quarta-feira, março 29, 2006

Mais Hilariante?

Não estou a ver...

Alguém entrou no meu belogue e, por alguma razão que desconheço e desconhecerei (mas desconfio do Clooney), pediu tradução para inglês. Saiu isto:

http://translate.google.com/translate?hl=en&sl=pt&u=http://www.semifrio.blogspot.com/&prev=/search?q=semifrio&hl=en&lr=&rls=HPIA,HPIA:2005-35,HPIA:en


LOOOOOOOOOOOL

(tenho material que dá para rir duas semanas...)

11111

Lindo!

Bom, o sono é que me lixa...

E agora, banhoca e trabalhico (ou vice-versa, que ainda não decidi).

terça-feira, março 28, 2006

Tranvestidos!

Um travesti é um gajo de sorte.

Pode coçar os tomates sem que desconfiem que o faz, esteja o botox no sítio certo e os implantes mamários moles (nunca entendi como há gajas que queiram ter mamas tipo bolas de basket cheias de mais, a ameaçar rebentar a qualquer momento...enfim, um desabafo).

Ocorreu-me este pensamento agora mesmo porque, invejosa, não tenho tomates para coçar. E espera-me uma pilha de documentos para analisar.

Às vezes ataca-me uma brejeirice, pardon, mas não deixa de ser risível e até saudável.

Assim, e reiterando o pardon, desculpem qualquer coisinha. Eu volto ao normal não tarda.

(e hoje, por mais que se me revoltem as entranhas, vou gritar pelo Benfica...mas baixinho, não vá alguém ouvir-me)

domingo, março 26, 2006

Mares

Tão longe, o Pacífico. Pacificar-me-á?
Um dia, quando Ele me envolver, saberei.

O movimento das ondas é mágico. A transparência será absorvida como por magia e haverá osmose. E serei sereia...quiçá para sempre!

Quero ter escamas mais do que asas. Ou juntar ambas porque, no sonho, tudo é possível.

O Atlântico e o Mediterrâneo já me receberam. O Mar do Norte também. Faltam-me outros mares.

Um dia...

sábado, março 25, 2006

Gosto!

De ter um coração do tamanho do mundo.
De ser profundamente cúmplice de quem gosto.
De ser verdadeira comigo e com o(s) outro(s).
De dar por mim a sonhar com a realização que há-de vir, porque gosto de pensar que não desisto.
De escrever assim, cheia de certezas quanto à minha vocação de partilhar sentimentos, com letras.
De confiar.
De amar e ser amada.

Gosto de tanta coisa...

Não gosto de trabalhar ao Sábado. Mas vou fazê-lo agora.

Bom Fim de Semana, pahs!

sexta-feira, março 24, 2006

Morrer ou Falecer?

Morrer, óbvio.

Falecer não é mais do que uma forma amaricada de definir a partida. Que não tem volta.

O Miguel morreu. Dia 27 de Fevereiro, no IPO de Lisboa. Lembram-se dele?

Eu lembro-vos:

Olhem bem para ele!


Olhem os filhos lindos que tem. Que cá ficam e lhe perpetuam a vida.

Viva o Sporting.

Boa viagem, Miguel.
Lá nos encontraremos, um dia...

quinta-feira, março 23, 2006

Ode ao Amor!

Desta vez o blogspot esteve do meu lado. Não me deixou postar, com toda a razão.

De qualquer maneira queria dizer, em tom bem alto, que o Amor é elixir, é alquimia.

Gosto da sensação da saudade boa, da chegada antecipada em todas as horas e em todos os minutos.

Um dia explico. Agora não posso porque vou dormir...é que, na verdade, a ausência custa e, dormindo, Ele volta.

domingo, março 19, 2006

Sensações!

Fim de Domingo.
Dia do Pai.
Ainda tenho o meu comigo e vou vê-lo, jantar com ele porque me convidei. Porque cada vez está mais presente a perenidade do seu corpo que já nos assustou, quando lhe atacou o cérebro sem aviso, há já 2 anos. Sobreviveu incólume, embora envelhecido do medo.

Amo-o muito. No entanto, custa-me dizer-lho. Sempre bulhámos, sempre me senti uma filha desajeitada e desafiadora, talvez por isso mesmo.

Hoje quero só abraçá-lo e, se não conseguir verbalizar o que sinto, que seja através do abraço forte e do beijo sentido dado daqui a pouquinho, que ele perceba o quão é importante na minha vida.

(um beijo para outro Pai que não meu mas que amo muito e que me deu dois dias maravilhosos)

sexta-feira, março 17, 2006

Lá Está, Gosto da Água!

(nunca sei se o acento de agua é grave ou agudo, sorry)

Até em forma de chuva forte, sem protecção.
Cheguei há pouco a casa, ensopada até aos ossos. E os ditos gostaram (até ver).

Pelo sim, pelo não, troquei de roupa e vesti um pijama quentinho, não vá a PDI atacar e mandar-me para a cama uns diazitos de que não disponho...

New Post?

Oh pá, apre...
É que não me apetece nadinha.

Constipada,
Cansada,
Ocupada,
Afogueada,
Com a Empreitada.

Mais a mais, Chuvada!

De raspão, a passagem.
Para Meninas e Meninos, beijos entregues. Quem quiser, apanha-os!

Bom Fim-de-Semana (que para mim se resume a Domingo)

terça-feira, março 14, 2006

Anedota do Dia (pelo menos até esta hora)

O filho do meio:

_Mãe, porque se suicidou o livro de Matemática?

_Hein?

_Ora, porque estava cheio de problemas...


Pronto, é uma piada seca, simples, mas não deixou de me fazer sorrir!

quinta-feira, março 09, 2006

Aproximação (Des)Cuidada!

Aproximo-me das letras com (des)cuidado.
Elas têm recusado organização.
Rebelaram-se, as parvas das palavras.

E custa escrever algo com conteúdo,
sentido,
graça ou pertinência.

A única coisa que me ocorre hoje comentar é o facto de Maria Cavaco Silva se mostrar relutante em trocar de posição com Maria José Ritta nas bancadas VIP's do hemiciclo, na tomada de posse do marido.

E depois ocorreu-me: isto é subliminar. No fundo ela sabe que faria um par esteticamente mais aceitável com o demissionário. E a ex prima dona nem ficava mal ao lado de Cavaco.

Pois, eu avisei!!!

quarta-feira, março 08, 2006

OPA OPA

Opa opa,
Opa Opa,
Oh you make me ups ups!


Para quem não sabe, o texto anglo-saxónico que serve de intróito aqui acima trata do refrão duma música(queta, pronto) muita dançável e que ecoava amiúde nas discos das Docas lisboetas há um par d'anos.

Se pensavam que era um poste economicista e cheio de análises consistentes sobre o brilhantismo do Belmiro...Ó pá!

Eu até acordei bem disposta e tudo!

Upa Upa :)

segunda-feira, março 06, 2006

Amo e Vou Amar Sempre...

...um ÚNICO homem.
Aquele que não sabe dizer que me ama.
(já soube, though...)

Triste sina
A dos amantes não recíprocos
Triste fim
Triste dessincronia de corpos
Complexa troca de tempos
Em que o amor de um
Se perde no outro


Em jeito de humilhação a mim própria, deixo o registo do verdadeiro poeta que diz aquilo que eu não consigo:

INTERVALO

Quem te disse ao ouvido esse segredo
Que raras deusas têm escutado -
Aquele amor cheio de crença e medo
Que é verdadeiro só se é segredado?...
Quem te disse tão cedo?
Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?


Ou foi só que o sonhaste e eu te o sonhei?
Foi só qualquer ciúme meu de ti
Que o supôs dito, porque o não direi,
Que o supôs feito, porque o só fingi
Em sonhos que nem sei?

Seja o que for, quem foi que levemente,
A teu ouvido vagamente atento,
Te falou desse amor em mim presente
Mas que não passa do meu pensamento
Que anseia e que não sente?

Foi um desejo que, sem corpo ou boca,
A teus ouvidos de eu sonhar-te disse
A frase eterna, imerecida e louca -
A que as deusas esperam da ledice
Com que o Olimpo se apouca.


Fernando Pessoa

domingo, março 05, 2006

O Homem Perfeito!

É sensível
Tem sentido de humor (rir-se das minhas piadas é lucro)
É forte e autosuficiente
Não cultiva o corpo mas cultiva o coração
Ouve-me com atenção
Gosta do que eu penso
Percebe-me
Discute com inteligência
Não se amofina
Dá-me o melhor dos presentes...Amor!

Tem mais de metrioitenta e não se sente ameaçado por mim
Importa-se pouco com o que visto
Olha-me as vísceras e gosta...

(nada demais, portantus...)

Armadura!

Arma_dura!
Não há doutras.
Há?
Em havendo avisem-me.

De qualquer maneira, e partindo do pressuposto que só há destas, manter o sufixo convém. Consiga largar-se o prefixo e corre tudo melhor.
Quanto mais não seja poupa-se no ginásio e na psicanálise!!!

Bom Domingo

(eu sei, isto não faz sentido lido assim, é subliminar...sorry)

sábado, março 04, 2006

Madrugar Num Sábado!

Ok, madrugar no caso é excessivo.
08.45 da manhã e toca o despertador.
Festa de anos matinal, crianças a preparar, boleia para elas às 09.30.
Vejo-os da janela entrar na carrinha e fico à espera que partam.

Pondero voltar a dormir.
Lembro-me que, se o fizer, a dor de cabeça posterior é inevitável.
Não cedo à tentação e bebo uma chávena de café bem forte.

Chove a cântaros. O vento sopra furioso.

Fico ali, a observar a intempérie, pensando coisas.
Gosto de estar acordada num Sábado de manhã e constato que há muito não me lembrava disso!

Bom Fim de Semana

Clarividência!

Privilegiados os que a têm.
Afortunados? Não sei...

A clarividência que funciona telescopicamente,
Enxerguando um futuro longínquo,
Que pode nem haver.

O agora, sempre o agora...

quinta-feira, março 02, 2006

Re...Posição!

Uma Ideia!

