempo de nos conhecermos?
A resposta é sempre a mesma. No andar seguinte, toda a gente sai do elevador aos gritos:
- está aqui um louco que diz que quer que o elevador fique parado!»
No que diz respeito, confesso publicamente que tenho um ritual.
Detesto os ritos. Detesto-os a tal ponto que nunca dou prendas de anos (excepto às crianças, para quem os dias de anos têm muita importância). Nunca recordo nenhum aniversário. Há muitos anos que não professo qualquer religião, nem visito cemitérios. Deixei de contar há quantos anos é que…
Ser tão anti-ritualista é decididamente um rito."
Jorge Bucay
Tem piada. Identifico-me com este texto mas tenho medo de elevadores. Paradoxos, again...
Transacções sem surpresas.
Usam-se para obter a falsa segurança de que muitas vezes julgamos precisar e outras tantas nos dizem, convencem ou ensinam que precisamos.
Os ritos têm diversas intensidades. Desde a religião, a “cultura”, os aniversários os dias da mãe, etc., até ao simples rito do “olá vizinho, como vai?”
É importante criar comissões que ensinem os nossos vizinhos de cada bairro a responderem adequadamente a esta pergunta. No meu bairro, pelo menos, a resposta adequada a “Olá como vai?” é:
-olá como vai?
No caso do vizinho mais próximo, poderá responder-se:
-bem e o senhor?
Neste caso, o diálogo deverá continuar assim:
-bem, obrigado.
Fim do encontro!
Conselho: nunca te passe pela cabeça responder ao teu vizinho como estás quando ele te pergunta como vais. Correrias o risco de não tornar a ser cumprimentada, e poderias chegar a ser expulsa do bairro.
Do seu ponto de vista, Leo Buscaglia – no seu livro” Viver, amar, aprender” – conta uma coisa parecida. Buscaglia pergunta porque é que as pessoas, quando sobem num elevador, se colocam de frente para a porta. Todas de pé com as mãos pudicamente afastadas de toda a possibilidade de roçarem com os demais.
«Quando eu entro num elevador, nunca me volto para a porta. Em geral, coloco-me em frente de todos e olho para eles. Às vezes, digo:
- não seria maravilhoso que o elevador ficasse parado durante horas e nos desse tempo de nos conhecermos?
A resposta é sempre a mesma. No andar seguinte, toda a gente sai do elevador aos gritos:
- está aqui um louco que diz que quer que o elevador fique parado!»
No que diz respeito, confesso publicamente que tenho um ritual.
Detesto os ritos. Detesto-os a tal ponto que nunca dou prendas de anos (excepto às crianças, para quem os dias de anos têm muita importância). Nunca recordo nenhum aniversário. Há muitos anos que não professo qualquer religião, nem visito cemitérios. Deixei de contar há quantos anos é que…
Ser tão anti-ritualista é decididamente um rito."
Jorge Bucay
Tem piada. Identifico-me com este texto mas tenho medo de elevadores. Paradoxos, again...
terça-feira, outubro 31, 2006
Paradoxo
Amar-te com os olhos fechados
é amar-te cegamente.
Amar-te olhando para ti de frente
seria uma loucura...
Eu gostaria que me amassem com loucura
Marguerite Yourcenar
é amar-te cegamente.
Amar-te olhando para ti de frente
seria uma loucura...
Eu gostaria que me amassem com loucura
Marguerite Yourcenar
domingo, outubro 29, 2006
Quantas vezes...
vezes sem conta
me murmuraste o amor infinito
ficando...
havia e há
verdade nisso, do ficar
mas vã, efémera
sem soluções,
choro a partida
porque não sei fazer outra coisa
esforço-me
admito e admiro a coragem dos heróis
que de dentro trazem força
vencem medos
constróiem e aceitam
não há receita?
ninguém me ensina?
queria ser outra coisa
que não este peso morto,
morto
parece-me
quantas vezes
vezes sem conta
me murmuraste o amor finito
fugindo...
me murmuraste o amor infinito
ficando...
havia e há
verdade nisso, do ficar
mas vã, efémera
sem soluções,
choro a partida
porque não sei fazer outra coisa
esforço-me
admito e admiro a coragem dos heróis
que de dentro trazem força
vencem medos
constróiem e aceitam
não há receita?
ninguém me ensina?
queria ser outra coisa
que não este peso morto,
morto
parece-me
quantas vezes
vezes sem conta
me murmuraste o amor finito
fugindo...
sexta-feira, outubro 27, 2006
Up'nd Down...