Já não é nova, esta minha ideia peregrina que passo a expôr, depois de inspirada pelo périplo diário através da blogoesfera, em que é notória a indignação e a vontade de inssurreição sobre o 'status quo' deste condado portucalense:

Lembram-se do movimento 'bandeiral' sem precedentes que ocorreu no nosso país durante o Euro 2004?

Ok.

Então agora pensem o que seria se cada português pendurasse, na sua janela, um cartaz enorme com letras garrafais, manifestando o seu descontentamento e as suas preocupações, mais generalistas ou mais particulares ficando isso ao critério de cada um.

Era lindo ou não era? Ver este país em bloco a manifestar-se, de forma pacífica, de dentro para fora das suas casas?

Eu acho uma ideia óptima, modéstia à parte.

Mais, podia ir-se reciclando o material, consoante os escândalos, o que obviamente daria um trabalhão dada a velocidade a que sucedem, mas que nos ajudaria a todos a exorcizar desapontamentos e genuínos sentimentos de traição.

E ainda estimularia a escrita, fomentando a literacia e a apetência pela mesma.

Quécacham? Ensandeci? Alinham?

Cá espero a resposta, na volta do correio ou ali, na caixa dos 'comentos'!


Hoje acordei assim, arreliada...indignada até!
Voltei a sonhar que era amante do Sócras! Belheque!

quarta-feira, março 01, 2006

Com Comentários!!!

O mundo onde nasci é o errado. Não lhe pertenço. Não o entendo.

Queria publicar as fotos que recebi duma criança a ser castigada por ter roubado. Barbaramente. Onde foi? Pouco interessa. Porque foi? Interessa ainda menos.

Sempre que um ser humano for torturado e humilhado, tenha a idade que tiver, é um assunto que todos temos obrigação de ver, olhar, sentir...

André, se me conseguires ajudar, documento o poste à posteriori.
Senão, pelo menos fica espelhada a minha indignação!

Não gosto de ser terrestre. Haverá lugar para mim em Orion?

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Aluguer ou que tal...





With one light on in one room
I know you're up when I get home
With one small step upon the stair
I know your look when I get there
If you were a king up there on your throne
would you be wise enough to let me go
for this queen you think you own
Wants to be a hunter again
wants to see the world alone again
to take a chance on life again
so let me go

The unread book and painful look
the tv's on, the sound is down
One long pause
then you begin
oh look what the cat's brought in
If you were a king up there on your throne
would you be wise enough to let me go
for this queen you think you own
Wants to be a hunter again
wants to see the world alone again
to take a chance on life again
so let me go
let me leave

For the crown you've placed upon my head feels too heavy now
and I don't know what to say to you but I'll smile anyhow
and all the time I'm thinking, thinking

I want to be a hunter again
want to see the world alone again
to take a chance on life again
so let me go.


Written by D.Armstrong & R. Armstrong


Mais de resto, nada...

Deixar Fluir...

Correr pensamentos sem rede,
Deixar as emoções soltas,
Caminhar sem rumo,
Aninhar-me no sonho.

Beber a vida,
Criar felicidade,
Em mim,
No outro.

Ser Alquimista das emoções,
Tocar e transformar,
Ser mais e gostar,
Deixar fluir...

Amar...profundamente!

domingo, fevereiro 26, 2006

All we are...

...is dust in the wind!

(e, se puderes vento, leva-me para longe, para um oceano quente que me acolha...)

Podias Dizer...mas

Não: não digas nada!
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já
É ouvi-lo melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.

És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.


Fernando Pessoa, 5/6-2-1931

Um Domingo sereno espera-me, espero, no passar vagaroso das horas iluminadas por um Sol fraco mas luminoso, que encaixa no meu corpo e me aquece de fora para dentro!

sábado, fevereiro 25, 2006

Nem Comento...

CWINDOWSDesktoptarzan.jpg
Tarzan!


What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla


Bom, de facto sempre sonhei voar numa liana...
Olha, comentei...


By the way, roubei ao Blogantes, que é como quem diz à Cinderela :D!

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Carnaval II (diálogo)

_ Mãe, primeiro que tudo, odeio mascarar-me; segundo que tudo, está um frio
de rachar.

E pronto, máscara out!!!

(tão pequenino e tão sensato)

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Carnaval!

Aí vem essa belíssima festividade, cheia de boa disposição e samba, esse folclore tão nosso, ali da região saloia.

É ver os corpos com a quantidade de cor inversamente proporcional aos kilos das bailarinas, que dançam ao som dum qualquer cantor também muito português mas que emigrou cedo para o Brásiu (daí a pronúncia), elas com o reduzido biquíni da praxe (uma coisa também muito típica do nosso interior...aliás, já vos falei dos postais ilustrados da minha avó que comprovam tudo isto?), à temperatura ambiente que ronda os zero graus.

Bom, algumas lá põem uns collants que denunciam o estio ainda longínquo.

Não esquecendo, claro, a quantidade de travestis por metro quadrado que indiciam qualquer coisa mal resolvida, ninguém me tira isso da ideia.

É muito, mas muito deprimente.

Mais deprimente ainda as Escolas obrigarem os meninos a levar máscara, mesmo que não achem piadinha nenhuma (caso dos meus filhos), que seja desconfortável e ainda dê azo a competitividades pouco sãs tipo: o meu pai é melhor que o teu porque é mais rico e a minha fantasia mostra-te isso mesmo.

Uma tristeza.

Desejosinha que cheguem as Cinzas de quarta-feira, é o que eu estou!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Enya

Sublime...
Vou embalada nos acordes e dou por mim looonge, longe!



I walk the maze of moments
but everywhere I turn to
begins a new beginning
but never finds a finish
I walk to the horizon
and there I find another
it all seems so surprising
and then I find that I know


Chorus:
You go there you're gone forever
I go there I'll lose my way
if we stay here we're not together
Anywhere is


The moon upon the ocean
is swept around in motion
but without ever knowing
the reason for its flowing
in motion on the ocean
the moon still keeps on moving
the waves still keep on waving
and I still keep on going


Chorus

I wonder if the stars sign
the life that is to be mine
and would they let their light shine
enough for me to follow
I look up to the heavens
but night has clouded over
no spark of constellation
no Vela no Orion


The shells upon the warm sands
have taken from their own lands
the echo of their story
but all I hear are low sounds
as pillow words are weaving
and willow waves are leaving
but should I be believing
Then I am only dreaming


Chorus

To leave the thread of all time
and let it make a dark line
in hopes that I can still find
the way back to the moment
I took the turn and turned to
begin a new beginning
still looking for the answer
I cannot find the finish
It's either this or that way
it's one way or the other
it should be one direction
it could be on reflection
the turn I have just taken
the turn that I was making
I might be just beginning
I might be near the end.


(pois, tudo encaixa...assim, naturalmente)

The Moon Upon The Ocean!

...begin a new beginning...

O eco das histórias dos outros faz-me viver estórias que não são minhas.
Hoje foi dia de relatos tristes de pessoas que não vingaram, que não venceram.
Devia fazer análises, pois devia.
Prefiro adiar!


I might be near the end...e, não vou querer saber.

PS: este poste tem destinatário!

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Do Baú de Recordações!

(escrito por mim vai um ano, dia 10 de Fevereiro de 2005 e que, especialmente hoje, faz ainda todo o sentido...)

As Portas e as Janelas

Diz-se que Deus fecha uma porta mas abre uma janela.

Detenho-me nisto e analiso: o que difere entre uma e outra, enquanto metáfora que encerra um significado para além da semântica?

- a porta é mais alta e mais larga e tem uma função específica, de passagem: ou se entra ou se sai. Pode ficar entreaberta, permitindo liberdade de movimentos ou dando a entender as boas vindas a quem chega;

- a janela abre-se com o propósito de deixar que o ar circule ou que o sol banhe o soalho. Se o tempo está frio ou chuvoso tende a permanecer fechada. Se, pelo contrário, o sol brilha e a temperatura é amena, escancara-se a dita e o mundo caseiro amplia-se.

Posto isto o que quererá dizer a frase em análise?

A minha interpretação é livre e cheia de subjectividade (redundância). Retiro dali uma mensagem fundamental:

'não te detenhas perante uma porta fechada. procura antes a janela. usa-a com uma mão cheia de intuição, racionalidade q.b. e uma pitada de risco. saindo pela janela, podes sempre dar a volta ao destino, chegar à porta fechada e descobrir, assim, que ela abre por fora...'

Di Dixit!

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Ritmos!




Easy lover
She'll get a hold on you believe it
Like no other
Before you know it you'll be on your knees
She's an easy lover
She'll take your heart but you won't feel it
She's like no other
And I'm just trying to make you see

She's the kind of girl you dream of
Dream of keeping hold of
You'd better forget it
You'll never get it
She will play around and leave you
Leave you and deceive you
Better forget it
Oh you'll regret it

No you'll never change her, so leave it, leave it
Get out quick cos seeing is believing
It's the only way
You'll ever know

Easy lover
She'll get a hold on you believe it
Like no other
Before you know it you'll be on your knees
She's an easy lover
She'll take your heart but you won't feel it
She's like no other
And I'm just trying to make you see

You're the one that wants to hold her
Hold her and control her
You'd better forget it
You'll never get it
For she'll say there's no other
Till she finds another
Better forget it
Oh you'll regret it

And don't try to change her, just leave it, leave it
You're not the only one, ooh seeing is believing
It's the only way
You'll ever know, oh

No don't try to change her, just leave it, leave it
You're not the only one, ooh seeing is believing
It's the only way
You'll ever know, oh

She's an easy lover (she's a easy lover)
She'll get a hold on you believe it (get a hold on you)
(She's) like no other
Before you know it you'll be on your knees (you'll be down on your knees)
She's an easy lover
She'll take your heart but you won't feel it (you won't feel it)
She's like no other
And I'm just trying to make you see (trying to make you see)



A vida tem ritmos, cadências certas e mensuráveis que não resisto a analisar.

A minha história é feita, fundamentalmente, de etapas estanques.

Há a infância em que, para além dum sopro cardíaco (fisiológico, disseram os sábios da altura), da minha primeira aventura com uma pastilha elástica, do meu primeiro dia de escola e da primeira aula de natação (que sei que foi aos 3 anos porque tenho o cartão do Clube Nacional de Natação que o comprova), pouco mais retenho (tirando um ou outro episódio de fantasia que, como tal, não é credível).

Depois, na adolescência, era uma garota linda...mesmo linda. Mas não sabia. Era muito alta e sobressaía no meio escolar, o que não era necessariamente bom (aliás, era mau...chato, quando se quer passar despercebida).
Nunca fui namoradeira. Era um bocadinho arisca. Não que fosse preciso porque, a comparar com irmã, primas e amigas o meu sucesso com o sexo oposto era nulo. Talvez o meu ar altivo enviasse a mensagem certa: chega para lá que eu não estou a fim!

Na idade adulta, que começa para mim aos 20 anos, amadureci muito rapidamente. Depressa demais. Não me dei tempo, escolhi um caminho apressado, deixei-me condicionar por factores exógenos à minha vontade, casei cedo o que me levou à maternidade precoce e a uma quantidade de situações estranhas. Não vou falar delas aqui.

Hoje, ao mesmo tempo que me sinto uma mulher adulta e sensata, tenho de lutar contra a adolescente/criança que de vez em quando toma conta de mim.
Curioso o facto de achar que as devo castrar. Se calhar o mais sensato é mesmo deixá-las co-existir com a Maior, sabendo escolher os momentos certos para que elas se revelem.

O ritmo, de qualquer maneira, é só meu, venha quem vier.
E é feito de acordes que nem sempre têm a sintonia que seria desejável. Mas são os que escolhi.

A música é minha e da partitura sou a autora.
Se soa mal, se gera nos outros a sensação de desarmonia, paciência.

Si bemol ou dó maior? Fui eu que escolhi!

sábado, fevereiro 18, 2006

Da Vontade de Açúcar!

Tenho uma mania. Bom, tenho várias confesso, mas no momento quero falar duma específica.
Gosto de açúcar.

Enquando garota, retenho como das minhas primeiras memórias a Natália que era nossa criada e que tinha o pelouro das crianças, a ensinar-nos (a mim e aos manos) a fazer guloseimas caseiras. A minha favorita era tão simples quanto derreter um pouco de açucar ao lume, juntar água qb e pôr em cima dum palito, na pedra mármore que sustinha o lava-louça. Quando arrefecia, descolava facilmente.

Fazíamos assim os chupa-chupas possíveis.

Daqueles de eu gostava, verdadeiramente, vendia o Sr. Manuel, merceeiro do bairro que me viu crescer. Eram redondos e achatados e tinham o desenho da fruta que lhes dava o sabor. Era, de qualquer maneira, raro os meus pais permitirem que na conta que mantinham aberta todo o mês, pudesse constar desses mimos não previstos. Sendo assim, só com dinheiro vivo nos era permitida a aquisição.

Uma festa, quando o Avô Tristão nos dava pilim. Era imediatamente gasto ali, em Piratas, Piratinhas, Sugos de mentol ou de frutas e todo o tipo de guloseimas.

Muitos anos mais tarde, ainda adoro chupa-chupas. E não me preocupa a figura que possa fazer quando me delicio com um, degustado em público.

Compro aos pacotes.

Uma vez, no Metro, uma criança sentada à minha frente olhava para mim com aquele ar de também quero!
No problem, eu sou perspicaz.
Feita a pergunta à mãe, que anuiu, dei-lhe um de morango.
E o resto da viagem foi feito de trocas de olhares cúmplices de prazer entre mim e aquele menino que, verdadeiramente, me compreendia!

Bom Fim de Semana!!!

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Pessoas!

Vamos ter uma visão optimista das coisas. Eu não caminho para o trabalho: passeio até lá.

Dir-me-ão que é a mesma coisa, um mero jogo de palavras.
Não é!

A observação do espaço e de quem conosco se cruza é condição para transformar um automatismo num momento de prazer.

As pessoas reagem ao olhar, sabiam?
Se são interceptadas por um sorriso andante surpreendem-se. E respondem.

Não estão habituadas a mais do que um cruzamento de corpos, em direcções opostas, sem apreensão de mais do que do espaço que precisam para não haver colisão.

Eu tenho passeado.

Sorrio a quem comigo se cruza.

Ouço música enquanto ando e talvez isso ajude a uma expressão corporal condizente com um espírito pacificado. E tem sido surpreendente, acreditem. Os transeuntes sorriem de volta. Nomeadamente os mais velhos que, num ápice, reparam em alguém disponível para o outro. Esses, com a sabedoria e perspicácia que o tempo lhes trouxe, aproveitam o momento logo logo. E trocam dois dedos de conversa, num qualquer semáforo, esperando que o boneco os chame à travessia.

O Mundo pode ser um sítio melhor! Eu faço por isso!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O Tempo, Sempre o Tempo...

Sobra-me pouco. Sobra sempre pouco.

Queridos comparsas blogueiros, peço desculpa por esta interrupção nas visitas e nos comentários jocoso-hilariantes (modeste, eu...) que ia largando nas vossas casas e que, de repente, desapareceram.

Estou embrulhada em trabalho e em outras coisas que me fazem passar por vós sem deixar rasto. Acompanho-vos, though...mesmo em silêncio.

Sabem? Quando se está feliz e ocupada a vida corre a mil à hora. Mas sabe bem e há muito tempo que não me sentia assim.

Beijos a rodos para todos:

Inha (Mana)
Spart (coração)
Safo (coração do Spart :))
Rosário (artista)
Steed (o mau feitio que eu gosto)
Aurora (gémea do telemóvel a vibrar)
Ana P. do Blogantes (gémea, das tais Torres, ainda em pé...sempre)
Papagaio (cor do dia)
Pato (sintonia)
Ana do Luar (vou-te lendo)
Sara (filhota)
Pêndulo (o irritante de quem gosto, vá-se lá saber porquê)
Pólux (fora deste mundo)
Isabel (poeta irresístivel)
Miss Pearls (amiga do coração)
André e o resto da Geração (obrigatório)
cm (desaparecido mas pouco :))


E todos os outros que persistem em visitar-me só porque sim.

Beijo enooorme!

(e desculpem)

Post Scritum Importantíssimo: O Xung, o meu Xung...Tasmânia Rula!!!!

Raiou, o Sol!

Olho o céu sempre preocupada.
Preocupo-me com pouco, eu sei.
Mas de lá, do céu, pode vir tudo:

A Luz e o Breu
O Calor ou o Frio

Às vezes não há Sol.
Outras sim.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Culinária!

Confesso, não gosto de cozinhar. Bom, até me dá prazer por vezes, desde que não seja por obrigação, tipo mãe canário com os filhos a piar em desespero de bico aberto à espera do alimento...isso não é culinária, é sobrevivência.

Quando me aventuro nos tachos e panelas até sai coisa comestível. Há ocasiões (de alguma inspiração) em que sai mesmo qualquer coisa espantosamente deliciosa. O problema é que eu invento, sempre. Não leio receitas, não olho a pesos ou medidas outras.
Cozinho como vivo: de improviso.

Lá está, tem alguns contras: não consigo fazer um mesmo petisco duas vezes.

Na vida é igual. Uma pitada de sorte, discernimento qb e a diferença é abissal quanto ao resultado, para melhor.

Comam bem, mas com a Vossa conta, peso e medida.

(mas que raio, até o blgger hoje tem forma de coração...há saco? apre)

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Não Poderia Concordar Mais...

A estranha morte do Ocidente

Luciano Amaral
Professor universitário

Independentemente das consequências últimas que venha a ter o caso dos
cartoons de Maomé, dele restará mais uma pequena morte do chamado Ocidente.
Haverá poucas coisas que melhor o definam do que a liberdade de expressão e
a separação entre a opinião pública e o Estado. Quando quadrilhas de
radicais islamitas, orquestradas por Estados autocráticos, fizeram um
chinfrim disparatado a propósito dos cartoons, era de esperar que o Ocidente
se unisse na afirmação daqueles princípios. Que asseverasse a sua
especificidade cultural, dizendo claramente se vos ofende a representação
gráfica do profeta, a nós ofende-nos a limitação da liberdade de o fazer.
Ofende-nos que um governo tenha de pedir desculpa pelas opiniões expressas
por um cidadão privado num jornal. A reacção inicial do primeiro-ministro da
Dinamarca foi a correcta e bastava que o dito Ocidente a secundasse com
naturalidade para pôr ponto final na conversa. Quando governos de países
muçulmanos lhe pediram que o Governo dinamarquês se retractasse pelos
cartoons, Andreas Fogh Rasmussen explicou que não era responsável pela
opinião de um jornalista. Todos nós, ocidentais, passamos o tempo a
cruzar-nos com mensagens que consideramos ofensivas, mas aceitamo-las, em
nome de algo que consideramos superior a liberdade de outrem emiti-las. Até
porque é ela que nos permite fazer o mesmo, ainda que seja de forma
involuntária.
Os cristãos ocidentais têm de suportar quotidianamente insultos
extraordinários Cristo como homossexual, Maria como prostituta ou ornada de
bosta de elefante, para dar apenas alguns exemplos gratuitos. Se manifestam
a sua repulsa, logo são tomados por uma franja social lunática ou atacados
com uma bateria de argumentos sobre o carácter inegociável da liberdade de
expressão. Agora, muitos dos mesmos que tanto se deleitam a insultar o
cristianismo à sombra da liberdade de expressão, descobriram a
"sensibilidade cultural" do islamismo. Nada disto é novo, mas desta vez
assumiu proporções (literalmente) de caricatura. Seguidores de Maomé
destroem as torres gémeas de Nova Iorque e uma ala do Pentágono, matando
mais de três mil pessoas, enquanto nas ruas de Ramallah se celebra dançando;
destroem a Embaixada americana em Nairobi, matando 250 pessoas; destroem uma
composição ferroviária em Madrid, matando 200 pessoas; destroem umas quantas
carruagens de metro em Londres, matando 50 pessoas; destroem uma rua
turística de Bali, matando 200 pessoas; o Presidente do Irão promete riscar
Israel do mapa e afirma que o Holocausto não passa de uma "fantasia
judaica". Tudo isto acontece e repetem-se as vozes dizendo-nos que é preciso
"compreendê-los" e às suas "razões de queixa" pela "arrogância" ocidental.
Agora já nem sequer se pode publicar um cartoon em Copenhaga sem que o
"mundo islâmico" se indigne e uma multidão de ocidentais se penitencie, com
diversos governos (inclusivamente de países onde os cartoons não foram
publicados, como a Grã-Bretanha) desmultiplicando-se em desculpas pelo
comportamento de cidadãos privados de outros países. Claro que, quanto mais
este penoso espectáculo continua, mais os radicais islâmicos se permitem
reivindicar uma razão que os próprios ocidentais lhe conferem e passar à
violência despropositada. A pretexto dos cartoons destruíram-se embaixadas
inteiras, ou seja, países foram fisicamente atacados, mas muita gente
continua a assegurar-nos que é preciso "compreendê-los". E quando,
exactamente, é que o Islão terá de nos "compreender" a nós?
A triste conclusão é que, provavelmente, o Islão não tem nada que nos
"compreender" a nós porque a cada dia que passa nós vamos existindo um pouco
menos. Quem vê as torres gémeas cair e os comboios de Madrid a arder e
continua a pregar a "compreensão" do outro não é, obviamente, merecedor de
qualquer respeito. O ódio de tantos ocidentais à civilização a que pertencem
é um dos fenómenos mais fascinantes e deprimentes do mundo de hoje. São
esses os ocidentais que passam o tempo a recensear horrores no Ocidente, ao
mesmo tempo que "compreendem" os horrores alheios, em nome da sua
"especificidade" cultural. São eles que nunca encontram nenhuma razão para o
Ocidente se defender de insultos e ataques. São eles que consideram Bush e
os EUA os equivalentes actuais do nazismo (sem exagero basta lembrar o nosso
ministro dos Negócios Estrangeiros, as bandeiras americanas com as cruzes
gamadas ou Bush com o respectivo bigodinho alusivo), mas parecem achar
normais as regurgitações iranianas sobre o Holocausto. São eles que
consideram Guantánamo a maior vergonha da humanidade (o "novo gulag", na
imortal definição da Amnistia Internacional), mas encolhem os ombros aos 300
mil mortos do regime de Saddam.
O mais interessante disto tudo é que são mesmo capazes de ter razão. Se uma
civilização não gera os instintos necessários para sobreviver, é porque não
merece sobreviver. Se são eles que preferem não se defender a si próprios,
porque razão haverá alguém de os defender a eles?