Podia ser o começo duma canção dançável dos anos 70.
Não é.
A minha vida é um carrossel (como devem ser todas as vidas que eu sou lúcida) mas, ultimamente, com mais downs que ups, infelizmente.
Não me dá sossego, o destino. Agora, duas coisas difíceis.
Primeira, um primo que amo como se fosse irmão internado. Diagnóstico: pancreatite. Gravidade? Bom, muita...risco de vida.
Segunda, faço de baby-sitter pelas piores razões. Além dos meus rebentos, acolho outro, o filho da Zica de que falei há tempos. Está aqui em casa enquanto ela se droga no andar contíguo.
Merda de vida.
Phodace!
Não é.
A minha vida é um carrossel (como devem ser todas as vidas que eu sou lúcida) mas, ultimamente, com mais downs que ups, infelizmente.
Não me dá sossego, o destino. Agora, duas coisas difíceis.
Primeira, um primo que amo como se fosse irmão internado. Diagnóstico: pancreatite. Gravidade? Bom, muita...risco de vida.
Segunda, faço de baby-sitter pelas piores razões. Além dos meus rebentos, acolho outro, o filho da Zica de que falei há tempos. Está aqui em casa enquanto ela se droga no andar contíguo.
Merda de vida.
Phodace!
quarta-feira, outubro 25, 2006
Idade Maior
A esta hora, há 18 anos atrás, recebi a minha primeira benção maternal.
Hoje, essa benção, atinge a maioridade. Mas sempre foi grande.
Amo-te, Bernardo.
Hoje, essa benção, atinge a maioridade. Mas sempre foi grande.
Amo-te, Bernardo.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Há Sempre Tempo Para...
Um sorriso rasgado.
Uma gargalhada sonora.
Um beijo roubado.
Uma guloseima proibida.
Em querendo...
Uma gargalhada sonora.
Um beijo roubado.
Uma guloseima proibida.
Em querendo...
terça-feira, outubro 17, 2006
Outono!
Chove copiosamente.
O vento chama-me ali fora. Abro a janela e deixo que o dito me invada.
Levou-me, hoje, a útima conexão com o passado conjugal. Oficialmente divorciada perdi apelido, ganhei coerência.
Sou Eu outra vez.
Serena.
Livre!
O vento chama-me ali fora. Abro a janela e deixo que o dito me invada.
Levou-me, hoje, a útima conexão com o passado conjugal. Oficialmente divorciada perdi apelido, ganhei coerência.
Sou Eu outra vez.
Serena.
Livre!
domingo, outubro 15, 2006
Com Certeza!
Digo:
O Amor Verdadeiro, aquele que se foi construindo sem imediatos, sem correria, fica para sempre como real e profundo.
Dê o nosso mundinho as voltas que der, permanece.
Eu confio no tempo, que há-de restabelecer a Verdade do Amor.
Eu confio...e Amo!
O Amor Verdadeiro, aquele que se foi construindo sem imediatos, sem correria, fica para sempre como real e profundo.
Dê o nosso mundinho as voltas que der, permanece.
Eu confio no tempo, que há-de restabelecer a Verdade do Amor.
Eu confio...e Amo!
sexta-feira, outubro 13, 2006
Pai!
Parabéns...
E desculpe-me. Não consigo dizer-lhe o quanto me dói não conseguir dizer: amo-o!
Desculpe. Pai!
(o beijo que lhe darei di-lo-à, sem palavras)
E desculpe-me. Não consigo dizer-lhe o quanto me dói não conseguir dizer: amo-o!
Desculpe. Pai!
(o beijo que lhe darei di-lo-à, sem palavras)
terça-feira, outubro 10, 2006
Queria Escrever Dia 11
Calha que é dia 10.
Estou cansada.
Venho dum dia complicado, duma semana difícil, de um par de meses doridos.
Há fases assim, em que tudo parece acontecer e uma avalanche de emoções contraditórias nos assola.
Gosto de estar viva, não sei se de saúde porque evito sabê-lo. Não gosto de análises de qualquer espécie (se estiver doente um dia saberei, ora).
O meu amigo Gil, com quem cresci, também não gostava.