domingo, fevereiro 12, 2006

Antibióticos com Música!

Acordei às 10h01m. Bom presságio, tratando-se duma hora capicua.

Pego na caixa de antibiótico que ando a tomar, irrelevante para o caso, não fosse o nome do dito (e passo a publicidade): PENILAN!

Penilan, Penilan...começo imediatamente a cantarolar isto:


Penny Lane (Lennon/McCartney)


In Penny Lane there is a barber showing photographs
Of every head he's had the pleasure to know.
And all the people that come and go
Stop and say hello.

On the corner is a banker with a motorcar,
The little children laugh at him behind his back.
And the banker never wears a mack
In the pouring rain, very strange.

Penny Lane is in my ears and in my eyes.
There beneath the blue suburban skies
I sit, and meanwhile back

In penny Lane there is a fireman with an hourglass
And in his pocket is a portrait of the Queen.
He likes to keep his fire engine clean,
It's a clean machine.

Penny Lane is in my ears and in my eyes.
A four of fish and finger pies
In summer, meanwhile back

Behind the shelter in the middle of a roundabout
The pretty nurse is selling poppies from a tray
And tho' she feels as if she's in a play
She is anyway.

In Penny Lane the barber shaves another customer,
We see the banker sitting waiting for a trim.
And then the fireman rushes in
From the pouring rain, very strange.

Penny lane is in my ears and in my eyes.
There beneath the blue suburban skies
I sit, and meanwhile back.
Penny lane is in my ears and in my eyes.
There beneath the blue suburban skies,
Penny Lane.


Há coisas tão simples que me põem verdadeiramente bem disposta :)

Bom Domingo!

sábado, fevereiro 11, 2006

Pausadamente...

...coloco os dedos nas teclas, como se queimassem.
Percorro o teclado com o cuidado de quem pisa ovos. Porque, fazendo-o, a escrita é mais fluída mas ao mesmo tempo mais pausada, abrindo caminho a sentimentos profundos que não se compadecem com pressas.

Viver a vida devagar torna tudo mais nítido, mais palpável, menos etéreo.

Gosto de sentir esta serenidade. De perceber que, mais cedo que tarde, começo a entender-me e descobrir ao que vim, quando escolheram que nascesse.

Sou completa quando me perdoo, quando desculpo as fragilidades próprias da minha condição humana.

Projecto-me no agora e não peço mais do que isso: um agora em que faça o melhor que posso e sei.

Hoje gosto muito de mim!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Foi o Resultado...Mainada!

I'm a Dodge Viper!



You're all about raw power. You're tough, you're loud, and you don't take crap from anyone. Leave finesse to the other cars, the ones eating your dust.


Take the Which Sports Car Are You? quiz.



Eu até acho que sou muito mais Kangoo...ou Dòblo, ou isso!

(roubado à Vieira do Mar, do Controversa Maresia, que roubou a alguém, etc)

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Ter Vontades!

Bolas!
(olha, ocorreu-me agora que nós, portugueses, temos expressões que não lembram ao diabo...esta é uma delas: bolas)

(também devemos ser os únicos no mundo que se insultam recorrendo a produtos hortícolas, tipo nabo...mas já me estou a desviar do assunto)

Hoje, no caminho que percorro a pé, do trabalho até casa, ocorreu-me que só temos vontade do que conhecemos. O que é curioso, se tivermos em conta que não conhecemos nada...ou quase nada.

Andar a pé de Ipod nas orelhas tem destas coisas. Estimula os pensamentos errantes e desconexos. Se lhes prestarmos atenção descobrimos coisas engraçadas.

Apetecia-me estar no Brasil. Eu não conheço a terra de Vera Cruz mas, no entanto, ela apeteceu-me.

Águas cálidas, mar limpído, faunas e floras desconhecidas.

Quis mergulhar nessa imensidão sem fim dum oceano longínquo...ou nem tanto!
Estando na minha cabeça existe e vive-se, mesmo sem a parte física que me dá a certeza da sua existência.

Será que há essa terra? Ou outra qualquer que não conheço?
Haverá porque sonho com ela.
Mainada!

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Consequentemente...

...não tenho tido tempo para isto. Tenho o blogue cheio de pó, teias de aranha e até cotão já rola pelos cantos.

Não visito ninguém, raramente respondo a mails...
Raio de vida esta!!!


Uma visita relâmpago só para comentar, o sururu em relação aos cartoons (supostamente) humorísticos representando Maomé:

Voltem Monty Python, que estão aperdoados!!!
E deixaram saudades :D

(é que o raio dos desenhos não têm piadinha nenhuma, porra)

domingo, fevereiro 05, 2006

Pespectiva Simplista!

Porque, embora jurista, me considero uma pessoa simples e até pragmática (espanto), e considerando em sentido lato a consagração na Constituição do principio da igualdade e da não discriminação, nomeadamente quanto à orientação sexual dos indivíduos da República, pergunto: o que fazer dos pedófilos?

Coisas que me apoquentam, pronto...

Bom Domingo!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Ser Tuga!

(recebida por mail dum amigo que, como eu há anos atrás, está exilado lá prós lados da Finlândia)


SER PORTUGA (PORTUGUÊS) É:

Ser Tuga é: Levar o tupperware com o arroz de frango para a praia.

Ser Tuga é: Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro ou limpar os móveis.

Ser Tuga é: Criticar o governo local, mas jamais se queixar oficialmente.

Ser Tuga é: Ladies night à quinta.

Ser Tuga é: Ter tido a última grande vitória militar em 1385.

Ser Tuga é: Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.

Ser Tuga é: Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no restaurante.

Ser Tuga é: "Folclore" estudantil anual por causa das propinas.

Ser Tuga é: Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.

Ser Tuga é: Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.(já foi mais, amigo, já foi mais)

Ser Tuga é: Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Ser Tuga é: Dar os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.

Ser Tuga é: Passar o domingo no 'shopping'.

Ser Tuga é: Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a tampa da esferográfica.

Ser Tuga é: Já ter ido, secretamente, "à bruxa".

Ser Tuga é: Ter filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca pôr os pés na igreja.

Ser Tuga é: Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.

Ser Tuga é: Não ser espanhol.

Ser Tuga é: Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos, com os pretos e com os ucranianos.

Ser Tuga é: Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas de alentejanos.

Ser Tuga é: Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.

Ser Tuga é: Ter a mãe ou a avó com Maria no nome.

Ser Tuga é: Viver em casa dos pais até aos 35.

Ser Tuga é: Conduzir sempre pela faixa da esquerda

Ser Tuga é: Ter três telemóveis.

Ser Tuga é: Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto.

Ser Tuga é: Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ser Tuga é: Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.

Ser Tuga é: Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.

Ser Tuga é: Não ser brasileiro.

Ser Tuga é: Algarve em Agosto.

Ser Tuga é: Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.

Ser Tuga é: Ser adolescente toda a vida e dizer "prontos" no fim de cada frase.


Acrescento:

Andar sempre com a chave do carro na mão, mesmo durante um passeio a pé; servir comida em travessas de alumínio, cuspir no chão, mandar piropos a quem passa desde que use saias, usar bigode, desconfiar sempre de quem lhe pede uma informação, comer samduiches de torresmo e courato...que me lembre, assim de repente!!!

Curioso!

Sabe-se que a curiosidade, na dose certa, tem enormes vantagens.
Leva as mais das vezes à procura de informação sobre variados temas e, quando tratada/processada, induz conhecimento.

Mas há o reverso da medalha.

Há aquela que espreita os buracos da fechadura, com princípios fúteis que mais não são do que a procura que um assunto para esmiuçar.
Essa, além de não acrescentar nada a quem dela faz uso, prejudica. Leva a conclusões erradas porque não é aprofundada. Vive do momento traquina que a precede e que a acompanha no durante. No fim, o resultado é igual àquele que se obtém quendo se lê um livro na diagonal.

Conhece-se os personagens, os lugares, até os tempos...mas escapa o essencial: o enredo, a trama!

Digo eu, que já vivi um bocado...

Tenham Um Bom Fim de Semana!!!

(e aproveitem para ler um bom romance, com o Sting como pano de fundo)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

A Tensão

Provoca sequelas tão ou mais dolorosas que um espancamento.
Hoje foi um dia em que tive de gerir isso (sem grande resultado, diga-se).
As dores no corpo depois de passar o tempo a ginasticar a mente para afastar o que não descola e que se entranha.


Peço atenção para aquilo que vou dizer: não vivam em tensão porque faz aftas. E, em alguns casos, há até relatos de amigdalítes agudas acompanhadas de hemorróidas!

Sejam Felizes (e relaxados...)

Nota: um SPA ajuda. Aceitam-se contribuições. Obrigada. Stop!

Aviso de última hora: piadas básicas sobre hemorroidal serão completamente ignoradas...

terça-feira, janeiro 31, 2006

Há Coisas Para Sempre...

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Democracia!

Parece lógico que a democracia não pode ser argumento que legitime o que se passou na Palestina.

O grave, não foi o resultado eleitoral arrecadado pelo Hammas. O verdadeiramente arrepiante é que se permita que concorra a eleições um movimento que de político tem muito pouco. Que baseia a sua existência no fundamentalismo anti-ocidente e cuja arma de arremesso é o terrorismo.

Isto sim é preocupante. Que não se perceba que nos regimes democráticos não pode concorrer a eleições um partido que viole as mais elementares regras de moral e ética.

Que um estado como a Palestina, tantos anos massacrado pela guerra, fome, invasões, terrorismo, votasse como votou, não espanta. Seria até expectável.

Que o ocidente não tenha tentado negociar a possibilidade de partidos com programas que pouco mais apresentam que o terrorismo concorrerem a estas eleições, isso sim me cria as maiores perplexidades!

Poste de Concorrência à Inha :)

"O texto é interessantíssimo. Podemos concluir três coisas:

1) Os americanos são completamente estúpidos , não é novidade para ninguém!
2) Os tribunais não são propriamente um exemplo de justiça nem bom senso
pelo menos nos EUA;
3) Os advogados não são de confiança!!!!

Prémios Stella Awards

Difícil de acreditar, mas é a justiça à americana.
Os Stella Awards são prémios conferidos anualmente aos casos mais bizarros
de processos judiciais nos Estados Unidos. Têm este nome em homenagem a
Stella Liebeck, que derramou café quente no colo e processou, com sucesso, o
McDonald's, recebendo quase 3 milhões de dólares de indemnização...

Desde então, os Stella Awards existem como instituição independente,
publicando - e premiando - os casos de maior abuso do já folclórico sistema
judicial norte-americano.

Este ano, os vencedores foram:

5.º lugar (empatado):
Kathleen Robertson, de Austin,Texas, recebeu 780.000 dólares de indemnização
duma loja de móveis, por ter quebrado o tornozelo ao tropeçar numa
criancinha que corria à solta na loja..
A criança descontrolada era o próprio filho da sr.ª Robertson...

5.º lugar (empatado):
Terrence Dickinson, de Bristol, Pensilvânia, estava saindo pela garagem duma
casa que acabara de roubar.
Não conseguiu abrir a porta da garagem, porque a automação estava com
defeito.Não conseguiu entrar de volta na casa, porque a porta já se fechara
por dentro. A família estava de férias e o sr. Dickinson ficou trancado na
garagem Por 8 dias, comendo ração para cães. Processou o proprietário da
casa, alegando que a situação lhe causou profunda angústia mental. Recebeu
500.000 dólares de indemnização

4.º lugar:
Jerry Williams, de Little Rock,Arkansas,foi indemnizado com
14.500 dólares, mais despesas médicas, depois de ter sido mordido pelo
beagle do vizinho. O cão estava preso, do outro lado da cerca, mas ainda
assim reagiu com violência quando o sr. Williams pulou a cerca e disparou
repetidamente contra ele, com uma pressão de ar...

3.º lugar:
Um restaurante de Filadélfia foi condenado a pagar 113.500
dólares a Amber Carson, de Lancaster,Pensilvânia, por ela ter escorregado e
fracturado o cóccix. O chão Estava molhado porque, segundos antes, a própria
Amber Carson tinha atirado um copo de refrigerante contra o namorado,
durante uma discussão...

2.º lugar:
Kara Walton, de Claymont,Delaware, processou o proprietário duma
casa de diversão nocturna por ter caído da janela da casa de banho, partindo
os dois dentes da frente. Tentava escapar do bar sem pagar a despesa de 3,50
dólares.
Recebeu 12.000 dólares de indemnização, mais despesas dentárias...

1.º lugar:
O grande vencedor do ano foi o sr. Merv Grazinski, de Oklahoma
City,Oklahoma.
O sr. Grazinski tinha acabado de comprar um Chrysler Motorhome Winnebago
automático e regressava sozinho dum jogo de futebol. Na estrada, activou o
control cruiser do carro para 100 km/h, abandonou o banco do motorista e foi
para a traseira do veículo preparar um café. Como era de esperar, o veículo
despistou-se, bateu e capotou.
O sr. Grazinski processou a Chrysler por não explicar no manual que o
control cruiser não permitia que o motorista abandonasse o volante. O júri
concedeu-lhe a indemnização de 1.750.000 dólares, mais um Chrysler novo do
mesmo modelo. A construtora mudou todos os manuais de proprietário a partir
deste processo, para se acautelar contra qualquer outro atrasado mental que
comprasse um Chrysler...

Quem não acreditava que a incúria, a estupidez ou o crime davam para
facturar, tem aqui flagrantes exemplos, que em nada abonam queixosos e
tribunais..."


(recebido hoje por "emílio")


É bom começar a semana dando umas belas gargalhadas!!!

domingo, janeiro 29, 2006

Cores Verdadeiras

Ao contrário do que muitos pensam, um daltónico não troca as cores. Pura e simplesmente não as vê.

Vive num mundo de tonalidades cinza, correspondendo cada cor a um tom mais ou menos escuro.

Eu tenho um amigo assim, que precisa de alguém que lhe conjugue a roupa e lhe emparelhe as meias.

Eu, que distingo as cores, pergunto aos céus porque raio teimo em escolher ser daltónica, as mais das vezes com a agravante de nem ver além do preto e do branco!

Hoje acordei confusa.
Queria ser feiticeira, daquelas boazinhas, que fazem poções mágicas e que resolvem qualquer mal.
E que inventam as cores todas, mesmo as que ainda nem existem.

Bom Domingo, a ser...

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Abaixo de Zero

Henrique entra em casa. Sem casaco e sem gorro.

_ filho, então? não tens frio?

_ tenho mãe!

_ e porque vens assim, sem casaco e sem gorro?

_ porque quero congelar o cérebro. não me apetece ter ideias!!!

(com 6 anos e às vezes tão sábio)

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Blogue em Manutenção!

Tal qual moi mêmme!

Vislumbro que a mudança de óleo me (nos) faça estar pronta(os) para a volta, tomorrow!

Until then, vou encher-me de cremes de beleza, a saber: anti-rugas, hidratantes, tonificantes, reafirmantes e principalmente etc, a ver se volto melhor...e mais bonita!!!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

terça-feira, janeiro 24, 2006

Desafio Aceite!

A Sara do Mundo à Janela, é minha filha adoptiva. Como tal, não resisto a um pedido dela.

Cá vai:

Há 10 anos...
1. Tinha 31 anos e acabado de ser mãe pela 2ª vez. Era mais ou menos feliz, porque andava distraída com as coisas da maternidade que têm o poder de nos por longe do mundo.
2. Vivia a esperança de tudo mudar para melhor. Esperança vã.
3. Era mais gira e tal (mas pouco) :D

Há 5 anos...
1. Era mãe do terceiro.
2. Percebi que nenhum filho salvava o que não era salvável.
3. Era pouco feliz...

Há 2 anos...
1. Separei-me. Convicta e irreverssivelmente. Segura.
2. Sabia que iria ser feliz e fui.
3. Renasci. Hoje sei porquê...


Há 1 ano...
Estava feliz com o amor da minha vida, que não foi!
2. Escorreram-me muitas lágrimas...
3. Percebi que a felicidade só pode estar dentro de nós...nunca na reciprocidade do outro.

Ontem...
1. Fui dançar!
2. Fiz da noite uma coisa mágica!
3. Porque querer é poder.

Hoje...
1. Acordei e gostei de mim.
2. Depois apanhei um susto porque tenho um filho inscrito na tropa.
3. Escrevi, escrevi e escrevi...um dia publicoso!

Amanhã...
1. De Amanhã sei nada...

Cinco coisas sem as quais não consigo viver:

Não consigo viver sem:
1. Sem aqueles que amo.
2. Sem aqueles que amo.
3. Sem aqueles que amo (três filhos).
4. Sem escrever.
5. Sem apostar em ser feliz.

Cinco coisas que compraria com 1000 euros:
1. Uma viagem a São Tomé e Príncipe, sem volta.
2. Mais nada.

Cinco maus hábitos que tenho:
1. Fumar.
2. Ser parva e acreditar em futuros cor-de-rosa.
3. Ser pouco ambiciosa.
4. Não acreditar em mim.
5. Não acreditar nos outros.

Três coisas que me metem medo:
1. Perder aqueles amo.
2. Que me chorem quando for embora.Mas não fazer a menor diferença neste mundo.
3. Que não percebam se eu tiver de ir...

Três coisas que tenho vestidas:
1. Botas altas.
2. Mini-saia.
3. Lingerie cor-de-rosa, para animar o âmago.

Três coisas que quero mesmo muito neste instante:
1. Quero não me ralar com quem não me entende.
2. Quero ralar-me com quem me entende.
3. Quero fazer a diferença, nem que seja na vida duma pessoa.

Três lugares que gostava de visitar:
1. São Tomé e Príncipe.
2. Ushüai.
3. Nova Zelândia e Austrália!


Chega, Sara?

Apre!!!

Poli-traumatizada!

Resistirei?

Tenho um filho inscrito na tropa.
Desde hoje.