Mas casou com uma mulher que não lhe deu muitas hipóteses quando, neste Verão, ele apresentava um cansaço e uns enjoos fora do normal. Fosse mulher e a notícia até podia ser boa. Não é. Cancro no estômago, com metástases no fígado e intestino.
Diagnóstico cruel: não faz 41 anos, em Dezembro. Já não faz...
Eu, em estado de choque, percebo que é mesmo preciso viver o Agora...sem análises, de preferência (lá está).
O Gil vai ser o meu segundo amigo de infância a partir fora do tempo. O primeiro, o Jorge, escolheu ir. O Gil não...queria ficar e não houve perguntas nem respostas.
Como se não bastasse, outra amiga de infância que, por voltas da vida voltou a ser minha vizinha, recaiu na heroína. Soube quase ao mesmo tempo. Nunca desconfiei de nada. Falamos todos os dias e ela, que tem um filho da idade do meu mais novo e que é um dos seus grandes amigos, sempre me pareceu sóbria, lúcida.
Até que a mãe dela me procurou, pedindo ajuda. A Zica perdeu-se de novo e tropeça nas seringas que deixa espalhadas pela casa. O filho também. A violência dentro daquelas paredes é uma constante e a fechadura foi mudada ontem. Onde andará a Zica que não me responde?
Chorei.
Olhei para mim e pensei: que pequeninos se tornam os meus problemas...microscópicos!
Estou cansada.
Venho dum dia complicado, duma semana difícil, de um par de meses doridos.
Há fases assim, em que tudo parece acontecer e uma avalanche de emoções contraditórias nos assola.
Gosto de estar viva, não sei se de saúde porque evito sabê-lo. Não gosto de análises de qualquer espécie (se estiver doente um dia saberei, ora).
O meu amigo Gil, com quem cresci, também não gostava.
Mas casou com uma mulher que não lhe deu muitas hipóteses quando, neste Verão, ele apresentava um cansaço e uns enjoos fora do normal. Fosse mulher e a notícia até podia ser boa. Não é. Cancro no estômago, com metástases no fígado e intestino.
Diagnóstico cruel: não faz 41 anos, em Dezembro. Já não faz...
Eu, em estado de choque, percebo que é mesmo preciso viver o Agora...sem análises, de preferência (lá está).
O Gil vai ser o meu segundo amigo de infância a partir fora do tempo. O primeiro, o Jorge, escolheu ir. O Gil não...queria ficar e não houve perguntas nem respostas.
Como se não bastasse, outra amiga de infância que, por voltas da vida voltou a ser minha vizinha, recaiu na heroína. Soube quase ao mesmo tempo. Nunca desconfiei de nada. Falamos todos os dias e ela, que tem um filho da idade do meu mais novo e que é um dos seus grandes amigos, sempre me pareceu sóbria, lúcida.
Até que a mãe dela me procurou, pedindo ajuda. A Zica perdeu-se de novo e tropeça nas seringas que deixa espalhadas pela casa. O filho também. A violência dentro daquelas paredes é uma constante e a fechadura foi mudada ontem. Onde andará a Zica que não me responde?
Chorei.
Olhei para mim e pensei: que pequeninos se tornam os meus problemas...microscópicos!
domingo, outubro 08, 2006
Amanheceu...
MAGNIFICAT
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!
Álvaro de Campos, 7-11-1933
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!
Álvaro de Campos, 7-11-1933
quarta-feira, outubro 04, 2006
Pensando Devagar!
As coisas que me aconteceram dependeram de mim e da minha discricionaridade.
As escolhas, condicionadas ou não, foram minhas.
De qualquer maneira, o meu Eu profundo diz-me que antes houvesse Destino.
Tino? faltou-me!
Quero estar feliz, porra!
As escolhas, condicionadas ou não, foram minhas.
De qualquer maneira, o meu Eu profundo diz-me que antes houvesse Destino.
Tino? faltou-me!
Quero estar feliz, porra!
Se...
Se, se, se...raisparta o se.
Se largar um filme a meio porque o enredo não me agrada e prefiro ser eu a escrever o fim, estarei a violar direitos de autor?
Se, se, se...raisparta o se!
Se largar um filme a meio porque o enredo não me agrada e prefiro ser eu a escrever o fim, estarei a violar direitos de autor?
Se, se, se...raisparta o se!
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