Acho que vou tomar um Valium, passo a publicidade (também pode ser um genérico...desde que anestesie)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

De Mão Dada

Passeávamos olhando o Tejo, escuro.
A noite reflectia nele luzes, mentirosas.
Não estão lá, as luzes,
Só parece.

Mas as mãos, tocando-se, estavam.
Eram mesmo,
Não eram sonho:
até acordar...

O mundo do imaginário é rico,
Cheio de tudo
Vazio de nada.

Depois vem a Verdade.
Mas quem quer saber dela?
Se dói...


(isto de escrever estas coisas ajuda...embora o que me chateie verdadeiramente seja o meu saldo bancário)

Quero Escrever A Raiva

Quero destilar veneno;
Insultar quem passa;
Destribuir arrogância;
Depois, quero ignorar respostas.

Quero,
Quero mesmo ser detestável,
E que me oiçam,
Esta necessidade de verter verborreia,
má,
feia.

Porque, na verdade, sou inofensiva!

domingo, janeiro 22, 2006

Coisas Por Aprender

(escrevendo vou aprendendo)



_ que há ideias que não devemos partilhar;

_ que há amigos para as todas as ocasiões;

_ que também há um amigo para cada ocasião;

_ que os que não me sabem secar as lágrimas não deixam de ser amigos;

_ que talvez sejam esses os verdadeiros.

Bom Domingo!!!

sábado, janeiro 21, 2006

As Minhas Descobertas!

Aqui, tão perto, e nunca tinha reparado na Avenida Recíproca, mesmo tendo passado por lá vezes sem fim.

É o que dá ser distraída!!!

Hoje é dia de reflexão...como me dói a cabeça vou fazer abdominais, instead.

Bom Fim de Semana

Nota: pelo sim pelo não, e porque é bom ginasticar ao som de música, vou fazê-lo a ouvir isto


Ai não se podia? Oh, paciência! A música é uma boa música!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

quinta-feira, janeiro 19, 2006

O Manuel Ia Alegre!

Dei agora mesmo de caras com ele. Ali na Av. de Roma.
Uma caravana grande, trânsito caótico, tudo entupido.

Cumprimentou-me com um aceno de cabeça, acompanhado dum olhar penetrante. Tem de facto um grande carisma.

Gosto do Manuel Alegre, já o disse vezes sem conta. Quero que tenha muitos votos no próximo Domingo! Que ganhe ao Soares e o ponha de vez no seu lugar: sossegadinho!

(vou lembrar-me dele, no jantar do Cavaco, amanhã, no Pavilhão Atlântico :D:D:D)

Da Confiança!

Poucas coisas valorizo mais do que a confiança no outro.

Confiar é um acto de entrega que exige recíprocidade, sempre.
Não há confianças unívocas.

Quando, baseada nesse sentimento, deito o coração ao largo e navego nas minhas verdades partilhando-as, sinto que não estou só.

Que aquele ou aquela que me escuta retem as minhas histórias e vive-as comigo. Naquele momento e para sempre. Porque essas histórias guardam-se no coração, que tem uma memória que a memória não tem.

Há um alívio associado à certeza de que não existe, da outra parte, um juízo de valor elaborado sobre as confidências, mas sim uma cumplicidade que tudo aceita.

É muito bom confiar.
E é muito bom ter amigos!!!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Perturbações Neuronais...

...neurónios???? ná...aquelas estão directamente relacionadas com Neura!

(eu explico)

Andava como se arrastasse mais quilos do que aqueles que faziam parte do seu corpo.
Como se alguém, invisível mas com forma, se lhe tivesse pendurado ao pescoço.
Pendia para a frente e nessa posição mal via o caminho. Na verdade, só via os pés que se moviam automaticamente em direcção a coisa nenhuma.

Que disparate, pensou. Estava cansada, sem rumo e sem discernimento para parar de calcorrear aquelas pedras que pisava com esforço.

Do nada, percebeu que o tal peso morto que acarretava era a Neura. A dita é coisa perigosa. Vai-se enrolando em nós, devagar e, quando damos por isso tem o efeito de uma jibóia que nos vais asfixiando, devagarinho.

Recusou-a. Mandou-a bugiar e sorriu.

Ficou leve, mais leve!

Seguiu a vida, muito embora com efeitos secundários irreversíveis! Para além da escoliose compreensível, passou a gostar de Fado e dos ABBA!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Não Resisti...




E pronto, depois de se viver na Suécia nunca mais se volta ao normal!!!


(Obrigada André)

Videos Out

O videos que aqui coloquei transformaram o blogue numa orquestra dessincronizada.

Como sou naba, não percebo como se pode por um a tocar de cada vez. Ou às tantas nem se pode. Enfim, apaguei a coisa e agora não há música para ninguém.

Ou há.

Podem sempre cantarolar o que mais gostam enquanto me lêem, boa?

The clock's running...no time...seeya!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Gostar de Cicrano...

...e não de Beltrano.
Porquê?

Haverá, por detrás da evidência da empatia, o quê que o justifique?
Efeito espelho?
Procura do 1+1=11 e não dois?

Sei que gosto de algumas pessoas mais do que doutras. Que o processo de adivinhação de histórias que ainda não são raramente falha. Que, muitas vezes, um conhecimento de 5' significa uma miríade de sensações infalíveis sobre carácteres, sobre simetrias, sobre causas/cousas comuns.

Até que ponto isso é uma aceitação do outro como ele é ou uma vã tentativa de o tornar compatível, porque assim se desenharia um cenário propício a aventuras mágicas, não sei!

Sei que gosto da sensação! E não gosto de ambiguidades.

(ontem o meu dia foi bom...talvez por isso me detenha, hoje, a tentar perceber se foi verdade)

*

domingo, janeiro 15, 2006

Quero Paz...

Aqui, ali e em todo o lado onde haja gente de bem!

(video out)

World On Fire

Hearts are worn in these dark ages
You're not alone in this story's pages
The night has fallen amongst the living and the dying
And I'll try to hold it in
Yeah I'll try to hold it in

The world's on fire
It's more than I can handle
Tap into the water, try to bring my share
Try to bring more, more than I can handle
Bring it to the table
Bring what I am able

We part the veil on our killing sun
Stray from the straight line on this short run
The more we take, the less we become
The fortune of one man means less for some


Hearts break Hearts mend love still hurts
Visions clash planes crash still there's talk of
saving souls still the cold's closing in on us

The world's on fire
It's more than I can handle
Tap into the water, try to bring my share
Try to bring more, more than I can handle
Bring it to the table
Bring what I am able

I watch the heavens but I find no calling
Something I can do to change what's coming
Stay close to me while the sky is falling
Don't wanna be left alone
Don't wanna be alone


(visitem este link:http://www.worldonfire.ca/)



Tenhamos um Domingo Sereno!

sábado, janeiro 14, 2006

Hoje o Tempo Não É Meu...

Antes de sair para uma missão que faz de mim alguém verdadeiramente importante, deixo-vos esta música que espero vos aqueça se por um acaso aqui passarem.

(video out)

She'll let you in her house
If you come knockin' late at night
She'll let you in her mouth
If the words you say are right
If you pay the price
She'll let you deep inside
But there's a secret garden she hides

She'll let you in her car
To go drivin' round
She'll let you into the parts of herself
That'll bring you down
She'll let you in her heart
If you got a hammer and a vise
But into her secret garden, don't think twice

You've gone a million miles
How far'd you get
To that place where you can't remember
And you can't forget

She'll lead you down a path
There'll be tenderness in the air
She'll let you come just far enough
So you know she's really there
She'll look at you and smile
And her eyes will say
She's got a secret garden
Where everything you want
Where everything you need
Will always stay
A million miles away




Quem me conhece sabe que estes meus Jardins Secretos são tramados...

Acord(ar)es!

(video out)


No I can't forget this evening
Or your face as you were leaving
But I guess that's just the way
The story goes
You always smile but in your eyes
Your sorrow shows
Yes it shows
No I can't forget tomorrow
When I think of all my sorrow
When I had you there
But then I let you go
And now it's only fair
That I should let you know
What you should know

I can't live
If living is without you
I can't live
I can't give anymore
I can't live
If living is without you
I can't give
I can't give anymore

Well I can't forget this evening
Or your face as you were leaving
But I guess that's just the way
The story goes
You always smile but in your eyes
Your sorrow shows
Yes it shows

I can't live
If living is without you
I can't live
I can't give any more
I can't live
If living is without you
I can't give
I can't give anymore



Acordei a cantarolar isto. Talvez porque o sonho do qual fui arrancada estava a correr mal. Gostava de cantar assim, though...

Bom Fim de Semana!

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Contabilidades!

Gasto, diariamente, pouco menos de duas horas a ler todos os blogues da minha lista de favoritos!

Bom, hoje nem me apetecia escrever, nem nada! Mas queria avisar-vos que, a partir de segunda-feira, passo a acumular dois trabalhos o que, obviamente, limitará em muito as visitas aos amigos e a escrita caseira.

Vou indo e vindo, tentando respeitar os descansos de guerreira a que me vou obrigar.

E até.

*tóing!!!

quinta-feira, janeiro 12, 2006

É Assim...

O Amor!

O amor é um jogo de regras mil e todavia
sem regras e apesar disso quiçá ainda por tal
não só é jogo é arte é mistério e fantasia
de poeta que o sonha luz imortal
ou de joalheiro que lavra e cinzela em metal fundente
as jóias em linhas mestras ainda e tanto em espiral
que por vezes cedo antes ou depois se quebram
quando se parte um elo da corrente

O amor é semente guiada pelo vento
que busca a água algures além na fonte
longe ou perto acima abaixo e ali defronte
e desabrocha em flor aqui e alhures ali no monte
sobretudo e sobremodo eternamente

Vive de beijos e de abraços tão carente
que bem ou mal pior ou melhor
ainda e tanto como outrora antigamente
se alimenta de si próprio e é das palavras tão sedento
que é tudo na vida e muito mais tal e qual provavelmente
que tantas vezes quão demasiadas porventura
não somente é paz e encantamento
como é fonte de pranto e amargura.


Pólux, 11 de Janeiro de 2006

Se o visitarem (http://vozdapedra.blogspot.com/), terão o prazer de ler estas palavras com um acompanhamento musical lindíssimo, adequado à qualidade da escrita.

P.S. Obrigada amigo, por esse altruísmo que te leva ao caminho da partilha :)

Blogues Com Direcção Assistida

A propósito não sei de quê, pus-me a discorrer sobre a motivação que leverá alguém a escrever um blogue exclusivamente dirigido a determinada pessoa.

Cartas abertas com temas fechados porque, de tão pessoais, se tornam encriptados, incompreensíveis para todos os que não sejam o destinatário. Calha-se a ir lá e sai-se com aquela sensação de ter aberto por lapso a posta restante errada.

É como ouvir conversas de vizinhos em que só se escuta o que fala mais alto. Diálogos que são, afinal, monólogos. Sem sentido.

E para quem escrevo eu? Vou deter-me nesta questão e depois responderei...ou não!

Nota de Rodapé: ainda a propósito da praga dos pombos, não resisto a publicar aqui mais uma gaffe deliciosa da minha Alice, quando chegou hoje de manhã tão esbaforida quanto indignada:
_ Ó menina, não é que encontrei uma das tais vizinhas a dar comer aos pombos? Pedi-lhe escarnecidamente para parar com aquilo e ela ainda foi malcriada.
Nunca um lapsus linguae foi tão apropriado
. :D

Nota de Rodapé (2): dar comer é também um lapsus, mas sem piada!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Detesto Ratos Voadores!

aka Pombas

Ando às voltas com a tentativa de descobrir como extreminar o pombal que há uns meses se instalou nos parapeitos das minhas janelas e adoptou as 2 varandas para procriar (ler cagar, desculpando o calão).

São uma praga. Multiplicam-se à velocidade da luz e morrem pouco (quer dizer, quando morrem morrem muito, mas é só quando morrem).

Dizem-me que as empresas de desinfestação não estão autorizadas a dar-lhes cabo do canastro. Que só as Câmaras Municipais o podem fazer.

Acho mal, até porque é um caso de saúde pública.

Também é proibido alimentá-las e os meus estúpidos vizinhos não cumprem essa premissa e nunca os vi a ser côimados por isso.

Bom, esta verborreia toda serve para sustentar o pedido inusitado que aqui vou deixar: alguém que me empreste uma caçadeira, espingarda, revólver ou assim???

Nota àqueles mais sensíveis à minha falta de compaixão: se tivessem levado com um cagalhão na cabeça, logo de manhã, seguido duma pasta de pão molhado atirado por uma dessas estúpidas vizinhas e que me entrou num olho na vã tentativa de identificar a prevaricadora (pois, a olhar para o ar) e se, como corolário da coisa, tivessem ido à janela dizer adeus ao filho que vai para a escola e ao poisar os braços no parapeito tivessem ficado com os ditos num tom esverdeado e malcheiroso, aposto que se sentiam assim, como eu.
Direitos dos animais? Pois, têm direito a uma morte rápida, é o que é. Nisso, um tirito certeiro resolve, já que apanhá-las e torcer-lhes o gasganete é tarefa impossível...

terça-feira, janeiro 10, 2006

Olhando sem Ver!

Tantas vezes acontece usar o olhar sem processar as imagens que capto. Olho sem ver.
Porque a realidade às vezes não passa duma enorme tela de cinema, com surround sound, cheia de personagens que vagueiam por histórias que não conhecemos nem queremos conhecer. Não há tempo para acompanhar enredos. A vida é acelerada demais.

De repente, num cruzamento da vida, aparece um filme com argumento irresistível. Detenho-me e vejo. Fico ali, estática, observadora.

As poucas vezes que intervim no desenrolar da acção gritada por um realizador invisível, que me observa as qualidades, nem correram mal. A verdade é que, quase outras tantas menos bem.

Decididamente não nasci para atriz. Terei nascido para directora do meu próprio guião. Que desenharei com a tenacidade que sei que tenho, escondida cá dentro!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Volume no Máximo e Desfrutem!!!

http://skullz.net/mp3/pooshpop.mp3

(obrigada Pólux)

Bangkok, Oriental city
But the city don't know what the city is kept
The creme de la creme of the chess world
In a show with everything but Yul Brynner

Time flies, doesn't seem a minute
since the Tyrolian spa had the chess boards in it
All change, don't you know that when you
Play at this level there's no ordinary menu

There's Iceland, or the Philippines, or Hastings
Or....or this place!

One night in Bangkok and the world's your oyster
The bars are temples but their pearls ain't free
You'll find a god in every golden cloister
And if you're lucky, then the god's a she
I can feel an angel sliding up to me

One town's very like another
When your head's down over your pieces, brother
(It's a drag, it's a bore, it's really such a pity
To be looking at the board
not looking at the city)
Whattaya mean?!
You've seen one crowded, polluted, stinking town

Tea, girls, warm and sweet, sweet
Some are set up in the Somerset Maugham suite

Get tied, you're talking to a tourist
Whose every move's among the purest
I get my kicks ABOVE the waistline, sunshine!

One night in Bangkok makes a hard man humble
Not much between despair and ecstasy
One night in Bangkok and the tough guys tumble
Can't be too careful with your company
I can feel the devil walking next to me

Siam's gonna be the witness
To the ultimate test of cerebral fitness
This grips me more than would a muddy old river
or reclining Buddha
Thank God I'm only watching the game, controlling it
I don't see you guys rating
The kind of mate I'm contemplating
I'd let you watch, I would invite you
But the queens WE use would not excite you.
So, you better go back to your bars, your temples...
your "massage parlors"...

One night in Bangkok and the world's your oyster
The bars are temples but their pearls ain't free
You'll find a god in every golden cloister
A little flesh, a little history
I can feel an angel sliding up to me

One night in Bangkok makes the hard man humble
Not much between despair and ecstasy
One night in Bangkok and the tough guys tumble
Can't be too careful with your company
I can feel the devil walking next to me

Head Murray
(One Night In Bangkok)

(obrigada mana Inha)

Diálogos Encriptados!

_ E porque me amas?

_ Isso interessa?

_ Se não interessasse porquê a pergunta?

_ Amo-te porque sim, chega?

_ Mas nem me conheces...

_ Conheço-te melhor do que pensas. Conheço o suficiente para te amar assim, de longe...

_ Posso chamar-te lírico?

_ Não. Podes chamar-me Amor...


!

Calor Humano?

Cada vez gosto mais de cães!

Para quem é fã do que dá título a esta posta, recomenda-se uma viagenzita de Metro, entre Roma e Rossio, às 9h da manhã.

(a quem tiver possibilidade de me enviar esta música pró mail ali ao lado, agradecia: "One Nigth In Bangkok" dos Murray Head...)

domingo, janeiro 08, 2006

Os Domingos São Dias Estranhos!!!

Há um torpor que me acompanha, invariavelmente, ao Domingo.
Uma sensação de descanso que não é.

De precipitação antecipada numa semana de rotinas que não me seduzem, mas que lá estão.

Gosto de dormir, de acordar tarde, de não qualquer responsabilidade que até acontece. Como hoje em que estou completamente só com a minha companhia e em que decido que se não tomar banho, não almoçar, não sair da cama ninguém irá notar, reparar, lançar uma qualquer crítica mordaz à preguiça que me assola. E a que tenho direito.

Só música me rodeia. Aos berros, volume no máximo, inusitado. Ninguém para me mandar baixar o barulho de quem não gosta do que toca. Ninguém a quem incomodar.

É boa a solidão dos Domingos, fim de semana sim, fim de semana não.

Lá para o fim do dia a casa fica cheia. De risos, de choros, de sons que anunciam criançada por aqui.

Os Domingos às vezes são bons!

sábado, janeiro 07, 2006

Vamos Brindar...

"...com vinho verde que é do meu Portugal,
e o vinho verde me fará recordar,
a aldeia branca que deixei
atrás do mar..."

Só quem já emigrou me perceberá!

É muito díficil viver longe de todas as nossas referências. Familiares, culturais ou sociais. A língua diferente, o humor incompreensível, o desajuste permanente.

Haverá aqueles que se esforçam por se integrar no mundo que os acolhe nessa nova etapa.

Outros, como eu, com medo de gostar e não querer voltar, permanecem como outsiders, numa postura de permanentes observadores críticos, nunca se deixando levar pelas ilusórias facilidades económico-financeiras que esses lugares parecem oferecer.

Depois, sofre-se...sofre-se muito.

Mas há aquela coisa da perspicácia que nos leva a perceber que, ao passarmos a pertencer ali, passamos a pertencer a lado nenhum...

A saudade, o raisparta da saudade!

(nunca fui feliz em lado nenhum...essa é a verdade...)

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Verdade ou Consequência

Lembro-me deste jogo ser um sucesso, na minha pré-adolescência.
Lembro-me também de preferir, invariavelmente, a verdade acreditando com isso fugir ao castigo que adviria da escolha errada, a temível consequência.

Como se uma não condicionasse a outra.
Sempre...

(hoje, substituo o ou pelo e com a sabedoria que os anos me trouxeram)

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Crise, Qual Crise?

Vou à janela.
Olho para a rua, iluminada pela claridade dum sol de inverno, agressivo à vista.

Quase cegante, num determinado ponto desvia-me a atenção para lá.
É o vidro duma viatura que concentra em si a luz, reflectindo-a.

Novinha em folha, de alta cilindrada, como 90% dos carros estacionados por ali.
É curioso. Sai um modelo novo e, passados poucos dias, há um exemplar dele estacionado aqui na praceta.

Depois, quando fecho a janela e venho para a rua, reparo na quantidade de peles bronzeadas, discordantes da estação que atravessamos.

Muita viagem para sítios onde o estio se vive agora.

Meto-me no meu carro (que é só um quase carro, no meio das 'bombas' todas que o rodeiam) e constato, às 8h da manhã, as avenidas lotadas de automobilistas apresados tentando, em vão, ultrapassar um caracol que teima em manter-se na via. Despreocupado. Sabe que não corre risco de vida.

E pergunto-me: crise, qual crise?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Militâncias!

Tenho um bocado (inho) de inveja daqueles que se dedicam a causas e que nisso investem boa parte do seu tempo.

Admiro profundamente quem pega nos poucos momentos que sobram para o lazer e os dirigem aos 'outros' que precisam.

Quando toca a militâncias políticas, sinto exactamente o inverso.
Não simpatizo com 'carreiras' feitas à base de convicções pouco claras porque é disso que são feitos os partidos de hoje.

Soa-me a falso todo aquele que se arroga de ter dedicado uma vida à causa pública, mais a mais porque, bem vistas as coisas, cada político é apenas mais uma peça da engrenagem de sistemas complexos, onde o investimento pessoal é aplicado num abstrato a que se chama coisa pública.

De resto, quando vou a um Hospital e me deparo com voluntários de sorriso nos lábios a alimentar alguém que se encontra só, com tempo para em simultâneo trocar dois dedos de conversa e dar um mimo, sinto que aquilo faz toda a diferença (tanto para quem dá como para quem recebe).

No mundo da política o descrédito nos méritos das acções dos que dela vivem é total. Pela ausência de resultados visíveis ou, ainda pior, vísiveis e maus.

Não é por acaso que mais de 2/3 do mundo continua pobre, com fome, doente, injustiçado ou em guerra. Mesmo com tão grandes pensadores/actores à frente dos designios das nações.

É, não me apetece sequer cumprir o meu direito de voto!

(e se as eleições fossem hoje, até era capaz de preparar um boicotezito na minha Assembleia de Voto)

terça-feira, janeiro 03, 2006

Cozido e Assado...

...frito ou escalfado.

Estórias que invento, têm aqui o seu lugar.

Hoje, ao viajar por aí pelos sítios do costume detive-me no Controversa Maresia.
Li com toda a atenção a Vieira do Mar e achei que ela, com a escrita fluída e acutilante a que me (nos) habituou, aborda um tema muito interessante para quem escreve em blogues: as (in)verdades das coisas;

Quem escreve numa página aberta não escreve nunca só para si próprio, isso é óbvio.
Desenha palavras, mais ou menos coordenadas em frases, que têm sempre destinatário. Falo por mim, na minha experiência de mais dum ano disto.

Penso, invariavelmente, em quem me lê. Elaboro textos com o cuidado de não ser eu mesma, em algumas situações que envolvem terceiros. Mas uso metáforas, parábolas, uma miríade de figuras de estilo para chegar ao âmago do que sinto. Tentando não ser explícita.

Muitas vezes não consigo fugir a uma ou outra referência a um quotidiano partilhado. E as reacções não se fazem esperar, daqueles que se põem na postura de visados. É giro porque, as mais das vezes, não são de todo parte desse meu universo, meramente ficcional.

Não deixa, no entanto, de ser rico e até esclarecedor ter às vezes informação de estados de espírito e até de equívocos que provoco (sem perceber) nas pessoas das minhas relações extra virtuais.

Gosto de ter um blogue. Mas nem tudo o que escrevo corresponde àquilo que sou, quero ou faço.

Que fique claro, para quem me lê e, mais ainda, para quem gosta de mim.

Era só!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Surpresas!


















Acabou de fazer seis anos.
Começou mesmo agora a escola.
Hoje foi ele que me leu uma história...

:)

São 13h42'

Ainda não comi...
O meu corpo já pede jantar (quanto mais almoço)...
Estou esgotada!

Lufa lufa do caraças!!!


(deixo os cumprimentos e os beijos do Dia 2 assim, ao Deus dará...cada um agarre o seu, ok?)

domingo, janeiro 01, 2006

2006

Começou bem!


Serenamente, no meio da confusão.
Calmamente, no meio da euforia.
Colorido, como o fogo de artifício que nos inundou os céus da capital.

Bom prenúncio!!!

(a todas e todos que me conseguiram mandar sms's e que não obtiveram resposta, explico que o 'engarrafamento' não o permitiu)

Bom Dia 1!

sábado, dezembro 31, 2005

7777

Já vos disse que adoro capicuas?

Lindo número!

Obrigada...

Cacos!

Hoje, numa limpeza mais profunda do meu quarto, descobri um caco minúsculo que sobreviveu, ali, a todas as sucções do aspirador.

Tem mais de 4 anos, aquele caco.

Dá-me uma sensação engraçada, tê-lo encontrado.

Como se se tratasse do fechar dum ciclo, que precisava daquela minúscula peça para tudo fazer sentido!

Giro, isto...logo hoje!

Bom Dia 31 a todos os meus amigos blogueiros (e outros), que perdem o seu tempo a visitar-me e a deixar palavras ricas nos comentários. Obrigada pela companhia!

Graça

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Jessica Riddle

Even Angels Fall


You found hope, you found faith
Found how fast she could take it away
Found true love lost your heart
Now you dont know who you are


She made it easy made it free
Made you hurt till you couldn't see
Sometimes it stops some times it flows
Baby that is how love goes


You will fly and you will crawl
God knows even angels fall
No such thing as you lost it all
God knows even angels fall


And its a secret that no one tells
One day its heaven one day its hell
Its no fairy tale take it from me
Thats the way its supposed to be


You will fly and you will crawl
God knows even angels fall
No such thing as you lost it all
God knows even angels fall


You laugh you cry no one knows why
But ohh the thrill of it all
Your on the ride
You might as well open your eyes


You will fly and you will crawl
God knows even angels fall
No such thing as you lost it all
God knows even angels fall


Even angels fall
Even angels fall


É, até os anjos...
Se os houvesse!

Isto do Fim de Ano Não É para Mim!

Não faço balanços, nesta altura. Faço-os no MEU ano novo, a 11 de Julho.
Não há alusões aqui a datas que nada me dizem. É óbvio que retribuo Votos, por educação.

Mas, como disse, o ano novo é para mim no meu aniversário. Por essa altura faço os Deve/Haver da praxe.

Até hoje já cumpri alguns, faltando outros.

Com 41 anos sinto que o tempo começa a escassear. Tento apressar a coisa, mas o tempo tem o seu tempo.

Devagarinho chego lá. E se, por um acaso do destino ou por negligência com a casca que me suporta, não chegar mais longe, não me aflijo.

Tenha eu, todos os dias, a consciência de que fiz o melhor que sei e posso.

Celebrem o Ano Novo quando quiserem. Com a noção clara de não há datas para se ser feliz.

Sejam-no, e só!

Beijos da Di.

Histórias Paralelas da Minha Família

João Victor da Silva Brandão









João Victor da Silva Brandão -" O João Brandão" - nasceu no dia 1 de Março de 1825, no Casal da Senhora, e foi baptizado na Igreja de Midões, no dia 26 do mesmo mês, sendo seus padrinhos Roque Ribeiro de Abranches Castelo - Branco (meu tetra
-avô),
que fez parte da Junta Revolucionária, que preparou, no Porto, a revolução de 24 de Agosto de 1820, e que, pêlos serviços prestados à causa liberal, nesta época, e depois de 1833, lhe foi concedido o título de Visconde de Midões (o solar é hoje lugar das nossas férias de Verão), e a sua esposa D. Júlia, sendo o assento lavrado pelo vigário Araújo Nogueira. Aprendeu as primeiras letras com o professor de Midões, Bento Inácio Duarte de Almeida, que mais tarde veio a ser seu declarado inimigo, indo depois para Cabanas, aprender os primeiros elementos da língua latina com o célebre vigário Joaquim Miranda, revelando sempre uma inteligência viva e penetrante, servida de especiais dotes de carácter, que, se tivessem sido bem orientados, muito bem se poderia elevar acima do vulgar, e ter-se feito um cidadão útil à sua pátria, em vez de uma vítima expiatória dos crimes do seu tempo. Casou em 1863 com D. Ana Eugenia de Jesus Corrêa Nobre, senhora distinta, que lhe foi dedicada até à última, e que era possuidora de regular fortuna, que lhe firmou a convivência íntima com as famílias respeitáveis, que o recebiam com particular deferência, tomando parte nas festas e nos infortúnios, revelando-se sempre um cavalheiro distinto e gentil. Envolvido de novo nas lutas liberais condenado por um crime.

(texto retirado do google, mas não faço ideia donde...sorry)

Depois deste Resultado Desastroso


How evil are you?



Careço de vir em defesa da minha boa vontade e do meu carácter dócil.
Acreditem que sou tudo menos má!

Estes testes são uma tanga, e acho que este resultado se deve a uma resposta que lá dei que condiciona tudo. Cliquei na bolinha correspondente à política, numa pergunta que abordava vocações...só pode!

Só mais uma coisinha, não trabalho para a AOL :D

(teste roubado à "Geração Rasca")

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Private Mouth...

Tadução livre: boca privada e direccionada.

O meu endereço de msn está ali porque se alguém quiser adicionar-me (salvo seja), pode fazê-lo. No need to ask!

Agora eu aceitar é que já é outra conversa. Percebido?

Ah pois!

(isto de ter mudado a foto tem muito que se lhe diga :D)

Em Querendo...

As coisas boas acabam por acontecer.

É preciso querer, não só desejar...
Parecendo sinónimos, não são.

Quando se deseja, e apenas isso, tem-se a noção de que o desejável não passa daí. Qualquer coisa não concretizável, mais perto do sonho do que da realidade.

Quando, pelo contrário, se quer, existe uma certeza de que se chega lá. E a acção para que aconteça é imediatamente desencadeada.

Deixo isto escrito como nota mental, para reler de quando em vez.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Surrupiado ao Blogantes da Ana

You Belong in New York City

You're an energetic, ambitious woman.
And only NYC is fast enough for you.
Maybe you'll set yourself up with a killer career
Or simply take in all the city has to offer.


Não há muito mais a acrescentar...a não ser, talvez, a ambiguidade do resultado!
Pertencer a Nova Iorque é não pertencer a lado nenhum!

New York, New York!

PS: espero que o meu admirador secreto ainda vá a tempo de trocar as passagens. Olhá dica que eu te dou...

Posta Demolhada

Gosto de escrever depois dum banho de imersão, daqueles cheios de sais que transformam a àgua numa palete de cores.

Enquanto me encontro submersa naquele calor molhado, ocorrem as ideias mais originais.

O pior é que o seco da toalha as arruma algures, num qualquer sítio recôndito do meu cerebro e nunca mais as encontro.

É mais ou menos como sonhar, lembrar por segundos o enredo e perdê-lo com a mesma rapidez.

Uma chatice.